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Seminário de Líderes Rurais e AGO do Sistema Faesc/Senar marcam avaliação de 2024

Evento reuniu dirigentes dos Sindicatos Rurais de Santa Catarina.

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Fotos: Imagem e Arte

Os desafios, as conquistas e as expectativas para 2025 foram evidenciados no Seminário Estadual de Líderes Rurais do Sistema Faesc/Senar (Federação da Agricultura e Pecuária do Estado de Santa Catarina e Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), na última sexta-feira (06), no Favorita Golden & Eventos, em São José, na Grande Florianópolis.

Presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, ressaltou a importância da iniciativa, durante abertura do evento.

O evento reuniu dirigentes dos Sindicatos Rurais de todo o Estado. A programação foi coordenada pelo presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, que ressaltou o quanto esse momento é importante para encerrar o ano com uma avaliação das atividades e para a celebrar os avanços desse setor que move a economia.

“Apesar das adversidades que enfrentamos, o agronegócio catarinense segue consolidado como um dos principais polos agropecuários do Brasil. Neste ano fortalecemos nossa atuação junto ao produtor rural e promovemos diversas ações que trouxeram benefícios significativos ao segmento”, avaliou o presidente.

Ele ressaltou, ainda, que é gratificante saber que o Sistema contribuiu para promover avanços nos negócios do campo com ações de representação e defesa ao produtor e iniciativas que foram essenciais para o aperfeiçoamento da gestão, bem como para a implementação de tecnologias e inovações nas propriedades. “Os relatos que recebemos nos mostram que impactamos positivamente na produtividade, na qualidade de vida e na melhoria da renda”, realçou Pedrozo ao reforçar o compromisso em seguir investindo no desenvolvimento sustentável dos negócios do campo.

Seminário contou com palestras sobre temas de interesse do setor

Também estiveram presentes e falaram sobre o atual cenário e o futuro do agronegócio o vice-presidente executivo da Faesc, Clemerson Argenton Pedrozo, o vice-presidente de secretaria Enori Barbieri, o vice-presidente de finanças, Antônio Marcos Pagani de Souza, e o superintendente do Senar/SC, Gilmar Antônio Zanluchi.

Palestras

Um dos destaques da programação foi a palestra com o ex-ministro Aldo Rebelo sobre o tema “Tendências e oportunidades para o agronegócio brasileiro em 2025”. Rebelo, que é jornalista e escritor, presidiu a Câmara dos Deputados, foi relator do Código Florestal Brasileiro e ministro das pastas de Coordenação Política e Relações Institucionais, entre outros importantes cargos, ressaltou que ao reunir os dirigentes sindicais para um encontro sobre o setor, a Faesc naturalmente trabalha para difundir informações e ampliar a segurança do trabalho do produtor rural na sua região”.

Evento destacou os desafios, as conquistas e as expectativas para 2025

Rebelo afirmou, ainda, que reconhece em Santa Catarina uma referência para o Brasil e que a combinação da agricultura com a pecuária, a criação de uma agroindústria possante e o pioneirismo exemplar na segurança fitossanitária mostram que, se Santa Catarina pode, os outros estados também podem. “Portanto Santa Catarina é um importante exemplo para o Brasil”.

Na sequência, o especialista em gerontologia e em gestão em saúde Michel Maggi palestrou sobre Saúde, equilíbrio e segurança: prevenção de acidentes em todas as fases da vida. Graduado em Fisioterapia e Administração de Empresas, atua há 24 anos na área de reabilitação e há 20 anos com reabilitação vestibular e prevenção de quedas.

Maggi falou sobre a importância da saúde, com foco no equilíbrio. “Quando mencionamos equilíbrio, nos referimos à prevenção de quedas. Santa Catarina, por suas características, apresenta uma população mais propensa a quedas e, por isso, cuidar do equilíbrio é essencial para prevenir esses incidentes”. De acordo com ele, embora quedas sejam eventos inesperados, elas podem ser minimizadas com ações preventivas e cuidados adequados, o que é essencial para manter a qualidade de vida.

Com o tema “No agro, o amanhã é hoje”, a terceira e última apresentação foi conduzida por Omar Hennemann – palestrante com mestrado em Inteligência Competitiva pela Universidade de Marselha, na França.

