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Sexagem in-ovo chama atenção na EuroTier 2024

Tecnologia já é vista como uma solução prática e sustentável para os mercados globais e poderá ser incorporada gradualmente ao setor avícola brasileiro à medida que se torne mais acessível.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Entre as muitas inovações apresentadas na EuroTier 2024, realizada em Hanôver, na Alemanha, a sexagem in-ovo se destacou como uma solução para um dos maiores desafios éticos da avicultura de postura: o abate de pintinhos machos. Para Thiago Goulart, sócio-proprietário da VetQuest Trade Company, que visitou a feira pela primeira vez, a tecnologia foi o principal destaque do evento. “Muitas soluções em tecnologia foram apresentadas, mas o que mais me chamou atenção foi a sexagem in-ovo”, afirma.

Sócio-proprietário da VetQuest Trade Company, Thiago Goulart: “Por ser um evento na Europa, com certeza as discussões sobre bem-estar animal sempre estão em alta, e a sexagem in-ovo na postura comercial é um exemplo disso”

A técnica, premiada na EuroTier com a medalha de ouro em inovação, utiliza um método óptico e não invasivo para determinar o sexo do embrião nos primeiros dias de incubação, reduzindo o impacto ambiental e ético do processo produtivo. Segundo Goulart, o destaque dado ao tema reflete o foco europeu em bem-estar animal. “Por ser um evento na Europa, com certeza as discussões sobre bem-estar animal sempre estão em alta, e a sexagem in-ovo na postura comercial é um exemplo disso”, observa.

Caminho para o Brasil

Goulart acredita que tecnologias como a sexagem in-ovo podem chegar ao Brasil, mas alerta para os desafios iniciais, principalmente relacionados aos custos. “Acredito que algumas tecnologias chegarão com o tempo, visto que novas tecnologias normalmente têm um custo elevado quando lançadas, mas com o tempo tornam-se mais acessíveis”, analisa.

A tecnologia já é vista como uma solução prática e sustentável para os mercados globais e poderá ser incorporada gradualmente ao setor avícola brasileiro à medida que se torne mais acessível.

Inteligência artificial

Outro ponto que chamou a atenção de Goulart na EuroTier foi a inteligência artificial (IA). Ele observa que a ferramenta já é uma realidade na produção animal e acredita que a tendência é de crescimento. “Já temos a oportunidade de utilizar a IA na produção animal em diversas áreas, acredito que surgirão muitas novidades na área e trarão ganhos significativos para as atividades”, diz.

Ele destaca exemplos práticos já em uso, como ferramentas de IA aplicadas à gestão de galpões avícolas. “Atualmente temos disponíveis, por exemplo, IA para galpões de aves, onde toda a gestão de ambiência já é coordenada por inteligência artificial. Essas ferramentas corroboram para os ajustes finos que as linhagens e nutrição necessitam”, explica Goulart.

Tecnologia e adaptação

Da Vetquest, Rafael Theisen Mio: “A facilidade de implantação de novas tecnologias é algo que chamou atenção” – Fotos: O Presente Rural

Para o empresário, o Brasil está preparado para adotar tecnologias como a sexagem in-ovo e a IA, mas ressalta que ajustes são sempre necessários. “Não temos limites para a IA, mas ajustes sempre são bem-vindos”, comenta. Ele reforça que o uso dessas inovações é uma questão de adaptação e evolução contínua.

Tecnologias para suínos e aves atraem atenção na EuroTier

A EuroTier 2024, realizada em Hanôver, Alemanha, mais uma vez se destacou como o principal palco de inovações para a produção animal. Entre os brasileiros que participaram pela primeira vez do evento estava Rafael Theisen Mio, da Vetquest, que se interessou especialmente pelas tecnologias voltadas para suínos e aves. “Os aditivos para suínos e aves foram o que mais me chamou a atenção no evento”, comenta Rafael, destacando o foco em soluções práticas e inovadoras para nutrição animal.

Ao ser questionado sobre a viabilidade de implementação das tecnologias observadas na feira, Mio foi direto: “Sim, é possível de ser implantado no Brasil”. Ele também apontou que o setor está avançado em aspectos que facilitam a incorporação de novas tecnologias. “A facilidade de implantação de novas tecnologias é algo que chamou atenção”, acrescenta.

Embora a inteligência artificial (IA) tenha ganhado espaço como tendência global, Mio acredita que o Brasil pode aproveitar as oportunidades oferecidas por essa ferramenta em breve. “É possível utilizar no Brasil, em um futuro próximo”, avalia. Ele também ressalta que a preparação para o uso da IA depende de um fator crucial: “Estamos preparados, desde que tenhamos suporte governamental”, afirma.

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Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Conbrasfran 2026 debate inovação, educação e negócios em meio à aceleração das transformações tecnológicas

Evento em Gramado (RS) vai reunir especialistas para discutir os impactos da falta de profissionais, os desafios da liderança e as transformações exigidas pelo novo ambiente de negócios.

