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Notícias Meio Ambiente

Serviço Florestal divulga o edital da concessão da Flona do Amapá

Documento prevê o manejo florestal em uma área de 265 mil hectares

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Divulgação/MAPA

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) divulgou na terça-feira (15), o edital para a concessão florestal da Floresta Nacional (Flona) do Amapá. O documento propõe a realização de concorrência pública para o lote composto por quatro Unidades de Manejo Florestal (UMFs), totalizando uma área de 265 mil hectares.

A Flona do Amapá está localizada nos municípios de Pracuúba, Ferreira Gomes e Amapá, todos no estado, e possui uma área de 459.867 mil hectares, de acordo com o Plano de Manejo da Unidade de Conservação (PMUC).

Considerando o preço mínimo do edital, a arrecadação anual nas quatro UMFs está estimada em R$2.8 milhões.  Sendo que a estimativa para a produção anual é de 119,8m³ de madeira em tora, naquela mesma área.

Edital

A cerimônia de lançamento do Edital de Concessão Florestal da Flona do Amapá contou com a presença do secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, que representou a ministra Tereza Cristina; do diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto; do diretor-geral adjunto do SFB, João Crescêncio; do diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do SFB, Paulo Carneiro; da coordenadora-geral de Concessão Florestal do SFB, Cristina Galvão; do vice-governador do estado do Amapá, Jaime Nunes; do secretário de Florestas e Desenvolvimento Sustentável do Ministério do Meio Ambiente, Joaquim Pereira Leite; e do diretor de Criação e Manejo de Unidades de Conservação do ICMBio, Marcos Simanovic.

O secretário-executivo do Mapa, Marcos Montes, destacou o trabalho conjunto entre o Governo Federal e o governo do estado do Amapá para a viabilidade da concessão da Flona do Amapá.

“É importante ressaltar o trabalho de concessão florestal, que iniciou no Ministério do Meio Ambiente junto ao Serviço Florestal Brasileiro e agora estamos dando continuidade, e esta parceria com o estado do Amapá será uma oportunidade de parceria para criarmos um ambiente de geração de emprego, renda e desenvolvimento local e sustentabilidade, por meio do respeito a todas as questões de conservação ambiental”, disse Marcos Montes.

O diretor-geral do Serviço Florestal Brasileiro, Valdir Colatto, falou  que o lançamento do edital de concessão da Flona do Amapá é mais um passo importante para a conservação e o desenvolvimento sustentável das Florestas Nacionais.

“Trata-se de uma floresta com área total de 459 mil hectares, com uma área de 265 mil hectares prevista para o Manejo Florestal, que vai gerar uma receita anual em torno de R$2,8 milhões. Além disso, vai gerar emprego e renda local, conservar a floresta em pé, aumentar a oferta de produtos florestais de forma legal e evitar a grilagem de terra”, destacou Colatto.

O vice-governador do Amapá, Jaime Nunes, disse que “a concessão florestal da Flona do Amapá será de grande importância para o desenvolvimento econômico no estado, além de proporcionar uma integração entre todos os órgãos envolvidos do Governos Federal e o Estadual em benefício da sustentabilidade florestal”.

Benefícios

Segundo o diretor de Concessão Florestal e Monitoramento do Serviço Florestal Brasileiro, Paulo Carneiro, “a concessão florestal gera benefícios econômicos para a população e governos dos municípios e estados que abrigam as UMFs, para o governo federal e para todos os setores produtivos envolvidos com a economia florestal”.

A manutenção da cobertura florestal e dos serviços prestados, a maior presença do Estado, a regularização fundiária, a geração de empregos e renda na região, investimento em infraestrutura e serviços para a comunidade local, monitoramento da dinâmica de crescimento e recuperação da floresta são alguns dos benefícios sociais e ambientais da concessão florestal.

“Durante as audiências públicas, foi proposto e acatado por nós uma mudança no indicador social, que pode gerar um aumento de destinação de recursos para as comunidades do entorno da Flona. Nossa proposta inicial era de R$0,50 a R$1,00 para começar a ser pago na segunda safra e mudou para R$1,00 até R$2,00 para começar a pagar no primeiro ano. Assim, o retorno será mais rápido para essas comunidades”, explicou Paulo Carneiro.

