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Seminário da ANCP aborda etapas do melhoramento genético
Evento com mais de 500 participantes contou também com lançamento da DEP para facilidade de parto

O 28º Seminário Nacional de Criadores e Pesquisadores, realizado no último dia 16 de agosto, em Uberaba (MG), superou todas as expectativas. Com o tema central “Da prenhez ao parto”, o evento reuniu mais de 500 participantes, entre criadores, pesquisadores, professores, estudantes, técnicos, programas de melhoramento, associações de raças bovinas e empresas da área de genética, provenientes do Brasil e de outros países da América do Sul, consolidando-se como um dos mais importantes do setor pecuário.
Promovido pela Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), o encontro abordou de forma completa as etapas do melhoramento genético que vai da concepção à produção de bezerros, englobando temas como mercado, nutrição e, é claro, genética. As palestras, ministradas por renomados especialistas da área, apresentaram as últimas novidades e tendências do setor, proporcionando aos participantes uma visão aprofundada sobre os desafios e oportunidades do mercado.
Dentro do assunto central do seminário, as palestras abordaram temas como mercado pecuário de cria (Antonio Chaker/Instituto Inttegra), nutrição fetal e qualidade do bezerro (Pedro Veiga/Cargill), expressão genética reprodutiva (professor Zequinha/Unesp Botucatu) e as novas ferramentas de seleção para precocidade sexual (Fernando Baldi/ANCP). Além das palestras, o evento contou com duas mesas redondas para discutir os assuntos abordados.
Um dos momentos mais importantes do evento foi o lançamento da nova DEP (Diferença Esperada na Progênie) para facilidade de parto, ferramenta fundamental para auxiliar os criadores na seleção de animais com maior potencial para partos sem distocias, desenvolvida desde 2018 pela equipe de pesquisa da ANCP, com a colaboração de empresas parceiras e de criadores associados que forneceram dados fenotípicos de FP.
De acordo com Fernando Baldi, estudos preliminares mostram que a nova ferramenta será particularmente útil em situações de animais com DEP para peso ao nascer maior que 1 kg. “A DEP Direta para Facilidade de Parto de Primíparas (DFPP) e a DEP Maternal (MFPP) deverão ser utilizadas de forma complementar junto com a DEP para peso ao nascer na hora de realizar a seleção e o acasalamento dos animais, utilizando os filtros genéticos que oferecidos no programa de acasalamentos MaxPag da ANCP”, explica.
Além da DEP para facilidade de parto, a ANCP trouxe mais duas novidades que foram apresentadas recentemente para seus associados. Uma delas foi a DEP para Mocho, que indica a chance de um animal transmitir a característica mocho para seus filhos. Com ela, os criadores poderão escolher os melhores animais para reprodução, aumentando a variabilidade genética de seu rebanho mocho.
Já a avaliação multirracial, que utiliza a metodologias de metafundadores, realiza avaliações genéticas em conjunto com outras raças zebuínas através da conexão genômica. Isso permite que raças como Brahman, Guzerá e Tabapuã se beneficiem das informações genéticas do Nelore, especialmente para características de difícil mensuração, como eficiência alimentar e qualidade da carcaça.
Para o pecuarista Flávio Teodoro Martins, da Fazenda Batuque, localizada em Cáceres (MT), o seminário foi muito importante, especialmente pelo lançamento da DEP para Facilidade de Parto, essencial para os criadores. “A demanda por essa ferramenta era grande, e a ANCP mais uma vez demonstrou sua capacidade de atender às nossas necessidades”, destaca.
“Com essa nova DEP, poderemos selecionar animais com maior facilidade de parto, reduzindo os problemas nas fazendas comerciais. Além disso, a DEP de Mocho também é um avanço significativo, atendendo à crescente demanda dos criadores. Essas novas ferramentas nos permitem produzir animais com características mais desejáveis, atendendo às exigências do mercado”, elogia Martins.
O evento também foi marcado pelo lançamento do Sumário de Touros das Raças Nelore, Guzerá, Brahman e Tabapuã, edição de agosto de 2024, com informações detalhadas sobre as principais novidades, como tabela de animais líderes para facilidade de parto e DEP de caráter mocho.
O sucesso do 28º Seminário Nacional de Criadores e Pesquisadores foi confirmado pelo presidente do Conselho Deliberativo da ANCP, João Carlos Guimarães Giffoni Filho, que destacou a importância do lançamento da nova DEP para facilidade de parto, contemplando os anseios dos criadores associados.
“Os partos distócicos eram um desafio crescente na raça Nelore. Mas a ANCP, mais uma vez, mostrou sua capacidade de inovar. Ao lançar essa nova DEP, estamos oferecendo aos criadores uma ferramenta fundamental para reduzir esse problema e melhorar a saúde dos animais. A satisfação dos criadores durante o evento, que trouxe palestras de alto nível e um público engajado, demonstra a importância dessa nova ferramenta para o setor”, finaliza Guimarães.
Cobertura completa na próxima edição do O Presente Rural que começa circular na próxima semana

