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Sicredi promove boas práticas de gestão com foco na ampliação do impacto positivo econômico, social e ambiental
Cooperativa possui um modelo de negócio sustentável, conectado com a inovação e baseado em conceitos como ajuda mútua e colaboração, com capacidade para fomentar o desenvolvimento econômico e social nas áreas de atuação das cooperativas.

Com uma história secular de atuação no país como instituição financeira cooperativa, o Sicredi tem a sustentabilidade como um dos principais pilares do modelo de atuação. Em razão disso, integra o Pacto Global desde janeiro de 2020, ao mesmo tempo em que, ao longo dos anos, tem desenvolvido iniciativas alinhadas aos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Organização das Nações Unidas (ONU).
O Sicredi é um modelo de negócio sustentável, conectado com a inovação e baseado em conceitos como ajuda mútua e colaboração, com capacidade para fomentar o desenvolvimento econômico e social nas áreas de atuação das cooperativas. Portanto, a política de sustentabilidade da instituição propõe princípios que ajudam a nortear as ações em diferentes âmbitos e com públicos distintos do cooperativismo de crédito, levando em consideração desafios e oportunidades nas esferas econômica, social e ambiental, visando sempre o impacto positivo para associados e comunidades.

Manfred Dasenbrock, presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ: “O Sicredi sabe que a construção de um futuro melhor começa com a realização de iniciativas efetivas hoje”
Especificamente na área do agronegócio, o presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, Manfred Dasenbrock, destaca a histórica parceria com o produtor rural, com a aposta na sustentabilidade no campo com diferentes iniciativas, como o financiamento e crédito para aquisição de painéis solares. “É uma forma de apoiar o produtor rural para minimizar os efeitos da alta recorrente da energia elétrica, uma vez que a energia solar tem se mostrado uma alternativa viável para muitos associados produtores rurais, tanto pela sustentabilidade quanto pela economia gerada”.
Em 2021, o Sicredi, atento à crescente demanda por crédito destinado à instalação de sistemas de energia fotovoltaica, firmou parceria para captação de recursos junto à International Finance Corporation (IFC), membro do grupo Banco Mundial. O montante captado foi de US$ 120 milhões (cerca de R$ 600 milhões), e financiou projetos de energia solar dos associados da instituição em todo o Brasil. A operação foi a primeira realizada por uma instituição financeira cooperativa brasileira e que recebeu certificação verde emitida pela Climate Bonds Initiative (CBI).
Além disso, a carteira de crédito do Sicredi para financiamento de projetos de energia solar no Brasil totalizou R$ 4,5 bilhões ao final de 2021, com aumento de 93% em relação ao mesmo período de 2020. Do saldo atingido, R$ 2,4 bilhões foram destinados a associados Pessoa Jurídica (PJ), R$ 1,1 bilhão para Pessoa Física (PF) e R$ 940 milhões para associados do campo (agricultura familiar, médios e grandes produtores).
Nacionalmente, o Sicredi concedeu em 2021 o equivalente a R$ 2,5 bilhões para energia solar. Somente na regional Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro (área de atuação da Central Sicredi PR/SP/RJ), o total liberado ultrapassou R$ 1,1 bilhão para energia solar, em mais de 27 mil operações, com um ticket médio de R$ 46 mil.
Outra frente importante é o apoio histórico do Sicredi ao Programa Nacional da Agricultura Familiar (Pronaf) que por meio dos recursos do Plano Safra, ajuda a fomentar a atividade de famílias de agricultores no campo, agregando renda e ajudando a evitar a migração para cidades, onde muitas vezes as chances de melhoria de vida são menores. Por meio do Plano Safra o Sicredi ajuda a diversificar as fontes de renda dos produtores rurais, através de projetos de investimento em piscicultura, suinocultura, agroindustrialização no campo, entre outros. Com isso, produtores associados deixam de depender de apenas uma cultura e do produto “in-natura”, para agregar renda com a diversificação da sua produção.
No ano-safra 2020/2021, o Sicredi liberou um volume recorde de crédito rural. Foram R$ 29,1 bilhões aos produtores em mais de 220 mil operações, considerando também R$ 1,6 bilhão em CPR, o que representa um crescimento de 41% na comparação com o ano-safra anterior. Se considerada apenas a agricultura familiar, foram R$ 6,2 bilhões e para os agricultores de médio porte foram destinados R$ 5,1 bilhões. Os dois públicos foram atendidos por meio de 173 mil operações.