Consulta pública

A proposta do edital é submetida a um extenso processo de consulta pública. Para a concessão florestal da Flona do Amapá, houve quatro audiências públicas, onde a população foi convidada a debater e contribuir para o edital, além de terem dirimidas suas dúvidas e manifestas suas opiniões e anseios quanto à concessão florestal.

O diretor informou ainda nesta fase, o ICMBio solicitou a inclusão de um indicador de bonificação para incentivar a pesquisa florestal na localidade. “Com essa modificação, o concessionário poderá apoiar a pesquisa florestal na Flona e abater parte do investimento no preço da madeira”, disse.

O apoio e a participação da empresa concessionária em projetos de pesquisa de interesse da ciência florestal é outro indicador social presente no contrato de concessão florestal. Esses projetos devem ser direcionados à ecologia, ao manejo, ao uso e conservação de florestas tropicais ou aspectos sociais e culturais associados.

Licitação

A publicação desse edital no DOU inicia o processo de licitação. Nessa fase, empresas, associações de comunidades e cooperativas interessadas em se tornarem concessionárias devem se habilitar para concorrer. Outra mudança ocorrida no edital, a partir das consultas públicas, foi a oferta de uma UMF de tamanho reduzido, com 40 mil hectares, para favorecer a participação de empresas menores por meio da associação.

Para participar, as empresas devem apresentar documentos que comprovem que a constituição delas obedece a legislação brasileira, pois para concorrer é necessário ter registro como pessoa jurídica. Os licitantes também devem provar que não foram condenados por crimes ambientais, tributários e previdenciários, que têm situação tributária (pagamento de impostos e taxas) e trabalhista regular, dentre outras exigências.

Os licitantes devem apresentar, além da documentação de habilitação acima, as propostas de quanto pretendem pagar pela madeira (proposta de preço) e de que forma cumprirão as exigências sociais e ambientais (proposta técnica). As sessões de entrega das propostas e anúncio da pontuação obtida pelos concorrentes são públicas e o resultado final do certame é publicado no Diário Oficial da União.

O Serviço Florestal Brasileiro estima que a arrecadação anual nas quatro Unidades de Manejo Florestal ficará em torno de R$2,8 milhões. Este valor será dividido entre a União, o estado e os municípios onde a flona está localizada.

Fonte: MAPA
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Notícias Suinocultura

Ritmo de negócios no mercado suíno volta a ganhar força no Brasil

Mercado brasileiro de suínos apresentou um ritmo de negócios mais fluído ao longo da semana

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O mercado brasileiro de suínos apresentou um ritmo de negócios mais fluído ao longo da semana, o que fez com que o quadro de oferta e demanda mais ajustado contribuísse para uma melhora nas cotações, tanto do quilo vivo quanto dos cortes negociados no atacado.

Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, apesar do avanço nas cotações, as margens dos produtores se mostram deprimidas pelos elevados custos de produção, o que pode levar a novos movimentos de correções nos preços.

Maia sinaliza ainda que a expectativa para a reposição entre o atacado e o varejo é otimista para o curto prazo, em linha com a capitalização das famílias nesta primeira quinzena do mês. “É importante destacar que a carne suína ganhou atratividade frente aos cortes bovinos após o forte declínio de preços registrados ao longo das últimas semanas”, explica.

Levantamento semanal de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil subiu 13,51%, de R$ 5,61 para R$ 6,37. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado avançou 4,80% no decorrer da semana, de R$ 11,61 para R$ 12,17. A carcaça registrou um valor médio de R$ 9,60, aumento de 11,14% frente à semana passada, quando era cotada a R$ 8,64.

As exportações de carne suína “in natura” do Brasil renderam US$ 41,896 milhões em junho (3 dias úteis), com média diária de US$ 13,965 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 15,787 mil toneladas, com média diária de 5,262 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.653,70.

Em relação a junho de 2020, houve alta de 56,27% no valor médio diário da exportação, ganho de 27,03% na quantidade média diária exportada e valorização de 23,01% no preço médio. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior.

