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SIAVS debate formação profissional para a produção animal

Evento gratuito é voltado para estudantes e profissionais

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As novas demandas para o perfil do profissional que atua na cadeia produtiva de proteína será tema de um fórum que acontecerá durante o Salão Internacional de Avicultura, maior evento da avicultura e da suinocultura do país, programado entre 29 e 31 de agosto, no Anhembi Parque, em São Paulo (SP).

Programado para o último dia do evento (31 de agosto), o Fórum “Perfil Profissional Veterinário para a Produção Animal” é voltado para estudantes, médicos veterinários, zootecnistas e demais profissionais que atuam ou pretendem atuar no setor produtivo.

Coordenado pelo vice-presidente técnico da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Rui Eduardo Saldanha Vargas, o Fórum abordará, de forma ampla, a importância econômica do setor de proteína animal para o país, e traçará o perfil do profissional sob a ótica da saúde animal, da prevenção e do controle de resistência aos antimicrobianos e do conceito de saúde única. 

O evento abordará, ainda, o perfil do profissional veterinário para inspeção higiênico-sanitária e tecnológica do setor produtivo.

Além de Vargas, palestrarão no evento a auditora fiscal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Suzana Bresslau, o técnico da Seara Alimentos, Mário Sérgio Assayag, e o diretor de relações institucionais da ABPA, Ariel Antônio Mendes.

A participação é gratuita. O evento acontecerá a partir das 14h00, no Palácio de Convenções do Anhembi. 

SOBRE O SIAVS – Iniciativa da ABPA, o SIAVS é o maior e mais completo evento da avicultura e da suinocultura do Brasil. Também é considerado o maior encontro político desses setores no País, contando com a presença de governadores, ministros, senadores, deputados, prefeitos, secretários, lideranças nacionais e setoriais. Além disso, os mais influentes nomes do empresariado, da área técnica e de outros elos do agronegócio brasileiro, especialmente da cadeia produtiva de proteína animal, participam do Salão Internacional de Avicultura e Suinocultura.

Na edição anterior, em 2015, dezenas de milhares de visitantes de mais de 40 países visitaram as mais de 100 empresas expositoras. Foi o maior e mais importante evento promovido pelo setor de proteína animal no ano, com mais de 70 palestrantes do Brasil, Europa e América Latina, além de seminários e atrações exclusivas em parceria com organizações, como a Apex-Brasil e empresas do setor.

O SIAVS possui uma ampla programação de palestras voltadas à reflexão sobre os desafios e avanços técnico-sanitários e de estratégias de negócio, diante do cenário econômico do País. O evento contará ainda com uma série de atrações paralelas, já tradicionais, como o Simpósio OvoSite, o Seminário Internacional de Sustentabilidade da Feed&Food, o Projeto Produtor, e outros.

O SIAVS acontecerá entre os dias 29 e 31 de agosto de 2017, no Anhembi Parque, em São Paulo (SP). Toda a programação está disponível pelo site www.siavs.com.br.

O SIAVS é uma realização da ABPA, com o patrocínio do Banco do Brasil, Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (SENAR), Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP), Federação das Indústrias do Estado do Rio Grande do Sul (FIERGS), Sindicato das Indústrias da Carne e Derivados no Estado de Santa Catarina (Sindicarne), Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN),  Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do Rio Grande do Sul (SIPS), Elanco, Phibro, Bayer, Conselho Regional de Medicina Veterinária do Estado de São Paulo (CRMV-SP), Sistema OCB, Associação Brasileira dos Produtores de Milho (Abramilho) e Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja).

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), a Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), o Sindicato Nacional da Indústria de Alimentação Animal (SINDIRAÇÕES), A Associação Nacional dos Fabricantes de Equipamentos de Aves e de Suínos (ANFEAS), O Instituto Ovos Brasil, A Associação Brasileira de Reciclagem Animal (ABRA), a Associação Gaúcha de Avicultura (ASGAV), a Associação dos Laboratórios Farmacêuticos Nacionais (ALANAC) e a Associação Brasileira da Indústria Farmoquímica e de Insumos Farmacêuticos (ABIQUIFI) são apoiadores do SIAVS.

Fonte: ABPA

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Setor produtivo do Paraná apresenta proposta para concessão da Malha Sul ferroviária

Documento defende nova licitação da ferrovia, divisão em três trechos e maior retorno de investimentos ao estado.

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Foto: Divulgação TLSA

O presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette, entregou, no dia 24 de junho, em Umuarama, ao ministro dos Transportes, George Santoro, o posicionamento do setor produtivo paranaense em relação a nova concessão da Malha Sul ferroviária. O documento, elaborado em conjunto pelo G7 Paraná, reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato vigente encerra em 2027.

