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Serviço Veterinário Oficial reforça recomendações aos produtores sobre febre aftosa

Rio Grande do Sul é zona livre de febre aftosa sem vacinação e não registra caso da doença desde 2001. Alerta vem após registro na região de Brandemburgo, na Alemanha.

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Bovino Foto Fernando Dias
Foto: Fernando Dias

O Sistema Veterinário Oficial da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul (Seapi), está acompanhando a notícia de um foco de febre aftosa registrado na região de Brandemburgo, na Alemanha, e faz alguns alertas para produtores e viajantes.

Foto: Wenderson Araujo

“A ocorrência da febre aftosa na Alemanha só corrobora aquilo que já estamos falando há algum tempo: não é porque a gente não tem circulação viral que podemos relaxar com os cuidados, baixar a guarda”, afirma a coordenadora estadual do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa (PNEFA-RS),  Grazziane Rigon. A febre aftosa ainda tem registros na Ásia, na África e no Oriente Médio. Com a questão da globalização é possível a transmissão da doença de um continente para outro, lembrando ainda que a Venezuela é de risco desconhecido aqui na América, avalia Grazziane.

Entre os principais cuidados que o produtor rural deve ter estão:

  • Estar alerta a alguns sintomas que os animais possam apresentar, como feridas na boca, nas patas, na região dos tetos, febre alta e animais babando ou mancando. No caso destes sintomas, é preciso notificar imediatamente a Inspetoria Veterinária mais próxima;
  • Realizar desinfecção dos veículos que entram na propriedade, como caminhões de leite ou ração, que são veículos que transitam entre propriedades;
  • Restringir o acesso de visitantes, principalmente na área onde ficam os animais;
  • Comprar animais com Guia de Trânsito (GTA), que são uma garantia de que aqueles animais estão em dia com as obrigações sanitárias;
  • Cercar bem o perímetro da propriedade.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Já para os viajantes, o alerta principal é para que não tragam produtos de origem animal de forma ilegal, principalmente cárneos, como embutidos. De acordo com Grazziane, o Programa de Vigilância Agropecuária Internacional do Ministério da Agricultura e Pecuária faz um excelente trabalho de vigilância nos aeroportos para que estes produtos não entrem no Brasil . “Mas é sempre bom lembrar desta obrigatoriedade, já que é uma responsabilidade de todos”, ressalta.

Grazziane também cita que caso tenha ocorrido visita à exploração pecuária em área com ocorrência de aftosa é importante desinfetar roupas e calçados na chegada, além de evitar o contato com outros suscetíveis por, no mínimo, 48 horas.

A Alemanha não registrava um caso de febre aftosa desde 1988. O Rio Grande do Sul é zona livre de febre aftosa sem vacinação e não registra um caso de febre aftosa desde 2001. Neste ano de 2025 completa quatro anos de status de zona livre de febre aftosa sem vacinação concedido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).

Mais informações, veja clicando aqui.

Fonte: Assessoria Seapi

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais.

De acordo com o engenheiro agrônomo Samuel Mokfa, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, menciona Mokfa.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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