A análise semanal de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 100,00 para R$ 145,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo mudou de R$ 5,60 para R$ 5,65. No interior do estado a cotação passou de R$ 5,60 para R$ 5,70.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,70. No interior catarinense, a cotação aumentou de R$ 5,40 para R$ 6,70. No Paraná o quilo vivo subiu de R$ 5,40 para R$ 6,50 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo caiu de R$ 5,65 para R$ 5,60.

No Mato Grosso do Sul a cotação em Campo Grande mudou de R$ 5,00 para R$ 5,60, enquanto na integração o preço continuou em R$ 5,50. Em Goiânia, o preço passou de R$ 6,10 para R$ 7,00. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno mudou de R$ 6,50 para R$ 7,50. No mercado independente mineiro, o preço aumentou de R$ 6,50 para R$ 7,60. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo em Rondonópolis subiu de R$ 4,95 para R$ 5,40. Já na integração do estado o quilo vivo permaneceu em R$ 5,50.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Safra 2021/2022

Lento, mercado de soja absorve dados do USDA e da Conab

Semana foi de poucos negócios e de preços entre estáveis e mais baixos no mercado brasileiro de soja

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A semana foi de poucos negócios e de preços entre estáveis e mais baixos no mercado brasileiro de soja. O período foi marcado pela divulgação no relatório de junho do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) e pela nova estimativa da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

O levantamento do USDA indicou que a safra norte americana de soja deverá ficar em 4,405 bilhões de bushels em 2021/22, o equivalente a 119,88 milhões de toneladas. O mercado esperava safra de 4,414 bilhões ou 120,13 milhões. Não houve alteração na comparação com o levantamento de maio.

Os estoques finais estão estimados em 155 milhões de bushels ou 4,22 milhões de toneladas. O mercado apostava em carryover de 139 milhões ou 3,78 milhões de toneladas. Em maio, o número era de 140 milhões de bushels ou 3,81 milhões de toneladas.

O USDA indicou esmagamento em 2,225 bilhões de bushels e exportação de 2,075 bilhões, inalterados na comparação com o número anterior.

Em relação à temporada 2020/21, o USDA elevou os estoques de passagem de 120 milhões de bushels, o equivalente a 3,27 milhões de toneladas, para 135 milhões de bushels ou 3,67 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 122 milhões de bushels ou 3,32 milhões de toneladas.

O relatório projetou safra mundial de soja em 2021/22 de 385,52 milhões de toneladas. Os estoques finais estão estimados em 92,55 milhões de toneladas. O mercado esperava por estoques finais de 91,6 milhões de toneladas. Em maio, o USDA indicou produção de 385,53 milhões e estoques de 91,1 milhões de toneladas.

A projeção do USDA aposta em safra americana de 119,88 milhões de toneladas. Para o Brasil, a previsão é de uma produção de 144 milhões de toneladas. A safra da Argentina está estimada em 52 milhões de toneladas. As importações chinesas deverão ficar em 103 milhões de toneladas. Os números são os mesmos do relatório anterior.

Para a temporada 2020/21, a estimativa para a safra mundial ficou em 364,07 milhões de toneladas. Os estoques de passagem estão projetados em 88 milhões de toneladas. O mercado apostava em estoques de 86,7 milhões de toneladas.

A produção do Brasil foi elevada de 136 milhões de toneladas para 137 milhões, acima do esperado pelo mercado, de 136,2 milhões. Já a safra argentina foi mantida em 47 milhões de toneladas. O mercado apostava em safra de 46,5 milhões de toneladas. A previsão para as importações chinesas foi mantida em 100 milhões de toneladas.

Conab

A produção brasileira de soja deverá totalizar 135,86 milhões de toneladas na temporada 2020/21, com aumento de 8,8% na comparação com a temporada anterior, quando foram colhidas 124,84 milhões de toneladas. A projeção faz parte do 9º levantamento de acompanhamento da safra brasileira de grãos, divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Em maio, a Conab indicava produção de 135,41 milhões de toneladas. A revisão para cima entre uma estimativa e outra ficou em 0,3%.

