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Senadores pressionam governo por ações concretas para o agro
Integrantes da FPA cobram soluções para infraestrutura, crédito e Seguro Rural durante audiência com Carlos Fávaro.

A falta de investimentos em infraestrutura, o baixo alcance do Seguro Rural, as dificuldades no crédito agropecuário e a ausência de estoques reguladores de alimentos foram os principais pontos cobrados pelos senadores ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro, durante audiência pública na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado, na última quarta-feira (19).

Senador Zequinha Marinho: “Atuaremos de forma mais pontual, para fortalecer o agro e remover as barreiras que impedem um crescimento mais robusto”
Convocada pelo presidente da comissão, senador Zequinha Marinho (Podemos-PA), a reunião teve como objetivo esclarecer as diretrizes e programas do governo para o setor nos próximos anos. Parlamentares exigiram respostas concretas e medidas efetivas para os desafios enfrentados pelos produtores. “Recebemos o ministro já nas primeiras semanas de trabalho da comissão para que todos os membros conheçam as ações planejadas para o setor. Com essas informações, atuaremos de forma mais pontual, para fortalecer o agro e remover as barreiras que impedem um crescimento mais robusto”, afirmou Marinho.
Infraestrutura e armazenagem

Senador Luis Carlos Heinze: “Precisamos de políticas que aumentem a resiliência do agro gaúcho, ou os prejuízos só vão crescer”
Um dos principais pontos levantados foi a infraestrutura precária que dificulta o escoamento da produção agropecuária. O senador Wellington Fagundes (PL-MT) destacou os gargalos logísticos que prejudicam o setor. “Mato Grosso, maior produtor de commodities do país, depende de uma logística eficiente, mas enfrenta problemas históricos. Precisamos de investimentos urgentes em estradas, ferrovias e armazéns”, disse.
Wellington também alertou para a falta de reservas estratégicas de óleo diesel, que ameaça a operação de máquinas agrícolas. “Enquanto os Estados Unidos têm reservas para um ano, o Brasil tem apenas um dia. Isso é inaceitável”, criticou. O ministro reconheceu os desafios e mencionou a necessidade de parcerias com o setor privado para ampliar a capacidade de armazenagem.
Perdas no Rio Grande do Sul

Senador Jayme Campos: “É o melhor caminho para acabar com a retórica protecionista que domina o mundo”
Os prejuízos econômicos enfrentados pelo Rio Grande do Sul também foram abordados, especialmente as perdas provocadas pelas enchentes de 2024. O senador Luis Carlos Heinze (PP-RS) afirmou que o PIB do estado está estagnado desde 2013, enquanto o Brasil cresce em média 2,5% ao ano. “Tudo em função da agricultura e da pecuária”, disse.
Heinze defendeu a renegociação das dívidas dos produtores rurais e investimentos em irrigação e correção de solos. “Precisamos de políticas que aumentem a resiliência do agro gaúcho, ou os prejuízos só vão crescer”, alertou. O ministro afirmou que pediu ao Ministério da Fazenda uma prorrogação dos vencimentos das dívidas dos produtores gaúchos.
Seguro Rural e Reciprocidade

Senadora Tereza Cristina: “Precisamos criar uma cultura de seguro no campo. Ele não só protege o produtor, mas também facilita o acesso ao crédito”
Outro tema que gerou debate foi o baixo alcance do Seguro Rural no Brasil. O senador Jayme Campos (União-MT) criticou o fato de a cobertura atingir apenas 10% dos produtores, enquanto em países desenvolvidos o índice chega a 70%. “Precisamos modernizar o seguro rural e torná-lo mais acessível. O Projeto de Lei 2951/24, de minha autoria, é um passo nessa direção, mas precisamos do apoio do governo para avançar”, disse. Ele também cobrou a revisão da Lei de Crédito Rural, que considera defasada e incapaz de atender às demandas atuais do setor.
A necessidade de equilíbrio nas relações comerciais internacionais também foi pautada. Jayme Campos questionou o ministro sobre o Projeto de Lei 2088/23, que trata da reciprocidade econômica nas relações comerciais do Brasil. O ministro manifestou apoio à proposta. “É o melhor caminho para acabar com a retórica protecionista que domina o mundo”, afirmou.