Ex-ministro Aldo Rebelo entregou o livro “Amazônia: a maldição de Tordesilhas” ao presidente José Zeferino Pedrozo

De maneira leve e descontraída, ele propôs uma profunda reflexão sobre o verdadeiro sentido da vida. “Quando estamos bem, contagiamos as pessoas ao nosso redor e, nesse contexto, abordei alguns pontos destacando que precisamos ressignificar nosso propósito. Destaquei alguns pontos mostrando ao público a importância de conectar esse propósito com a missão do Sistema Faesc/Senar, que é o de transformar a vida dos produtores rurais e suas famílias”.

Reunião de diretoria e assembleia geral ordinária

As atividades encerraram com Assembleia Geral Ordinária que marcou a aprovação de todos os itens da pauta. A programação também contou com reunião de diretoria e conselho fiscal da Faesc, no período da manhã.

Reconhecimento pela extraordinária contribuição com os Sindicatos Rurais

Presidentes com mais de 10, 15, 20 e 30 anos de atuação nos Sindicatos Foram homenageados

As atividades encerraram no período da noite com jantar de confraternização e homenagens aos dirigentes que completaram mais de 10, 15, 20 e 30 anos de atuação nos Sindicatos Rurais. Confira os homenageados!

Presidentes com mais de 10 anos de atuação nos Sindicatos Rurais

Valdecir Paulo Reiter (Pinhalzinho)

Zito Rogério Bittencourt (São José do Cerrito)

Adair José Teixeira, representado por Tisânia Teresinha Casagranda Bernardi (São Miguel do Oeste)

Arny Mohr (Ituporanga)

Leduvino Machado, representado por Ambrósio Rubick (Vidal Ramos)

Paulo Dambrós (Capinzal)

Rogério Pessi (Araranguá)

Presidentes com mais de 15 anos de atuação

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, foi homenageado pela importante parceria com o Sindicato Rural de Nova Veneza, que completou 55 anos neste ano. Entrega da placa foi feita pelo presidente Adilcio Pedro Pazetto

Edmilson Luiz Verka (Canoinhas);

Lenoir Bigolin (Quilombo);

Luiz Antônio Cavalleri (Palmitos)

José Foresti (Ponte Serrada);

Fabricío Luiz Stefani (Abelardo Luz);

Pedro Menezes (Alfredo Wagner);

Rui Geraldino Fernandes (Jaguaruna);

João Francisco de Mattos (Major Vieira);

Diomar Begnini (Sindicato Rural de Catanduvas);

Francisco Eraldo Konkol (Irineópolis);

Ereno Marchi (Rio do Sul);

Juceli Beatriz Mesquita Batista (Correia Pinto);

João Romário Carvalho (Mafra);

Ezequiel Ceciliano Teixeira Garcia (Sindicato Rural de São José);

Élcio Giacomini (Sindicato Rural de Ouro Verde)

Presidentes com mais de 20 anos de Sindicato Rural

Promotores e participantes comemoram o sucesso do Seminário de Líderes Rurais

Adelar Maximiliano Zimmer, representado por Olacir Bavaresco (São José do Cedro);

Milton Graciano Peron (Bom Retiro);

Edemar Della Giustina (Braço do Norte);

Dirigente homenageado com mais de 30 anos

Silvestre Tenfen (Rio Fortuna)

Homenagem ao presidente Pedrozo

O presidente do Sistema Faesc/Senar, José Zeferino Pedrozo, também foi homenageado pela importante parceria e contribuição com o desenvolvimento do Sindicato Rural de Nova Veneza, que recém completou 55 anos de atividades. O reconhecimento foi entregue pelo presidente da entidade sindical, Adilcio Pedro Pazetto.

Fonte: Assessoria Sistema Faesc/Senar

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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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Embrapa recebe missões de 14 países interessadas em pecuária sustentável brasileira

Delegações internacionais visitaram centro de pesquisa em São Carlos em 2025 para conhecer tecnologias de baixo carbono, como recuperação de pastagens e integração lavoura-pecuária-floresta.