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Foto: Divulgação

A dificuldade de formar lideranças, atrair talentos e preparar equipes para um ambiente de mudanças cada vez mais aceleradas está entre os principais desafios enfrentados pelas empresas brasileiras. O tema será debatido durante a 2ª Conferência Brasil Sul da Indústria e Produção de Carne de Frango (Conbrasfran), que será realizada de 23 a 25 de novembro, em Gramado (RS), reunindo lideranças empresariais, especialistas e profissionais da cadeia de proteína animal.

No dia 25 de novembro, o mestre em Comportamento de Consumo, diretor de Marketing e professor Romeo Busarello vai palestrar na Conbrasfran sobre “O  futuro dos negócios no âmbito da produção de alimentos em larga escala” – Foto: Divulgalção

No dia 25 de novembro, o mestre em Comportamento de Consumo, diretor de Marketing e professor Romeo Busarello vai palestrar sobre “O futuro dos negócios no âmbito da produção de alimentos em larga escala”. Segundo ele, o ambiente empresarial exige uma revisão profunda dos modelos de gestão e da forma como as organizações se preparam para o futuro. “Quem não pensa o futuro trabalha o presente usando ferramentas do passado. Se uma empresa quer salvar o mês, fecha contratos. Se quer salvar o ano, corta custos. Mas, se quer salvar a próxima década, precisa investir em inovação, educação e transformação”, afirma.

Para o especialista, além dos avanços tecnológicos, as empresas precisarão enfrentar desafios ligados à formação de pessoas, à saúde mental e à escassez de mão de obra qualificada. “Vivemos uma época de excesso de informação e escassez de clareza. Há muita pressa para julgar e pouca paciência para aprender. O maior desafio das organizações não será apenas tecnológico, mas humano. Liderar equipes, desenvolver talentos e construir ambientes capazes de atrair e reter pessoas será decisivo para a competitividade dos negócios”, destaca.

Presidente executivo da Organização Avícola do Estado do Rio Grande do Sul (Asgav/Sipargs), José Eduardo dos Santos: “A competitividade da indústria de alimentos dependerá cada vez mais da capacidade das empresas de formar líderes, atrair profissionais qualificados e se adaptar às transformações que estão ocorrendo em ritmo acelerado” – Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o presidente executivo da Asgav e organizador da Conbrasfran 2026, José Eduardo dos Santos, discutir tendências de gestão e liderança é tão importante quanto debater temas técnicos da produção. “A competitividade da indústria de alimentos dependerá cada vez mais da capacidade das empresas de formar líderes, atrair profissionais qualificados e se adaptar às transformações que estão ocorrendo em ritmo acelerado. A Conbrasfran busca ampliar esse olhar estratégico, promovendo debates que impactam diretamente o futuro dos negócios e da produção de alimentos no Brasil”, afirma.

A Conbrasfran 2026 reunirá especialistas nacionais e internacionais para discutir temas relacionados à produção animal, sanidade, qualidade industrial, mercados, inovação, geopolítica, sustentabilidade e gestão. As oportunidades de patrocínio e as inscrições para participação no evento estão disponíveis junto à organização.

Fonte: Assessoria Asgav
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Avicultura

Porto de Paranaguá responde por quase 50% das exportações brasileiras de frango

Porto embarcou 1,04 milhão de toneladas nos cinco primeiros meses de 2026 e movimentou US$ 1,88 bilhão em vendas ao mercado internacional.

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

A Portos do Paraná alcançou 47,3% de participação nas exportações brasileiras de carne de frango nos primeiros meses de 2026. O percentual foi obtido após o embarque recorde de 1,04 milhão de toneladas de aves congeladas para o mercado internacional entre janeiro e maio. Somente em maio, foram exportadas mais de 208 mil toneladas do produto. O volume consolida o Porto de Paranaguá como líder nacional e uma das principais referências mundiais na movimentação da proteína.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Na comparação com o mesmo período de 2025, quando as exportações somaram 921,9 mil toneladas, o crescimento foi de 13,1%. O recorde anterior havia sido registrado em 2023, com 945,9 mil toneladas embarcadas. Os dados são do Comex Stat, sistema do governo federal que reúne informações sobre o comércio exterior brasileiro.

De acordo com o diretor-presidente da Portos do Paraná, Luiz Fernando Garcia, o resultado é reflexo dos investimentos concretizados nos últimos anos. “Os investimentos realizados em infraestrutura, tecnologia e qualificação operacional são fundamentais para garantir a competitividade dos portos paranaenses e ampliar a qualidade dos serviços prestados aos nossos clientes”, afirma.

Em valores FOB, valor da mercadoria no momento do embarque, a Portos do Paraná foi responsável pela maior fatia da receita nacional, somando US$ 1,88 bilhão de um total de US$ 4,08 bilhões.

O principal destino da carne de frango exportada pelos portos paranaenses foi a China, que recebeu 114,2 mil

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

toneladas, o equivalente a 11% do total embarcado em Paranaguá. Entre os principais mercados também estão África do Sul, Emirados Árabes Unidos, Japão e Arábia Saudita. Ao todo, mais de 120 países receberam o produto.

