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Senado aprova renegociação de dívidas rurais com prazo de até 10 anos e carência de três anos

Projeto prevê linha especial de crédito para produtores endividados, com juros entre 3,5% e 7,5%, e pode movimentar até R$ 170 bilhões em operações de repactuação.

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Foto: Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

Após meses de negociações e divergências com a equipe econômica do governo, o Senado aprovou na quarta-feira (10) o projeto de lei que cria mecanismos para renegociação de dívidas rurais em todo o país. A proposta, considerada uma das principais pautas defendidas pelo setor agropecuário nos últimos meses, agora retorna à Câmara dos Deputados para nova análise.

Foto: Marcello Casal

O texto busca oferecer alternativas para produtores que enfrentam dificuldades financeiras em meio à combinação de juros elevados, queda nos preços de diversas commodities agrícolas e problemas climáticos registrados em importantes regiões produtoras.

Entre os instrumentos previstos está a criação de uma linha especial para repactuação de débitos, utilizando recursos do Fundo Social do Pré-Sal e de fundos constitucionais. A medida alcança produtores de todas as regiões do país, embora parte das fontes de financiamento esteja vinculada especialmente ao Norte e Nordeste.

Setor aponta agravamento do endividamento

A aprovação ocorre em um momento de crescente preocupação com a capacidade de pagamento dos produtores rurais.

Foto: Shutterstock

Durante a votação, a vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) no Senado, Tereza Cristina (PP-MS), afirmou que a situação financeira do setor se deteriorou nos últimos ciclos produtivos. “Nós tentamos esgotar todos os pontos que eram preocupantes e hoje nós não estamos falando de um problema de eleição. Estamos falando de um segmento que carrega o Brasil que é a agricultura brasileira. E ela passa por um momento terrível: temos as commodities em baixa, juros em alta, plantamos uma safra com dólar a R$ 6 e estamos colhendo com dólar a R$ 5. Isso é mortal para os preços dos agricultores, fora o problema climático que o Rio Grande do Sul teve”, declarou.

Segundo parlamentares ligados à FPA, houve novas tentativas de negociação com o Ministério da Fazenda antes da votação, mas não foi possível construir um consenso em torno do texto.

Apesar disso, os defensores da proposta acreditam que ainda poderá haver ajustes durante a nova tramitação na Câmara.

Como funcionará a renegociação

O relatório aprovado manteve as principais condições da linha especial de crédito. Os juros poderão variar entre 3,5% e 7,5% ao ano, de acordo com o porte do produtor. O limite de contratação será de até R$ 10 milhões por beneficiário e de até R$ 50 milhões para cooperativas e associações.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

O prazo de pagamento poderá chegar a dez anos, com três anos de carência. Em situações específicas, o período total poderá alcançar 15 anos.

Outra alteração incorporada ao texto foi a ampliação do alcance da proposta para operações renegociadas ou prorrogadas até 30 de abril de 2026, desde que estivessem adimplentes no momento da contratação.

Também foi mantida a possibilidade de utilização de recursos do Fundo Social e de fundos supervisionados pelo Ministério da Fazenda, sem a definição de um teto financeiro específico. A utilização desses recursos, no entanto, dependerá de autorização do governo.

FPA fala em até R$ 170 bilhões

Para o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária, deputado Pedro Lupion (Republicanos-PR), a aprovação representa um passo importante para enfrentar o problema do endividamento rural. “Tentamos fazer com que o governo entendesse a necessidade disso”, destacou.

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Segundo ele, os mecanismos previstos no projeto podem alcançar aproximadamente R$ 170 bilhões em operações de renegociação.

“Uma vitória extremamente importante da possibilidade de renegociar as dívidas dos produtores rurais. São 10 anos para pagar e mais três anos de carência. Os fundos também foram envolvidos. São R$ 170 bilhões para a gente resolver o problema do endividamento dos nossos produtores”, disse.

Preocupação com a próxima safra

Foto: Jonathan Campos

Parlamentares que apoiam a proposta argumentam que a situação financeira dos produtores pode se agravar caso não haja uma solução ainda em 2026.”O projeto abrange todos os estados brasileiros. A maioria deles enfrenta problemas relacionados à capacidade dos produtores de liquidarem suas dívidas junto aos bancos. O que o governo precisa entender é que, se não resolvermos a situação dos produtores rurais ainda neste ano, poderemos ter um problema muito mais sério no próximo, em razão dos altos custos de produção da próxima safra”, afirmou o senador Jaime Bagattoli (PL-RO).

Uma das mudanças feitas durante as negociações foi o reforço de um dispositivo que impede que eventuais retiradas de recursos do Fundo Social afetem os investimentos destinados às áreas de educação e saúde.

Impacto econômico divide opiniões

Embora o projeto tenha recebido apoio majoritário do setor produtivo e de parlamentares ligados ao agro, o impacto fiscal da proposta foi um dos pontos de divergência com a equipe econômica.

