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Setor de leite e derivados articula ações na região oeste paranaense

Formação de governança e aproximação da cadeia envolvem o projeto balizado pela metodologia Foresight

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Grupo do Foresight Leite e Derivados durante reunião realizada em Toledo

Desde fevereiro passado, entidades, produtores, cooperativas e empresários da área de laticínios e similares da região oeste, estão desenvolvendo a governança Foresight Leite e Derivados, uma iniciativa que visa entender as perspectivas do presente e projetar ações, estratégias e investimentos para o futuro da cadeia produtiva de leite no oeste do Paraná.

O projeto, que conta com a participação do Sebrae/PR, Programa Oeste em Desenvolvimento (POD), Biopark, Adapar, Iapar, PTI, Emater, Senai, Sindicato Rural de Cascavel,  AcicLabs, PUC, Unioeste, Frimesa e associações comerciais de Foz do Iguaçu e Toledo (Acifi e Acit), pretende fomentar a cooperação entre os produtores,  o uso de novas tecnologias e dar suporte para a criação de novos produtos derivados do leite, agregando valor à produção.

Foresight é uma palavra em inglês que significa previsão. Aplicada, especificamente, à cadeia produtiva de leite e derivados, diz respeito a definição de estratégias que podem ajudar o produtor a manter a sua rentabilidade e produtividade, mesmo diante de mudanças de perspectiva, clima e cenários econômicos.

“Com o Foresight Leite e Derivados, nosso principal objetivo era definir o cenário tecnológico da região e identificar quais são os principais gargalos da produção local. Com isso, conseguimos fazer uma previsão de tecnologia que pode ser inserida na cadeia produtiva, podendo prever investimentos e reestruturações que podem ser feitas para que o produto ganhe mais destaque no mercado”, detalha o consultor do Sebrae/PR, Edson Braga.

A partir dos encontros, na região oeste do Paraná, dois pontos principais foram identificados: sustentabilidade e marketing territorial.

“Definido o Foresight, estamos sensibilizando a governança em função do cenário que desenhamos. Percebemos que é preciso organizar a cadeia produtiva para a implantação de um plano de inovação setorial em função da sustentabilidade junto a estratégias de marketing que podem ajudar o produtor a vender melhor o que é feito aqui na região, de forma diferenciada”, pontua o consultor do Centro Tecnológico Cosmob, Emílio Beltrami, que está acompanhando o grupo.

Com os gargalos identificados, a governança trabalha para propor soluções e, a partir daí, melhorar os cenários do setor na região.  Para isso, um dos próximos passos é a Missão Técnica Internacional, que levará o grupo do Foresight das regiões Oeste, Sul e Norte do Paraná para uma imersão na Feira Internacional do Queijo, realizada na Itália. O produtor Gilvan Malacarne, representante da Lactomil, de Serranópolis do Iguaçu, garantiu a vaga e está animado para a viagem.

“Quando o Foresight foi apresentado, fiquei interessado, pois a governança trabalha com a formação de grupos. Eu estava alinhando a formação de uma cooperativa junto aos meus produtores e estou trabalhando para a criação de uma nova linha de produtos para um público diferenciado, agregando valor à matéria-prima, que é o leite. Com a missão, espero entender quais são os principais processos aplicados nas cooperativas italianas e, quem sabe, trazer algumas metodologias para cá”, destaca o produtor.

Gelir Maria Giombelli, do município de Toledo, tem uma pequena fábrica de queijos coloniais pasteurizados. Com o Foresight, a produtora viu a possibilidade de sair de um universo limitado de produção, conhecendo outros produtores, se aproximando de novidades e participando de grupos ativos que podem fazer a diferença na produção.

“Venho de uma família de colonos e sempre aprendi a aproveitar o leite ao máximo, variando os produtos e oferecendo possibilidades ao cliente. Quando me convidaram para participar da governança, fiquei animada, pois sabia que ali, poderia entrar em contato com outros produtores. Durante os encontros, vi que os problemas que enfrento não são apenas meus e juntos, conseguimos pensar em várias soluções que poderão melhorar a nossa produção”, evidencia.

A produtora também garantiu a vaga para a missão técnica. “Ir até a Itália sempre foi um sonho. Saber que poderei conhecer o país e, ainda, aprender mais sobre o meu trabalho é uma alegria imensa”, conclui Gelir.

Resultados

O Foresight Leite e Derivados, terá os resultados apresentados em novembro de 2019 ou até março de 2020. Até lá, o trabalho continuará junto aos atores da governança. Uma união importante que, segundo o coordenador de PDI do Instituto Senai de Tecnologia em Alimentos Alcides Júnior Sperotto, gera importantes mobilizações na cadeia leiteira.

