Conectado com

Notícias

Show Rural Coopavel realiza primeiro concurso de desenhos

Pela primeira vez, evento abre espaço para desenhos de crianças e adultos, conectando criatividade ao aprendizado sobre produção sustentável e inovação no campo.

Publicado em

em

O Show Rural Coopavel, um dos três maiores eventos técnicos do agronegócio mundial, acaba de realizar mais uma ação inédita em seus 38 anos de história. Pela primeira vez, a programação oficial abriu espaço para um concurso de desenhos que mobilizou crianças e adultos de todas as regiões do País, conectando a arte ao propósito central do evento: disseminar conhecimentos para que produtores rurais produzam mais alimentos com sustentabilidade e custos menores. A edição de 2026 do Show Rural será realizada de 9 a 13 de fevereiro e a expectativa é receber entre 360 mil e 400 mil visitantes em apenas cinco dias.

O concurso, realizado de 11 a 21 de novembro, recebeu 85 trabalhos, número que surpreendeu a organização. As composições retrataram ambientes rurais e cenários inspirados no Show Rural, traduzindo o campo por meio de traços, cores e imaginação. Depois do período de envio, as melhores artes foram levadas à votação pelos stories do evento, de 24 a 27 de novembro, em uma mobilização que ampliou ainda mais o alcance da iniciativa. Os vencedores foram anunciados no dia 1º de dezembro.

Para o presidente da Coopavel, Dilvo Grolli, o concurso representa uma ação inédita e carregada de significado. Ele destaca que envolver o público por meio da arte reforça o compromisso do Show Rural em aproximar pessoas, ideias e conhecimento. “Criamos uma atividade que permite que a comunidade participe de forma direta do espírito do Show Rural. Isso amplia nosso alcance e fortalece o propósito de inspirar, ensinar e mostrar caminhos para uma produção cada vez mais sustentável”.

“Recebemos 85 desenhos de diferentes partes do Brasil, evidenciando que o Show Rural conecta e inspira muito além dos limites de Cascavel”, afirma a gerente Adriana Gomes. Ela explica que o concurso, divulgado apenas pelas redes sociais da mostra de tecnologia, teve como finalidade promover uma relação lúdica entre o público e o universo do evento, além de divulgar produtos da loja oficial por meio da premiação.

Os vencedores

Silvana Bukowski Suchecki

Na categoria adulta, Silvana Bukowski Suchecki conquistou o primeiro lugar e recebeu como premiação um chapéu, uma camiseta e uma mochila. Em segundo ficou Ana Paula Ribeiro dos Santos, premiada com um chapéu e uma camiseta. O terceiro lugar foi para Monique Vanzin, que levou um chapéu. Entre as crianças, a vencedora foi Maria Eduarda Francicani, que recebeu uma garrafinha, um livro e um chapéu. Kennedy Tadeu Bareta conquistou a segunda colocação, com direito a uma garrafinha e um chapéu. Já o terceiro posto ficou com Maria Victória Grande de Oliveira, premiada com uma garrafinha e um livro.

Maria Eduarda Francicani

O ineditismo do concurso, a criatividade dos participantes e a resposta entusiasmada do público reforçam a capacidade do Show Rural Coopavel de se reinventar continuamente, comenta o coordenador geral, o agrônomo Rogério Rizzardi. Em 2026, quando os portões forem abertos para mais uma edição histórica, o evento levará consigo também as cores, os traços e as histórias de quem encontrou na arte uma forma de fazer parte de um dos maiores palcos mundiais do agronegócio, comenta Rogério.

O tema da próxima edição será A força que vem de dentro. Serão 600 expositores nacionais e estrangeiros que vão mostrar o melhor em tecnologias e inovações par o campo. O acesso ao parque e a utilização de vagas de estacionamento são gratuitos.

Notícias

Acordo Mercosul–União Europeia amplia oportunidades para o agro do Paraná

Levantamento do Sistema Faep aponta potencial de crescimento das exportações paranaenses, com isenção de tarifas, maior competitividade internacional e desafios ligados às exigências ambientais e sanitárias.

Publicado em

em

Foto: Divulgação/Sistema Faep

Por conta da sua base produtiva diversificada e competitiva, a agropecuária do Paraná tem potencial para ampliar o acesso a mercados internacionais com a assinatura do acordo de livre comércio entre o Mercosul e a União Europeia. De acordo com levantamento do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep, os produtos paranaenses, por conta da isenção de tarifas e cotas preferenciais, devem fortalecer a presença internacional.