O Sistema Faep defende a realização de uma nova licitação para a Malha Sul, com foco na ampliação da capacidade de transporte, na modernização da infraestrutura ferroviária e na eliminação dos principais gargalos logísticos que afetam a competitividade do Paraná. Os estudos apresentados pelo Governo Federal preveem a divisão da Malha Sul em três segmentos: Paraná-Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mercosul.

O documento entregue ao ministro reúne propostas relacionadas ao modelo atualmente em discussão para a futura operação da ferrovia, cujo contrato atual se encerra em 2027

Embora a entidade apoie a separação das operações, considera inadequado o modelo proposto para distribuição dos recursos gerados pela concessão, que prevê outorga de R$ 8,7 bilhões. A malha ferroviária do Paraná concentra aproximadamente 78% da carga movimentada por trens. No entanto, a proposta prevê que parte significativa desses recursos seja utilizada para financiar investimentos e déficits em outras concessões ferroviários.

“Somos favoráveis à modernização da ferrovia e à nova licitação, mas entendemos que os recursos gerados pelos usuários paranaenses precisam retornar em investimentos para o próprio Paraná. Não é razoável que a região responsável pela maior parte da movimentação de cargas financie gargalos de outras malhas enquanto seus próprios problemas permanecem sem solução”, afirma Meneguette.

Outro ponto de preocupação é a ausência de investimentos considerados estratégicos para ampliar a capacidade do transporte ferroviário no Estado. Entre as obras prioritárias defendidas pelo Sistema Faep estão a construção de um novo traçado ferroviário na Serra da Esperança, entre Guarapuava, Irati e Lapa; a implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba; e a ampliação dos pátios de cruzamento, estruturas que permitem aumentar a fluidez do tráfego ferroviário.

De acordo com a entidade, os estudos atualmente apresentados não contemplam essas intervenções de forma adequada nem estabelecem cronogramas compatíveis com a demanda crescente por transporte de cargas.

Foto: Jonathan Campos

“Precisamos de uma concessão que aumente a capacidade operacional da ferrovia. O Paraná produz cada vez mais e necessita de uma infraestrutura logística capaz de acompanhar esse crescimento. Algumas obras consideradas fundamentais aparecem apenas para o 27º ano da concessão, quando deveriam ser tratadas como prioridade”, destaca o presidente do Sistema Faep.

Durante a reunião, Santoro afirmou que o governo federal já reconhece a necessidade de investimentos em dois dos principais gargalos apontados pelo setor produtivo paranaense: o Contorno Ferroviário de Curitiba e as intervenções na Serra da Esperança.

“As duas demandas a gente já tinha mapeado e temos clareza de que vamos incluir como um investimento obrigatório no projeto. Então, já estão resolvidas”, afirma o ministro.

Além das obras estruturantes, o documento entregue ao Ministério dos Transportes propõe a integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste, ampliando a eficiência operacional do sistema e fortalecendo a ligação entre as regiões produtoras do Oeste do Paraná e o Porto de Paranaguá.

Os investimentos previstos (Capex) somam cerca de R$ 6,8 bilhões e incluem a substituição de dormentes e trilhos, além da construção de sete novos pátios ferroviários.

O que o Sistema Faep defende para a nova Malha Sul
  • Nova licitação da Malha Sul, em vez da prorrogação do contrato atual;
  • Divisão da malha em três segmentos independentes;
  • Integração da Malha Paraná-Santa Catarina com a Ferroeste;
  • Reinvestimento dos recursos gerados no Paraná em obras dentro do próprio Estado;
  • Construção do novo trecho Guarapuava-Irati-Lapa (Serra da Esperança);
  • Implantação do Contorno Ferroviário Oeste de Curitiba;
  • Ampliação dos pátios de cruzamento na Serra do Mar;
  • Cronograma de investimentos antecipado para eliminar gargalos;
  • Garantias que evitem aumento tarifário aos usuários;
  • Possibilidade de aportes dos governos estadual e federal para acelerar as obras prioritárias.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Linha de crédito de R$ 10 bilhões amplia acesso à tecnologia no campo

Recursos serão operados pela Finep e voltados à compra de máquinas e implementos agrícolas por produtores rurais pessoas físicas e jurídicas.

