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Setor lácteo sai fortalecido do Simpósio do Leite de Erechim

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Informar, levar conhecimento, apresentar novidades, fazer o setor lácteo brasileiro se tornar uma atividade ainda mais importante na economia nacional. Estas são algumas das metas do Simpósio do Leite de Erechim, evento que teve sua 12ª edição em 2015 e encerrou na tarde desta quarta-feira, em Erechim, norte do RS.

Para o coordenador geral do evento, Walmor Vanz, a meta foi mais uma vez conquistada. “Tivemos palestras do mais alto nível, proferidas por profissionais experientes, conhecedores em seus assuntos, todos professores e doutores. Além disso a participação do público nos surpreendeu positivamente nesta edição”, salienta ele.

Mais de 1.100 pessoas participaram do Simpósio, formado por três importantes eixos: Mostra de Trabalhos Científicos, Fórum Nacional de Lácteos e o Simpósio, este formado por seis palestras técnicas.

Na plateia, produtores, técnicos e estudantes aproveitaram os dois dias de qualificação para ampliar seu conhecimento na área. Walmor Vanz explica ainda que este foi o melhor de todos os eventos realizados até hoje. “Isso pela qualidade das nossas palestras, pela participação do público e parceiros e também com uma Mostra de Trabalhos Científicos que apresentou pesquisas ainda mais aprofundadas, qualificadas”, acrescenta o coordenador.

E Vanz anunciou já nesta quarta a data da 13ª edição do Simpósio. Será entre os dias 8 e 9 de junho de 2016. “Já estamos trabalhando no próximo evento, buscando os palestrantes e vamos em busca de novidades. Algumas ações devem acontecer de maneira diferente e passaremos a ter seis palestras ao longo do Simpósio”, anunciou.

Trabalhos de pesquisa são premiados

A Mostra de Trabalhos Científicos chegou a sua quarta edição em 2015. Este ano, diferente dos demais, cinco trabalhos foram premiados. A “Ensilagem do Bagaço de Azeitona com Farelo de Arroz”, apresentado por estudantes da Unipampa, de Uruguaiana foi o grande vencedor da Mostra. Os autores receberam R$ 700,00 de premiação.

O segundo lugar ficou com estudantes da Universidade Estadual de Maringá (UEM), do Paraná. Eles apresentaram estudo sobre o suplemento proteíco produzido a partir do soro de leite adoçado com “Rebaudíosideo A” na redução da hiperglicemia e colesterol em ratos diabéticos. O prêmio foi de R$ 500,00.

O terceiro lugar ficou na região norte do RS. Estudantes da Faculdade Ideau, de Getúlio Vargas conquistaram a terceira posição com o trabalho intitulado de “Relevância do Monitoramento de Corpos Cetônicos através da mensuração de Betahdroxibutirato em rebanhos leiteiros”. O prêmio foi de R$ 300,00.

A novidade na Mostra foi a premiação de mais duas categorias. Em quarto lugar e como Destaque de Melhor Apresentação Poster, ficou o trabalho sobre fraudes do leite e imagem do setor: quais agentes o consumidor responsabiliza e em quem ele confia, apresentado por estudantes do Instituto Federal de Sertão.

O trabalho “qualidade nutricional de gramíneas e leguminosas cultivadas na fronteira oeste durante o vazio forrageiro primaveril”, de estudantes da Unipampa, de Uruguaiana, ficou com a quinta colocação e sendo Destaque em Relevância Regional. Cada um destes dois trabalhos recebeu R$ 100,00 em prêmios, mais brindes de patrocinadores.

Ao final da premiação, a coordenadora da Mostra, Daniela Oliveira já anunciou a realização da quinta edição, em 2016.

Palestras destacam produção com eficiência

Seis importantes palestras foram realizadas durante o Simpósio do Leite de Erechim. O assunto de todas foi diferente, mas a relação principal foi o fato de todos os palestrantes mostrarem caminhos para produtores buscarem uma produção mais eficiente e com mais ganhos na propriedade.

