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Seminário da ANCP chega à 23ª edição apresentando inovações do melhoramento genético de bovinos de corte

Evento será realizado em Ribeirão Preto (SP) nesta sexta-feira (12)

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O 23º Seminário da ANCP (Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores) será realizado na sexta-feira (12), no Centro de Convenções de Ribeirão Preto (SP). Na pauta, serão apresentadas as inovações do melhoramento genético de bovinos de corte, tecnologia indispensável para uma pecuária de sucesso, com altos índices de fertilidade, ciclo curto de produção, carcaças padronizadas, carne de qualidade e lucratividade para o criador.

Voltado a criadores, pesquisadores, técnicos, empresas da área de genética, programas de melhoramento genético, associações das raças de bovinos e pecuaristas, o tradicional evento inclui em sua programação palestras e discussões em prol da evolução da pecuária de corte brasileira.

O seminário, dividido em dois painéis, será aberto pelo Professor Raysildo Lôbo, presidente da ANCP, e pelo pecuarista Carlos Viacava, vice-presidente da Entidade e titular do Nelore Mocho CV.

A primeira palestra será apresentada por Ignácio Aguilar, do Instituto Nacional de Investigação Agropecuária do Uruguai, com o tema “Aplicação do Procedimento do Passo Único GBLUP em Avaliações Genéticas de Bovinos de Corte”.

O Painel 1, cujo tema será “A aplicação de tecnologias na seleção”, terá como moderador o pesquisador da Embrapa Cerrados, Cláudio Magnabosco. Neste painel, serão apresentadas duas palestras.

O Prof. Dr. Fernando Baldi, da Unesp de Jaboticabal (SP), falará sobre “Calibração dos Marcadores de DNA (Clarifide 3.0) e Novas DEPs Genômicas”. Na sequência, a Prof. Dra. Carina Ubirajara, da UFU (Universidade Federal de Uberlândia), apresentará a palestra “Avaliação Genética da Eficiência Alimentar em Bovinos de Corte”. Após as palestras haverá uma discussão em plenário, dirigida por Magnabosco.

No segundo painel, que terá Carina Ubirajara como moderadora, o tema será “Tecnologias reprodutiva, de manejo e genética para aumento da produção de carne”, e também contará com duas palestras.

“Como a Nutrição pode Ajudar a Expressar a Boa Genética?” será o tema que será apresentado por Gustavo Rezende, da Agência Paulista de Tecnologia dos Agronegócios (APTA) de Colina (SP). Logo em seguida, o Prof. Dr. Pietro Baruselli, da USP, falará sobre “Precocidade Sexual: Resultados”.

Concluídas as duas palestras, haverá outra discussão em plenário, com a direção de Carina Ubirajara.

A palestra de encerramento, “Quanto Vale a Maciez da Carne?”, será apresentada por Angélica Pereira, Pós-Doutora na USP.

Finalizando o evento, acontecerá o lançamento oficial do Sumário de Touros das raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã – Maio 2017, com as avaliações de centenas de reprodutores dessas raças.

Mais informações podem ser obtidas no site do evento.

Fonte: Assessoria

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Terraceamento reduz em até 83% a perda de solo no Sudoeste do Paraná

Estudo do NAPI Prosolo aponta também redução de 61% na perda de água em áreas sob plantio direto.

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Foto: Divulgação

Na região Sudoeste do Paraná, a presença do terraceamento na lavoura sob sistema de plantio direto pode reduzir em 83% as perdas de solo e 61% de água. Esse é o resultado da pesquisa realizada pelo Novo Arranjo de Pesquisa e Inovação Prosolo (NAPI Prosolo), união da Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada (Rede Agropesquisa) e o Programa Integrado de Conservação de Solo e Água do Paraná (Prosolo), com apoio do Sistema Faep, Fundação Araucária e Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti).

De 2019 a 2029, pesquisadores integrantes do NAPI Prosolo monitoram megaparcelas em lavouras experimentais, no Sudoeste do Estado. No total, é monitorado 1,92 ha

“Pesquisas no campo têm total apoio do Sistema Faep, pois os resultados beneficiam diretamente o desenvolvimento do produtor e da agropecuária no Paraná. Hoje não tem como pensar no futuro do setor sem focar na sustentabilidade das atividades do campo”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

“Essa parceria com o Sistema Faep, a Seti e instituições de pesquisa e universidades do Paraná consolida uma rede de pesquisadores comprometida em gerar conhecimento com impacto real no campo e na vida dos produtores”, complementa a coordenadora de Ciência e Academia da Fundação Araucária, Fátima Padoan.

