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Setor agropecuário do Paraná alcançou os maiores patamares da história nos últimos anos

Em 2021, o Valor Bruto da Produção totalizou R$ 180,6 bilhões, maior da história. Os dados são do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, e leva em conta a produção agrícola, pecuária e florestal do Estado.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O Valor Bruto da Produção (VBP) agropecuária do Paraná atingiu, em 2021, o maior patamar de sua história, totalizando R$ 180,6 bilhões. Com um avanço médio de 5% ao ano desde 2012, o crescimento da produção agropecuária paranaense deu um salto ainda maior entre 2018 e 2021, durante a gestão de Carlos Massa Ratinho Junior, chegando a um crescimento médio de 9% no período. Em valores nominais, que desconsideram os índices de inflação, a taxa média de avanço foi de 26% por ano.

Os dados foram divulgados na última quinta-feira (03) pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e Abastecimento, e leva em conta a produção agrícola, pecuária e florestal do Estado.

Mesmo com a estiagem que derrubou a safra paranaense nos últimos dois anos, o VBP paranaense avança continuamente ao longo dos anos. “O Paraná é uma das grandes potências agrícolas do Brasil e um dos principais produtores de alimentos do mundo. Mesmo em condições climáticas desfavoráveis, com a maior estiagem do século no Estado, o agronegócio continua forte e ascensão”, ressalta Ratinho Junior.

“Temos um setor muito relevante na economia do Paraná, representando algo em torno de 35% de toda a riqueza que produzimos no Estado”, salienta o secretário estadual da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara. “No conceito mais amplo, o agro mostra sua força participando com 80% na balança comercial do Paraná. Ou seja, é um setor dinâmico, que melhora sistematicamente e tem potencial para continuar abastecendo o Brasil e o mundo”.

Para a coordenadora da Divisão de Estatísticas Básicas do Deral, Larissa Nahirny Alves, a quebra na safra foi compensada pela valorização dos preços, que se iniciou em 2020 e foi intensificada ao longo de 2021. “A expansão do faturamento permitiu mais um resultado recorde no faturamento da produção paranaense, com o mercado de commodities sendo bastante influenciado pelas variações cambiais”, explica.

Avanços

Em valores reais, que inclui o cálculo da inflação, o maior crescimento aconteceu em 2020 – até então, o maior VBP registrado no Paraná. O aumento foi de 21% em relação ao ano anterior. Ele saltou de R$ 142,27 bilhões, em 2019, para R$ 172,5 bilhões em 2020. Entre 2018 e 2019 o avanço foi de 3%, passando de R$ 138 bilhões para R$ 142,2 bilhões. Em 2021, a produção agropecuária paranaense teve aumento de 4,6% ante 2020, alcançando o recorde de R$ 180,6 bilhões de VBP.

Já em valores nominais, o VBP de 2021 (R$ 180,5 bilhões) foi 41% superior ao montante de 2020 (R$ 128,2 bilhões), que já tinha avançado 31% em relação ao ano anterior. Entre 2018 e 2019, o crescimento tinha sido de 9%, passando de R$ 89,8 bilhões para R$ 98 bilhões.

Setores

Entre os setores do agronegócio, a pecuária paranaense foi a que mais cresceu no período, com avanço médio, em valores nominais, de 27% ao ano. Na comparação entre 2018 e 2021, o crescimento chega a 106%. A produção animal do Paraná atingiu VBP de R$ 41,9 bilhões em 2018, R$ 48,7 bilhões em 2019, R$ 63,6 bilhões em 2020 e R$ 86,7 bilhões em 2021.

A agricultura, que no ano passado ficou à frente da agropecuária em valores nominais da produção, registrou crescimento médio anual de 26% no período. O VBP agrícola era de R$ 43,4 bilhões em 2018, passou para R$ 45 bilhões em 2019, R$ 60,3 bilhões em 2020 e R$ 87,6 bilhões em 2021.

Já o setor florestal cresceu, em média, 12% por ano entre 2018 e 2021, com pequenas quedas na produção em 2019 e 2020, mas que foram compensadas no resultado de 2021. O VBP florestal foi de R$ 4,42 bilhões em 2018, R$ 4,39 bilhões em 2019, R$ 4,27 bilhões em 2020 e R$ 6,2 bilhões em 2021.

Culturas

Principal cultura agrícola do Paraná, a soja responde por 28% de todo o VBP paranaense e apresentou uma taxa média de crescimento de 14% no período. O valor real da produção do grão passou de R$ 34,3 bilhões em 2018 para R$ 51,1 bilhões em 2021. Na comparação entre esses dois anos, o avanço foi de quase 50%.

A produção que mais cresceu no período, porém, foi a cevada, com aumento médio de 27% ao ano e crescimento real de 103% em 2021 em relação a 2018. O Paraná é o principal produtor nacional do grão e vê as áreas destinadas para a cultura crescendo, graças a novos investimentos de cervejarias e maltarias já confirmados no Estado.

Na pecuária, o destaque é para o frango, cuja produção nacional também é liderada pelo Paraná. Com avanço médio de 14% ao ano desde 2018, a produção avícola somou um VBP real de R$ 33,1 bilhões em 2021, contra R$ 22,2 bilhões em 2018. Na comparação entre os dois anos, o aumento foi de 49%. “Soja e frango, que são os dois principais produtos do agronegócio brasileiro, representaram quase 47% de todo o VBP paranaense de 2021 e impactam muito no resultado. Ambos tiveram crescimento médio real de 14% no período, um avanço muito expressivo”, afirma Larissa. “A cevada, apesar de ter uma participação menor no VBP, é um produto que tem crescido bastante e de forma bem consistente”.

Confira os gráficos:

 

Fonte: AEN

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

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Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul

Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

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1º Simpósio Assiferto RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica acontece em 6 de agosto, em Bento Gonçalves - Foto: Divulgação/Freepik

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto

Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.

De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.

Economia circular e aproveitamento de resíduos

As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.

Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.

Programação

A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.

O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.

Manhã

08h – Credenciamento/Recepção

08h30  Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger

09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS

09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo

10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam

11h – Mesa Redonda

12h – Almoço (por adesão)

Tarde

13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley

14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo

15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor

15h45 – Intervalo

16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater

16h45 – Mesa Redonda

17h30 – Encerramento

Fonte: Assessoria Assiferto
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