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Notícias Rumo à COP30

Série de diálogos debate soluções biológicas para uma agricultura mais resiliente às mudanças climáticas

Iniciativa do Ministério da Agricultura, Embrapa e CGIAR terá eventos on-line e presencial em Belém para discutir tecnologias biológicas, saúde do solo e políticas sustentáveis.

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Foto: Freepik

Enquanto o Brasil se prepara para sediar a COP30 em Belém (PA), o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a Embrapa e o Grupo Consultivo para a Pesquisa Agrícola Internacional (CGIAR) lançam a série “A Caminho da COP30: Biossoluções para uma Agricultura de Baixo Carbono”. O ciclo de diálogos reunirá especialistas nacionais e internacionais em três encontros de alto nível que colocam as soluções biológicas no centro da ação climática aplicada à agricultura.

Os dois primeiros encontros serão realizados em formato on-line, gratuitos e abertos ao público, com tradução simultânea para o português. O terceiro será híbrido, em Belém, durante a COP30.

Foto: Gilson Abreu

O primeiro webinar acontece nesta terça-feira (30), às 10h30, com o tema “A ciência de ampliar o uso de biossoluções para a saúde do solo e a ação climática”. Para se inscrever clique aqui. Especialistas do Brasil e de outros países vão discutir como tecnologias biológicas, como solubilização de fósforo, inoculantes microbianos e sistemas de Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, podem ser aplicadas em larga escala para reduzir a dependência de insumos, melhorar a saúde do solo e ampliar a resiliência da produção agrícola.

O debate contará com a participação de Alessandro Cruvinel (MAPA) e Sieg Snapp (CIMMYT), responsáveis pela abertura; Leigh Winowiecki (CIFOR-ICRAF), que fará a contextualização; James Stapleton (CGIAR), na moderação; além dos painelistas Mirjam Pulleman (Alliance Bioversity-CIAT), Ieda Mendes (Embrapa Cerrados), Marco Antônio Nogueira (Embrapa Soja), Marcus Gitau (Kumea Agriculture) e Aine McGowan (UK FCDO).

O segundo diálogo, marcado para 16 de outubro, terá como foco “Agricultores e Negócios: Escalando Biossoluções”. Já o terceiro, no dia 10 de novembro, será um encontro presencial em Belém, no pavilhão do CGIAR na COP30, voltado às finanças e políticas sustentáveis.

A iniciativa busca atrair investimentos de governos, setor privado e parceiros internacionais, criando caminhos práticos para que produtores rurais adotem soluções biológicas que conciliem produtividade, sustentabilidade e mitigação dos efeitos das mudanças climáticas.

Para mais informações acesse clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados

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Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade começa formação prática em Toledo

Capacitação organizada pelo Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná treina equipes municipais para readequação de estradas rurais, conservação de solo e recuperação de nascentes.

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Foto: Divulgação/IDR-Paraná

O Projeto Patrulheiros da Sustentabilidade inicia nesta quinta-feira (16), às 14 horas, em Toledo, a etapa prática de formação de técnicos municipais que atuam no meio rural. O curso será realizado no Centro de Eventos Ismael Sperafico e marca o início das atividades após o lançamento institucional ocorrido em dezembro, em Curitiba (PR).

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

A formação é direcionada principalmente a profissionais das prefeituras envolvidos na operação de máquinas da chamada “linha amarela” e na readequação de estradas rurais. A proposta combina orientação técnica para manejo de solo e drenagem com ações de recuperação de nascentes e educação ambiental. Além da programação presencial, o evento também será transmitido de forma remota pelo link https://meet.google.com/iam-oxvj-bmu, ampliando o acesso e permitindo a participação de interessados de diferentes regiões.

A coordenação geral do projeto está a cargo de Altair Bertonha. A organização do curso foi estruturada pelas regionais do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), que indicaram articuladores locais. Em Toledo, a condução está sob responsabilidade do engenheiro agrônomo Samuel Mokfa.

Segundo a coordenação, o objetivo é alinhar práticas de conservação ambiental às rotinas operacionais das prefeituras. “A proposta é qualificar tecnicamente as equipes municipais para que as intervenções em estradas rurais considerem critérios de conservação do solo, da água e da paisagem”, afirma Bertonha.

