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Seminário promovido pela Embrapa enfoca a pecuária de corte em sistemas de baixo carbono
O objetivo principal do seminário é disponibilizar informações de pesquisas da Embrapa sobre as relações entre a pecuária e as mudanças climáticas

A atividade pecuária tem sido apontada como uma das grandes responsáveis pela emissão de gases de efeito estufa, diretamente relacionados às mudanças climáticas, como ficou claro nos principais debates levados a cabo durante a Conferência da ONU sobre Mudança Climática, a COP 26, atualmente realizada em Glasgow, Escócia. A Embrapa há alguns anos vem trabalhando sobre esse tema, tanto para uma aferição mais precisa apoiada em dados científicos sobre o papel da pecuária nesse processo, como também no desenvolvimento de soluções tecnológicas e recomendações que contribuam para a mitigação na emissão desses gases pela atividade.
Parte destes estudos será apresentada no próximo dia 16, com a realização do seminário Sustentabilidade da pecuária de corte em sistemas de baixo carbono, que contará com a participação de pesquisadores envolvidos com o tema em evento realizado em formato virtual, a partir das 10 horas. O seminário poderá ser acompanhado no canal da Embrapa do youtube, pelo link https://www.youtube.com/watch?v=OtjGVgu0yas.
O objetivo principal do seminário é disponibilizar informações de pesquisas da Embrapa sobre as relações entre a pecuária e as mudanças climáticas. O evento contará com a participação de cinco unidades da Embrapa: Pecuária Sul (Bagé-RS), Gado de Corte (Campo Grande–MS), Agrobiologia (Seropédica-RJ), Solos (Rio de Janeiro-RJ) e Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ). A realização desse seminário foi viabilizada a partir de uma emenda parlamentar proposta pelo deputado federal do Rio de Janeiro Christino Aureo (PP-RJ), cujos recursos também serão utilizados para a continuidade de pesquisas relacionadas ao tema.
Para o Chefe-adjunto de Pesquisa e Desenvolvimento da Embrapa Pecuária Sul, Marcos Borba, a empresa pode contribuir muito para esse debate e também para ajudar na mitigação dos GEE pela atividade. Segundo ele, a questão entrou no radar da Embrapa há alguns anos e hoje existe um grande número de pesquisas e estudos sobre o processo de emissão de gases pela pecuária, assim como estratégias para a sua mitigação. “A realização desse seminário vem em um momento muito oportuno, quando as discussões sobre o papel da pecuária nas mudanças climáticas ganhou protagonismo nas discussões da COP26”. Para o pesquisador, a pecuária precisa ser vista como parte da solução para as mudanças climáticas e não como um problema. “A Embrapa já disponibiliza uma série de estratégias para a pecuária, em sistemas naturais ou integrados, que garante um balanço bem mais favorável de carbono na atividade a partir do uso de tecnologias e de recomendações de manejo”, ressaltou.
Essa visão também é compartilhada pela pesquisadora da Embrapa Pecuária Sul Cristina Genro, que há mais de dez anos trabalha com a questão. De acordo com ela, pesquisas têm demonstrado que apenas com o manejo correto e sustentável na pecuária é possível reduzir significativamente a emissão de GEE. Segundo Cristina Genro, práticas de manejo até relativamente simples, como o controle da altura das pastagens, contribui de forma muito positiva para alcançar esse objetivo. Para a grande maioria de espécies de forrageiras utilizadas no país, a Embrapa tem estudos que indicam a altura ideal para o seu manejo, o qual garante uma taxa de lotação animal adequada nas pastagens, garantindo assim um processo que leva a uma maior estocagem de carbono nos sistemas utilizados, maior produção de pasto e melhor desempenho animal. “Pastagens bem manejadas podem ser um grande sumidouro de carbono”. Além de aumentar o sequestro de carbono e diminuir a emissão de GEE, sistemas bem manejados, com o uso de forrageiras de qualidade e o ajuste da carga animal nas áreas de pecuária, levam a uma maior eficiência do sistema, garantindo assim uma maior produtividade e o abate dos animais em menor tempo.
Esse encurtamento no tempo para o abate é muito relevante para reduzir as emissões de metano produzido pelos ruminantes, o gás de efeito estufa mais importante na pecuária bovina, segundo Robert Boddey, pesquisador da Embrapa Agrobiologia. Resultados de estudos que apresentará no evento mostram como esse ganho de eficiência implica na mitigação de gases, e também no chamado “efeito poupa-terra”, decorrente dos ganhos de produtividade animal.