O professor e doutor Marcos da Veiga falou sobre estratégias de tratamento de mastite na lactação e secagem. Destacou a importância de um acompanhamento correto da vaca contaminada para que haja a correta solução do problema e se evite com isso perdas na produção. Um dos principais especialistas do país em mastite, salientou ainda a importância de os produtores criarem protocolos na propriedade. “Buscar saber o histórico da vaca contaminada, saber quais são os agentes causadores e identificar a gravidade da infestação. É importante saber identificar se houveram casos anteriores, buscar uma correta aplicação de antibióticos, e antes da aplicação da medicação, buscar coletar amostra e trabalhar com prazos mínimos de tratamento ideais para que haja a correta solução do caso”, apontou.

As vantagens zootécnicas e econômicas em ter gado leiteiro da raça Girolando na propriedade, foi outro tema no Simpósio.

O presidente da Associação Brasileira dos Criadores de Girolando, Jônadan Hsuan Min Ma, foi quem destacou o assunto. De acordo com ele, atualmente a raça ganha importância e consistência, reconhecida mundialmente. “O Girolando é muito mais do que um mero cruzamento de duas raças. É importante conhecer a solidez do seu Programa de Melhoramento Genético e as conquistas alcançadas ao longo dos mais de 25 anos da maior associação dentre as raças leiteiras do país. Uma raça consolidada que tem uma base e estrutura científica que dão suporte tecnológico do mais alto nível, equivalente as mais antigas raças do mundo, mas com tempero brasileiro da adaptabilidade às diversas condições ambientais e de manejo, da flexibilidade proporcionada pelos diversos graus de sangue e pela produtividade associada com rentabilidade, que tem mantido principalmente os pequenos produtores na atividade, aliás, a grande maioria da agricultura familiar, graças ao Girolando”, apontou Jônadan.

Outro assunto apresentado no Simpósio foi sobre a importância do volumoso na dieta de vacas leiteiras. “Durante os períodos de transição de inverno/verão e verão/inverno não temos pastagens em quantidade e qualidade suficientes para manter a produção leiteira e os frequentes períodos de estiagem severa têm agravado esse cenário. Dessa forma, conservar forragem é uma obrigação na atividade leiteira. Os volumosos conservados são a única forma de se ter alimento de boa qualidade e na quantidade correta nesse período. Outro fator importante é que a valorização das terras determina que tenhamos produtividades cada vez maiores e mais constantes para remunerar o capital investido na propriedade”, destacou o palestrante doutor e professor João Ricardo Pereira.

Planejamento e case de sucesso

Planejar para se ter sucesso. Esta foi a abordagem do palestrante é o especialista Régis Ferreira, coordenador de Pós Graduação da Rehagro. De acordo com ele, a falta de um adequado planejamento tem levado o pecuarista a administrar inadequadamente sua empresa, a propriedade. “Uma das principais causas dessa má administração provém de uma falta de objetivos claros por parte do produtor e de uma falta de conhecimento de como planejar, definindo o que produzir e quanto produzir. Na palestra em Erechim, vamos focar nas vantagens e formas de planejamento para a pecuária leiteira”, destaca Régis.

Ele cita um importante dado sobre a pecuária de leite nacional: “grande parte das propriedades que começamos a trabalhar, não sabe nem a quantidade de animais que existirão na empresa no próximo ano, uma condição básica para qualquer planejamento. Falta então um gerenciamento mais voltado ao atingir metas do que o apagar fogo, gerenciamento este que só é possível quando há um entrosamento entre proprietário e técnico”.

De sucesso na propriedade leiteira, o produtor Nivaldo Michetti entende bem. Ele apresentou um case de sucesso durante o Simpósio do Leite. A produção leiteira mudou sua vida, assim como era o título da palestra, mais motivacional do que propriamente técnica. “A intenção foi de levar aos presentes, ânimo, considerando que tendo saído do "nada" consegui, com minha família, grande mudança de vida, inclusive e principalmente, resgate da dignidade de homem do campo, que passou a entender a sua importância dentro da sociedade”, apontou Michetti.

Hoje sua vida é completamente diferente e produzir leite se tornou uma maneira de garantir subsistência com equilíbrio e sustentabilidade. Para Michetti, há bons motivos para se investir na produção de leite no Brasil. “O principal fator pró é me permitir certa autonomia, fato que nem sempre ocorre em várias outras atividades. Um outro pró que vejo, é que por ser uma atividade que exige pertinácia não se encaixa muito no espírito do nosso povo que é muito dado ao modismo e em enriquecer rápido, por isso vemos tanta gente saindo da atividade. Mais um outro é o fato de saber que o produto leite sempre faltou no mercado brasileiro, haja visto que não conseguimos a auto suficiência na produção. Isso fica absolutamente claro toda vez que explodem os preços, nas entressafras, numa tentativa bem sucedida de conter o consumo e não acontecer o desabastecimento total, o que seria caótico”, define o produtor.