ESG
Segundo Dasenbrock, os princípios de sustentabilidade, como solidariedade, colaboração e ajuda mútua, que ganharam holofotes nos últimos anos, especialmente com a pandemia, são inerentes ao modelo de negócio. “Os associados do Sicredi têm contato, na prática, com os conceitos ESG ao longo dos anos por meio de diferentes ações desenvolvidas pelas cooperativas”, ressalta.
Conforme Dasenbrock, o tema ESG está sendo amplamente trabalhado com as lideranças e gestores das cooperativas por meio de programas de formação e capacitação, campanhas e projetos. As iniciativas são realizadas pelas cooperativas Sicredi nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, apoiadas pela Central Sicredi PR/SP/RJ. O intuito, de acordo com Dasenbrock, é desmistificar o tema e mostrar o quanto a cooperativa está conectado com a agenda ESG pelo seu modelo de negócio e iniciativas voltadas para as necessidades das comunidades em que estão inseridas. “O propósito é ampliar o entendimento dos colaboradores e associados sobre como a sustentabilidade afeta o modelo de negócio e reforça os diferenciais do cooperativismo de crédito”, salienta.
Três pilares
Os três direcionadores da Política de Sustentabilidade do Sicredi (relacionamento e cooperativismo, soluções responsáveis e desenvolvimento local) orientam o desenvolvimento sustentável do negócio e estão diretamente ligados às pessoas e às comunidades, uma vez que o pilar de relacionamento e cooperativismo ajuda na difusão do cooperativismo e da sustentabilidade, além de promover a diversidade e a inclusão. Já o pilar de soluções responsáveis tem como objetivo promover a educação financeira e atuar com a ecoeficiência, enquanto o desenvolvimento local visa fomentar a economia regional e a inclusão financeira, além da promoção do desenvolvimento humano e social das comunidades.
ODS
Além disso, segundo Dasenbrock, o Sicredi desenvolve, ao longo de sua história, projetos que estão diretamente relacionados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODSs) propostos pela ONU. “Realizamos diferentes projetos diretamente ligados a cada um dos ODSs”. Entre as iniciativas, Dasenbrock cita as oficinas de educação financeira, por meio do projeto Cooperação na Ponta do Lápis. A iniciativa realizou, somente em 2021, mais de 1,4 mil ações nos Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro e contou com o envolvimento de mais de 1,5 mil colaboradores voluntários. O Programa A União Faz a Vida (PUFV), principal iniciativa de responsabilidade Social do Sicredi, é realizado em mais de 1,2 mil escolas de mais de 200 municípios (dados de dezembro de 2021) da área de atuação da Central Sicredi PR/SP/RJ, impacta hoje cerca de 189 mil alunos e conta com a parceria de mais de 14 mil professores.
Gestão segura
A transparência e a gestão participativa são grandes diferenciais do Sicredi como instituição financeira cooperativa. Mesmo com as restrições nos momentos mais severos da pandemia, por exemplo, as cooperativas se mantiveram próximas ao associado, fortalecendo os pilares fundamentais do Sicredi. Um dos principais diferenciais do cooperativismo de crédito, as Assembleias, em 2021, registraram a participação de 55 mil associados em 437 eventos realizados pelas cooperativas no formato digital ou híbrido, conforme as orientações das autoridades de saúde.
Além disso, assim como na Central, todas as cooperativas Sicredi têm a governança composta por um Conselho de Administração e um Conselho Fiscal. “São órgãos independentes e que atuam no direcionamento estratégico da organização, no caso do Conselho de Administração; já o Fiscal é responsável pela fiscalização, controle e revisão do orçamento e das contas da organização”, explica Dasenbrock. Todos são formados pelos associados, com mandatos eleitos de forma democrática. O Conselho de Administração elege uma Diretoria Executiva, de Desenvolvimento/Negócios e uma Diretoria de Supervisão/Operações, para tocar o negócio e sua operação. “Todas as ações são levadas ao conhecimento do associado, para deliberação nas assembleias de prestação de contas, que ao final do processo, tem seus encaminhamentos submetidos ao Banco Central do Brasil”, afirma.
Com o avanço da equidade e da inclusão, os valores do cooperativismo têm se fortalecido constantemente. A governança tem se tornado mais diversa, especialmente com a presença de lideranças femininas e de novas gerações. “Esse resultado positivo, assegura maior pluralidade de ideias e inovação, é reflexo de um trabalho feito ao longo dos anos para o desenvolvimento de potencialidades e novas lideranças, afirma Dasenbrock.