O pesquisador Bruno Alves, também da Embrapa Agrobiologia, chama a atenção para o óxido nitroso, gás de efeito estufa de altíssimo potencial de aquecimento da atmosfera, gerado de dejetos de bovinos e fertilizantes. “As pesquisas indicam que a qualidade da forragem modifica a alocação do nitrogênio excretado na urina e nas fezes bovinas, e resulta em níveis diferentes de emissão desse gás, o que deve ser considerado no manejo das pastagens”, complementa Alves. O pesquisador apresentará no evento resultados de estudos que revelam esses efeitos, assim como o impacto da fertilização nitrogenada.
Pecuária de baixo carbono – um dos painéis será sobre os produtos gerados em sistema de baixo carbono, mediado por Elen Nalério (Embrapa Pecuária Sul), com a participação dos pesquisadores Roberto Giolo (Embrapa Gado de Corte) e o protocolo carne baixo carbono; Márcia Silveira (Embrapa Pecuária Sul) e a produção de carne com baixa emissão de carbono em pastagens tropicais: um estudo de caso; finalizando com o tema qualidade da carcaça e da carne em sistemas CBC com o especialista, Gelson Feijó, pesquisador da Embrapa.
A Plataforma de Pecuária de Baixo Carbono, iniciativa genuinamente brasileira, desenvolvida pela Embrapa (e suas Unidades) e empresas parceiras, ao longo de dez anos, desenvolveu a concepção de marcas-conceito para a certificação de produtos da pecuária de corte, produzidos em sistemas pecuários com foco em baixa emissão de carbono. Nesse sentido, destacam-se o Bezerro Carbono Neutro (BCN), Carne Baixo Carbono (CBC), Carbono Nativo (CN) e Couro Carbono Neutro (Couro-CN), além de uma calculadora de carbono (calc-C).
Já disponíveis no mercado brasileiro, as marcas Carne Carbono Neutro (CCN) e Carne Baixo Carbono (CBC) tem sido usadas para certificar a sustentabilidade dos sistemas agrícolas que sequestram carbono por meio de árvores (sistema CCN), ou sistemas que tem o componente solo (Protocolo CBC) como base. Enquanto no protocolo CBC a premissa é a recuperação de pastagens, com mitigação dos gases, possível de ser empregado em mais de 50 milhões de hectares, no sistema CCN as emissões são neutralizadas pelo próprio sistema.
“Os ganhos são do produtor, da cadeia da carne, da sociedade brasileira e em última instância de toda a humanidade, ao promover maior valorização do produto e melhor visibilidade do País no mercado global”, analisa Roberto Giolo, ao afirmar que a iniciativa contribui também para minimizar a pressão por abertura de novas áreas para a pecuária, pois apresenta efeito poupa-terra e, portanto, auxilia nos esforços para equacionar a questão do desmatamento no Brasil.
Consumo – No âmbito do consumo, a equipe do Laboratório de Análise Sensorial e Instrumental da Embrapa Agroindústria de Alimentos, sob a liderança da pesquisadora Rosires Deliza, conduzirá estudos no estado do Rio de Janeiro, o segundo mercado consumidor do país, conforme dados do IBGE. “O entendimento e a percepção do consumidor sobre a Carne Baixo Carbono (CBC) provavelmente terá impacto relevante sobre sua decisão de compra e sobre quanto estará disposto a pagar pelo produto, em comparação com o convencional. A equipe de pesquisa da Embrapa Agroindústria de Alimentos investigará o efeito desta informação junto ao consumidor, associada ao bem-estar animal e à redução na emissão de gases, incluindo a percepção e a atitude em relação ao produto. Os resultados poderão subsidiar estratégias de comunicação e marketing para o esclarecimento dessas questões junto ao consumidor”, afirma Karina Olbrich dos Santos, Chefe Adjunta de P&D e Chefe Geral em exercício da Embrapa Agroindústria de Alimentos.
Serviços ecossitêmicos – Para a pesquisadora da Embrapa Solos Rachel Bardy Prado, a pecuária de corte no país tem um leque enorme de oportunidades relacionadas aos serviços ambientais e ecossistêmicos, mas que também se traduzem em compromissos a serem assumidos. “As oportunidades, em tempos de aquecimento global e corrida mundial para a redução nas emissões de gases de efeito estufa estão relacionadas aos mecanismos de incentivo econômicos como os pagamentos por serviços ambientais, bem como aos mercados de créditos de carbono e títulos verdes que se encontram em plena ascensão no país”. Segundo a pesquisadora, práticas como a manutenção da vegetação natural em áreas previstas por lei, a incorporação do componente arbóreo ao sistema de produção integrado, o manejo adequado das pastagens, respeitando a capacidade de suporte solo e as características ambientais e climáticas de cada região, permitirão ao produtor rural contribuir com a provisão de diversos serviços ambientais.