Fonte: Ass. Imprensa

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Notícias Edição Cooperativismo

ESG não é moda, é necessidade, aponta Lar

A Lar Cooperativa Agroindustrial tem o ESG em seu DNA, com o “S” de social muito forte em sua atuação junto à comunidade onde está inserida, viabilizando aproximadamente 80% dos mini e pequenos produtores rurais.

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Crianças participam de atividade de conscientização com plantio de árvores nativas nas margens de nascentes em alusão ao Dia Mundial da Água - Fotos: Arquivo Lar

O Brasil é um dos principais produtores do agronegócio mundial, liderando a produção e exportação de uma infinidade de produtos agropecuários. Conforme estimativas do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), até 2030 a produção agrícola do país deve crescer mais de 20%. Esta produção demandará um maior uso de recursos naturais – como da água e do solo -, e de insumos agrícolas, os quais precisarão ser cada vez mais manejados de modo eficiente a fim de não interferirem no meio ambiente e nas gerações futuras.

Do lado das empresas, aquelas que adotarem práticas e modelos alinhadas à Agenda ESG – um conjunto de condutas ambientais, sociais e de governança para guiar investimentos e escolhas de consumo – se diferenciarão no mercado e criarão as bases para um crescimento sustentável.

Diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues: “A Lar monitora o atendimento aos padrões de qualidade do ar em 100% de suas unidades, com isso, somente em 2021 sequestrou 640 toneladas de carbono do ar”

A Lar Cooperativa Agroindustrial tem o ESG em seu DNA, com o “S” de social muito forte em sua atuação junto à comunidade onde está inserida, viabilizando aproximadamente 80% dos mini e pequenos produtores rurais. O respeito e a preservação ao meio ambiente também norteiam as ações da Lar, que tem atuado intensamente na preservação e na economia d’água, tratamento de efluentes, resíduos sólidos, qualidade do ar e em educação ambiental. “Temos ainda muitas oportunidades para melhorar nossas práticas, mas também temos muito o que capitalizar em nossos negócios com as ações que já realizamos”, pontua o diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues.

Com clientes em diversas regiões do Brasil e do mundo, Rodrigues ressalta que a questão ambiental tem sido bastante valorizada no fechamento de novos negócios, principalmente após a COP26, realizada ano passado na Escócia. “Além disso, as instituições financeiras há algum tempo já estão considerando as ações ambientais, sociais e de governança como itens de avaliação das organizações para a concessão de crédito. Não se consegue conceder um empréstimo ou fazer negociações com empresas que poluem o meio ambiente, desmatam de forma ilegal, discriminam seus funcionários ou mesmo não praticam ações de governança, como a participação nas decisões e a transparência nas informações”, evidencia.

Compromisso

Conforme Rodrigues, a Agenda ESG é, em primeiro lugar, um compromisso da diretoria e do Conselho de Administração da Lar, instâncias onde são definidas as prioridades e as estratégias de atuação da cooperativa. Dentro da Lar, o tema está ligado à Superintendência Administrativa e Financeira na Gerência de Qualidade, Meio Ambiente e Inovação. “Não existe um departamento criado exclusivamente para essa finalidade, uma vez que o tema permeia em toda a cooperativa, em suas diferentes áreas. A evolução econômica, do conhecimento, cultural e social é notável na família associada e no quadro de funcionários”, expõe Rodrigues.

Governança

Vista aérea da Unidade Industrial de Aves em Matelândia, PR, em que mostra as florestas de eucalipto que recebem o efluente tratado da indústria

No que diz respeito à governança, foi criado na Lar o Conselho Consultivo, que trouxe o associado ainda mais perto da cooperativa, participando e opinando sobre os rumos da companhia; a Universidade Corporativa, que conta com um número enorme de programas de treinamento e preparação de pessoas, tanto para associados quanto para os funcionários; além dos comitês por atividades, que são fóruns técnicos de discussão, onde os associados podem aprender mais sobre o segmento que atuam, visando a evolução de suas atividades.