Nos Estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, a iniciativa do Comitê Mulher é realizada em 27 cooperativas, com a presença de mais de 1,1 mil integrantes. Já os Comitês Jovens estão em 22 cooperativas e contam com a participação de mais de 820 participantes.
Conectado aos princípios do cooperativismo e enquanto agente de transformação da sociedade, o Sicredi, por meio da atuação das cooperativas, também participa do Dia de Cooperar (Dia C). Em 2021, por exemplo, foram realizadas mais de 600 ações nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, engajando cerca de 12 mil voluntários e beneficiando mais de 290 mil pessoas.
Base na sustentabilidade
A Política de Sustentabilidade do Sicredi estabelece diretrizes que norteiam a decisão em diferentes âmbitos do negócio. Essa Política de Sustentabilidade dispõe de três principais direcionadores citados anteriormente. Conforme Dasenbrock, estes princípios norteiam o desenvolvimento de iniciativas e visam a construção coletiva de uma sociedade mais próspera no futuro. “Estamos caminhando para fortalecer estes pilares, e exemplos concretos são a organização das ações para engajamento de mulheres e jovens associados, através de seus respectivos Comitês que se aproximam cada vez mais das cooperativas”, destaca.
Na área de atuação da Central Sicredi PR/SP/RJ, vale destacar que as ações de sustentabilidade também foram potencializadas pelas cooperativas a partir das iniciativas dos Comitês de Sustentabilidade. Atualmente, 22 das 31 cooperativas filiadas atuam com os Comitês nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro.
Os Comitês de Sustentabilidade são responsáveis por monitorar indicadores regionais, avaliar, debater e recomendar ações de sustentabilidade que possam gerar valor para colaboradores e associados, e que contribuam com a perenidade do Sistema. “Em 2022, a previsão é que três novas cooperativas com atuação nos três estados façam a adesão à iniciativa”, revela Dasenbrock.
Ações ambientais
Com o intuito de gerar impacto ambiental positivo ao mesmo tempo que gera crescimento econômico e social nas comunidades, o Sicredi, em 2021, neutralizou suas emissões de Gases de Efeito Estufa (GEE) em âmbito nacional. A neutralização das mais de 21 mil toneladas de GEE emitidas em 2020 pela instituição foi realizada por meio do apoio a cinco diferentes projetos de créditos de carbono, um em cada região do Brasil.
O presidente da Central Sicredi PR/SP/RJ, destaca ainda o Projeto Aterro Sanitário Bandeirantes, que trabalha com geração de energia elétrica renovável por meio de coleta de biogás de aterro na cidade de São Paulo, com foco na melhoria da qualidade do ar no local. “A iniciativa ainda minimiza riscos de contaminação de águas subterrâneas, possibilita a recuperação de terrenos degradados e a geração de emprego e renda às comunidades locais”, ressalta Dasenbrock.
Além disso, há cinco anos por meio do Programa GHG Protocol, o Sicredi desenvolve iniciativas de ecoeficiência nos estados do Paraná, São Paulo e Rio de Janeiro, utilizando uma metodologia amplamente adotada por empresas e governos do mundo todo para entender, quantificar e gerenciar emissões de gases de efeito estufa.
A instituição financeira cooperativa realiza o ciclo completo de ecoeficiência com inventário, publicação e ações de compensação de carbono com diferentes iniciativas: plantio de árvores, compras de crédito de projetos certificados, recuperação de áreas degradadas e projetos para conservação de floresta nativa.
Dasenbrock destaca também que, em reconhecimento à estratégia de sustentabilidade e ecoeficiência desenvolvida, o Sicredi, por meio das ações realizadas pelas 25 cooperativas que atuam no Paraná, recebeu em 2021 o Selo Clima Paraná, na categoria “Original”, destinado a empresas que apresentam inventário simplificado das emissões de carbono. A premiação é concedido pela Secretaria do Desenvolvimento Sustentável e do Turismo (Sedest). “A premiação certifica as boas práticas de empresas que atuam no estado no combate às mudanças climáticas, através da medição, divulgação e redução das emissões de gases do efeito estufa”, menciona o presidente.
Para saber um pouco mais de como a agenda ESG está movimentando o cooperativismo brasileiro acesse a versão digital da edição Especial de Cooperativismo clicando aqui.

