Notícias De 17 a 19 de setembro
Sergipe recebe 5ª edição do CANPA com foco em produção animal
Evento vai reunir especialistas nacionais e internacionais para discutir avanços em nutrição, sanidade e mercado, com programação 100% beneficente.

O evento mais aguardado do ano pelo agronegócio já tem data marcada para acontecer. A 5ª edição do Ciclo de Atualização em Nutrição e Produção Animal (CANPA) ocorrerá no auditório central da Didática Sete da Universidade Federal de Sergipe, em São Cristóvão, nos dias 17, 18 e 19 de setembro, onde estarão reunidos grandes nomes nacionais e internacionais que trarão as inovações tecnológicas na área da nutrição, sanidade, análise de mercado, além de outros temas importantes.
Além de trazer o conhecimento técnico a profissionais e estudantes, o evento também tem como objetivo realizar o despertar social, será 100% beneficente, e tudo que for arrecadado será destinado a instituições filantrópicas. O CANPA, que já está em sua quinta edição, está consolidado no calendário do agronegócio brasileiro e foi formatado a partir da pareceria entre a Universidade Federal de Sergipe e empresas ligadas a produção de aves, suínos e bovinos.
O evento irá promover uma discussão sobre o que há de mais recente no conhecimento tecnocientífico da área de aves, suínos e bovinos, visando atualizar os profissionais, estudantes e produtores sergipanos, como explica o gestor da Fazenda Dona Lila e sanitarista do Grupo Frango Asa Branca, Danilo Cardoso. “É um evento extremamente técnico, que aborda todas as fases das cadeias e produtivas do agronegócio tanto para profissionais como para produtores que já atuam na área e, principalmente, para aqueles que desejam conhecer um pouco mais sobre a fascinante cadeia da produção animal. Além de ser uma excelente oportunidade de networking, com a participação de grandes empresas regionais e nacionais que nos apoiam e podem ser contatadas para bons negócios, estágios ou apenas para conhecimento,” enfatizou Danilo Cardoso.
Um dos organizadores do evento e professor do Departamento de Zootecnia, Claudson Oliveira Brito, enfatiza que este ano haverá novidades. “Nesta quinta edição do CANPA, teremos como novidade a discussão sobre a carcinocultura e piscicultura, que estarão em nosso cronograma, além, lógico, das já tradicionais aviculturas, suinocultura e bovinocultura. O CANPA é um evento que vem crescendo ao longo dos anos, e nós queremos trazer conhecimento, porque aquilo que a universidade produz em ciência se transforma em produtos no mercado e em profissionais capacitados, ” explicou o professor Claudson Oliveira Brito.
As inscrições podem ser feitas clicando aqui.
Programação:
17 de setembro – Quarta – feira
18h – Credenciamento
19h – Solenidade de Abertura
19h30 – Tendências de mercado e suas oportunidades emergentes
Palestrante: Rodrigo Capella Phitobiotics Brasil/ Aliança Rural
21h30 – Coquetel de abertura
18 de setembro- Quinta-feira
07h – Credenciamento e entrega de materiais
8h45 – Da teoria a Fábrica: Como garantir a qualidade na produção de rações. Palestrante: Verônica Bernardino – FVO Alimentos/ Nutrivet Brasil
9h30 – Fosfato Bicálcico: Mercado, Inovações e Alternativas Sustentáveis na Nutrição Animal . Palestrante: Guilherme Lelis – Mosaic Brasil
Café com bate papo: 10h
10h45 Nutrição de Precisão: Como a Formulação Inteligente de Rações Maximizam os Lucros e a Sustentabilidade. Palestrantes: Ricardo Oliveira – FairFeed/ Zoocamp
11h30 – Atualização sobre os efeitos antinutricionais da soja. Palestrante: Antonio Froilano – Alltech Brasil
Almoço: 12h
14h – Carcinocultura Moderna: Desempenho produtivo, Gestão de riscos e tendências de mercado. Palestrante: Raphael Verâncio – Samaria Rações
14h45 – Piscicultura de Alta Performance: Inovações em Manejo, Nutrição e Sustentabilidade. Palestrante: Eduardo Urbinati – Phibro/Innutri
Café com bate-papo: 15h30
16h – Abate de suínos na prática: o que mudou com a IN 8 e como se adequar com excelência. Palestrante: Marília Roza Cardoso – BRF/Brasmed
16h45 – Suinocultura Eficiente: Os Pilares da Produção de Alto Desempenho. Palestrante: Luiz Felipe Martins – Multiave
17h30 – Ponto Focal do Programa Estadual de Sanidade Avícola
Palestrante: Paulo Henrique -Emdagro Sergipe
19 de setembro – Sexta – feira
08h30 – Nutrição eficiente de Bovinos de Corte. Palestrante: Luiz Felipe Artioli – Alitech Brasil
09h15 – Bovinocultura de corte: O papel da gentética na eficiência produtiva e ambiental. Palestrante: Marcus VinIcius Sobral – VS assessoria Genética
Café com bate papo: 10h
10h30 – Poedeiras em gaiolas X Sistema Cage free: Mitos e Verdades. Palestrante: Thiago Dias – Seav Serviços em Avicultura
11h15 – Transição para o Cage-Free: Desafios técnicos, Investimentos e Oportunidades de mercado. Palestrante: Stephanie Vitorio Alves – Granja Faria/ Multiave
Almoço: 12h
14h – Além dos Antibióticos: Estratégias Inovadoras para uma Produção Animal Sustentável e Segura. Palestrante: João do Amor – Oligobasics
14h45 – Produção Animal Livre de Antibióticos: Viabilidade Técnica, Econômica e Comercial. Palestrante: Felipe Pelicione – Usivet
15h30 – O custo maltrata, mas a falta de sanidade mata.
Palestrante: Paulo Rafi – Suiaves
16h15 – Desafios da Produção Animal no Mundo Moderno: Pessoas, Propósito e Produtividade. Palestrante: Vilto Meurer – Oligobasics
Encerramento: 17h

