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Peixes

Sexto lote do seguro-defeso será pago a mais de 110 mil pescadores

Ministério do Trabalho libera R$ 179,7 milhões para beneficiários cadastrados e em conformidade com os novos requisitos do programa.

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Foto: Divulgação/MPA

O pagamento do sexto lote do seguro-defeso será feito nesta terça-feira (24) pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). A parcela, no valor de R$ 179,7 milhões, beneficiará 110.904 pescadores que estejam devidamente cadastrados e de acordo com os novos requisitos do programa.

O benefício garante uma renda fixa de R$ 1.621 durante a paralisação da pesca, chamada de defeso. Durante o período de reprodução de cada espécie, que pode durar até cinco meses, a atividade pesqueira é interrompida.

O seguro-defeso é empenhado nos estados da Bahia, do Maranhão, Piauí, Pará e Amazonas. Têm direito ao programa os trabalhadores que têm a pesca como única fonte de renda, não recebem benefício previdenciário contínuo e residem nos municípios abrangidos pelo defeso.

Foto: Pixabay

Também é necessário comprovar o empenho da atividade por meio do Relatório do Exercício da Atividade Pesqueira (REAP), estar com registro de pesca regular e ter inscrição no CadÚnico.

As exigências para receber o benefício foram alteradas em novembro do ano passado para diminuir pagamentos indevidos e evitar fraudes. Também foi reformulada a gestão do defeso, que deixou de ser administrado pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS).

Apesar de o número de benefícios fraudados ser relativamente pequeno, as consequências das fraudes são significativas, pois o programa já alcançou mais de 2 milhões de cadastrados no seu auge. “O MTE tem trabalhado para garantir o pagamento de todos os pedidos de seguro-defeso que passaram por análise criteriosa, assegurando o direito de quem realmente vive da pesca”, afirmou o ministro do Trabalho e Emprego, Luiz Marinho.

Até o momento, o MTE já destinou R$ 616,3 milhões para o pagamento do benefício. Entre 1º de novembro de 2025 e 14 de março de 2026, a gestão do programa recebeu 1.198.473 requerimentos. Os estados com maior número de solicitações são o Pará (351.502), Maranhão (336.803), Amazonas (106.632), a Bahia (81.765) e o Piauí (63.025).

Fonte: Agência Brasil

Peixes

Estudo detecta Salmonella em 88% das pisciculturas avaliadas no Centro-Oeste

Levantamento em Mato Grosso identifica a bactéria em 31,5% das amostras, aponta dez sorotipos circulantes e indica vísceras e período seco como pontos críticos de contaminação nos viveiros.

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Fotos: Yuri Porto

Estudo realizado em viveiros de peixes nativos no Centro-Oeste brasileiro revelou a presença da bactéria Salmonella spp. em ambientes de produção aquícola da região. Os monitoramentos microbiológicos detectaram o patógeno em 88% das propriedades avaliadas e em 31,5% das amostras coletadas em Mato Grosso, principal polo produtor dessas espécies no País. Os dados alertam para a necessidade de reforçar a vigilância e a biossegurança nos ambientes de criação.

As ações foram coordenadas pela pesquisadora Fabíola Fogaça, da Embrapa Agroindústria de Alimentos (RJ), e contaram com a participação dos professores da Universidade Federal do Mato Grosso (UFMT) Eduardo Figueiredo e Luciana Savay-da-Silva.

Fogaça explica que quando os pontos críticos de contaminação são detectados precocemente, é possível adotar medidas preventivas que reduzem os riscos e aumentam a segurança do alimento e a sustentabilidade da produção.

A pesquisa integra uma série de estudos conduzidos por cientistas da Embrapa, universidades e instituições parceiras para compreender os riscos microbiológicos associados à produção de peixes cultivados e orientar medidas de prevenção que garantam um pescado seguro e a competitividade do setor aquícola.

Estudo avaliou pisciculturas em diferentes biomas

O trabalho foi conduzido em viveiros localizados nos biomas Pantanal e Cerrado e abrangeu 184 amostras provenientes de peixes, água dos viveiros, sedimentos, ração e fezes de animais silvestres e domésticos presentes nas áreas de cultivo.

As análises microbiológicas seguiram protocolos internacionais e foram confirmadas por testes moleculares, permitindo identificar a ocorrência da bactéria, os sorotipos circulantes e os perfis de sensibilidade a antimicrobianos. Os resultados indicaram a presença de dez sorotipos diferentes, com predominância dos intitulados Saintpaul e Newport, além de níveis moderados de resistência a alguns antibióticos, embora sem detecção de cepas multirresistentes.

Além disso, a análise estatística indicou que as vísceras dos peixes apresentaram as maiores taxas de detecção, e que a ocorrência do patógeno foi mais elevada no período seco, sugerindo influência de fatores ambientais e de manejo na dinâmica da contaminação. Esses resultados permitiram identificar pontos críticos ao longo da fase de produção e fornecer subsídios para o desenvolvimento de protocolos de biossegurança voltados à piscicultura brasileira.

Outro estudo avaliou 55 cepas de Salmonella, isoladas da tambatinga (híbrido de tambaqui) cultivada, e analisou a sua suscetibilidade a antibióticos de uso clínico. Nenhuma das cepas apresentou sorotipos clássicos associados a surtos humanos graves (como Typhi, Enteritidis ou  Typhimurium), e todas foram sensíveis aos antibióticos testados, indicando baixo risco de resistência nas condições avaliadas.

A pesquisadora ressalta que o estudo foi restrito à área de produção e não a toda a cadeia produtiva. “Isso não significa que o produto final necessariamente estará contaminado, pois os controles sanitários, o processamento industrial e o cozimento adequado podem reduzir ou eliminar o risco”, complementa.