“Um dos principais ganhos, com a metodologia do Foresight, é fato dos produtores terem um panorama geral de como está a cadeia leiteira na região, mas, também, de poderem interagir entre si, gerando e pensando em soluções conjuntas para o setor. Há um direcionamento importante para a entrega prática de resultados a fim de alavancar os negócios”, pontua.

Até o momento, os principais resultados colhidos com o Foresight Leite e Derivados na região oeste do Paraná são a definição do cenário tecnológico, que mostra os pontos fortes do setor e quais aspectos devem ser aprimorados; a organização do cluster em forma de governança; a possibilidade da formação de um ecossistema onde instituições prestadoras de serviço conseguem interagir de forma mais simples com as empresas;  e a elaboração de um plano de benchmarking internacional por meio da Missão Técnica Internacional, que levará os produtores, empresários e parceiros para a Feira Internacional do Queijo, realizada na Itália.

Perspectivas

O Paraná é o terceiro maior produtor de leite do país, segundo o Departamento de Economia Rural (Deral) da Seab (Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Paraná). A produção média é de 4,73 bilhões de litros por ano, correspondendo a 14,07% da produção nacional, segundo dados publicados no Anuário do Leite da Embrapa. A partir de 2017, porém, a recessão econômica afetou o consumo de produtos lácteos mais elaborados, reduzindo o preço da matéria-prima e, consequentemente, afetando o ganho dos produtores.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

Após negociações comerciais com os EUA, China avança em compras de soja do Brasil

Embora Brasil seja maior fornecedor de soja para China, grandes compras são incomuns nesta época do ano

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Ivan Bueno/APPA

Os importadores chineses estão ocupados realizando novas compras de soja do Brasil nesta semana, apesar do anúncio da Casa Branca de que a China concordou em comprar até US$ 50 bilhões em produtos agrícolas dos Estados Unidos anualmente durante as negociações comerciais ocorridas na semana passada.

Dois operadores disseram que a China encomendou pelo menos oito carregamentos, ou 480 mil toneladas, com valor de 173 milhões de dólares, de soja brasileira desde segunda-feira (14). Embora o Brasil seja o maior fornecedor de soja para a China, grandes compras do produto brasileiro são incomuns nesta época do ano.

A falta de compras dos EUA até aqui nesta semana mostra que a China não tem pressa para adquirir produtos norte-americanos após a fase 1 do acordo comercial, anunciada na semana passada e que o presidente dos EUA, Donald Trump, espera que seja assinada no próximo mês.

Trump disse no Twitter no domingo (13) que a China já começou a fazer compras agrícolas nos EUA. No entanto, três exportadores de soja norte-americana disseram que não houve vendas dos EUA para a China desde as negociações da semana passada em Washington, e que nenhuma compra chinesa foi confirmada pelo Departamento de Agricultura dos EUA (USDA, na sigla em inglês). “Eu não tive nenhuma sondagem sobre (embarques dos) EUA”, disse um dos exportadores. “Havia alguns barcos para novembro comprados no Brasil e vários outros da nova safra sul-americana, mas nada aqui.”

Outro exportador dos EUA disse que uma queda no valor da soja brasileira gerou nova demanda de compradores que por mais de um ano foram incapazes de importar lucrativamente o produto norte-americano, a não ser que contassem com isenções tarifárias.

As empresas estatais Cofco e Sinograin, que estão isentas das taxas retaliatórias de 25% sobre as importações dos EUA, têm “pouco apetite” para comprar, a menos que os preços nos EUA caiam ainda mais, disse um segundo exportador norte-americano.

Antes da guerra comercial, a China importava a maior parte de sua soja nos EUA entre outubro e janeiro e voltava-se para a América do Sul por volta de fevereiro.

Os preços da soja dos EUA carregada para a China nos terminais da Costa do Golfo, para novembro e dezembro, neste momento estão perto da paridade com os preços brasileiros. Mas quando os valores da soja dos dois principais fornecedores são semelhantes, os importadores chineses tendem a favorecer o grão brasileiro devido ao seu maior teor médio de proteínas.

A importadora chinesa Hopefull Grain & Oil comprou 10 carregamentos de soja brasileira na semana passada, antes das negociações entre EUA e China, e pelo menos outras três cargas nesta semana, disseram duas fontes comerciais.

A Wilmar também esteve entre as compradoras, com cerca de cinco a seis carregamentos adquiridos do Brasil nesta semana, de acordo com um exportador dos EUA e dois traders, um deles com base em Pequim e um trabalhando em uma trading chinesa. Hopefull e Wilmar se recusaram a comentar.

Acredita-se que nas recentes ondas de aquisições, as empresas tenham usado suas isenções para compras dos EUA sem tarifas, disseram um exportador e um importador chinês.