Senador Jaime Bagattoli: “Quem pega recursos com dinheiro público tem que ter seguro. Isso vai diminuir os custos e aumentar a cobertura”
A ampliação de recursos para o Seguro Rural também foi defendida pela senadora Tereza Cristina (PP-MS), que sugeriu um aumento de R$ 2 bilhões no orçamento. “Precisamos criar uma cultura de seguro no campo. Ele não só protege o produtor, mas também facilita o acesso ao crédito”, argumentou.
O senador Jaime Bagattoli (PL-RO) destacou que o Seguro Rural só funcionará se todos os produtores participarem. “Quem pega recursos com dinheiro público tem que ter seguro. Isso vai diminuir os custos e aumentar a cobertura”, afirmou. O ministro reconheceu a importância do tema, mas ressaltou que a ampliação de recursos depende de negociações com o Tesouro Nacional.
Financiamento da Embrapa e Plano Safra

Senador Alan Rick: “Precisamos garantir que a emenda de R$ 400 milhões aprovada no ano passado seja efetivamente aplicada”
O senador Alan Rick (União-AC) cobrou mais recursos para a Embrapa e a habilitação do Acre para exportação de carne. “A Embrapa é essencial para o desenvolvimento do agro, mas está subfinanciada. Precisamos garantir que a emenda de R$ 400 milhões aprovada no ano passado seja efetivamente aplicada”, disse.
O parlamentar também questionou o ministro sobre medidas para tornar o Plano Safra mais acessível e eficiente. “Sabemos que o Plano Safra é fundamental para o produtor rural, mas muitos ainda enfrentam dificuldades para acessar o crédito. Quais são as medidas do governo para melhorar esse financiamento?”. O ministro disse que a modernização do crédito rural é uma prioridade e que há esforços para ampliar o acesso ao financiamento.
Estoques reguladores e preços dos alimentos

Senador Vanderlan Cardoso: “Durante a pandemia, vimos os preços do arroz, óleo e milho dispararem por falta de estoques estratégicos. Isso não pode se repetir”
A ausência de estoques reguladores de alimentos foi outro ponto criticado. O senador Vanderlan Cardoso (PSD-GO) afirmou que a falta desses estoques torna o país vulnerável a crises de abastecimento e inflação. “Durante a pandemia, vimos os preços do arroz, óleo e milho dispararem por falta de estoques estratégicos. Isso não pode se repetir”, disse. Ele também alertou para o aumento recente do preço do óleo de soja. O ministro reconheceu a importância dos estoques reguladores e afirmou que o governo estuda medidas para reforçar a segurança alimentar.

Senador Chico Rodrigues: “Precisamos de incentivos para fortalecer a produção nacional e reduzir a dependência de importações”
A dependência brasileira da importação de fertilizantes também foi questionada. O senador Chico Rodrigues (PSB-RR) cobrou políticas que incentivem a produção local. “Precisamos de incentivos para fortalecer a produção nacional e reduzir a dependência de importações”, afirmou. O ministro mencionou que há investimentos em andamento para ampliar a produção de fertilizantes no país.
Conectividade no campo

Senador Sérgio Petecão: “Precisamos de conectividade de qualidade para que os produtores possam acessar tecnologias e mercados”
O senador Sérgio Petecão (PSD-AC) destacou a necessidade de internet de qualidade para pequenos e médios produtores. “Precisamos de conectividade de qualidade para que os produtores possam acessar tecnologias e mercados”, disse. O ministro citou um programa de conectividade rural em parceria com o BNDES e o Ministério das Telecomunicações, mas não detalhou prazos ou metas.

Notícias Após detecção em São Paulo
Paraná intensifica vigilância para barrar introdução de praga quarentenária na soja
Adapar intensifica fiscalização, coleta de amostras e vigilância nas divisas para impedir entrada do caruru-gigante no Estado.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) está desenvolvendo um conjunto de ações para a prevenção e combate à praga Amaranthus palmeri (Caruru-gigante). O planejamento e execução das ações acontecem após a detecção da planta pela Coordenadoria de Defesa Agropecuária (CDA), vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento de São Paulo, na região de São José do Rio Preto. Os vestígios foram identificados no mês de janeiro em uma plantação de soja e a confirmação laboratorial aconteceu em 3 de fevereiro.