Confira a Nota Técnica sobre o acordo Mercosul–União Europeia para o agro paranaense

Em 2025, somente em produtos agropecuários, o Paraná exportou 4,2 milhões de toneladas para a União Europeia, o que rendeu mais de US$ 2 bilhões, conforme dados do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). Entre os principais produtos da relação comercial do Paraná com a União Europeia estão o complexo soja, milho e derivados; carnes (aves, suínos e bovinos); café (em grãos e solúvel); frutas, hortaliças, produtos agroindustriais, além de itens de maior valor agregado, como sucos, processados e alimentos industrializados. A expectativa é ampliar essa quantidade nos próximos anos.

Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

“Esse acordo vai permitir a continuidade do crescimento do agro do Paraná, impulsionando ainda mais o desenvolvimento do setor nos próximos anos. Isso deve resultar em aumento das exportações e, consequentemente, mais recursos circulando na economia estadual, com geração de renda, empregos e investimentos nas cadeias produtivas paranaenses”, destaca o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “O Paraná está em posição estratégica para aproveitar oportunidades no mercado europeu, principalmente em função da capacidade e da qualidade dos nossos produtores rurais”, complementa.

Entre os principais impactos para o setor agropecuário paranaense está a ampliação do acesso ao mercado europeu, especialmente com a redução dos custos de exportação de produtos do complexo soja (grãos e farelo), produtos florestais, carnes, café, açúcar e etanol.

Outro efeito envolve o ganho de competitividade no longo prazo. Com tarifas reduzidas, os produtos tendem a ampliar a participação no mercado europeu, concorrendo em melhores condições com outros grandes exportadores, como os Estados Unidos. De forma progressiva, o bloco europeu deve retirar as taxas sobre 92% das exportações do Mercosul.

Foto: Rodrigo Felix Leal/SEIL

Por outro lado, o acordo impõe desafios, segundo o Sistema Faep. A necessidade de conformidade com regras fitossanitárias e ambientais europeias exige o fortalecimento de práticas de rastreabilidade, certificação e sustentabilidade.

Embora essas exigências possam elevar os custos de produção, a adequação tende a agregar valor às exportações brasileiras. “A nossa agropecuária já apresenta ganhos de escala, eficiência produtiva e elevados padrões sanitários. Ou seja, esse perfil coloca o Paraná em posição estratégica para aproveitar as novas oportunidades decorrentes do acordo comercial, que amplia o acesso a mercados de maior renda”, afirma Meneguette.

Em um cenário de concentração das exportações paranaenses para a Ásia, especialmente a China, o acesso ampliado ao mercado europeu representa uma oportunidade estratégica para diversificar mercados, principalmente com alto poder de compra, e reduzir futuros riscos comerciais.

Exigências impõem cautela

Apesar das oportunidades, o Sistema Faep alerta que o acordo entre o Mercosul e a União Europeia exige cautela. A ampliação do acesso ao mercado europeu depende do cumprimento de normas fitossanitárias e ambientais, especialmente no que se refere à rastreabilidade e comprovação de não associação ao desmatamento. “O produtor rural vai precisar de políticas públicas que ajudem a diluir os custos futuros para adequação. Vamos trabalhar junto aos governos estadual e federal para desenvolver mecanismos que auxiliem os nossos produtores rurais”, destaca Meneguette.

Ainda, o Sistema Faep ressalta que os benefícios não serão automáticos. A concretização dos ganhos dependerá da capacidade de produtores e agroindústrias atenderem às exigências previstas no acordo. Paralelamente, o Paraná e o Brasil vão precisar investir em instrumentos adequados de crédito rural, seguro rural e infraestrutura logística.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
Continue Lendo

Notícias

Clima favorece soja no Paraguai e produção pode superar 11 milhões de toneladas em 2026

De acordo com a StoneX, chuvas bem distribuídas em dezembro e alongamento do ciclo melhoram as perspectivas da oleaginosa.

Publicado em

em

Foto: Jaelson Lucas/AEN

As chuvas registradas ao longo de dezembro mudaram de forma significativa o cenário da safra de soja no Paraguai e reacenderam a expectativa de uma campanha bastante positiva em 2026, segundo análise da StoneX, empresa global de serviços financeiros.

A estimativa da safra principal foi revisada de 9,29 milhões para 9,64 milhões de toneladas e, caso a safrinha alcance cerca de 1,39 milhão de toneladas, a produção total pode superar 11 milhões de toneladas no próximo ano.