A Conab trabalha com uma área de 38,51 milhões de hectares, com elevação de 4,2% sobre o ano anterior, quando foram cultivados 36,95 milhões de hectares. Em maio, a previsão era de 38,5 milhões de hectares.

A produtividade teve sua previsão elevada, entre uma temporada e outra, de 3.379 quilos para 3.528 quilos por hectare, com variação de 4,4%. No mês passado, o rendimento estava estimado em 3.517 quilos por hectare.

Fonte: Agência SAFRAS
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Notícias Mercado

USDA aponta produção e estoques de milho dos EUA abaixo do esperado

Estados Unidos deverão colher 14,990 bilhões de bushels na temporada 2021/22

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O relatório de junho de oferta e demanda do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), divulgado nesta quinta-feira foi destaque para o mercado de milho, com dados relativos à safra 2020/21 e 2021/22. Segundo o USDA, os Estados Unidos deverão colher 14,990 bilhões de bushels na temporada 2021/22, mesmo volume previsto em maio, abaixo da estimativa do mercado, que previa uma produção de 15,018 bilhões de bushels. A produtividade média em 2021/22 deve atingir 179,5 bushels por acres, sem alterações frente ao mês passado. A área a ser plantada deve ficar em 91,1 milhões de acres e a área a ser colhida em 83,5 milhões de acres, sem modificações ante maio.

Os estoques finais de passagem da safra 2021/22 foram estimados em 1,357 bilhão de bushels, abaixo dos 1,507 previstos em maio, e aquém dos 1,414 bilhão de bushels previstos pelo mercado. As exportações em 2021/22 foram indicadas em 2,45 bilhões de bushels e o uso de milho para a produção de etanol em 5,2 bilhões de bushels, sem mudanças ante o relatório de maio.

Para a temporada 2020/21, a produção nos Estados Unidos foi mantida em 14,182 bilhões de bushels e a produtividade média em 172 bushels por acre. A área a ser plantada segue prevista em 90,8 milhões de acres e a área a ser colhida em 82,5 milhões de acres.

Os estoques finais de passagem da safra 2020/21 foram estimados em 1,107 bilhão de bushels, abaixo dos 1,257 bilhão de bushels indicados em maio. O mercado previa estoques de 1,205 bilhão de bushels. As exportações em 2020/21 foram elevadas de 2,775 bilhões de bushels para 2,850 bilhões de bushels. O uso de milho para a produção de etanol foi elevado de 4,975 bilhões de bushels para 5,050 bilhões de bushels.

Mundo

A safra global 2021/22 foi projetada em 1.189,85 milhão de toneladas, sem alterações ante maio. O USDA reduziu os estoques finais da safra mundial 2021/22 de 292,3 milhões de toneladas para 289,41 milhões de toneladas, enquanto o mercado previa volumes de 288,9 milhões de toneladas previstos pelo mercado.

A estimativa de safra brasileira foi mantida em 118 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve atingir 47 milhões de toneladas, também sem mudanças ante maio. A Ucrânia teve sua projeção de safra mantida em 37,5 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra prevista em 17 milhões de toneladas, sem modificações. A China teve sua estimativa de produção apontada em 268 milhões de toneladas, mesmo volume previsto em maio.

Para a temporada 2020/21, os estoques finais da safra mundial foram indicados em 280,6 milhões de toneladas, abaixo dos 283,53 milhões de toneladas indicados no mês passado, enquanto mercado apostava em um número de 280,1 milhões de toneladas. A safra global 2020/21 foi reduzida de 1.128,46 milhão de toneladas para 1.125,03 milhão de toneladas.

A estimativa de safra brasileira é de 98,5 milhões de toneladas para 2020/21, abaixo das 102 milhões de toneladas previstas no mês passado, enquanto o mercado esperava safra de 97 milhões de toneladas. A produção da Argentina deve atingir 47 milhões de toneladas, sem alterações ante maio, enquanto o mercado previa safra de 47,1 milhões de toneladas. A Ucrânia teve sua projeção de safra mantida em 30,3 milhões de toneladas. A África do Sul teve a safra mantida em 17 milhões de toneladas. A China teve sua estimativa de produção apontada em 260,67 milhões de toneladas, sem alterações.

Fonte: Agência SAFRAS
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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