Foto: Divulgação/Adapar
A estratégia da defesa agropecuária do Paraná é a adoção de medidas preventivas rigorosas para evitar a introdução desta espécie no Estado. O Caruru-Gigante é uma espécie de planta agressiva e de fácil difusão. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ao reconhecer a possibilidade de dispersão, editou a Portaria SDA/Mapa n° 1.119/2024, que institui o Programa Nacional de Prevenção e Controle da Praga Quarentenária Presente Amaranthus palmeri.
Medidas de prevenção
Até o momento foram definidas quatro medidas de prevenção e controle para que não haja a introdução do Caruru-Gigante no território paranaense. A fiscalização direta é uma delas. Serão realizadas vistorias nas propriedades e locais de recebimento de maquinários vindos de outros estados. O objetivo é identificar precocemente a presença de plantas similares ao caruru-gigante.
Outra medida de caráter preventivo é a educação sanitária. Durante as inspeções, os servidores da agência devem orientar produtores e operadores sobre a obrigatoriedade da limpeza rigorosa do maquinário. Esta ação tem o objetivo de mitigar o risco de dispersão de sementes para novas áreas. A portaria nª 129 de 2024 da Adapar orienta sobre os trabalhos de inspeção de máquinas e implementos agrícolas.
Também é parte da estratégia a coleta de amostras. O procedimento acontece imediatamente após a constatação de casos suspeitos e

Foto: Marlon Bastini/Embrapa
segue os protocolos para coleta de amostras. As amostras são encaminhadas ao Centro de Diagnóstico Marcos Enrietti (CDME), vinculado à Adapar, para a análise laboratorial definitiva.
Fazendo uso de ferramentas de biologia molecular, o CDME promove a distinção taxonômica entre as diversas espécies que compõem o gênero Amaranthus. O objetivo é detectar precocemente a praga quarentenária e identificar as espécies mais comuns nas áreas produtivas. São realizados exames de Reação em Cadeia da Polimerase (PCR), uma técnica laboratorial molecular de alta precisão que amplifica segmentos específicos de DNA ou RNA para detectar microrganismos (vírus, bactérias) ou mutações genéticas.
O apoio operacional é o passo final a ser adotado e está presente principalmente nas etapas de reconhecimento e coleta de material para os testes. O objetivo é que os fiscais e assistentes de fiscalização de defesa agropecuária do Paraná prestem suporte técnico às equipes locais. Os servidores também devem atuar na vigilância das divisas estaduais, agindo como primeira barreira de defesa agropecuária.
Riscos que a praga carrega
O chefe da Divisão de Sanidade de Cultivos Agrícolas e Florestais, Marcílio Martins Araújo, explicou os riscos que a praga carrega. “É uma planta de grande capacidade de competição com outras plantas cultivadas, de difícil controle e com uma capacidade de multiplicação e dispersão muito eficiente, o que o torna uma ameaça fitossanitária para o Brasil, e todas as unidades da federação. O potencial de multiplicação de uma planta fêmea pode alcançar cifras de 600.000 até 1.000.000 de sementes, que formam um banco de sementes persistentes, podendo permanecer vários anos no solo”, explica o engenheiro agrônomo.