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Geopolítica, clima e logística entram no centro do debate da cadeia da soja
Seminário em Londrina (PR) vai reunir especialistas para discutir os desafios que podem definir a competitividade da soja brasileira nos próximos anos. As inscrições são gratuitas.

A relação comercial entre Brasil e China, os impactos das mudanças climáticas, os gargalos logísticos e a descarbonização da produção estarão entre os principais temas do 8º Seminário Desafios da Liderança Brasileira no Mercado Mundial de Soja, que será realizado nos dias 04 e 05 de agosto, na Embrapa Soja, em Londrina (PR).

Foto: R.R.Rufino/Embrapa Soja
O evento vai reunir cerca de 150 participantes, entre pesquisadores, técnicos, representantes da indústria, produtores rurais e especialistas da cadeia da soja. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas pelo site do seminário, enquanto houver vagas.
Segundo o pesquisador Marcelo Álvares de Oliveira, da Embrapa Soja, a programação foi estruturada para discutir fatores que influenciam diretamente a competitividade do setor. “Vamos debater a geopolítica e a relação comercial entre Brasil e China, além dos desafios e oportunidades da cadeia da soja brasileira. Também teremos discussões sobre cultivares adaptadas às mudanças climáticas, logística, descarbonização e o papel do biodiesel na sustentabilidade da produção”, afirma.
Para Daniel Amaral, diretor de Economia e Assuntos Regulatórios da Abiove, manter a liderança brasileira no mercado internacional depende não apenas do volume produzido, mas também da qualidade do produto.”Preservar nossa liderança exige um debate técnico constante sobre a qualidade da soja brasileira. Garantir um produto de alto

Foto: Shutterstock
padrão para as indústrias nacional e internacional de óleos e farelos é o que realmente define a competitividade do setor”, destaca.
O seminário é promovido pela Embrapa Soja em parceria com entidades representativas da produção, da indústria e da exportação de grãos, entre elas Abiove, Anec, Aprosoja Brasil, CNA, Sistema OCB e Sindirações.
Brasil amplia liderança
O encontro ocorre em um momento de expansão da produção brasileira. Na safra 2025/26, o país colheu 180 milhões de toneladas de soja, em uma área próxima de 48 milhões de hectares, segundo a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). No mesmo período, os Estados Unidos produziram 116 milhões de toneladas.
Além da produção recorde, o processamento industrial também segue em crescimento. A Abiove estima que o Brasil processe 63 milhões de toneladas de soja em 2026, com produção de 48,6 milhões de toneladas de farelo e 12,65 milhões de toneladas de óleo de soja.
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El Niño pode encher os silos e esvaziar as margens
Pesquisa aponta que o clima deve favorecer a produção agrícola, enquanto a maior oferta tende a pressionar as cotações das commodities.

O El Niño previsto para o ciclo 2026/2027 tem potencial para se tornar um dos eventos climáticos mais intensos da última década. Para a agricultura da América Latina, especialmente no Brasil e na Argentina, o fenômeno pode favorecer a produção de grãos e oleaginosas, mas também trazer um efeito colateral: mais oferta no mercado e menor rentabilidade para o produtor.