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Fundesa completa 20 anos com foco em defesa sanitária
Fundo foi decisivo no controle da gripe aviária, na recuperação após as enchentes e avança em estrutura, prevenção e rastreabilidade no Rio Grande do Sul.

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) chega ao fim de 2025 completando 20 anos de atuação com um balanço marcado por resposta a crises sanitárias, modernização da estrutura e reforço do apoio ao Serviço Veterinário Oficial. Ao longo desse período, o fundo deixou de atuar apenas como reserva financeira e passou a ter papel central na sustentação do sistema de defesa sanitária animal do estado.
O ano de 2025 colocou essa estrutura à prova. Em maio, o Rio Grande do Sul registrou um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial no município de Montenegro. Apesar do impacto para o setor avícola, o foco foi controlado e erradicado em poucos dias. Segundo o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, o episódio evidenciou a capacidade de resposta do sistema sanitário estadual. A condução do caso recebeu reconhecimento de órgãos nacionais e internacionais, com destaque para o suporte financeiro e logístico garantido pelo Fundesa às equipes que atuaram no entorno do foco.
Ainda no ano em que completa duas décadas, o fundo passou a contar com sede própria no Parque de Exposições Assis Brasil. Inaugurada às vésperas da Expointer 2025, a Casa da Sanidade Animal tornou-se ponto permanente de apoio a reuniões, eventos técnicos e ações do Serviço Veterinário Oficial e das cadeias produtivas de proteína animal. Outra entrega relevante foi a inauguração da Supervisão Regional de Santa Rosa, imóvel histórico que passou por reforma custeada integralmente pelo Fundesa, com investimento de aproximadamente R$ 600 mil.
Responsabilidade compartilhada
Ao longo dos últimos 20 anos, uma das principais frentes do Fundesa foi a disseminação do conceito de responsabilidade compartilhada na defesa sanitária. A existência de um fundo voltado à indenização de produtores em casos de doenças estimula a notificação precoce de suspeitas, fator considerado estratégico para o controle sanitário.
Levantamento realizado em 2025 aponta que, apenas na pecuária leiteira, mais de R$ 54 milhões foram destinados a indenizações ao longo dos últimos 16 anos. O apoio tem sido fundamental no enfrentamento de enfermidades como tuberculose e brucelose. Atualmente, a prevalência da brucelose no rebanho gaúcho está em 0,49%, índice que tende a recuar com a continuidade das ações conjuntas entre o setor produtivo e o Serviço Veterinário Oficial.
Resposta a crises recentes
Os últimos anos também testaram a capacidade operacional do fundo em situações extremas. As enchentes de maio de 2024 exigiram aportes emergenciais para recompor a estrutura do Serviço Veterinário Oficial. Nesse contexto, a Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA-RS), desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria em parceria com o Fundesa, foi utilizada para mapear áreas isoladas e orientar ações de resgate e assistência.
O Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) também recebeu recursos emergenciais para recuperação de equipamentos e recalibração de laboratórios após os danos causados pelas cheias.
Além dos eventos climáticos, o Fundesa ampliou sua atuação preventiva diante de riscos sanitários globais. Com a Influenza Aviária avançando em países vizinhos, a Peste Suína Africana afetando rebanhos na Europa e na Ásia e o reaparecimento da febre aftosa em países como Alemanha e Hungria, o fundo passou a investir em estratégias digitais de prevenção, comunicação com produtores e educação sanitária. Parte dessas ações envolve parcerias com a Universidade da Carolina do Norte e a ampliação da PDSA-RS em conjunto com a UFSM.
Próximos passos
Para os próximos anos, o foco passa a ser o fortalecimento financeiro do fundo. Em 2025, o setor produtivo articulou a revisão das contribuições ao Fundesa por meio do Projeto de Lei 515/2025, aprovado por unanimidade na última sessão do ano da Assembleia Legislativa. A nova tabela entra em vigor em abril de 2026.
Outro tema estratégico para 2026 é a continuidade da implantação do sistema de rastreabilidade bovina no Rio Grande do Sul. Embora o prazo nacional se estenda até 2033, o estado iniciou o processo com um projeto piloto lançado durante a Expointer, na Casa do Fundesa.
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Show Rural antecipa montagem dos estandes para reforçar segurança
Organização libera trabalhos já em dezembro para reduzir pressão de prazos e garantir estruturas maiores e mais seguras na edição de 2026.