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Foto: Divulgação

O Governo Federal publicou, na quarta-feira (01º), a Medida Provisória nº 1.374, que autoriza a destinação de até R$ 10 bilhões para uma linha de financiamento voltada à adoção de tecnologias baseadas em máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil. A iniciativa integra o programa Move Agricultura e tem como objetivo ampliar o acesso ao crédito para modernização da produção rural.

Foto: Shutterstock

A MP altera o artigo 15-A da Lei nº 11.540/2007 e permite, de forma extraordinária no exercício de 2026, a criação da nova linha de financiamento. A gestão dos recursos ficará sob responsabilidade da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), com operação por meio de crédito descentralizado, executado por agências de fomento, bancos de desenvolvimento e instituições financeiras oficiais credenciadas.

O financiamento será destinado a projetos de disseminação tecnológica baseados em equipamentos agrícolas inovadores nacionais. Poderão acessar a linha produtores rurais pessoas físicas e jurídicas, com enquadramento como crédito rural conforme a legislação vigente.

Segundo o ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, a ampliação do acesso ao crédito é central na política pública. “A verdadeira grandeza de uma política pública está na sua capacidade de fazer esse crédito chegar a mais brasileiros. Ampliamos o acesso à linha de financiamento para que não apenas pessoas jurídicas, mas também produtores rurais pessoas físicas possam adquirir máquinas e equipamentos agrícolas inovadores produzidos no Brasil”, afirmou.

Foto: Divulgação/Freepik

Com a inclusão de pessoas físicas entre os beneficiários, a medida amplia o alcance da política e permite que produtores de diferentes portes tenham acesso a equipamentos modernos, voltados à mecanização e à inovação no campo.

O Move Agricultura, que integra a nova linha de financiamento, foi lançado durante a 20ª edição da Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), pelo vice-presidente Geraldo Alckmin. O programa prevê crédito para aquisição de tratores, colheitadeiras, plantadeiras e outros implementos agrícolas, com juros de até 9,2% ao ano, prazo de até 60 meses e carência de 12 meses. A proposta é acelerar a modernização da frota agrícola e estimular o desenvolvimento de tecnologias nacionais.

A Medida Provisória também autoriza a concessão de apoio financeiro, por meio de subvenção econômica, a produtores independentes de cana-de-açúcar do Nordeste. O benefício é destinado a reduzir impactos de prejuízos associados à tributação adicional dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras ou a eventos climáticos extremos.

A MP foi assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante a cerimônia de lançamento do Plano Safra da Agricultura Familiar 2026/2027, realizada na terça-feira (30).

Fonte: Assessoria Mapa
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Acordo entre EUA e Irã reduz risco logístico no mercado global de fertilizantes

Estreito de Ormuz tem reabertura parcial após avanço diplomático, enquanto a ureia recua US$ 360 toneladas desde abril, com maior oferta no Golfo e retomada parcial das exportações da China.

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Foto: Claudio Neves

O conflito no Oriente Médio teve um novo desdobramento em 14 de junho, com o anúncio de um acordo de paz entre Estados Unidos e Irã, seguido pela assinatura eletrônica do documento no dia 15. Apesar disso, o texto final do acordo ainda deve ser divulgado na sexta-feira, mantendo incertezas no cenário.

Foto: Claudio Neves/Portos Paraná

O Estreito de Ormuz foi parcialmente reaberto e há expectativa de liberação total até o fim da semana, embora o fluxo ainda não esteja normalizado. A região é considerada estratégica para o transporte de matérias-primas usadas na produção de fertilizantes.

No mercado de nitrogenados, a ureia registrou queda expressiva de cerca de US$ 360 por tonelada desde o fim de abril, retornando a patamares anteriores ao conflito. O movimento foi influenciado por um excesso pontual de oferta, com estoques acumulados no Golfo e o retorno parcial da China como exportadora. As cotações CFR Brasil recuaram para cerca de US$ 445/t, com negócios sendo fechados em níveis ainda mais baixos.

Nos fosfatados, o cenário segue mais pressionado. O enxofre, insumo essencial para a produção de MAP e SSP, avançou para cerca de US$ 1.250/t. Já o MAP permanece próximo de US$ 900/t CFR Brasil. Do lado da oferta, a China segue praticamente fora do mercado de fósforo, enquanto a Rússia opera com restrições ligadas a danos de infraestrutura decorrentes da guerra. No Oriente Médio, há impactos logísticos, e o Marrocos enfrenta limitação de capacidade associada à escassez de enxofre.

Nos potássicos, o mercado apresenta maior estabilidade. O KCl oscila em torno de US$ 405/t CFR Brasil, sustentado por um equilíbrio maior entre oferta e demanda globais, sem mudanças estruturais relevantes no período.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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