Empresas
Seminário reúne multiplicadores, produtores e técnicos de trigo no Paraná
Biotrigo Genética apresentou indicações técnicas para 2016. Clima deve ser favorável para a safra deste ano
Com chuvas e temperaturas dentro da média, a indicação para a safra de trigo de 2016 é escalonamento na semeadura e posicionamento de cultivares com maior nível de resistência a brusone. Os indicativos e previsões para a próxima safra de trigo foram apresentadas durante o Seminário Técnico Biotrigo, em Campo Mourão, no Paraná. O evento reuniu mais de 200 técnicos, multiplicadores de sementes, produtores e cooperativas licenciadas Biotrigo do Paraguai, Paraná, São Paulo e Minas Gerais. Apesar de 2015 ter sido um ano com chuvas acima da média, a safra no Paraná obteve bons rendimentos. Segundo o Gerente Regional Norte da Biotrigo, Fernando Wagner, 2015 foi marcado por resultados acima dos padrões no Paraná, mesmo com a pressão de bacteriose, mancha foliar e brusone. "Mais do que nunca, reforçamos que os produtores devem seguir as indicações de plantio e manejo para cada localidade", disse.
Para 2016, a situação climática deve ser mais tranquila quanto às chuvas, mas preocupa quanto à possibilidade de ocorrência de geadas. O agrometeorologista da Somar Meteorologia, Marco Antônio dos Santos, apresentou as condições climáticas para todo o Brasil, América do Sul e América do Norte. De acordo com ele, diferentemente dos últimos 3 anos, os próximos 6 meses serão marcados por um clima dentro da neutralidade, já se encaminhando para uma La Niña que deverá se configurar entre os meses finais do ano e começo de 2017. “O outono/inverno será marcado por chuvas dentro da média e temperaturas abaixo da média em praticamente todas as regiões produtoras de trigo do Brasil”, explicou. Assim, o risco neste ano não será o excesso de chuvas, mas sim, o frio. “Em anos que não há uma influência do El Niño, as massas de ar polar conseguem entrar no Brasil com maior frequência e até mesmo com maior intensidade”, finalizou.
O trigo na rotação de culturas
"A viabilidade financeira e sustentável de uma propriedade agrícola depende da utilização integral dos solos nas diversas estações do ano, através da diversificação e rotação das culturas", disse o professor e doutor em agronomia, Elmar Luiz Floss. O consultor em agronegócios falou sobre o trigo no sistema de produção. A cultura de inverno aumenta o rendimento da soja porque a maior parte do Nitrogênio é exportado pelos grãos e cerca de 60kg/ha de N podem ser absorvidos pela cultura de sucessão. "Além disso, o trigo é um forte aliado para o controle mais eficiente de pragas, doenças e plantas daninhas", ressaltou.
Cultivares TBIO
No evento, duas cultivares desenvolvidas pela Biotrigo Genética foram apresentadas. Conforme o engenheiro agrônomo, Deodato Matias Junior, supervisor da regional Norte da Biotrigo Genética, os quatro pilares da TBIO Sossego são a sanidade de espiga, a sanidade foliar, o alto teto produtivo e a qualidade industrial. A cultivar leva esse nome porque facilita o gerenciamento do manejo fitossanitário. "O Sossego não tem similar no mercado, perdoa mais fácil nossas limitações e atrasos, mas não dispensa fungicida", alertou. A cultivar já está disponível para o plantio.
Já o TBIO Energia I, lançamento do ano, é primeira variedade brasileira específica para a produção de silagem e pré-secado para gado de leite e de corte. A cultivar apresenta não só as características necessárias para condução de lavoura, mas também as características bromatológicas, para a alimentação animal. De acordo com o mestre em zootecnia e Técnico em Novos Negócios da Biotrigo Genética, Ederson Luis Henz, ela é direcionada para um nicho de mercado que precisa de um alimento altamente energético, fonte de amido e proteína dentro de uma dieta do animal. “Financeiramente você reduz o custo e produz muito mais", finalizou. A semente básica começa a ser distribuída em 2017.
Fonte: Ass. de Imprensa

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
Empresas
Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
Empresas
Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.