“A Lar atua e continuará atuando fortemente na preparação de lideranças, além de trabalhar junto à comunidade, através da conscientização da necessidade da cooperação como forma de melhoria da qualidade de vida das pessoas, assim como também atuará junto aos stakeholders na conscientização sobre a importância da preservação do meio ambiente para garantia da sustentabilidade, ou seja, que as gerações futuras também possam aproveitar dos recursos naturais do nosso planeta”, salienta o diretor-presidente da Lar.

Entre as principais ações de governança realizadas pela Lar estão a formalização em estatuto do Conselho de Administração e do Conselho Fiscal, auditoria interna, auditoria externa com reconhecimento internacional, planejamento estratégico, divulgação das demonstrações financeiras, criação do Conselho Consultivo e de Comitês por atividades, decisões colegiadas na alta administração, que envolve diretores e as superintendências, bem como da inserção de mulheres e jovens no ambiente empresarial do Sistema Lar.

Para reduzir ao mínimo as chances de erros contábeis, Rodrigues reforça que boa parte das informações são geradas por softwares específicos e interligados para cada atividade ou processo, porém, ainda assim, podem haver riscos de alguns erros por algum lançamento errôneo. “Utilizamos diversos mecanismos internos de checagem, como as conciliações diárias e mensais, auditorias internas e externas profundas, e o próprio conhecimento dos profissionais das áreas que, conhecendo detalhadamente os negócios, conseguem identificar quando algum número passa a não corresponder à realidade. Esses desvios são fáceis e rapidamente identificados, tratados e os sistemas melhorados para que não voltem a acontecer”, enfatiza.

Agenda ambiental

Através do Programa Prioridade Ambiental, a cooperativa desenvolve um rigoroso monitoramento em todas as atividades de forma a manter a qualidade do ar, do controle e gerenciamento dos parâmetros da água, resíduos e efluentes, além de trabalhar de forma a melhorar a eficiência energética, com o uso de fontes alternativas e de atuação junto à comunidade com temas voltados à educação ambiental.

Um belo exemplo é da família Colombari que, com uma pequena propriedade em São Miguel do Iguaçu, PR, diversifica sua produção de grãos com a criação de suínos e de gado de corte. Os dejetos dos animais são removidos para um biogestor para gerar energia elétrica para as instalações do sítio. Já são quatro gerações da família que trabalham no campo.

Em 2021, a cooperativa reduziu 867 mil m³ de água no processo de abate de aves, volume considerado o bastante para atender o consumo de 3.942 residências durante um ano. Outro projeto de extrema relevância para a sustentabilidade, elencado por Rodrigues, é a recuperação de nascentes degradadas das propriedades dos associados e da própria cooperativa, onde já foram recuperadas mais de 150 nascentes, devolvendo água pura e abundante à natureza e ao consumo nas propriedades.

São mais de 150 minas já revitalizadas pela Lar para aumentar e garantir a disponibilidade hídrica no Oeste do Paraná

Em relação ao tratamento de resíduos, após o processo de filtração da água de abate e sua adequação aos parâmetros legais, a cooperativa realiza a sua disposição em solo por meio da fertirrigação em uma área de 331 hectares. Além do aproveitamento da água que retorna à natureza, a Lar também sequestra carbono com o plantio e manejo de florestas de eucalipto.

“A Lar possui áreas de reflorestamento com 1.830,26 hectares e mais 1.369,77 hectares de vegetação nativa. Além disso, monitora o atendimento aos padrões de qualidade do ar em 100% de suas unidades. Somente em 2021, sequestrou 640 mil toneladas de carbono do ar”, relatou Rodrigues.

Os gases de efeito estufa, principalmente o metano, são os mais prejudiciais ao meio ambiente e a Lar tem adotado formas de evitar a sua emissão para a atmosfera, entre elas com a implantação de biodigestores nas unidades de produção de leitões e a canalização do gás para transformar em energia elétrica, alimentando geradores e abastecendo as unidades as quais estão instalados. Em 2021, a cooperativa estima que foram evitados a emissão de 740 mil m³ de metano na atmosfera.

“Também trabalhamos fortemente com a gestão dos resíduos sólidos. Em nossas unidades de aves, de rações e de produção de ovos realizamos a logística reversa de embalagens. E nas unidades de produção de pintainhos e leitões, além das propriedades dos associados, fizemos a recolha dos resíduos de serviço de saúde animal, desta forma conseguimos no ano passado destinar adequadamente 62 toneladas destes resíduos”, pontua Rodrigues.

