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Notícias Capacitação

Seminário debate mercado globalizado e futuro da suinocultura brasileira

Evento contou com a participação de mais de 50 suinocultores, estudantes e profissionais do setor

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Mais de 50 suinocultores, estudantes e profissionais do setor estiveram reunidos na sede da Associação dos Suinocultores do Vale do Piranga (Assuvap), em Ponte Nova/MG, na quinta-feira (06), para o Seminário Mercado Globalizado. O evento, realizado pela Assuvap e pela ABCS, recebeu palestrantes renomados que alavancaram o debate sobre as oportunidades em relação a sustentabilidade, bem-estar animal e qualidade da ração em fábricas próprias, temas considerados essenciais para o futuro da suinocultura brasileira.

O presidente da Assuvap, Fernando Araújo, abriu o evento discorrendo sobre o cenário atual da suinocultura da região e a tendência de crescimento do setor. Em seguida, o pronunciamento do presidente da Associação Brasileira de Veterinários Especialistas em Suínos (Abraves/MG), José Eustáquio, e da Fernanda Almeida, também representando a associação de veterinários.

O início das palestras foi logo na sequência, com o médico veterinário Iuri Machado apresentando as cartilhas distribuídas pela ABCS. O palestrante explicou os três capítulos do material, começando pelas estratégias de gestão e avaliação da eficiência das granjas. “Produzir suínos é transformar grãos em carne”, disse. Ele apresentou tabelas com números e estimativas das exportações de milho para afirmar que “hoje, o Brasil é um dos maiores exportadores do grão”. O profissional também analisou a variação de preços do milho, por ser, segundo ele, informação importante para que o produtor se planeje para o mercado futuro.

Os outros capítulos foram sobre biosseguridade interna e externa, onde passou um panorama dos surtos de peste suína africana na Ásia e informações da peste suína clássica no Brasil, e explicou alguns modelos que melhoram utilização dos dejetos, podendo ser eficientes para fertirrigação, por exemplo.

A segunda palestra foi ministrada pela médica veterinária Charli Ludtke, que iniciou com algumas perguntas ao público: “O que é bem-estar? É possível avaliar o bem-estar?”. Segundo a profissional, a resposta é sim. “Para nós, bem-estar é saúde, boa alimentação, boa instalação e comportamento apropriado. E mesma coisa é válida para os suínos. São os princípios básicos”, afirmou.

Ludtke também fez uma relação entre o bem-estar animal (BEA) com o uso de antibióticos, para, na sequência, elucidar sobre a resistência bacteriana x uso de antibióticos. “É importante termos o uso consciente dos antibióticos”, disse. “Estima-se que nos próximos anos as bactérias serão as maiores causadoras de mortes humanas. Muitas vezes os antibióticos já não estão funcionando”, relatou, ao afirmar a importância de se tratar a cadeia animal e a saúde humana como um bem-estar único, ou “uma só saúde”.

E já pensando no futuro da suinocultura, ela afirmou: “Adequado manejo reflete em produto de qualidade. A suinocultura precisa trabalhar para a harmonia entre meio ambiente, produção e o social. É possível produzir e abater corretamente. Temos que ter orgulho de fazer bem feito, com um sistema de produção responsável”.

Stefan Rohr fechou o evento, elencando os desafios e oportunidades na aplicação das boas práticas nas fábricas de rações próprias. Uso prudente de antibióticos também foi discutido pelo profissional, além de explicar os equipamentos básicos de uma fábrica de ração, requisitos higiênico-sanitários dos equipamentos e utensílios, cuidados no armazenamento dos produtos, assim como controle de resíduos para evitar proliferação de pragas nas fábricas de rações.

Após evento foi realizada a Bolsa de Suínos do Interior de Minas (BSim). Preço foi definido em R$ 5,40.

