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Setor agroindustrial alinha reivindicações para candidatos às eleições deste ano
Temas debatidos foram objeto de consenso em reuniões realizadas em julho passado e impactam diretamente o desenvolvimento do setor agroindustrial.

Um consistente conjunto de reivindicações para o fortalecimento do setor agroindustrial da proteína animal – um dos mais importantes da economia brasileira – foi articulado pelas entidades de representação empresarial de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná tendo como foco, entre outras pautas, a melhoria da infraestrutura. O documento está sendo entregue aos candidatos às eleições deste ano e é firmado pelo Sindicato das Indústrias de Carnes e Derivados (Sindicarne/SC), Associação Catarinense de Avicultura (Acav) e Associação da Indústria da Indústria de Carnes e Derivados (Aincadesc), ao lado das entidades co-irmãs dos outros dois Estados sulinos.
Os temas debatidos foram objeto de consenso em reuniões realizadas em julho passado e impactam diretamente o desenvolvimento do setor agroindustrial. Envolvem ações privadas e públicas que visam manter e desenvolver as cadeias produtivas, fixar a atividade, gerar emprego e renda e manter o nível de excelência que tornou a atividade reconhecida no Brasil e no mundo.
Ao fundamentar as reivindicações, as entidades realçam que os Estados do Sul respondem por praticamente 70% de toda a produção de aves no Brasil e por 80% da produção de suínos. As propostas apresentadas estão orientadas para a sustentabilidade do setor, priorizando as pessoas, o meio ambiente, a logística, a sanidade, a energia, os insumos (grãos) e acessibilidade telemática.
A produção de aves e suínos no Estado de Santa Catarina responde por mais de 30% do PIB, mais de 67% das exportações, gerando mais de 60.000 postos de trabalho diretos e outros 480.000 indiretos. São abatidos diariamente em Santa Catarina mais de 4 milhões de aves e mais de 30.000 suínos e, apenas o sistema de integração e cooperação desta cadeia de aves e suínos, possui mais de 19.000 famílias fixadas no campo.
As agroindústrias catarinenses investem somente no ano de 2022 uma quantia superior a R$ 5 bilhões, com movimento econômico de ICMS superior a este valor. O Estado é atualmente o 1° produtor e exportador de carne suína e o 2° produtor e exportador de aves. O Brasil é o líder na exportação mundial de aves, mercado no qual Santa Catarina possui papel relevante.
Apesar dessa pujança, o setor sofre com severas adversidades como estiagens prolongadas, vendavais, problemas de conservação de rodovias, preço de grãos e insumos de produção, custo de fretes, dentre outros. Nesse cenário são necessárias melhorias estruturais, caso contrário o setor pode perder seu protagonismo mundial. As entidades enfatizam que o IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) em municípios com vocação para o agronegócio e a agroindústria é muito mais elevado que aqueles sem a presença dessa atividade econômica.
Reivindicações
As reivindicações focalizam a importância do fomento aos projetos ferroviários e rodoviários para o abastecimento de grãos, linha de crédito para reservação de água da chuva, geração de energia solar e biogás nas propriedades rurais e previsão orçamentária (em lei) para investimento e custeio das entidades estaduais de vigilância e controle sanitário animal e vegetal, considerando os status sanitários alcançados. Outra prioridade selecionada é a ampliação à conectividade no campo, a instalação de rede trifásica de energia e a construção de rede de abastecimento com biogás. As entidades defendem, ainda, a aprovação do projeto de lei (PL 1293/21), que trata do autocontrole na inspeção de produtos de origem animal.
As lideranças empresariais catarinenses que assinam o documento são os presidentes do Sindicarne José Antônio Ribas Júnior; da Acav Ricardo Castellar de Faria; e da Aincadesc Irani Pamplona Peters.

Colunistas
Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?
Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.
O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.
Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.
Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.
Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.
Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.
O sucesso desta ação teve três pontos centrais:
1) Análise
O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.
2) Integração
O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.
3) Correção
Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.
A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.
Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?
Notícias
Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações
Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.
O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).
A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.
O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.
Notícias
Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais
Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.
Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN
O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.
Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.