O trabalho realizado dentro da Universidade Tecnológica Federal do Paraná, campus Dois Vizinhos (UTFPR-DV), foi coordenado pelo pesquisador André Pellegrini, com colaboração da engenheira agrônoma Alinne Bisolo. Na mesma linha, pesquisas em lavouras sob sistema de plantio direto com e sem terraços para monitorar as perdas de solo, água e nutrientes também ocorrem em mais seis mesorregiões do Paraná, desde 2019. O monitoramento na região segue até 2029.

Ágide Eduardo Meneguette, presidente do Sistema Faep: “Pesquisas no campo têm total apoio do Sistema Faep, pois os resultados beneficiam diretamente o desenvolvimento do produtor e da agropecuária no Paraná”

“Neste ano, em especial, influenciados pelo El Niño, as chuvas tendem a ser ainda mais intensas. Por isso, reforço que quem não se preparar terá perdas grandes de solo e nutrientes diante de eventos climáticos extremos”, avisa o professor em Ciências do Solo da Universidade.

Segundo o estudo, além de aumentar a umidade do solo e a produtividades das culturas durante períodos de estiagem, os terraços ajudam a evitar as perdas em tempos de chuvas frequentes, pois ajudam a reduzir a velocidade do escoamento.

“O terraço é como o seguro do carro. A gente não quer usar, mas, se precisar, está lá como apoio e garantia para que os prejuízos sejam menores”, afirma o pesquisador.

Recorte da pesquisa

Desde 2019, o grupo de pesquisadores, formado também por professores da UTFPR campus Francisco Beltrão, vem monitorando as megaparcelas em lavouras experimentais, no total de 1,92 hectare, com e sem terraços, além de uma bacia hidrográfica com 62 hectares localizada na própria UTFPR, em Dois Vizinhos. Nessa área, os principais usos são de lavoura (47,3%) e pastagem (21,6%).

Ao reduzir a velocidade do escoamento, terraços ajudam a evitar as perdas de solo e nutrientes em tempos de chuvas frequentes

O projeto segue com o cultivo das lavouras como feito na região Sudoeste, com soja, semeada na primeira quinzena de outubro, com colheita em fevereiro. Na sequência, safrinha de feijão ou milho, com colheita no início de junho; e, como culturas de inverno, a aveia preta, para cobertura, ou trigo como cultivo comercial.

Nesses locais foram analisados o volume de chuva, a vazão e as perdas de solo. Entre os dados destacados por Pellegrini, está o de outubro de 2023. Nos dias 28 e 29 daquele período, a chuva de 302 milímetros em 25 horas foi o maior evento já registrado desde o início do projeto, consequência do fenômeno El Niño. “Os agricultores precisam fazer uma boa cobertura do solo, também terraços para minimizar os problemas de erosão, devido a previsão de um El Niño extremo que se aproxima para a próxima primavera”, ressalta o pesquisador.

Além dos terraços, outra forma de proteger o solo é utilizando as plantas de cobertura, como aveia, nabo, centeio e outras, durante o inverno. “Assim, quando começarem o plantio da soja, o solo estará mais preparado”, completa Pellegrini.

O curso “Manejo e Conservação do Solo – Prática de Campo”, do Sistema Faep, auxilia os produtores rurais na construção deste sistema de conservação.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Notícias Editorial

Mão de obra estrangeira ganha espaço estratégico nas cooperativas

Expansão das agroindústrias e menor oferta de trabalhadores locais reforçam a importância dos imigrantes no setor.

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Foto: Ari Dias

Há um dado que o agronegócio brasileiro ainda não incorporou com a gravidade necessária: em várias agroindústrias cooperativas do Sul do país, a presença de trabalhadores estrangeiros deixou de ser complementar. Em alguns casos, tornou-se condição operacional.

Essa constatação muda a forma como o tema deve ser tratado. Não se trata apenas de imigração. Tampouco de uma pauta restrita a recursos humanos. O que está em jogo é a capacidade de cooperativas manterem linhas de produção, cumprirem escalas, sustentarem abates, operarem unidades industriais, atenderem supermercados, ampliarem investimentos e preservarem a renda de milhares de famílias ligadas ao campo.

Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.