Fonte: Assessoria
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Notícias Mercado

JBS adquire empresa europeia e expande sua plataforma global de alimentos plant-based

Compra da Vivera, terceira maior produtora de proteína plant-based da Europa, impulsiona a JBS no mercado de proteína vegetal

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A JBS, maior empresa de proteína e segunda maior indústria de alimentos do mundo, celebrou acordo para a compra da empresa Vivera, terceira maior produtora de plant-based na Europa, por um enterprise value (valor de empresa) de 341 milhões de euros. A Vivera desenvolve e produz um diversificado e inovador portfólio de produtos plant-based substitutos de carne para grandes varejistas em mais de 25 países europeus, com presença relevante na Holanda, no Reino Unido e na Alemanha. A transação inclui três unidades fabris e um centro de pesquisa e desenvolvimento localizados na Holanda.

A aquisição da Vivera fortalece e impulsiona a plataforma global de produtos plant-based da JBS. A tendência global é de forte crescimento no consumo desse segmento. A operação vai ampliar o portfólio da JBS com uma marca consolidada na preferência dos consumidores, reforçando o foco da Companhia em produtos de valor agregado.

A Vivera, atualmente a maior companhia independente de plant-based da Europa, se soma às iniciativas da Seara, no Brasil, onde a Linha Incrível detém a liderança em hambúrgueres vegetais, e da Planterra, que conta com a marca OZO nos Estados Unidos.

“É um passo importante para o fortalecimento da nossa plataforma global de proteína vegetal. A Vivera traz musculatura para a JBS no setor de plant-based com conhecimento tecnológico e capacidade de inovação”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

Para fomentar seu espírito empreendedor, a JBS vai manter a Vivera como uma unidade de negócios autônoma, mantendo sua atual liderança.

“Juntar forças com a JBS nos dá acesso a recursos significativos e capacidades para acelerar nossa atual trajetória de forte crescimento”, diz Willem van Weede, CEO da Vivera.

A transação, que foi aprovada por unanimidade pelo Conselho de Administração da JBS, está sujeita à validação das autoridades antitruste.

Fonte: Assessoria
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Notícias Soja

Indicador Paraná atinge recorde nominal

Preços da soja estão em alta no Brasil, influenciados pelas maiores demandas doméstica e externa

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Danilo Estevão/Embrapa

Os preços da soja estão em alta no Brasil, influenciados pelas maiores demandas doméstica e externa. Segundo pesquisadores do Cepea, parte dos produtores mostra preferência em comercializar a soja em detrimento do milho, o que eleva a liquidez no mercado da oleaginosa.

Diante disso, mesmo sendo período de finalização de colheita no Paraná, o Indicador CEPEA/ESALQ da soja atingiu R$ 172,66/saca de 60 kg no último dia 14, recorde nominal da série do Cepea, iniciada em julho de 1997. Já outra parcela de vendedores não mostra interesse em fechar negócios para entrega no curto prazo, atentos à maior paridade de exportação para embarques nos próximos meses.

Fonte: Cepea
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Notícias Milho

Falta de chuva preocupa e mantém produtor afastado do mercado

Neste atual período de desenvolvimento das lavouras, a falta de precipitação pode prejudicar a produtividade

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As chuvas ainda abaixo do esperado neste mês em importantes regiões produtoras de segunda safra têm deixado vendedores afastados das negociações. Neste atual período de desenvolvimento das lavouras, a falta de precipitação pode prejudicar a produtividade.

Compradores, por sua vez, precisam recompor estoques, cenário que mantém os preços em alta. Na parcial de abril (até o dia 16), o Indicador ESALQ/BM&FBovespa (base Campinas-SP) subiu 4,45% fechando a R$ 97,88/saca de 60 kg na sexta-feira (16), novo recorde real da série do Cepea. Em algumas praças, os avanços nos preços são mais expressivos, e vendedores já pedem valores acima de R$ 100 pela saca de 60 kg.

Fonte: Cepea
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