Foto: Divulgação
Além da facilidade na criação de um banco de sementes, a planta também tem germinação escalonada, o que é preocupante, pois as sementes germinam em fluxos ao longo das safras, o que torna o controle com apenas uma aplicação de herbicida insuficiente.
O crescimento acelerado de dois a três centímetros por dia pode sufocar as culturas cultivadas invadidas. Além disso, ao contrário de outras espécies do Estado que são monoicas, ou seja, apresentam órgãos reprodutores femininos e masculinos no mesmo indivíduo, o Caruru-Gigante é uma planta dioica, possui plantas machos e fêmeas separadas, o que favorece a variabilidade genética e a resistência. A vigilância constante é fundamental para evitar a dispersão desta praga em nossas unidades da federação.
Histórico
O Caruru-Gigante foi identificado no Brasil, de forma oficial, em 2015. Os primeiros registros aconteceram em áreas de produção de algodão, soja e milho no estado de Mato Grosso. A notificação foi realizada por técnicos do Instituto Mato-grossense do Algodão (IMAmt). A planta daninha exótica apresenta alta resistência a herbicidas e se espalhou para outros estados, como é o caso do Mato Grosso do Sul e, mais recentemente, em São Paulo.
A espécie é nativa da América do Norte e centro-sul dos Estados Unidos. A primeira aparição no Brasil confirmou a resistência ao glifosato, herbicida que atua sobre uma ampla gama de ervas daninhas, sendo relevante na produção de frutas, hortaliças, nozes e culturas resistentes, como milho e soja. É eficaz no controle de ervas daninhas invasoras e nocivas.
Desde a sua introdução no território brasileiro, a praga foi monitorada, com relatos posteriores em Mato Grosso do Sul, em 2022, e São Paulo, em 2026. A confirmação da incidência da praga resulta em prejuízos em diversas culturas e na economia da região afetada.
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Show Rural aproxima 1,5 mil alunos de colégios agrícolas das tecnologias do campo
Colégios agrícolas do Paraná ampliam integração com o setor produtivo e vão receber R$ 6,85 milhões em novos equipamentos em 2026.

Cerca de 1,5 mil estudantes de colégios agrícolas da rede estadual do Paraná participaram, na última segunda-feira (09), do primeiro dia da 38ª edição do Show Rural Coopavel, em Cascavel. A iniciativa integra as ações da Secretaria de Estado da Educação (Seed-PR) voltadas ao fortalecimento da educação profissional e à ampliação do contato dos alunos com tecnologias aplicadas ao agronegócio.
Ao longo da visita, os estudantes percorreram o parque tecnológico do evento, acompanharam demonstrações técnicas e tiveram contato com inovações direcionadas à agricultura e à pecuária. A atividade está alinhada à proposta pedagógica dos colégios agrícolas, que articulam o ensino médio à formação técnica, preparando jovens para o mercado de trabalho no campo.

Foto: Divulgação/Seed-PR
Entre os participantes estavam Nycollas Fedrigo, de 16 anos, e Kevin Nascimento, de 17, estudantes do município de Campo Mourão. Fedrigo, que recentemente participou do programa de intercâmbio Ganhando o Mundo, destacou o interesse em seguir carreira na área de tecnologia aplicada ao setor agrícola. “A tecnologia está cada vez mais presente no campo, e essa vivência ajuda a entender as oportunidades”, afirmou.
Kevin ressaltou que a formação técnica contribui para o desenvolvimento de habilidades voltadas à resolução de problemas. “É um evento que reúne muitas novidades, então ajuda tanto no âmbito profissional quanto pessoal”, disse.
Rede estruturada
A educação agrícola no Paraná conta com uma rede consolidada, com 32 colégios agrícolas espalhados por todas as regiões do Estado. A metodologia de ensino nestas instituições é reconhecida pela integração entre Ensino Médio e Educação Profissional, atendendo principalmente estudantes de regiões rurais e jovens de famílias de pequenos produtores, contribuindo para a permanência dos jovens no campo com qualificação técnica e perspectivas de inserção no mercado de trabalho.
Durante a visita ao Show Rural, o secretário de Estado da Educação, Roni Miranda, ressaltou a importância da educação profissional para o desenvolvimento do setor. “Esses estudantes representam uma nova geração que compreende o campo como espaço de tecnologia, ciência e oportunidade. A maioria é formada por filhos de pequenos produtores do nosso Estado”, frisou.
Investimentos
Os colégios agrícolas do Paraná vão receber um investimento adicional de R$ 6,85 milhões em 2026. Os recursos serão aplicados na