Foto: Fernando Dias
A avaliação é da Allianz Research, divisão de pesquisa macroeconômica da Allianz Trade, que analisou os impactos econômicos do fenômeno climático sobre diferentes regiões do mundo. Confira aqui o estudo completo.
Com base em episódios anteriores de El Niño, o estudo mostra que a produção agrícola brasileira tende a superar a média histórica. Em 2015, por exemplo, a safra de soja ficou cerca de 4% acima da tendência dos cinco anos anteriores, enquanto a produção de café arábica registrou desempenho aproximadamente 5% superior ao esperado.
Segundo os pesquisadores, o aumento das chuvas no Sul da América do Sul favorece o desenvolvimento das lavouras e amplia a oferta de alimentos. No entanto, esse crescimento da produção pode pressionar as cotações das commodities agrícolas, reduzindo a margem dos produtores.
Outro desafio apontado pelo levantamento é a capacidade de armazenagem. Em anos de safra cheia, a oferta elevada

Foto: Shutterstock
tende a ocupar rapidamente os silos, elevando os custos de estocagem tanto para produtores quanto para tradings.
Efeitos diferentes dentro do Brasil
Embora o El Niño favoreça boa parte das áreas agrícolas do Centro-Sul, seus efeitos não são uniformes. O estudo destaca que a Região Norte e a Amazônia podem enfrentar períodos de seca mais severos, com reflexos sobre a navegação fluvial, a geração de energia hidrelétrica e o abastecimento de alimentos.
Esse cenário também pode exercer pressão sobre a inflação em países como Brasil, Colômbia e Peru, principalmente por impactos na logística e nos custos de produção.
Oferta maior e preços menores
No mercado internacional, a expectativa é que o aumento da produção de soja e milho na América Latina contribua para ampliar a oferta global de alimentos e aliviar parte das pressões inflacionárias observadas em outras regiões.
Por outro lado, exportadores brasileiros podem se beneficiar do maior volume embarcado, enquanto indústrias processadoras e empresas expostas à volatilidade das commodities agrícolas tendem a enfrentar um ambiente mais desafiador diante da possibilidade de queda nos preços.
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Frete rodoviário terá novas regras, mas sem piso nacional para caminhoneiros
Proposta amplia as penalidades para quem descumprir o piso do frete, altera as regras de fiscalização e prevê atualização semestral da tabela de preços.

O piso salarial nacional de R$ 5 mil para caminhoneiros de longa distância ficou fora da versão final da Medida Provisória nº 1343/2026 que atualiza as regras do frete rodoviário. Aprovado pelo Senado, o texto segue para sanção presidencial com mudanças no cálculo do piso mínimo do frete, na fiscalização do transporte de cargas e nas penalidades aplicadas ao setor.

Foto: Geraldo Bubniak
A previsão de uma remuneração mínima mensal não fazia parte da proposta original do governo. O dispositivo foi incluído durante a tramitação na Câmara dos Deputados, mas acabou retirado pelo Senado sob o entendimento de que o tema não tinha relação direta com o conteúdo da medida provisória.
Com isso, a remuneração dos motoristas profissionais de longa distância continuará sendo definida por acordos e convenções coletivas de trabalho.
Anistia a multas
Além das mudanças nas regras do frete, a proposta concede anistia a caminhoneiros multados por bloqueios em rodovias durante as manifestações de 2022. O perdão das penalidades foi incluído durante a tramitação da medida provisória no Congresso.
O texto também transforma em advertência as multas aplicadas até a publicação da futura lei por descumprimento

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das regras do piso mínimo do frete, como o pagamento abaixo dos valores previstos na Lei nº 13.703/2018. A medida vale para processos ainda em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas que ainda não foram quitadas.
A conversão não se aplica a casos de fraude, uso de documentos falsos ou omissão deliberada de informações. Também não haverá devolução de valores já pagos. O direito dos transportadores de cobrar diferenças de frete e indenizações previstas em lei permanece assegurado.
Além das anistias, a proposta promove uma ampla atualização da legislação do transporte rodoviário de cargas. Entre as principais mudanças estão novos critérios para o cálculo do piso mínimo do frete, atualização semestral da tabela de referência, reforço da fiscalização, endurecimento das penalidades para quem pagar abaixo do piso, novas regras para o cadastro de transportadores e alterações na fiscalização do peso dos caminhões.

