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Seminário de Sanidade da Tilápia traz especialista de renome para o Oeste do Paraná
Evento promovido pela Cresol é realizado em São Miguel do Iguaçu.

Mais de 100 pessoas entre produtores, técnicos, professores universitários, acadêmicos da área de pesquisa, representantes dos frigoríficos e demais elos da produção de peixes participaram da primeira edição do Seminário de Sanidade da Tilápia do Extremo Oeste do Paraná. O evento aconteceu no dia 10 de março nas dependências do auditório da Faculdade Uniguaçu em São Miguel do Iguaçu (PR) e em sua primeira edição compartilhou o que há de mais atualizado de conhecimento na área de sanidade de tilápias.
De acordo com o levantamento feito pelo Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento, em 2023 foram 360 os municípios que produziram tilápia de forma comercial no Paraná, uma produção de 179 mil toneladas, com o maior volume concentrado na região Oeste do estado. Números que reforçam a importância de um evento voltado para melhores condições sanitárias na atividade.
O presidente da Cresol Conexão, Adenilson Zanelatto, informou que o seminário surgiu com objetivo de trazer informações pertinentes para o projeto de Empreendedorismo Rural em Piscicultura, grupo formado pela cooperativa e que recebe assessoria técnica, e depois com a soma de forças com Zoetis, Starker Fisch e Faculdade Uniguaçu foi possível reunir um grupo maior de pessoas envolvidas na atividade. “Pra nós é um momento de construção, de desenvolvimento dessa cadeia na nossa região, de discussão de um tema muito sensível que é a sanidade da piscicultura e o desenvolvimento dessa atividade olhando o mercado”, relatou Zanelatto. O presidente mencionou ainda que a Cresol tem se destacado nas linhas de crédito e soluções para a atividade de piscicultura em todo território nacional, referência junto ao BNDES, o que também ocorre na Cresol Conexão. “Nós temos alcançado a marca de R$ 25 milhões investidos na piscicultura, somando os números de 2023 e 2024, tanto nas linhas de custeio quanto investimento, apoiando a agricultura familiar para desenvolver essa atividade”, infirmou Zanelatto sobre a atuação geral da Cresol no Brasil.
Conhecimento de alto padrão
O professor, doutor e pós-doutor na área de Sanidade de Aquáticos pela Universidade Federal de Minas Gerais, Carlos Leal, conduziu a palestra sobre os desafios sanitários da produção de tilápias mencionando práticas de manejo e cuidados gerais para produção responsável.
“A tilapicultura está caminhando para ser uma indústria altamente tecnificada, com isso os desafios sanitários tornam-se cada vez mais importantes, porque além de causar problemas durante o cultivo, reduz a rentabilidade do negócio. Pensar em doença é pensar na saúde dos animais, na qualidade do produto, na viabilidade econômica da produção e lucro do produtor no final do dia”, afirmou o especialista Carlos Leal.
O professor destacou que o cenário sanitário para a produção de tilápia no Brasil é melhor do que no contexto internacional, pois é possível tratar os problemas de maneira rápida e eficiente. Carlos mencionou também que o Brasil é o país que mais vacina e mais detém tecnologia para vacinar tilápia, de acordo com ele nos últimos nove anos, a quantidade de doses de vacinas de tilápia comercializadas no Brasil passou de dois milhões para 300 milhões de doses.
O sócio-proprietário da Starker Fisch e assessor técnico de piscicultura, Maikon Hilgert, ressaltou a necessidade de atenção à itens importantes na manutenção do status sanitário, alguns dependem das condições climáticas, como a falta de água nos períodos de estresse hídrico e oscilações térmicas, já outros itens os produtores tem ação sobre, como é o caso da desinfecção dos meios de transporte e controle de pássaros.
O analista de relacionamento da Cresol Instituto, Gerson Preiliper, detalhou o trabalho da Cooperativa no projeto de Empreendedorismo Rural em Piscicultura, com 25 famílias atendidas na região e enfatizou a necessidade de profissionalizar a gestão para que as propriedades rurais se mantenham viáveis. “Todos os integrantes da família precisam entender os custos de produção, conversar e fazer contas. É necessário fazer debates maiores e saber onde queremos chegar”.
Participantes
O Seminário de Sanidade da Tilápia no Extremo Oeste do Paraná contou com a presença do presidente da Cresol Conexão, Adenilson Zanelatto, vice-prefeito de São Miguel do Iguaçu, Claudio Rodrigues; consultor de vendas da Zoetis, Jhonis Pessini, diretor de Expansão da Faculdade Uniguaçu, Fábio Corbari, o analista de relacionamento da Cresol Instituto, Gerson Preiliper representantes de frigoríficos da região, produtores rurais e acadêmicos.

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Trouw Nutrition destaca manejo de pasto e suplementação para elevar desempenho do gado de corte
Especialista reforça que a combinação entre forragem bem manejada e suplementação estratégica define o ganho de peso no sistema a pasto.