Foto: Divulgação/Seed-PR
aquisição de equipamentos para atividades práticas, abrangendo desde o preparo do solo até processos de agroindustrialização.
Entre os itens previstos estão carretas basculantes, enxadas rotativas, perfuradores de solo, conjuntos de levante hidráulico, caminhões, kits para agroindústria, armários e composteiras elétricas. Os equipamentos vão modernizar a infraestrutura das unidades e ampliar as condições de aprendizagem prática dos estudantes.
De acordo com gestores escolares, os investimentos fortalecem o ensino técnico e ampliam as possibilidades de desenvolvimento de projetos pedagógicos alinhados à realidade e às demandas do campo.
Entre os equipamentos adquiridos estão 29 carretas basculantes para trator, 19 enxadas rotativas, 30 perfuradores de solo, cinco conjuntos de levante hidráulico, dois caminhões basculantes destinados aos municípios de Castro e Clevelândia, 29 kits de equipamentos para agroindústria, 300 armários roupeiros e 13 composteiras elétricas.
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Paraná incorpora Agricultura Digital à rede de colégios agrícolas em parceria com New Holland
Cooperação entre Seed e multinacional leva aulas com tecnologias de precisão, telemetria e IoT às escolas estaduais, reforçando a qualificação técnica e a empregabilidade no agro.

Uma parceria do Governo do Paraná, por meio da Secretaria da Educação (Seed-PR), e a empresa New Holland ampliará a inserção de tecnologias aplicadas ao campo na formação dos estudantes dos colégios agrícolas da rede estadual. A cooperação técnica ofertará de aulas de Agricultura Digital, integrando educação profissional, inovação tecnológica e o setor produtivo, com foco na qualificação de jovens para as novas demandas do agronegócio. O conteúdo começará a ser aplicado no retorno das aulas após o Carnaval.
Nesta terça-feira (10), o diretor do Departamento de Colégios Agrícolas do Paraná, Renato Hey Gondin, acompanhou o governador em exercício, Darci Piana, em visita ao estande da marca durante o Show Rural Coopavel, em Cascavel. A agenda institucional reforçou o alinhamento entre o Governo do Estado e a iniciativa privada na modernização do ensino agrícola e no fortalecimento de políticas públicas voltadas à educação profissional.
Durante a visita, Piana destacou a importância estratégica da parceria para o desenvolvimento do Paraná. “O agronegócio é um dos principais pilares da economia paranaense, e investir em educação técnica conectada à inovação é garantir competitividade, geração de renda e oportunidades para as próximas gerações”, afirmou.
Para Gondin, a cooperação representa um avanço significativo na atualização curricular das unidades. “Estamos levando para dentro da escola conteúdos alinhados à realidade do campo e da agroindústria. A Agricultura Digital deixou de ser uma tendência e passou a uma exigência do mercado”, destacou. Ele ressaltou ainda que a parceria contribui para a formação continuada dos professores e para a padronização do ensino técnico em todo o Estado.
Integração de teoria e prática
A disciplina de Agricultura Digital será ministrada por profissionais capacitados da própria empresa, em conjunto com as equipes pedagógicas das escolas, garantindo a integração entre teoria e prática. Os conteúdos abordam fundamentos da agricultura de precisão, uso de tecnologias embarcadas, análise de dados e conectividade rural, preparando os alunos para operar e interpretar sistemas cada vez mais presentes na produção agrícola moderna.
A formação é direcionada a estudantes da 2ª e 3ª séries dos colégios agrícolas, além de professores das áreas técnicas, que participam de capacitações específicas. O programa contempla também temas como sistemas de navegação por satélite (GNSS), telemetria, Internet das Coisas (IoT) e gestão de dados agrícolas.
A iniciativa reforça o protagonismo do Paraná na educação agrícola pública ao incorporar conteúdos alinhados à transformação digital do agronegócio. “A parceria é estratégica tanto pela atualização tecnológica quanto pelo impacto direto na empregabilidade dos jovens formados nos colégios agrícolas, muitos deles oriundos de famílias de pequenos e médios produtores rurais”, afirmou o secretário estadual da Educação, Roni Miranda. “Além de qualificar os estudantes, o acordo de cooperação técnica aproxima as escolas do ecossistema de inovação do setor, estimulando o uso de dados na tomada de decisão e a adoção de práticas mais eficientes e sustentáveis”, completou.
A expectativa é de que a cooperação com a New Holland seja ampliada, consolidando a Agricultura Digital como eixo estruturante da formação técnica agrícola no Paraná.