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Visitantes internacionais no sistema integrado com árvores - Foto: Gisele Rosso

A produção pecuária sustentável e a mitigação dos impactos ambientais foram foco de 19 missões internacionais à Embrapa Pecuária Sudeste em 2025. No total, foram 55 visitantes estrangeiros de 14 países, dos cinco continentes.

As missões de organizações internacionais, principalmente da Europa (37,5%) e da África (25%), visitaram o centro de pesquisa para conhecer as inovações brasileiras no setor agropecuário.

De acordo com o articulador internacional, Alberto Bernardi, as tecnologias desenvolvidas pela Embrapa Pecuária Sudeste, apresentadas durante as visitas das delegações internacionais, contribuem para mostrar que o setor pecuário pode fazer parte da solução climática ao melhorar o desempenho em harmonia com o meio ambiente, com uso de tecnologias sustentáveis, como a integração Lavoura-Pecuária-Floresta (ILPF), a recuperação de pastagens e a pecuária de precisão. “A recuperação de pastagens degradadas é, talvez, o elemento mais estratégico, pois não só pode reverter a degradação ambiental (um dos principais emissores de gases de efeito estufa (GEE), como transformar essas áreas em eficientes reservatórios de carbono”, explica Bernardi.

O interesse dos visitantes internacionais concentrou-se em linhas de pesquisa voltadas à otimização e à redução do impacto ambiental da atividade pecuária. Os principais temas buscados incluíram eficiência, baixo carbono na produção de carne e leite, Pecuária de Precisão e recuperação de pastagens.

Para o pesquisador Sérgio Medeiros, as visitas são oportunidades para celebrar parcerias em projetos de pesquisa estratégica para o país, principalmente na área de mudanças climáticas, atualmente uma prioridade global.

Pesquisadores da Embrapa Pecuária Sudeste também participaram de missões a países estrangeiros, realizando visitas técnicas e participando de eventos técnico-científicos na Argentina, Áustria, Chile, China, Colômbia, Coreia do Sul, Estados Unidos, França, Paraguai, Quênia e Uruguai.

Os países que estiveram representados nas missões ao centro de pesquisa de São Carlos foram França, Itália, Reino Unido, Rússia, Suécia, Egito, Gana, Marrocos, Zimbábue, China, Japão, Colômbia, Estados Unidos e Austrália.

Fonte: Assessoria Embrapa Pecuária Sudeste
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ASBRAM empossa nova diretoria em fevereiro e projeta ciclo positivo para pecuária até 2028

Entidade que reúne a indústria de suplementos minerais aposta em continuidade de gestão, vê cenário favorável para o setor e alerta para desafios como juros elevados e reforma tributária.

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Fotos: Divulgação/ASBRAM

Manter as sucessões programadas das diretorias para fomentar um trabalho mais próximo com todos os parceiros de negócios, preparar-se ainda mais para atender os clientes no ciclo virtuoso da Pecuária até 2028 e comemorar a coesão e o entrosamento entre as equipes das cem corporações que compõem o quadro da Associação Brasileira das Indústrias de Suplementos Minerais (ASBRAM). Esse foi o objetivo cumprido pelos executivos e profissionais das empresas do segmento nesta passagem de ano, ratificado durante a última reunião promovida pela entidade no fim de 2025.

O encontro marcou a eleição dos novos membros do Conselho de Administração da Associação para o biênio 2026 – 2027. O executivo Rodrigo Miguel assume a presidência no lugar de Fernando Cardoso Penteado Neto, com Leonardo Matsuda como vice-presidente. Elizabeth Chagas segue como vice-presidente executiva da entidade. A nova diretoria toma posse no próximo dia 25 de fevereiro. “Confio demais na pecuária brasileira. Basta ver o que conseguimos fazer em 2025, quase empatando nossas vendas com 2024, que teve um segundo semestre histórico. Tenho certeza de que em 2026 não vai ser diferente. E tenho orgulho em apontar a ASBRAM como uma entidade sadia financeiramente e estruturada para permanecer atuando forte”, analisou Fernando Penteado.

“Chego muito otimista e com energia para atuarmos em nome de nossas empresas, do nosso mercado e para atender cada vez melhor e mais de perto os pecuaristas de todos os estados produtores brasileiros”, acrescentou o novo presidente, que mandou sua mensagem pela web, direto da Holanda.