A pecuária brasileira segue em expansão. Entre 2004 e 2024, a produção de carne bovina cresceu mais de 25%, alcançando 11,8 milhões de toneladas equivalente carcaça (TEC). Segundo a ABIEC, o país exportou 2,89 milhões de toneladas no último ano, o que representa 32% de tudo o que produziu. Impulsionado pelo mercado internacional, o setor tem intensificado tecnologias e manejo para elevar produtividade.
Mesmo com o avanço dos confinamentos, apenas 19,86% dos abates vêm desse sistema. “O boi brasileiro continua sendo um boi de pasto. Por isso, o manejo da forragem ainda é o principal determinante do desempenho”, afirma o coordenador Técnico Beef da Trouw Nutrition, Ramon Lopes Salvatte.
A Bellman, marca da Trouw Nutrition, sustenta há décadas o conceito central dessa lógica produtiva. “Dieta é pasto mais suplemento. A forragem continua sendo o componente de maior peso na nutrição do animal”, explica Salvatte. Ele reforça que a régua de manejo da Embrapa, com alturas específicas de entrada e saída, permanece como ferramenta-chave. “Quando o pasto cai abaixo de 40% da altura recomendada, o animal anda mais, seleciona menos, gasta energia e perde potencial de ganho”, diz.
Suplementação mineral no período das águas
A suplementação mineral é a base do sistema a pasto e se estende por todas as categorias: cria, recria e engorda. “O mineral corrige os desequilíbrios típicos das forragens tropicais e prepara o terreno para que o desempenho aconteça”, explica Salvatte.
No período das águas, quando o pasto cresce rápido e dilui nutrientes, escolher o produto correto exige atenção ao histórico de consumo, categoria e escore corporal. “Para matrizes paridas, por exemplo, muitas vezes o mineral convencional não é suficiente para recuperar escore. Nesses casos entram os minerais adensados ou aditivados, como o Bellisco SV, que entrega ganho moderado aliado à correção mineral”, afirma.
Ele lembra que fatores como palatabilidade, tipo de cocho, clima e concentração de sais na água podem alterar o consumo. “O mineral só funciona quando consumido na quantidade certa. Monitorar o cocho é um manejo simples, mas que muda o resultado”, reforça.
Suplementação proteica no período das águas
No verão, as forragens tropicais apresentam teores elevados de proteína, muitas vezes acima de 12%, permitindo ganhos expressivos. Ainda assim, suplementos proteicos de 20% a 30% de proteína bruta ajudam a manter o desempenho em alta. Produtos de maior qualidade apresentam maior proporção de proteína verdadeira de farelos, reduzindo a dependência de ureia.
“O proteinado melhora a atividade das bactérias do rúmen e libera o potencial de consumo de pasto. É um efeito de adição: mais proteína microbiana, mais degradação de fibra, mais matéria seca ingerida”, explica Salvatte. Ele lembra que, no período das águas, a ureia entra em níveis modestos nas formulações, devido à alta proteinidade natural do pasto.
O fornecimento deve ser preciso. Cerca de um a dois gramas por quilo de peso corporal com cocho adequado e espaço linear suficiente. “Quando fornecido de forma correta, o proteinado entrega um ganho a mais importante, especialmente na recria”, complementa.
Suplementação proteica e proteico-energética: Impulso extra para o ganho
Os suplementos proteico-energéticos vão além. Eles elevam a oferta de carboidratos não fibrosos e melhoram a digestibilidade total da dieta. Estudos mostram incrementos superiores a 60% no ganho diário na comparação com o sal mineral.
“O proteico-energético funciona como um ajuste fino. Ele corrige energia, melhora fermentação ruminal e acelera o desempenho, afirma Salvatte, que explica que esse tipo de suplemento também altera o comportamento do gado. “Os animais chegam ao cocho antes do horário de fornecimento e reorganizam o padrão de pastejo. Isso abre oportunidade para ofertar o suplemento nos horários mais quentes, aproveitando as janelas naturais de descanso do rebanho”, diz.
O manejo exige precisão. Consumo entre 0,3% e 0,5% do peso vivo e cochos protegidos. “É um produto potente, mas precisa de estrutura para funcionar. Sem cocho adequado, perde a eficiência”, reforça. No fim, o desempenho superior depende da soma de fatores. “O suplemento responde ao pasto. Quando o manejo da forragem, a escolha do produto e o horário de fornecimento caminham juntos, o sistema expressa todo o potencial produtivo”, conclui o especialista.
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Pecuária de corte: manejo correto do pasto no período chuvoso aumenta desempenho e rentabilidade do rebanho
Consultor da Cargill Nutrição e Saúde Animal tira dúvidas e aponta boas práticas de gestão, planejamento e equilíbrio da dieta dos animais.