O assessor econômico da Casa Branca, Larry Kudlow, reconheceu na quinta-feira que o “compromisso sério” da China para comprar até 50 bilhões de dólares em produtos agrícolas dependeria em parte de empresas e condições de mercado.

Fonte: Reuters
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Notícias Capacitação

Peste suína clássica é tema de seminário para produtores da região de Concórdia

Capacitação acontece na próxima terça-feira (22), às 14 horas, no auditório da ACCS

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Jairo Backes/Embrapa

Suinocultores da região estão convidados para um seminário de atualização sobre peste suína clássica (PSC) que acontece na próxima terça-feira (22), às 14 horas, no auditório da Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) em Concórdia. Representantes da Embrapa Suínos e Aves, ACCS e Cidasc vão esclarecer dúvidas sobre a doença e conscientizar sobre a importância de redobrar os cuidados com a sanidade dos animais.

Recentemente, no dia 8 deste mês, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento confirmou um foco de PSC no município de Traipu, Alagoas, em uma propriedade de criação extensiva sem vínculo com sistemas tecnificados ou de reprodução de suínos. O foco se encontra muito próximo a Sergipe, um dos 15 estados (com Santa Catarina, Rio Grande do Sul, Paraná, Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso, Goiás, Bahia, Tocantins, Rondônia e Acre), além do Distrito Federal, considerados zona livre de PSC no Brasil e responsáveis por toda a exportação nacional de carne suína e de produtos derivados.

O pesquisador da Embrapa Nelson Morés vai apresentar o que é a peste suína clássica, enquanto os representantes da Cidasc irão abordar o trabalho feito nas barreiras sanitárias para evitar a entrada de enfermidades em Santa Catarina e a ACCS vai detalhar quais são as consequências caso o estado perca a certificação de zona livre da doença, o que pode causar enorme prejuízo para a economia catarinense.

A doença

A PSC é uma doença de notificação obrigatória no Brasil, que acomete somente suínos, não sendo transmitida ao ser humano ou outras espécies. Ela também não tem relação com a peste suína africana (PSA), enfermidade sem registro nas últimas décadas no Brasil e que tem dizimado criações na Ásia.

A Embrapa disponibiliza uma nota técnica sobre como evitar a disseminação da peste suína clássica em seu portal na internet.

Fonte: Embrapa Suínos e Aves
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Notícias Código Florestal Brasileiro

Bolsonaro sanciona lei que retorna prazo para adesão ao PRA

De acordo com o texto, somente proprietários rurais que se registrarem no CAR até 31 de dezembro de 2020 poderão aderir ao PRA

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Divulgação

O presidente Jair Bolsonaro sancionou  a lei que retorna o prazo para adesão ao Programa de Regularização Ambiental (PRA) no âmbito do Código Florestal Brasileiro e permite que produtores rurais tenham o direito a acessar os mecanismos de adequação à lei. Além disso, a medida torna permanente e obrigatória a inscrição no Cadastro Ambiental Rural (CAR) das propriedades e posses rurais.

O texto foi publicado nesta sexta-feira (18) no Diário Oficial e estabelece ainda que somente os proprietários rurais que se registrarem no CAR até 31 de dezembro de 2020 poderão aderir ao PRA, o que deverá ser feito em até dois anos após inscrição no cadastro.

A Lei foi aprovada após ampla discussão no Congresso em uma articulação entre deputados da Frente Parlamentar da Agropecuária e da Comissão Agroambiental. Sem a lei aprovada, o produtor rural estava em uma situação de insegurança tendo em vista que o prazo para adesão ao PRA se extinguiu em dezembro de 2018 e poderia comprometer a implementação do Código Florestal.

Com a nova redação, os produtores rurais terão segurança jurídica para a devida adequação à legislação. “O texto aprovado pelo Congresso contribui para a implementação do Código Florestal. A proposta contemplou boa parte das necessidades de adequação dos prazos do PRA bem como a obrigatoriedade de adesão ao CAR e sua perenidade”, afirmou João Adrien, chefe da assessoria Socioambiental do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento.

A limitação do prazo de inscrição ao PRA inviabilizaria a regularização ambiental e traria um enorme prejuízo à agricultura e ao meio ambiente. Algumas regiões do país ainda não conseguiram a integral adesão dos produtores rurais ao PRA, principalmente pela insegurança jurídica que pairava sobre o código.

Essa situação foi solucionada com a publicação do acordão do Supremo Tribunal Federal quanto ao julgamento das Ações Diretas de Inconstitucionalidade (Adins) do Código Florestal. Agora há um claro entendimento por parte dos órgãos estaduais e dos produtores quanto às regras para devida adequação à legislação.

Fonte: MAPA
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