No último ano, a Lar também destinou de forma correta 293 toneladas de embalagens de agrotóxicos, material gerado por 15 municípios do Oeste paranaense.

Com vistas à conscientização ambiental, a Lar realiza eventos de valorização de datas comemorativas, como o Dia Mundial do Meio Ambiente, Dia da Água, Dia da Terra, Dia da Árvore, envolvendo a comunidade estudantil de forma a contribuir para uma sociedade mais integrada com os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Ações futuras

Com forte atuação na preservação de recursos naturais, entre as ações previstas para os próximos estão a implantação de um projeto de reuso de água em uma das plantas de abate de aves. Em funcionamento, o sistema reduzirá em 30% o consumo de água. Outra iniciativa que está em andamento é o Prêmio Lar de Sustentabilidade, que irá premiar os associados que praticam as Boas Práticas de Sustentabilidade na propriedade. “Nosso objetivo é disseminar e estimular a cultura de sustentabilidade junto aos associados e à comunidade, a partir de critérios ESG. As inscrições encerraram no fim de junho, agora serão feitas as avaliações nas propriedades e os vencedores serão conhecidos no mês de novembro”, declara o diretor-presidente da Lar.

Conforme Rodrigues, a Agenda ESG para a Lar não é mais uma prática de gestão que está na moda, mas uma necessidade para as empresas que anseiam atuar no mercado mundial. “As empresas de classe mundial que adotam medidas ESG serão as preferidas em negociações comerciais e financeiras”, encerra.

Para saber um pouco mais de como a agenda ESG está movimentando o cooperativismo brasileiro acesse a versão digital da edição Especial de Cooperativismo clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural
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Notícias Nesta quarta-feira

Presidente da Aurora Coop é painelista do Fórum Encadear 2022

No evento, Neivor Canton apresentará a dimensão do Sistema Aurora Coop e sobre o Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista.

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Diretor-presidente da Aurora Coop, Neivor Canton - Foto:Divulgação/Aurora Coop

O diretor-presidente da Aurora Coop Neivor Canton participará nesta quarta-feira (17), das 14h30 às 15h45, do painel “Competitividad)e de ponta a ponta” do Fórum Encadear 2022, que acontecerá entre quarta e quinta-feira (18) no Hotel Transamérica, em São Paulo (SP). O evento promovido pelo Sebrae tem como objetivo contribuir para melhorar a competitividade, a sustentabilidade e a inovação nos pequenos negócios inseridos ou com potencial de inserção nas cadeias de valor de grandes empresas.

Canton apresentará a dimensão do Sistema Aurora Coop, formado por 11 cooperativas associadas e mais de 72 mil cooperados, sendo que 80% remetem a pequenas propriedades rurais. Também explicará sobre o Prêmio Empreendedor Rural Cooperativista – considerado um dos maiores reconhecimentos do agronegócio catarinense – que valoriza os empresários rurais que se destacaram com práticas diferenciadas de melhoria da qualidade de vida e renda, bem como pela contribuição com a preservação do planeta.

A certificação de Propriedade Rural Sustentável iniciou em 2016 com a intenção de desenvolver cooperados para que atinjam níveis de sustentabilidade nas cadeias produtivas, envolvendo processos de gestão, meio ambiente e social. Para isso, foram estabelecidos critérios de avaliação das propriedades proporcionando assistência técnica para utilização dos procedimentos padrões. Como benefícios, eles recebem remuneração diferenciada por produtividade e desempenho. Até o momento foram certificadas 896 empresas rurais.

Canton antecipa que sua participação estará direcionada a mostrar a visão da Aurora Coop para a importância da redução dos gaps de competitividade nas cadeias produtivas de suínos, aves e leite. “Destacarei tanto os programas internos quanto as estratégias alinhadas com parceiros, a exemplo do Sebrae para execução do Programa Encadeamento Produtivo, que buscam a diminuição dos gaps de competitividade do setor primário, ou seja, antes das plataformas de industrialização. Observamos que essa atuação foi fundamental para os ganhos de competitividade e de qualidade que apresentamos em nossos produtos”, analisa.