O evento também marca o lançamento de dois materiais didáticos que serão utilizados no curso: um Manual de Boas Práticas e uma

Foto: Divulgação/IDR-Paraná

história em quadrinhos voltada à educação ambiental. A intenção, conforme a organização, é alcançar tanto técnicos quanto estudantes da rede escolar. “Os materiais foram pensados para traduzir conceitos técnicos em linguagem acessível e apoiar as ações nas comunidades”, diz Bertonha.

A equipe de instrutores reúne engenheiros agrônomos, agrícolas, ambientais e de produção, além de biólogos, geógrafos e economistas. A abordagem é interdisciplinar e inclui aspectos produtivos, ambientais, sociais e de planejamento público.

O projeto prevê ainda a produção de trabalhos acadêmicos e a criação de uma plataforma digital para registro de demandas dos municípios, com foco na organização das informações sobre intervenções em estradas e pontos críticos de erosão e drenagem.

A cerimônia contará com representantes da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento do Paraná (Seab), da Secretaria da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior do Paraná (SETI), além de lideranças municipais e instituições de ensino superior.

A abertura será transmitida de forma remota para permitir a participação de equipes de outras regiões do estado.

Fonte: Assessoria IDR-Paraná
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Mapa e CVM firmam acordo para ampliar financiamento do agro via mercado de capitais

Parceria prevê compartilhamento técnico e ações para facilitar acesso de produtores a instrumentos financeiros fora do crédito tradicional.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O Ministério da Agricultura e Pecuária e a Comissão de Valores Mobiliários formalizaram um Acordo de Cooperação Técnica com foco na ampliação do financiamento ao setor agropecuário por meio do mercado de capitais.

A iniciativa ocorre em um contexto em que uma parcela relevante dos recursos destinados ao agro já tem origem em operações com títulos e valores mobiliários, como instrumentos de securitização e crédito privado. A parceria busca aprofundar esse movimento, ampliando o uso dessas ferramentas no financiamento da produção.

O convênio prevê o compartilhamento de conhecimento técnico entre as instituições, além do desenvolvimento de diagnósticos, estudos e análises voltadas ao aprimoramento do ambiente de financiamento do setor. Também estão previstas ações para promover o acesso de produtores e empresas agropecuárias ao mercado de capitais.

A coordenação ficará sob responsabilidade da Secretaria de Política Agrícola do ministério, com apoio do Departamento de Política de Financiamento ao Setor Agropecuário, e da área de securitização e agronegócio da CVM.

O acordo tem vigência inicial de dois anos, contados a partir da publicação no Diário Oficial da União, com possibilidade de prorrogação. A expectativa é que a cooperação contribua para diversificar as fontes de recursos do agro e reduzir a dependência exclusiva das linhas tradicionais de crédito rural.

Fonte: Assessoria Mapa
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Milho se mantém em R$ 69/sc com mercado travado por compradores retraídos

Cotações recuam pontualmente diante de estoques nas mãos da demanda e expectativa de novas quedas.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Os preços do milho se mantiveram próximos de R$ 69,00 por saca de 60 kg ao longo deste mês, apesar de recuos pontuais recentes no mercado interno. Levantamento do Cepea indica que o movimento de baixa está associado, principalmente, à postura cautelosa dos compradores.

Foto: Shutterstock

Do lado da demanda, parte dos agentes relata estoques confortáveis e adota estratégia de espera, apostando em desvalorizações mais acentuadas no curto prazo. Esse comportamento tem reduzido a liquidez e limitado a sustentação das cotações.

Na ponta vendedora, há maior disposição para negociar. Diante do enfraquecimento da demanda, produtores e detentores de milho chegaram, em alguns momentos, a flexibilizar os preços pedidos para viabilizar negócios.

Ainda conforme o Cepea, o ambiente de pressão sobre os preços também reflete a valorização do real frente ao dólar, que diminui a paridade de exportação, o avanço da colheita da safra de verão e a melhora das condições climáticas em regiões produtoras da segunda safra, com o retorno das chuvas favorecendo o desenvolvimento das lavouras.

Fonte: O Presente Rural
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