Suínos
Setor de carne suína terá margens apertadas até início da safra de milho, diz Rabobank
A depreciação do real frente ao dólar tem ajudado no aumento das exportações de carne suína, favorecendo esta indústria
As margens da indústria de carne suína deverão continuar pressionadas pelos altos custos do milho utilizado na nutrição animal até que a segunda safra do grão tenha início nos próximos meses, afirmaram analistas do Rabobank em relatório divulgado na sexta-feira (22).
A depreciação do real frente ao dólar tem ajudado no aumento das exportações de carne suína, favorecendo esta indústria. Por outro lado, essa desvalorização cambial também impulsionou as exportações de milho nacional, reduzindo a oferta interna e elevando custos de nutrição de aves, suínos e bovinos.
Segundo o Rabobank, os custos de milho no Brasil em fevereiro estavam 67% acima dos valores registrados no mesmo mês de 2015, enquanto o preço da carne suína no atacado havia caído 6%, na mesma base de comparação.
“Como resultado, as margens da indústria de suínos têm estado pressionadas, o que deverá resultar na transferência de parte desses custos para os consumidores durante o segundo semestre de 2016”, escreveram os analistas do Rabobank.
Para minimizar o aumento dos custos, o setor de proteína animal tem aumentado as importações de milho de países vizinhos e comprou mais de 500 mil toneladas do grão vindo do Paraguai e da Argentina em março, segundo dados apresentados pelo Rabobank. Na semana passada, o governo federal anunciou ainda a isenção de imposto de importação de até 1 milhão de toneladas de milho por seis meses, atendendo a reivindicação da indústria.
Apesar das dificuldades enfrentadas pelo setor, os analistas do Rabobank ainda esperam que, com a chegada da segunda safra de milho e com a alta esperada das exportações, a indústria de carne suína brasileira tenha um ano positivo.
Fonte: CarneTec

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





