Suínos
Senadora Ana Amélia cobra inclusão carne suína na PGPM no Senado
A luta da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS) e de milhares de suinocultores pela inclusão da carne suína na Política de Garantia de Preços Mínimos (PGPM) voltou a ser cobrada, ontem, no Senado Federal. A senadora Ana Amélia Lemos, que presidia a sessão, defendeu a demanda de décadas da suinocultura brasileira no plenário e argumentou sobre a importância da medida para o setor em resposta ao pronunciamento da também senadora Gleisi Hoffmann.
A senadora Gleisi Hoffman mencionou que estará sendo discutida a inclusão de alguns produtos na PGPM, como a carne ovina e caprina. Eu já tinha encaminhado ao Ministério da Fazenda, por uma solicitação da ABCS, também a inclusão da carne suína no rol da garantia do preço mínimo, cobrou a senadora Ana Amélia, que também integra a Frente Parlamentar Mista da Suinocultura.
O assunto foi tratado após o pronunciamento da também senadora Gleisi Hoffmann que, ao falar das ações do governo federal em apoio à agricultura, revelou a possibilidade de inclusão de alguns produtos na PGPM. A PGPM vai ser garantida, além dos itens já contemplados, a vários produtos como a batata doce, o cará, a erva mate, a mandioca, o tomate e a carne de ovino e caprino. Isso tem uma significância grande para o produtor para que ele não perca preço no mercado, disse Gleisi Hoffmann.
A senadora Ana Amélia completou sua consideração ao recomendar a inclusão da carne suína e dar alguns detalhes sobre como funcionaria o instrumento. Espero a carne suína também seja apreciada porque é um setor que sofre cíclicas crises. Seria apenas um gatilho para, quando tiver a crise, estar lá a garantia do preço mínimo. Quando não tem crise, como agora por exemplo, não há problema. Não é para regular o mercado e, sim, ter a garantia que, em um momento de crise, os produtores possam ter esta proteção, defendeu a senadora Ana Amélia.
A suinocultura brasileira demanda a inclusão da carne suína nas políticas de garantias de preço mínimo do governo federal há mais de 50 anos e, nos últimos anos, uma série de fatores econômicos no Brasil e no exterior aumentaram ainda mais a necessidade do setor.
A ABCS está confiante na inclusão da carne suína na PGPM e não vai recuar até que o nosso produto faça parte da Política de Preços Mínimos. Essa é uma demanda histórica do setor e se faz necessária em momentos de crises, para que o suinocultor se mantenha na atividade e não deixe de atender a demanda do consumidor brasileiro e das exportações, mantendo sua contribuição na balança comercial brasileira reforçou o presidente da ABCS, Marcelo Lopes.
A sessão de ontem também previa a votação do veto da presidente Dilma Rousseff, anunciado no final do ano passado, ao projeto de inclusão da carne suína na PGPM, mas a votação foi adiada por conta de outras discussões como a PEC (Projeto de Emenda Constitucional) do Trabalho Escravo.
Fonte: Ass. Imprensa da ABCS

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