Notícias Maior zona de livre comércio do mundo
Acordo UE–Mercosul reforça protagonismo do Brasil no comércio internacional
Após 25 anos de negociações, tratado reforça liderança brasileira no bloco sul-americano e amplia acesso a um dos maiores mercados do mundo.

Ministra do Planejamento e Orçamento, Simone Tebet: ” O Acordo Mercosul-União Europeia é um dos movimentos econômicos mais relevantes das últimas décadas para o Brasil e para o Mercosul. Vai combinar crescimento econômico, emprego e renda com sustentabilidade, tecnologia e inovação” – Foto: Andressa Anholete/Agência Senado
Pelas redes sociais, o presidente Lula afirmou ser uma vitória do diálogo. “Uma vitória do diálogo, da negociação e da aposta na cooperação e na integração entre os países e blocos”, afirmou.
Lula destacou que o acordo, além de trazer benefícios para os dois blocos, é uma sinalização em favor do comércio internacional. O presidente brasileiro foi atuante na costura desse acordo e tentou finalizá-lo no final do ano passado, quando o Brasil presidia o bloco sul-americano. Para Lula, o acordo entre Mercosul e União Europeia era uma prioridade.
O Parlamento Europeu também precisará aprovar o acordo para que ele possa entrar em vigor.
Notícias
Dia de Campo da Copacol conecta pesquisa, manejo e mercado ao produtor
Estudos do CPA mostraram, na prática, soluções para solo, soja e milho, além de análises de mercado para apoiar a tomada de decisão do produtor.

Com o objetivo de potencializar a produção e preparar cada vez mais os cooperados, o 35° Dia de Campo de Verão Copacol apresentou estudos exclusivos realizados pelo CPA (Centro de Pesquisa Agrícola), e contou com a participação de 1,5 mil visitantes. “É muito bom receber nossos cooperados para compartilhar novidades e apresentar tecnologias que, se aplicadas nas propriedades, trarão uma melhor produtividade. Além de preparar nossos cooperados para bons resultados no campo, aqui também queremos trazer uma visão comercial, afinal, essas duas coisas precisam estar alinhadas na busca de melhores resultados”, afirma o diretor-presidente, Valter Pitol.

Cooperados que já acompanham de perto o trabalho do CPA garantem que eventos como esse fazem a diferença, como comenta o produtor de Joetaesse, Cássio Henrique Moeller. “O CPA sempre nos ajuda a alcançar melhores resultados e potencializar nossa produtividade e eventos como o Dia de Campo agregam muito conhecimento e traz novidades que nos ajudam a crescer nas propriedades”.
Além da presença dos cooperados e cooperadas, colaboradores e pesquisadores do CPA, o secretário de Agricultura e Abastecimento do Paraná, Márcio Nunes, também prestigiou o evento. “A Copacol é uma das cooperativas mais importantes do mundo com produtos exportados para muitos países. E ela faz um trabalho sensacional com os produtores, um exemplo é esse Dia de Campo. A Copacol treina, adapta e coloca o produtor em situações de competitividade, tudo isso visando a melhoria da qualidade de vida através do aumento da renda do produtor, estimulando que as famílias fiquem no campo”, completa o secretário.
Na prática
Um dos assuntos abordados nas palestras em campo foi a compactação do solo e seus feitos sobre o sistema de produção. Essa compactação consiste na incapacidade de o solo absorver a água, o que muitas vezes pode gerar o aumento da umidade na superfície, tornando o ambiente propício para o desenvolvimento de doenças. “Nós utilizamos o método Dres [Diagnóstico rápido de estrutura de solo] onde podemos avaliar o nível de compactação do solo para saber qual técnica deve ser aplicada em cada propriedade, seja com plantas de cobertura, ou utilização de maquinários. É um processo muito importante, que impacta diretamente no desenvolvimento das culturas e na produtividade delas”, explica o engenheiro agrônomo e pesquisador do CPA, Andrei Regis Sulzbach.