Estrutura impulsiona resultados

O diretor de Operações da Portos do Paraná, Gabriel Vieira, reforça que a estrutura do Porto de Paranaguá é um dos diferenciais para esse protagonismo nacional. “O grande destaque é a capacidade que o terminal possui para receber contêineres refrigerados (reefers). Paranaguá conta, de longe, com o maior número de tomadas refrigeradas do país, ultrapassando 5,2 mil plugs disponíveis”, explica.

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

Outro fator importante é o desempenho do Paraná na produção avícola nacional. O Estado responde por aproximadamente 35% da produção brasileira de aves para abate e boa parte desse volume segue para exportação pelos portos paranaenses.

Liderança em proteínas animais

A Portos do Paraná também ampliou a liderança nacional nas exportações de proteínas animais. Considerando carnes de frango, bovina, suína, caprina e pescados, mais de 1,4 milhão de toneladas foram embarcadas entre janeiro e maio de 2026, volume equivalente a 37% das exportações brasileiras do segmento.

O crescimento do grupo das carnes nos cinco primeiros meses do ano foi de 9,9% em relação ao mesmo período de

Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná

2025. Nas exportações de carne bovina, o Porto de Paranaguá embarcou 277,5 mil toneladas entre janeiro e maio. O volume representa a segunda maior movimentação do país, com participação de 24,7% nas exportações nacionais. China, Estados Unidos e Rússia foram os principais destinos do produto.

Já as exportações de carne suína pelo porto paranaense alcançaram 84,8 mil toneladas no acumulado do ano. Em 2025, o volume registrado no mesmo período foi de 79,6 mil toneladas, o que representa crescimento de 6,5%. Mais de 50 países importaram carne suína pelos Porto de Paranaguá, com destaque para Filipinas, Hong Kong e Singapura.

Fonte: AEN-PR
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Exportações de ovos caem 32,5% nos cinco primeiros meses de 2026

Brasil embarcou 12,39 mil toneladas entre janeiro e maio. Ovos processados responderam por 32% das vendas externas, maior fatia desde 2006.

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Foto: Shutterstock

As exportações brasileiras de ovos perderam força em 2026 e acumulam queda superior a 30% nos cinco primeiros meses do ano. Apesar do recuo nos embarques totais, uma mudança no perfil das vendas externas começa a ganhar espaço: os ovos processados atingiram a maior participação nas exportações para o período desde 2006.

Foto: Rodrigo Felix Leal

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), compilados pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), mostram que o Brasil exportou 12,39 mil toneladas de ovos in natura e processados entre janeiro e maio deste ano. O volume é 32,5% menor que o registrado no mesmo intervalo de 2025, quando os embarques somaram 18,36 mil toneladas.

O enfraquecimento das vendas externas também foi observado no resultado mensal. Em maio, o país exportou 2,18 mil toneladas, queda de 5,7% em relação a abril e de expressivos 59% frente ao mesmo mês do ano passado.

Embora os números indiquem desaceleração, os pesquisadores do Cepea observam uma mudança gradual na

Foto: Rodrigo Felix Leal

composição das exportações brasileiras.

Mais valor agregado

Dos 12,39 mil toneladas embarcados entre janeiro e maio, 3,99 mil toneladas correspondem a ovos processados, categoria que inclui produtos líquidos, em pó e congelados utilizados pela indústria alimentícia.

Isso significa que os processados responderam por 32% das exportações brasileiras de ovos em 2026, a maior participação já registrada para o período desde o início da série histórica analisada pelo Cepea, em 2006.

Para os pesquisadores, o resultado sugere uma alteração, ainda que discreta, no perfil das vendas externas do setor, tradicionalmente concentradas em ovos in natura.

Foto: Divulgação

A maior presença dos processados tende a ampliar o valor agregado das exportações, além de reduzir parte da dependência de mercados voltados ao consumo direto do produto.

Os ovos industrializados possuem maior prazo de validade, facilitam a logística internacional e atendem principalmente indústrias de alimentos, como fabricantes de massas, panificados, confeitaria e refeições prontas.

Mudança gradual

Apesar do crescimento relativo dos processados, os ovos in natura ainda representam a maior parcela das exportações brasileiras.

O movimento observado em 2026, no entanto, indica que o setor busca diversificar mercados e ampliar a oferta de

Foto: Rodrigo Fêlix Leal

produtos com maior nível de industrialização, estratégia que pode reduzir a volatilidade das exportações no longo prazo.

Ao mesmo tempo, a queda expressiva dos embarques totais mostra que o mercado internacional segue desafiador para a avicultura de postura brasileira.

A combinação entre menor volume exportado e maior participação dos processados revela um setor em transição: vende menos ao exterior, mas aumenta gradualmente o peso de produtos de maior valor agregado em sua pauta exportadora.

Fonte: O Presente Rural
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