Para os defensores da matéria, os custos da renegociação são menores do que os riscos econômicos de uma deterioração mais ampla da atividade agropecuária. “O projeto vai impactar de alguma forma, mas o que ele vai trazer de resultado positivo é ainda maior. Não é gasto financeiro, é investimento num único setor da economia brasileira que tem mostrado que tem competência, que é forte, que é capaz”, afirmou o senador Zequinha Marinho (Podemos-PA).

Segundo o parlamentar, a relevância econômica do agronegócio justifica a busca por mecanismos que permitam preservar a capacidade produtiva dos agricultores em um momento de forte pressão financeira sobre o setor.

Fonte: Assessoria FPA

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Brasil e China discutem avanço de acordo comercial e cooperação em tecnologia

Negociações para um acordo Mercosul-China entram na agenda bilateral, que também inclui parcerias em inteligência artificial, satélites, minerais críticos e fertilizantes.

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Imagem criada por Jaqueline Galvão/OP Rural/ChatGPT

O avanço das negociações para um possível acordo de livre comércio entre o Mercosul e a China esteve entre os temas tratados em uma conversa telefônica realizada no domingo (26) entre os governos dos dois países. A discussão ocorreu em meio ao esforço para ampliar a integração econômica e a cooperação em áreas estratégicas.

Foto: Divulgação

Segundo nota divulgada pela Secretaria de Comunicação Social (Secom), houve convergência sobre a necessidade de acelerar as tratativas para um acordo que envolva os dois blocos comerciais. O comunicado informou que as partes defenderam a importância de acelerar as tratativas para um acordo Mercosul-China, que contemple as necessárias flexibilidades.

Além da agenda comercial, a conversa abordou projetos nacionais de desenvolvimento e a ampliação da cooperação em setores considerados estratégicos, como inteligência artificial, satélites, beneficiamento de minerais críticos e comércio de fertilizantes.

Os dois governos também destacaram o desempenho das relações comerciais bilaterais e avaliaram iniciativas recentes de aproximação, como a isenção de visto para viagens de curta duração entre os países, em vigor desde maio, e as ações previstas no Ano Cultural Brasil-China 2026.

Conflitos internacionais

Os impactos dos conflitos globais sobre a segurança alimentar e energética também fizeram parte da pauta. Segundo

Foto: Beto Barata/Agência Brasil

a Secom, os dois países manifestaram preocupação com a continuidade da crise humanitária em Gaza. “Os presidentes expressaram profunda preocupação com a continuidade da situação humanitária em Gaza”, informou o comunicado.

Outro ponto discutido foi a instabilidade provocada pelas restrições à navegação em importantes rotas marítimas, como os estreitos de Ormuz e Bab el-Mandeb. Na avaliação dos governos, eventuais interrupções nesses corredores podem afetar a economia mundial.

Brasil e China também destacaram a atuação do Grupo de Amigos da Paz, iniciativa liderada pelos dois países na Organização das Nações Unidas (ONU) voltada à busca de soluções diplomáticas para conflitos internacionais, incluindo a guerra na Ucrânia.

Apesar das críticas à atuação do Conselho de Segurança da ONU diante das crises globais, os dois governos reafirmaram a defesa do multilateralismo e o compromisso de ampliar a coordenação em fóruns internacionais.

Fonte: O Presente Rural com Agência Brasil
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Inscrições para prêmio de inovação em fertilizantes terminam nesta segunda-feira

Associação Nacional para Difusão de Adubos vai reconhecer pesquisas acadêmicas sobre fertilizantes, manejo do solo e tecnologias para o agronegócio, vencedor será anunciado em agosto, durante o Congresso Nacional de Fertilizantes.

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Foto: Divulgação

Estudantes de graduação e pós-graduação das áreas de agronomia e cursos correlatos têm até esta segunda-feira (27) para se inscrever na 5ª edição do Prêmio Carlos Florence, promovido pela Associação Nacional para Difusão de Adubos (ANDA). A iniciativa busca estimular a produção de pesquisas e trabalhos acadêmicos voltados à inovação e ao desenvolvimento do setor de fertilizantes.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar

Podem concorrer artigos científicos, ensaios, monografias, dissertações e teses desenvolvidos em instituições de ensino superior brasileiras. Os trabalhos devem abordar temas relacionados ao tratamento e uso do solo, inovação e desenvolvimento de produtos, além de gestão e tecnologias de aplicação de fertilizantes.

Nesta edição, o regulamento também contempla pesquisas alinhadas ao movimento internacional Nutrientes para a Vida (Nutrientes for Life), que destaca a importância biológica, ambiental e econômica dos fertilizantes para a produção de alimentos e para a sustentabilidade da agricultura.