Para cooperado de Jesuítas, Renato da Silva Tonelli, é importante acompanhar o trabalho do CPA, e saber que problemas que eles enfrentam no dia a dia, já estão sendo estudados e soluções já podem ser aplicadas na propriedade. “No último ano tivemos problema com relação a compactação de solo, e hoje vi que há um trabalho de pesquisa já sendo feito para desenvolver novas formas de manejo, melhorar nossas condições e minimizar esses problemas que nós que vivemos do campo temos”, comenta o cooperado.
Outro assunto que chamou atenção dos participantes foi o painel de cultivares de soja recomendadas pelo CPA, que são apresentadas com duas datas de semeadura, adubação em quantidades de acordo com a época e orientação de acordo com a região plantada, também foram apresentados manejos de doença e controle de pragas. “Apresentamos um demonstrativo com as épocas de semeadura diferentes com o mesmo manejo, onde fica visível a diferença de comportamento de cada planta, para mostrar a importância de se atentar as recomendações do CPA, de acordo com testes feitos na prática”, conta o engenheiro agrônomo André Luiz Borsoi.
Para o cooperado Lucas Antunes Jasper, de Cafelândia, essa é uma oportunidade imperdível para quem produz no campo. “Aqui no evento podemos ver o comparativo das cultivares que depois vamos levar para dentro das nossas lavouras. Conseguimos ver lado a lado todos os testes e tudo fica bem claro para nós. O CPA consegue nos orientar sobre os melhores manejos e isso faz com a que ganhemos tempo e estejamos sempre a frente com a nossa produtividade”, comenta o produtor.
Além disso, também foram apresentados resultados sobre plantas daninhas: o custo oculto no sistema de produção; milho safrinha: os desafios para altas produtividades e manejo de doenças da soja: estratégias de aplicação para preservar o potencial produtivo.
Comercialização
O mercado também faz parte do processo produtivo, e entender como e quando comercializar os grãos, é fundamental para o cooperado. Pensando nisso, a abertura do Dia de Campo contou com uma palestra sobre tendências no mercado de commodities, com o consultor da StoneX Brasil, Étore Baroni. “O objetivo é trazer mais informações para os cooperados. São muitos fatores que influenciam nos preços, então, é preciso preparar o produtor para aproveitar as melhores oportunidades ao longo do ano. Tivemos mudanças muito fortes nos preços nos últimos anos e o CPA consegue trazer esse ganho de produtividade contínua. Por isso, é preciso alinhar a produtividade boa, com níveis de preços bons, mantendo uma rentabilidade para o produtor”, completa o consultor.
Notícias Maior zona de livre comércio do mundo
Proteínas animais ganham novas oportunidades com acordo UE-Mercosul, celebra ABPA
Entidade vê avanço em previsibilidade comercial e reforço do Brasil como fornecedor global, com impactos graduais e cotas bem delimitadas para aves, suínos e ovos

Após mais de duas décadas de negociações e sucessivos impasses políticos, a confirmação do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia começa a ser destrinchada. Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), o entendimento representa um avanço relevante em previsibilidade comercial e no fortalecimento das relações entre os dois blocos, com efeitos graduais e tecnicamente delimitados para a cadeia de proteínas animais.

Foto: Jonathan Campos
Em nota setorial, a entidade destaca que o acordo é resultado de um processo longo e de elevada complexidade técnica, e que seus impactos não devem ser interpretados como uma abertura irrestrita de mercado, mas como a construção de oportunidades progressivas, condicionadas a regras sanitárias, cotas e salvaguardas já previstas no texto negociado.
No caso da carne de frango, principal item da pauta exportadora brasileira de proteínas, a ABPA é enfática ao afirmar que o acordo não altera o sistema de cotas atualmente em vigor entre Brasil e União Europeia. “Essas regras permanecem intactas. A novidade está na criação de um contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa”, informa na nota.
Esse volume será compartilhado entre os países do bloco sul-americano e dividido igualmente entre produtos com osso e sem osso. A implantação será gradual, em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total no sexto ano de vigência. A partir daí, a cota passa a se repetir anualmente, dentro das regras estabelecidas.
Carne suína
Para a carne suína, o acordo inaugura uma nova possibilidade. Pela primeira vez, o Mercosul contará com um contingente tarifário