Programação

O painel terá como mediadora Christimara Garcia da Catalyze Innovations e, além de Canton, participarão como painelistas o diretor de suprimentos e logística na Intercement Douglas Catan e o gerente setorial de parcerias da Petrobras João Matsuzaka Costa. Como case será apresentado a Felippi Strass pela representante Valéria Felippi.

A programação de quarta-feira (17) também contempla palestra magna sobre “Sustentabilidade empresarial, uma visão ampliada para a prosperidade econômica das cadeias de valor” e outros três painéis com líderes de grandes empresas: “Potencialize os resultados com práticas de ESG na cadeia de valor”, “Inovabilidade como fator de diferenciação” e “Como construir o futuro e sustentar a transformação +50?. A programação completa dos dois dias de evento ou a inscrição pode ser feita no site www.forumencadear.com.br.

Neste ano, o tema do evento é “Agenda ESG: conectando competitividade, inovação e sustentabilidade na cadeia de valor. Essa temática abrange uma preocupação global: Agenda ESG (sigla, em inglês, para Sustentabilidade, Social e Governança) e como a sustentabilidade empresarial pode fomentar uma maior inserção dos pequenos negócios em cadeias de valor de grandes empresas.

Sebrae 50+50

Em 2022, o Sebrae celebra 50 anos de existência, com atividades em torno do tema “Criar o futuro é fazer história”. Denominado Projeto Sebrae 50+50, a iniciativa enfatiza os três pilares de atuação da instituição: promover a cultura empreendedora, aprimorar a gestão empresarial e desenvolver um ambiente de negócios saudável e inovador para os pequenos negócios no Brasil.

Passado, presente e futuro estão em foco, mostrando a evolução desde a fundação em 1972 até os dias de hoje, com um olhar também para os novos desafios que virão para o empreendedorismo no país.

Fonte: Ascom
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Notícias Mercado internacional

Inscrições abertas para participar da feira SIAL India

As empresas selecionadas farão a exposição de seus produtos no Pavilhão Brasil.

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Foto: Arquivo/OP Rural

As empresas brasileiras voltadas para o ramo alimentício poderão participar do Pavilhão Brasil na SIAL India, feira internacional que ocorrerá entre os dias 1º e 3 de dezembro deste ano. As inscrições estão abertas e vão até o dia 23 de setembro.

O Pavilhão Brasil é coordenado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), em parceria com o Ministério das Relações Exteriores (MRE) e com apoio da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil).

A SIAL India faz parte da maior rede de feiras de inovação alimentar do mundo e as empresas interessadas terão a possibilidade de ter acesso ao mercado asiático e adjacentes, além de contatos e negócios comerciais.

O Mapa incentiva a participação de cooperativas e empresas que planejam entrar no mercado internacional, cujos produtos se adequem ao perfil da feira.

Quem pode participar

Empresas da indústria de alimentos e bebidas, comerciais exportadoras, tradings, entidades setoriais e cooperativas, desde que para a promoção exclusiva de produtos brasileiros.

Os interessados devem preencher o formulário de inscrição: Acesse aqui

O ato de inscrição não garante a participação na feira, apenas manifesta o interesse do inscrito no processo de seleção de expositores. A inscrição implica o completo assentimento com os Termos e Condições de Participação.

Custos de participação

O Mapa e o MRE serão responsáveis pelos custos de contratação do espaço na feira, montagem do estande, apoio de recepcionistas bilíngues e confecção do catálogo do Pavilhão Brasil.

Cada empresa participante será responsável por suas despesas pessoais (passagens aéreas, vistos, vacinas, hospedagem, alimentação etc.) e pelos custos com o envio de amostras. Além disso, o Ministério da Agricultura incentiva os expositores a investirem em iniciativas complementares de promoção que possam potencializar os resultados positivos do evento.

Pavilhão Brasil 

As empresas e cooperativas brasileiras que forem selecionadas para integrar o Pavilhão Brasil na SIAL India contarão com estrutura completa de estande, incluindo recepcionistas bilíngues, catálogo institucional, cozinha coletiva, seguindo as recomendações de higienização e limpeza, mobiliário para preparação e exposição de produtos, bem como para reunião com os potenciais compradores e apoio técnico da equipe do Mapa.

Para mais informações, entre em contato com a Coordenação-Geral de Promoção Comercial (CGPC), no e-mail sial.india@agro.gov.br ou pelo telefone (61) 3218-2425.

 

Fonte: Mapa
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