O início do verão e a expectativa pelo período de chuvas no Brasil representa a principal janela de oportunidades para ganhos produtivos na pecuária de corte em regiões tropicais. Com maior disponibilidade de forragem em qualidade e quantidade, o desafio do produtor é alinhar essa oferta natural às metas zootécnicas e econômicas da fazenda.
Segundo Eduardo Gonçalves Batista, Consultor Técnico Nacional de Bovinos de Corte da Cargill Nutrição e Saúde Animal, “é nessa época que o pecuarista pode alcançar altos índices de desempenho com menor investimento em nutrição, desde que o manejo do pasto e da suplementação seja estratégico e baseado em dados”.
De acordo com o especialista, muitos produtores ainda subestimam o potencial das pastagens por falta de controle sobre indicadores essenciais, como altura e oferta de forragem, taxa de lotação e consumo dos suplementos. “As decisões de manejo alimentar precisam ser diárias, e o sucesso depende da capacidade de efetuar ajustes conforme a disponibilidade de pasto”, destaca Batista.
A nutrição, mesmo no auge da oferta de capim, tem papel crucial para garantir equilíbrio na dieta e evitar carências minerais e proteicas. Vacas de cria, por exemplo, exigem macro e microminerais que nem sempre estão disponíveis na forragem. Já nas fases de recria e engorda, a suplementação proteica e energética pode elevar significativamente o ganho médio diário e o aproveitamento da pastagem.
Rotação e suplementação
Entre as práticas recomendadas, o consultor aponta a correção e adubação do solo, a adoção de pastejo rotacionado e o ajuste fino da suplementação conforme a meta de desempenho de cada categoria animal. “Essas medidas permitem não só maximizar o ganho individual, mas também o ganho por área, aumentando o retorno econômico da atividade”, complementa.
Para auxiliar o produtor na gestão dessas variáveis, a Cargill Nutrição e Saúde Animal disponibiliza ferramentas digitais como a Agriwebb, plataforma que integra controle de animais, pastagens, nutrição, sanidade e estoque. “O objetivo é transformar dados em decisões eficientes, ajudando o pecuarista a conduzir um sistema mais produtivo, sustentável e rentável”, ressalta Batista.
Questões que podem ser abordadas com por Eduardo Gonçalves Batista:
– Quais erros comuns o produtor costuma cometer durante a estação chuvosa que impactam negativamente a rentabilidade e o ganho do rebanho?
– De que forma a suplementação nutricional pode potencializar o uso do pasto no período das águas?
– Que práticas de manejo o pecuarista deve priorizar para maximizar o ganho de peso e a produtividade da área?
– Como o manejo rotacionado contribui para o desempenho animal e a conservação do pasto durante esse período?
– Qual a importância do controle de indicadores como altura do pasto, oferta de forragem e consumo dos suplementos para tomada de decisão eficiente?
– Como o manejo correto no período das chuvas pode influenciar positivamente o desempenho do rebanho durante a seca que se segue?
– Como ferramentas digitais, como a plataforma Agriwebb, ajudam o produtor a melhorar a gestão do sistema produtivo?
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Biochem LATAM encerra 2025 com crescimento sólido e consolida base para um 2026 ainda mais estratégico

A Biochem LATAM encerrou o ano fiscal de 2025 com crescimento sólido em todas as frentes de atuação, ampliando sua presença nas principais cadeias de proteína animal da região. O resultado reflete a confiança dos parceiros comerciais, o fortalecimento da equipe técnico-comercial e uma atuação cada vez mais focada em gerar valor ao cliente.
Ao longo do ano, a empresa manteve robustos investimentos em pesquisa aplicada de suas soluções, com estudos de campo, validações locais e projetos conjuntos com clientes. Essa proximidade com a realidade produtiva da América Latina garante que o portfólio esteja alinhado às demandas por performance, segurança e sustentabilidade.
Outro marco de 2025 foi a evolução na atuação no mercado de minerais orgânicos, segmento em que a Biochem já é um importante player global, ampliando sua penetração na América Latina com os produtos da linha ECOTrace. Esse movimento reforça a oferta de soluções de maior valor agregado, conectadas às exigências de bem-estar animal, eficiência produtiva e responsabilidade socioambiental.
Nos dias 1º e 2 de dezembro, a equipe se reuniu em Guarulhos (SP), onde está a sede da Biochem LATAM, para o encontro de Encerramento do FY25 & Preparação para o FY26. Durante dois dias, times de diferentes regiões discutiram resultados, indicadores-chave, tendências de mercado e as prioridades estratégicas para o próximo ciclo, em um momento de forte integração e alinhamento interno.
“Em 2025, crescemos, aprendemos e construímos alicerces importantes. Todo o trabalho feito neste ano — dos investimentos em pesquisa aplicada à ampliação da nossa presença em minerais orgânicos — forma uma base sólida para um 2026 ainda mais estratégico”, destaca Paulo Ricardo Lima de Oliveira, diretor da Biochem LATAM.
A empresa encerra o ciclo agradecendo a colaboradores e parceiros que fizeram parte da jornada. “Seguimos para 2026 com mais energia, confiança e compromisso em levar soluções seguras, eficazes e sustentáveis para a produção animal em todas as suas formas. Quando ciência, inovação e pessoas caminham juntas, o futuro é mais produtivo, mais saudável e mais promissor”, reforça Paulo.