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Comissão Europeia anuncia aplicação provisória do acordo Mercosul-UE e enfrenta reação da França
Medida pode antecipar redução de tarifas enquanto ratificação completa segue sob contestação judicial no bloco europeu.

A União Europeia anunciou que aplicará provisoriamente o acordo de livre comércio firmado com o Mercosul, numa tentativa de antecipar os efeitos comerciais do tratado enquanto o processo formal de ratificação segue em curso nos países-membros.

Foto: Divulgação
A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, afirmou que a medida busca assegurar ao bloco a “vantagem do pioneirismo”. “Já disse antes, quando eles estiverem prontos, nós estaremos prontos. Nessa base, a Comissão irá agora prosseguir com a aplicação provisória”, declarou.
Pelas regras europeias, acordos comerciais precisam ser aprovados pelos governos nacionais e pelo Parlamento Europeu. A aplicação provisória, no entanto, permite que parte das disposições comerciais — como a redução de tarifas — entre em vigor antes da conclusão de todo o trâmite legislativo. Segundo a Comissão, o acordo poderá começar a valer provisoriamente dois meses após a troca formal de notificações entre as partes.
A decisão ocorre em meio a resistências políticas dentro da própria União Europeia. Parlamentares liderados por deputados franceses aprovaram no mês passado a contestação do acordo no tribunal superior do bloco, movimento que pode atrasar sua implementação integral em até dois anos.
A França tem se posicionado como principal foco de oposição. O presidente Emmanuel Macron afirmou que a iniciativa foi “uma surpresa

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
ruim” e classificou como “desrespeitoso” o encaminhamento do tema. O governo francês argumenta que o acordo pode ampliar as importações de carne bovina, açúcar e aves a preços mais baixos, pressionando produtores locais que já realizaram protestos recentes.
Em janeiro, 21 países da UE votaram a favor do tratado, enquanto Áustria, França, Hungria, Irlanda e Polônia se posicionaram contra, e a Bélgica se absteve. Defensores do acordo, como Alemanha e Espanha, sustentam que a ampliação de acesso ao mercado sul-americano é estratégica para compensar perdas comerciais decorrentes de tarifas impostas pelos Estados Unidos e para reduzir dependências externas em cadeias de insumos considerados críticos.
Concluído após 25 anos de negociações, o acordo prevê a eliminação de cerca de 4 bilhões de euros em tarifas sobre exportações europeias, sendo apontado pela Comissão como o maior pacto comercial do bloco em termos de potencial de redução tarifária.
No Mercosul, Argentina e Uruguai ratificaram o texto nesta semana. No Brasil, a Câmara dos Deputados aprovou o acordo, que ainda depende de aval do Senado para concluir o processo interno de ratificação.
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Acordo Mercosul-UE pode entrar em vigor até o fim de maio
Texto aguarda votação no Senado, enquanto União Europeia sinaliza aplicação provisória e governo prepara regulamentação de salvaguardas comerciais.

O vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (27), em São Paulo, que o acordo comercial firmado entre o Mercosul e a União Europeia pode entrar em vigor até o fim de maio.

Vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin: “Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência” – Foto: Divulgação
Segundo Alckmin, a expectativa do governo é que o texto seja aprovado pelo Senado Federal nas próximas duas semanas. O acordo já passou pela Câmara dos Deputados nesta semana e, se confirmado pelos senadores, seguirá para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. “Agora foi para o Senado e nós temos expectativa de que aprove em uma ou duas semanas. Aprovado no Senado e assinado pelo presidente Lula, teremos uns 60 dias para a vigência. Esse é o plano. Então, se a gente conseguir resolver em março, até o fim de maio já pode entrar em vigência o acordo”, declarou o vice-presidente.
No âmbito regional, o Parlamento da Argentina ratificou o texto na quinta-feira (26), movimento já acompanhado pelo Uruguai, ampliando o alinhamento interno no bloco sul-americano.
União Europeia
Do lado europeu, a Comissão Europeia informou nesta sexta-feira que pretende aplicar provisoriamente o acordo de livre comércio com o Mercosul. A medida busca assegurar ao bloco europeu a chamada “vantagem do pioneirismo”, permitindo a implementação de dispositivos comerciais antes da conclusão de todo o processo legislativo.
Em regra, a União Europeia aguarda a aprovação formal dos acordos de livre comércio tanto pelos governos nacionais quanto pelo