Os trabalhos serão avaliados por uma comissão julgadora com base em quatro critérios. Inovação e viabilidade de aplicação terão peso 40 cada, enquanto objetividade e clareza receberão peso 20 cada na composição da nota final.

O vencedor será conhecido durante o 13º Congresso Nacional de Fertilizantes, marcado para 25 de agosto.

Foto: Hedeson Alves/Tecpar

As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas no site da ANDA, onde também estão disponíveis o edital e as orientações para envio dos trabalhos.

Criado para homenagear Carlos Florence, um dos principais especialistas brasileiros no setor de fertilizantes, o prêmio leva o nome do ex-diretor-executivo da Associação dos Misturadores de Adubos do Brasil (AMA), falecido em 2021. Florence acompanhou as principais transformações da indústria de fertilizantes no país e também se destacou como cronista e escritor.

Fonte: Assessoria ANDA
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Copagril vai investir R$ 200 milhões em novo complexo industrial para ampliar armazenagem e produção de rações

Empreendimento em Maripá (PR) terá capacidade para armazenar um milhão de sacas de grãos, produzir 25 mil toneladas mensais de rações e gerar cerca de 120 empregos diretos.

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A Copagril deu mais um passo em seu plano de expansão ao detalhar o projeto do novo Complexo Industrial de Grãos que será implantado em Maripá, no Oeste do Paraná. Com investimento estimado em R$ 200 milhões, o empreendimento integra o planejamento estratégico da cooperativa para o período de 2026 a 2030 e tem como objetivo ampliar a capacidade de armazenagem, fortalecer a industrialização da produção agrícola e agregar valor aos grãos produzidos pelos cooperados.

Foto: Divulgação/Copagril

O projeto prevê a construção de uma unidade de recebimento de grãos com capacidade estática para armazenar 1 milhão de sacas, o equivalente a 60 mil toneladas. O complexo também contará com uma fábrica de rações capaz de produzir 15 mil toneladas mensais de ração bovina e outras 10 mil toneladas destinadas à piscicultura, ampliando a atuação da cooperativa na industrialização da produção agropecuária.

Além de reforçar a estrutura operacional da Copagril, a nova planta deverá gerar aproximadamente 120 empregos diretos e impulsionar a economia de Maripá e de municípios da região.

De acordo com o CEO da Copagril, Daniel Engels Rodrigues, o empreendimento faz parte da estratégia de fortalecer a área de cereais e ampliar a capacidade industrial da cooperativa. “Esse investimento faz parte do planejamento estratégico da Cooperativa para o período de 2026 até 2030. Por esse motivo, estamos fortalecendo a área de negócios de cereais, bem como a industrialização da produção agrícola, visando atender à demanda de mercado por rações. Com esse complexo, ampliamos nossa capacidade de atender o mercado, fortalecemos nossos negócios e criamos condições para um crescimento sólido e sustentável”, afirmou.

O diretor-presidente da Copagril, Eloi Darci Podkowa, destaca que o novo complexo ampliará tanto a capacidade de recebimento e armazenagem quanto o processamento da produção dos cooperados. “Este complexo representa mais oportunidades para os nossos cooperados e produtores, maior capacidade de processamento e a certeza de que a Copagril continua investindo para gerar desenvolvimento e renda em toda a nossa região”, disse.

Na avaliação do diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, o investimento reforça a estratégia de verticalização da

Foto: Divulgação/Copagril

produção, permitindo agregar valor às matérias-primas produzidas pelos cooperados. “A verticalização da produção é um caminho importante para agregar valor aos produtos dos nossos cooperados, assim como para gerar oportunidades de trabalho e desenvolvimento no campo e na cidade”, ressaltou.

O diretor-secretário, Ademir Luis Griep, afirma que o empreendimento é resultado de um planejamento voltado ao crescimento de longo prazo da cooperativa. “Cada investimento realizado pela Copagril tem como principal objetivo oferecer mais segurança e oportunidades aos cooperados. O novo Complexo Industrial reforça esse compromisso e demonstra que a Cooperativa segue preparada para acompanhar a evolução do agronegócio e continuar crescendo com responsabilidade”, pontuou.

O projeto foi apresentado ao público durante a Expo Rondon 2026, por meio de uma maquete instalada no Salão Agro, permitindo que cooperados e visitantes conhecessem a estrutura prevista para o novo complexo. Para o prefeito de Maripá, Rodrigo Schanoski, o investimento tende a impulsionar o desenvolvimento econômico do município. “Para Maripá, é motivo de grande satisfação receber um empreendimento desta dimensão. Além de fortalecer o agronegócio, o complexo irá gerar empregos, movimentar a economia local e contribuir para o desenvolvimento de toda a região. É um investimento que demonstra a confiança da Copagril no potencial do nosso município”, salientou.

Fonte: O Presente Rural com Copagril
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