Após um início marcado por boas perspectivas e uma forte preocupação com a seca no fim de novembro, a regularização das precipitações trouxe um novo fôlego às lavouras em praticamente todo o país. “Em dezembro, as chuvas se distribuíram de maneira bastante favorável em grande parte das regiões produtoras, o que foi decisivo para a recuperação do potencial produtivo da soja”, realça a analista de Inteligência de Mercado da StoneX, Larissa Barboza Alvarez.

Além do retorno das chuvas, o verão mais ameno tem provocado um alongamento do ciclo da oleaginosa — um fator pouco comum no Paraguai. “As temperaturas mais baixas estenderam o desenvolvimento da cultura e fizeram com que as precipitações coincidissem exatamente com a fase mais crítica, o enchimento de grãos, o que melhorou de forma generalizada as expectativas de produtividade”, explica Larissa.

De acordo com a analista, os resultados esperados são positivos em todas as regiões produtoras. “Inclusive em San Pedro, que vinha sendo fortemente afetada nos últimos anos, a expectativa agora é de uma safra considerada normal pela primeira vez em quatro anos”, destaca. No entanto, completa, não se trata de uma “supersafra” excepcional, mas de uma campanha claramente melhor do que a prevista inicialmente.

Larissa Barboza Alvarez, analista de Inteligência de Mercado: “Em condições normais, a colheita da soja já estaria em andamento, mas o atraso fará com que o processo ocorra mais tarde, o que pode impactar diretamente a safrinha”

Nas principais áreas produtoras, de Katueté a Ciudad del Este, os rendimentos projetados superam os do ciclo anterior, que já havia sido considerado bom. A mesma tendência também é observada no sul do país.

O alongamento do ciclo, porém, traz reflexos para o calendário agrícola. “Em condições normais, a colheita da soja já estaria em andamento, mas o atraso fará com que o processo ocorra mais tarde, o que pode impactar diretamente a safrinha”, alerta Larissa. O clima mais fresco, com temperaturas abaixo do habitual para janeiro em algumas regiões, também pode influenciar o desenvolvimento do milho.

De acordo com a StoneX, o período crítico se concentra entre 15 de janeiro e o fim do mês. “Se a colheita da soja avançar para o fim de janeiro ou início de fevereiro, aumenta a probabilidade de redução da área de soja safrinha, com maior priorização do milho, ainda que isso possa exigir ajustes nos níveis de produtividade”, afirma a analista.

No campo da comercialização, o ritmo segue moderado. “Na primeira semana de janeiro, cerca de 23% da soja futura estava comercializada, acima dos 19% registrados até dezembro, mas ainda abaixo da média histórica de 30% dos últimos cinco anos”, observa. Segundo ela, caso uma parcela relevante da produção fique para ser negociada mais adiante, a concentração da oferta em uma mesma janela pode pressionar os prêmios nos próximos meses.

Fonte: Assessoria StoneX
Continue Lendo

Notícias

Colheita da soja 2025/26 começa com boas perspectivas no Brasil

Início dos trabalhos no norte de Mato Grosso e no oeste do Paraná ocorre sob clima favorável e expectativa de safra recorde, enquanto exportações ganham força com maior demanda chinesa, apesar da baixa liquidez no mercado interno.

Publicado em

em

Foto: Antonio Neto/Embrapa

A colheita da soja 2025/26 foi iniciada nas últimas semanas em áreas do norte de Mato Grosso e do oeste do Paraná, e a expectativa é de boa produtividade.

Segundo pesquisadores do Cepea, as condições climáticas seguem predominantemente favoráveis nas principais regiões produtoras do Brasil, reforçando o otimismo quanto a uma safra recorde.

Foto: Gilson Abreu/AEN

Ainda assim, a liquidez no mercado doméstico está baixa, com produtores retraídos do spot, o que tem pressionado as cotações neste começo de ano.

No front externo, dados da Secex indicam que o Brasil embarcou 3,38 milhões de toneladas de soja em dezembro/25, volume 59,3% superior ao escoado em dezembro/24. Esse avanço está atrelado, sobretudo, ao maior apetite chinês: apenas no último mês, foram destinadas à China 2,6 milhões de toneladas da oleaginosa, 83,8% a mais do que no mesmo período de 2024.

No acumulado de 2025, os embarques brasileiros somaram um volume recorde de 108,18 milhões de toneladas, superando as 106,97 milhões de toneladas estimadas pela Conab no relatório de dezembro/25.

Fonte: Assessoria Cepea
Continue Lendo

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.