Foto: Marcos Oliveira/Agência Senado e Gpoint Studio/Freepik
Parlamento Europeu. No entanto, parlamentares europeus,liderados por deputados franceses, aprovaram no mês passado uma contestação judicial ao acordo no tribunal superior do bloco, o que pode retardar sua implementação integral em até dois anos.
Mesmo com a necessidade de aprovação pela assembleia europeia, o mecanismo de aplicação provisória permite que União Europeia e Mercosul iniciem a redução de tarifas e coloquem em prática outros compromissos comerciais enquanto o processo de ratificação completa seu curso institucional.
Salvaguardas
O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o governo encaminhou nesta sexta-feira proposta à Casa Civil para regulamentar as salvaguardas previstas no acordo entre Mercosul e União Europeia. Esses mecanismos permitem suspender a redução de tarifas caso haja aumento expressivo das importações que provoque desequilíbrios no mercado interno.
Após a análise da Casa Civil, o texto ainda deverá passar pelos ministérios da Fazenda e das Relações Exteriores antes de seguir para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
A expectativa, segundo Alckmin, é concluir essa regulamentação nos próximos dias, antes mesmo da votação do acordo pelo Senado. “O acordo prevê um capítulo sobre salvaguarda. A gente espera que nos próximos dias, antes ainda da votação do Senado [sobre o acordo], que a salvaguarda seja regulamentada”, disse.

Foto: Divulgação
Ele afirmou que a abertura comercial prevista no tratado parte da premissa de ganhos para consumidores e empresas, com acesso a produtos de melhor qualidade e preços mais baixos. Ressaltou, contudo, que o instrumento de salvaguarda funcionará como mecanismo de proteção em caso de desequilíbrio. “Agora, se tiver um surto de importação, você precisa de uma salvaguarda, que suspende aquela redução de impostos. Isso está previsto para os europeus também e é isso que será regulamentado.”
Sobre o acordo
Pelo cronograma negociado, o Mercosul eliminará tarifas sobre 91% dos bens europeus em até 15 anos. A União Europeia, por sua vez, zerará tarifas sobre 95% dos bens exportados pelo bloco sul-americano em até 12 anos.
O tratado abrange um mercado de mais de 720 milhões de habitantes. A ApexBrasil estima que a implementação do acordo pode elevar as exportações brasileiras em cerca de US$ 7 bilhões, além de ampliar a diversificação da pauta externa, com potencial impacto também sobre segmentos industriais.
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Mercosul e Canadá realizam oitava rodada de negociação para acordo comercial em Brasília
Blocos avançam em capítulos técnicos e preparam nova etapa em abril. Comércio bilateral Brasil-Canadá somou US$ 10,4 bilhões em 2025.

O Mercosul e o Canadá concluíram nesta sexta-feira (27), em Brasília, a oitava rodada de negociações do acordo de livre comércio entre as partes. As tratativas, retomadas em outubro de 2025 após período de menor dinamismo, sinalizam a intenção de ambos os lados de acelerar a construção de um marco jurídico para ampliar o fluxo de comércio e investimentos.

Foto: Divulgação
De acordo com nota conjunta divulgada pelos ministérios das Relações Exteriores, do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços e da Agricultura, a rodada reuniu os negociadores-chefes e promoveu encontros presenciais dos grupos técnicos responsáveis pelos capítulos de comércio de bens, serviços, serviços financeiros, comércio transfronteiriço de serviços, comércio e desenvolvimento sustentável, propriedade intelectual e solução de controvérsias.
A estratégia brasileira é avançar simultaneamente na consolidação de textos e na troca de ofertas, etapa considerada sensível em acordos dessa natureza por envolver redução tarifária, regras de acesso a mercados e compromissos regulatórios. Uma nova rodada está prevista para abril, quando os grupos técnicos deverão aprofundar a convergência em áreas ainda pendentes.
Para o governo, o acordo com o Canadá se insere no esforço de diversificação de parceiros comerciais em um cenário internacional
marcado por maior fragmentação geoeconômica e disputas tarifárias. A avaliação é que a integração produtiva com a economia canadense pode ampliar oportunidades em setores como agroindústria, mineração, energia e serviços.
Em 2025, a corrente de comércio entre Brasil e Canadá alcançou US$ 10,4 bilhões, com superávit brasileiro de US$ 4,1 bilhões, segundo dados oficiais. O saldo favorável reforça o interesse do país em consolidar acesso preferencial ao mercado canadense, ao mesmo tempo em que busca ampliar a previsibilidade regulatória para empresas dos dois lados.