Foto: Divulgação/Arquivo OPR
preferencial específico para o produto, inexistente até então para o Brasil. “A cota final prevista é de 25 mil toneladas por ano, com tarifa intra-cota de € 83 por tonelada, valor significativamente inferior ao praticado fora do contingente”, diz a nota.
Aves
Assim como no caso das aves, a implementação será escalonada ao longo de seis anos. No entanto, a ABPA ressalta que a efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional, condição essencial para a abertura do mercado.
O segmento de ovos também aparece como um dos beneficiados pelo acordo. Estão previstos contingentes tarifários específicos, isentos de tarifa intra-cota, de 3 mil toneladas anuais para ovos processados e outras três mil toneladas para albuminas. Segundo a entidade, trata-se de uma oportunidade concreta para ampliar as exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado, especialmente em nichos industriais e alimentícios.
Cotas do acordo
Apesar das oportunidades, a ABPA chama atenção para um ponto central: todas as cotas criadas pelo acordo são do Mercosul, e não exclusivas do Brasil. Isso exigirá coordenação intrabloco para definir critérios de alocação entre os países-membros, além de atenção permanente às exigências regulatórias e sanitárias impostas pelo mercado europeu.

Foto: Jonathan Campos
A entidade reforça ainda que os impactos econômicos positivos tendem a ser graduais, acompanhando o cronograma de implantação do acordo e condicionados ao cumprimento rigoroso das normas técnicas. As salvaguardas previstas devem ser aplicadas de forma estritamente excepcional e baseada em critérios técnicos, evitando distorções comerciais.
Para a ABPA, a concretização do acordo UE-Mercosul fortalece o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais no mercado internacional, atuando de forma complementar à produção europeia. Sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva seguem como pilares centrais para o aproveitamento das oportunidades abertas pelo pacto. “O pleno potencial do acordo dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global”, afirma a entidade.
Confira a Nota Setorial na íntegra:
NOTA SETORIAL– ACORDO MERCOSUL–UNIÃO EUROPEIA
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) celebra o aceite do Bloco Europeu e a concretização do acordo entre o Mercosul e a União Europeia, resultado de um processo de negociação de longo prazo e de elevada complexidade técnica.
O acordo representa um avanço relevante para a previsibilidade comercial e para o fortalecimento das relações entre os blocos, com impactos graduais e bem delimitados para o setor de proteínas animais.
No caso da carne de frango, é importante destacar que o acordo não interfere, não altera e não substitui o sistema de cotas já em vigor entre o Brasil e a União Europeia, que permanece plenamente válido. O que o acordo acrescenta é a criação de um novo contingente tarifário adicional, no âmbito do Mercosul, de 180 mil toneladas anuais isentas de tarifa, a ser compartilhado entre os países do bloco. Esse volume será composto por 50% de produtos com osso e 50% de produtos sem osso e terá implantação gradual em seis etapas anuais iguais, até atingir o volume total anual no sexto ano de vigência. A partir desse momento, o contingente passa a se repetir anualmente.
Para a carne suína, o acordo cria, pela primeira vez, um contingente tarifário preferencial específico para o Mercosul, inexistente até então para o Brasil. A cota final prevista é de 25 mil toneladas anuais, com tarifa intracota de € 83 por tonelada, substancialmente inferior à tarifa aplicada fora da cota. Assim como na carne de frango, a implantação ocorrerá em seis etapas anuais iguais, com crescimento progressivo do volume até o atingimento do teto anual. A efetiva utilização dessa cota pelo Brasil dependerá da conclusão dos trâmites sanitários junto à União Europeia para a abertura do mercado, incluindo a aprovação do Certificado Sanitário Internacional.
No segmento de ovos, o acordo estabelece contingentes tarifários específicos, também no âmbito do Mercosul, isento de tarifa intra-cota. Estão previstos 3 mil toneladas anuais para ovos processados e 3 mil toneladas anuais para albuminas, criando uma oportunidade concreta para a ampliação das exportações brasileiras de produtos com maior valor agregado.
Ao mesmo tempo, a ABPA ressalta que os contingentes criados pelo acordo são cotas do Mercosul, e não exclusivas do Brasil, o que demandará coordenação intrabloco para definição dos critérios de alocação entre os países membros. Os impactos econômicos positivos serão graduais, acompanhando o cronograma de implantação e condicionados ao cumprimento rigoroso dos requisitos sanitários, regulatórios e às regras de aplicação de salvaguardas, que devem permanecer estritamente técnicas e excepcionais.
Por fim, a ABPA ressalta que a concretização do acordo Mercosul–União Europeia reforça o posicionamento do Brasil como fornecedor confiável de proteínas animais, em complementariedade à produção local, com base em sanidade, sustentabilidade e capacidade produtiva. O pleno aproveitamento das oportunidades abertas dependerá de uma implementação técnica, previsível e transparente, em linha com os princípios do comércio internacional e da segurança alimentar global.