Quando uma cooperativa informa que estrangeiros representam 30% do quadro funcional, ou que em determinada unidade nove em cada dez trabalhadores vieram de outros países, o dado não pode ser lido como curiosidade demográfica. Ele revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho. As agroindústrias cresceram, os municípios do interior mudaram, a oferta de trabalhadores locais ficou mais limitada e algumas funções passaram a encontrar menor adesão entre brasileiros. O espaço foi ocupado por haitianos, venezuelanos, paraguaios, cubanos, senegaleses, argentinos, colombianos, nigerianos e profissionais de tantas outras origens.

Esses trabalhadores não aparecem apenas nas estatísticas. Eles estão nas escalas de fim de semana, nas linhas industriais, nos setores operacionais, nos supermercados, nas fábricas, nos frigoríficos, nos turnos que garantem continuidade à produção. São parte da engrenagem que transforma grãos, proteína animal, leite, peixes, insumos, serviços e logística em atividade econômica concreta nas regiões onde as cooperativas estão instaladas.

Foto: Renan Pereira

A indústria continuou em cidades do interior, próxima da produção rural, mas parte crescente da força de trabalho passou a vir de fora do país. Essa é uma mudança profunda e ainda pouco discutida com a seriedade que merece.

Há também uma contradição evidente. O Brasil cobra competitividade das suas cooperativas, exige eficiência industrial, defende expansão das exportações e comemora recordes de produção. Mas muitas regiões que sustentam essa engrenagem não conseguem mais oferecer, sozinhas, trabalhadores em número suficiente para acompanhar o crescimento. A resposta tem vindo dos imigrantes.

Por isso, tratar essa mão de obra apenas como “alternativa” é reduzir o tamanho do fenômeno. Em muitas operações, ela já é parte da estratégia. E, se é estratégica, precisa ser tratada com planejamento: acolhimento, moradia, idioma, qualificação, integração cultural, segurança jurídica, transporte, saúde, liderança preparada e política pública. Contratar é apenas o primeiro passo. Integrar é o verdadeiro teste.

A automação será parte da resposta, mas não substituirá a discussão humana. Máquinas podem reduzir etapas manuais, aumentar produtividade e aliviar gargalos. Não resolvem, sozinhas, a necessidade de pessoas capacitadas, estáveis e integradas às equipes. O futuro das agroindústrias cooperativas dependerá menos de escolher entre tecnologia e trabalhadores, e mais de combinar ambos com inteligência.

Foto: Divulgação/Arquivo AEN

Os estrangeiros que hoje vestem uniforme nas cooperativas brasileiras também revelam que o desenvolvimento regional não depende apenas de fábricas, silos, aviários, granjas, supermercados ou caminhões. Depende de gente disposta a trabalhar, permanecer, aprender e reconstruir a própria vida longe do país de origem.

Reconhecer essa importância não é romantizar a imigração. É enxergar a realidade econômica sem filtro. Parte da agroindústria cooperativa brasileira já não seria a mesma sem esses trabalhadores. E qualquer projeto sério de crescimento precisará considerar que a força do cooperativismo, daqui para frente, também será medida pela capacidade de integrar quem chegou de fora para ajudar a manter de pé aquilo que o interior construiu.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: Editorial escrito por Giuliano De Luca, jornalista e editor-chefe de O Presente Rural.
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Oferta restrita mantém preços do trigo em alta no mercado interno

Levantamento do Cepea mostra valorização do cereal em junho, impulsionada pela retenção de estoques por produtores.

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Foto: Cleverson Beje

Os preços do trigo em grão continuaram em alta no mercado interno durante a parcial de junho, impulsionados pela oferta restrita no mercado spot. Segundo pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), produtores que ainda possuem estoques têm adiado as vendas à espera de melhores oportunidades de comercialização, enquanto os moinhos seguem elevando as ofertas para recompor os estoques.

Foto: Luiz Magnante

Levantamento do Cepea, considerando o período até 26 de junho, mostra que o preço médio do trigo no Paraná alcançou R$ 1.371,12 por tonelada, alta de 1,4% em relação a maio. Na comparação com junho de 2025, porém, o valor permanece 13% menor em termos reais, com base no IGP-DI.

No Rio Grande do Sul, a média foi de R$ 1.324,79 por tonelada, avanço de 1,9% frente ao mês anterior, mas 6,1% abaixo do registrado no mesmo período do ano passado.

Em São Paulo, o preço médio atingiu R$ 1.508,04 por tonelada, com aumento de 2,8% em relação a maio. Na comparação anual, a cotação recuou 5,6%.

Já em Santa Catarina, o trigo foi negociado, em média, a R$ 1.313,46 por tonelada, alta de 2,1% no comparativo mensal e queda de 14,4% em relação a junho de 2025.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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