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Frete mínimo
O projeto altera as regras de cálculo dos pisos mínimos do transporte rodoviário de cargas. A tabela deverá considerar os custos operacionais da atividade, como os relacionados a combustível, manutenção, pneus, seguros, tributos, salários e tempo de carga e descarga.
A Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) poderá firmar parceria com a Infra S.A. para elaborar os cálculos dos pisos. O texto também atualiza conceitos da legislação e cria a definição de veículo de carga de pequeno porte (com capacidade útil superior a 500 quilos e peso bruto total de até 3,5 toneladas) e a de carga a granel pressurizada (categoria utilizada para determinados tipos de transporte especializado).
A atualização da tabela de frete deverá ser semestral. Quando houver variação igual ou superior a 5% no preço dos combustíveis, a ANTT deverá publicar os novos valores em até três dias úteis.
Fiscalização
O texto aprovado também altera regras de fiscalização, cadastro e penalidades no transporte de cargas. Empresas que

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pagarem frete abaixo do piso mínimo poderão ter o registro suspenso em caso de descumprimento reiterado (com mais de quatro infrações em seis meses). As multas para reincidentes poderão variar de R$ 100 mil a R$ 1 milhão e, em caso de nova reincidência, poderão ser aplicadas em dobro. Nos casos mais graves, o Registro Nacional de Transportadores Rodoviários de Cargas (RNTRC) poderá ser cancelado por até 24 meses.
A proposta mantém a obrigatoriedade do Código Identificador da Operação de Transporte (CIOT), estabelece prazo de até 30 dias úteis para pagamento do frete e prevê adiantamento mínimo de 70% para transportadores autônomos. O texto também determina a revalidação anual do RNTRC e permite que inscrição, atualização e manutenção do cadastro sejam feitas gratuitamente por plataforma digital do governo federal.

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A medida também altera as regras de fiscalização do peso dos veículos de carga. Para caminhões com peso bruto total regulamentar (definido pela regulamentação) de até 74 toneladas, a verificação deverá considerar inicialmente apenas o peso total do veículo. A medição por eixo será feita quando houver excesso acima da tolerância de 5% no peso bruto total ou em situações específicas definidas pelo Conselho Nacional de Trânsito (Contran). O limite de tolerância para o peso por eixo permanece em 12,5% acima do permitido.
Segundo o texto, a regra busca adequar a verificação às características das operações de transporte, preservando a segurança nas rodovias e a conservação do pavimento. A proposta também prevê inspeções periódicas dos registradores de velocidade e tempo, e permite o uso dos dados do tacógrafo como prova de infrações por excesso de velocidade.
Além disso, o texto transforma em advertência as infrações administrativas relacionadas ao excesso de peso por eixo cometidas até a publicação da lei resultante da proposta. A medida alcança processos em andamento, penalidades sem decisão definitiva e multas aplicadas que ainda não tenham sido pagas. Valores já quitados não serão devolvidos.
Outros pontos
Na área previdenciária, o transportador autônomo poderá optar por recolher diretamente sua contribuição ao

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Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), desde que formalize a escolha. Com a adesão ao modelo, o próprio profissional passa a ser responsável pelo recolhimento, sem alteração das demais obrigações previdenciárias das empresas contratantes.
A MP amplia os objetivos do Programa de Apoio ao Desenvolvimento do Transporte de Cargas Nacional (Procargas), que poderá apoiar iniciativas de renovação de caminhões e implementos rodoviários, capacitação de motoristas, adoção de tecnologias e ações de saúde e segurança. O texto também cria uma Política Nacional Permanente de Renovação da Frota, com prioridade para transportadores autônomos e cooperativas.
As novas regras terão período de transição. Sistemas, registros e autorizações atuais continuarão válidos até a regulamentação das mudanças, que deverá ser feita em até 180 dias. Empresas e transportadores terão prazo mínimo de 60 dias para adaptação às novas obrigações.