Foram quase 90 pessoas presentes no encontro realizado na Capital paulista e outras 200 acompanhando pela internet, atentos a quatro palestras, aos debates e à apresentação dos números de comercialização de suplementos minerais no Brasil neste ano. “Estamos muitos felizes, as palestras foram ótimas, todos os convidados muito entrosados e felizes. Nesta casa, todos se dão bem. Todos conversam e eu até pareço a mãe deles. 2025 não foi um período fácil. Teve tarifaço dos EUA, impostos, insegurança, mas fizemos um ano com um resultado positivo face ao que passamos. Também porque a base de comparação, principalmente com o segundo semestre do ano passado, que foi ‘fora da curva’. Trabalhei muito tempo com fertilizantes e sonhava com a soja na ponta das exportações. E conseguimos. E agora é a carne bovina, liderando o mundo em produção e exportação. Estamos no caminho certo, ajudando o Brasil a consolidar-se como o maior fornecedor e embarcador da nossa proteína no planeta”, comentou Beth Chagas.

O encontro destacou a dimensão ambiental do agro brasileiro, com a preservação de 66% da vegetação original do país e a economia de 164 milhões de hectares cultivados, resultado do avanço da produtividade agrícola, além de quase 400 milhões de hectares destinados à pecuária. A adoção de práticas como agricultura de baixo carbono, integração lavoura-pecuária-floresta, plantio direto, uso de bioinsumos e recuperação de áreas degradadas tem sustentado esse desempenho.

Com esse modelo, o Brasil alcançou a quarta posição mundial em produção e exportações agropecuárias e responde por cerca de metade do superávit da balança comercial, próximo de US$ 150 bilhões. “O país consolida sua presença como uma potência agroambiental tropical, com clima, terras, água e recursos humanos para avançar ainda mais. Esses resultados também se traduziram em alimentos mais baratos para os brasileiros”, afirmou o professor da Universidade de São Paulo José Otávio Menten.

Cenário favorável

O encontro da ASBRAM traçou um cenário favorável para a pecuária, com expectativa de bons preços para o boi gordo e consumo interno estável, mesmo diante de uma desaceleração da economia nos próximos anos.

Segundo o economista Felippe Cauê Serigati, da Fundação Getúlio Vargas, o ambiente positivo convive com desafios estruturais que exigem atenção dos produtores, como a reposição do rebanho, a incerteza política, os custos de produção, os preços de venda e a gestão do caixa das propriedades.

Para Serigati, 2025 passou sem grandes impactos econômicos internos, e 2026 deve registrar crescimento mais moderado, ainda em terreno positivo. A inflação, afirma, tende a seguir em queda, impulsionada principalmente pelos alimentos, enquanto o principal fator de risco permanece sendo a trajetória dos gastos públicos do governo federal.

Fatores que pressionam o setor

A trajetória dos gastos públicos também pressiona a pecuária por meio da manutenção de juros elevados, usados como instrumento de controle da inflação.

Esse cenário tem levado produtores a vender vacas mesmo com a valorização dos bezerros, a racionalizar o uso da nutrição e a comprometer parte das margens para honrar financiamentos oficiais contratados em 2024, sem acesso a novas linhas de crédito. “O agro segue batendo recordes no mercado interno e externo e ajudando a conter os preços nas gôndolas dos supermercados. Ao mesmo tempo, enfrenta desafios relevantes que precisam ser equacionados. Por isso, 2026 deve exigir foco total na gestão do negócio. Considerando o desempenho de 2025, será um bom resultado se o segmento de suplementos minerais encerrar o ano com vendas em torno de 2,5 milhões de toneladas”, avaliou Serigati.

Outro ponto de atenção destacado no encontro foi a nova legislação tributária, que entra em fase de transição e testes a partir de janeiro. “A reforma é uma realidade, e produtores rurais precisarão estruturar e capacitar equipes para escolher as melhores alternativas em cada fazenda, sistema produtivo e modalidade de comercialização. As mudanças atingem todas as empresas, em um ambiente cada vez mais digital, que transfere ao contribuinte a responsabilidade pelo correto recolhimento dos tributos”, afirmou o advogado e contador Lincoln Diones Martins.

Fonte: Assessoria ASBRAM
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