Na prática, a contaminação microbiológica do pescado pode ocorrer ainda na fase de produção, nos viveiros, podendo ser significativamente reduzida na indústria. A segurança final do alimento depende também do armazenamento adequado e do preparo correto pelo consumidor, etapas fundamentais para prevenir a contaminação alimentar.

Os fatores que contribuem para a contaminação podem ser inúmeros. Mas a professora da UFMT pontua que o fato dos viveiros serem de fácil acesso para pássaros, animais silvestres (jacarés, capivaras, entre outros), animais de criação (aves, suínos, caprinos, bovinos) e também animais domésticos (cachorro, gatos) propicia o contágio do solo e da água dos tanques de criação, tornando a contaminação dos peixes praticamente inevitável.

Outro ponto a ser levado em consideração é o atual fluxo de processamento desses peixes nos frigoríficos, onde a primeira etapa é a lavagem com água hiperclorada, seguida pela retirada das vísceras e guelras. “Estudos em laboratório e também em escala piloto já demonstraram que seria mais eficiente invertermos essas etapas, sendo interessante primeiro a retirada das vísceras e guelras, ainda em uma área suja, e depois a lavagem hiperclorada”, esclarece Savay-da-Silva.

Continuidade das pesquisas e abordagem Saúde Única

Os pesquisadores destacam que a presença de diferentes sorotipos com relevância epidemiológica reforça a necessidade de programas integrados de vigilância baseados no conceito de Saúde Única, que considera a interdependência entre saúde animal, humana e ambiental.

Os próximos passos incluem ampliar o monitoramento para outras regiões produtoras, investigar fatores de risco específicos associados aos sistemas produtivos e desenvolver protocolos de boas práticas que possam ser adotados diretamente pelos viveiros. “Nosso objetivo é transformar os resultados científicos em orientações práticas para o setor produtivo, contribuindo para alimentos mais seguros e para a competitividade da aquicultura brasileira”, enfatiza Fogaça.

Fonte: Assessoria Embrapa Agroindústria de Alimentos
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Peixes

Tilapicultura avança no interior de São Paulo com produção mensal de 300 toneladas

Peixes são engordados com manejo intensivo e seguem para processamento em São Paulo e Minas Gerais.

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Foto: Shutterstock

A tilapicultura segue em expansão no interior paulista, com destaque para o município de Riolândia, no noroeste do estado. Na cidade, uma empresa mantém produção mensal de aproximadamente 300 toneladas de tilápia-do-nilo, destinadas integralmente a frigoríficos localizados em São Paulo e Minas Gerais.

O ciclo produtivo começa com a chegada dos peixes vindos de Monte Aprazível (SP), ainda com cerca de 30 gramas. Eles são mantidos em tanques até atingirem peso entre 900 gramas e 1 quilo, faixa considerada ideal para o mercado.

Ao longo da engorda, os animais recebem alimentação frequente, com fornecimento de ração a cada 15 minutos, totalizando cerca de 350 quilos por dia. O manejo adotado contribui tanto para o desenvolvimento quanto para a sanidade dos peixes.

A estrutura produtiva conta com recursos tecnológicos voltados à eficiência operacional. Entre eles, sistemas que permitem a imersão e submersão dos tanques, facilitando a higienização, além de motores hidráulicos que tornam mais ágil o processo de retirada dos peixes.

Em atividade desde 2008, a empresa tem ampliado sua capacidade com novos investimentos. A partir de 2024, foram aplicados cerca de R$ 3,5 milhões em melhorias, incluindo a adoção de uma balsa automatizada, utilizada no abastecimento de ração com maior precisão.

O avanço da produção acompanha o desenvolvimento do setor no estado. São Paulo ocupa a segunda posição no ranking nacional de produção de tilápia, atrás do Paraná, e conta com uma cadeia de processamento estruturada. Pesquisas conduzidas pelo Instituto de Pesca também têm fortalecido a atividade, como a implantação do primeiro banco de germoplasma da tilápia-do-nilo no Brasil.

Fonte: O Presente Rural
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Peixes

Preço da tilápia sobe até 0,71% e chega a R$ 10,39/kg no Norte do Paraná

Cotações variam entre R$ 8,88 e R$ 10,08/kg nas demais regiões. Oeste do Paraná tem menor valor, mesmo com a maior alta semanal.

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Foto: Jonathan Campos

Os preços da tilápia registraram alta em todas as regiões acompanhadas pelo Cepea na semana de 09 a 13 de março, com variações moderadas e manutenção de diferenças relevantes entre os principais polos produtivos.

Foto: Shutterstock

O maior avanço semanal foi observado no Oeste do Paraná, onde a cotação subiu 0,71%, alcançando R$ 8,88 por quilo, ainda o menor valor entre as regiões monitoradas. Já o Norte do Paraná manteve a liderança nos preços, com média de R$ 10,39/kg, alta de 0,44% na semana.

No Triângulo Mineiro/Alto Paranaíba, a tilápia foi negociada a R$ 10,08/kg, com elevação de 0,45%. Em Grandes Lagos, região que abrange o noroeste de São Paulo e áreas de Mato Grosso do Sul; e em Morada Nova de Minas, os preços ficaram em R$ 9,74/kg, com variações de 0,36% e 0,18%, respectivamente.

Os valores referem-se ao produto pago à vista ao produtor independente e indicam um movimento de leve valorização no curto prazo, com ajustes regionais conforme oferta e dinâmica de mercado.

Fonte: O Presente Rural
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