Para evitar atropelos e dar ainda mais atenção à segurança dos trabalhadores, a direção do Show Rural Coopavel decidiu antecipar a autorização de início da montagem dos estandes da 38ª edição. Em vez de no começo de janeiro, como em anos anteriores, elas puderam optar por aproveitar o mês de dezembro.
“Conversamos sobre essa medida e entendemos que essa mudança seria bem-vinda, porque permite às empresas trabalhar sem tanta pressão de prazo, dando ainda mais atenção aos detalhes e à segurança”, diz o coordenador-geral Rogério Rizzardi. Algumas empresas, principalmente as que têm por responsabilidade a montagem de estandes maiores, estão aproveitando essa janela, comenta Rizzardi.
A montagem, em dezembro, seguirá até a próxima terça-feira, 23. O retorno será no dia 2 de janeiro. Todos os estandes deverão estar prontos até as 19h do dia 4 de fevereiro. Inúmeras reuniões foram realizadas com os representantes das 97 montadoras credenciadas para trabalhar no parque, e um dos pedidos mais importantes é o da utilização, por todos os colaboradores, de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).
Estandes maiores
O Show Rural acontece, desde 1989, em uma área rural de 72 hectares, a dez quilômetros do centro de Cascavel. Para atender a solicitação de alguns dos mais tradicionais de seus expositores, a direção do evento fez mudanças, como a troca de local do estacionamento de expositores e imprensa. Assim, a área desse antigo estacionamento foi toda gramada e, com ganho de metragem no parque, algumas empresas terão a chance de mostrar as suas novidades em estandes maiores.
Alguns terão, para 2026, área na casa dos 3,5 mil metros quadrados, os maiores da história do Show Rural – terão cerca de até mil metros a mais em comparação com os maiores das edições anteriores. É o caso da Jacto e da John Deere. “Nosso objetivo não é aumentar o número de expositores, e sim melhorar ainda mais o que já temos. Com isso, investimos no conforto e comodidade dos visitantes, que então terão a oportunidade de potencializar o resultado de sua jornada pelo parque”, enfatiza Rogério Rizzardi. A 38ª edição será realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026. O tema será A força que vem de dentro.
Notícias
Copel e C.Vale compartilham planejamento com foco no cliente
Alinhada às demandas crescentes por energia, a cooperativa pretende informar com antecedência os investimentos à Copel

Reunidos na sede da C.Vale, em Palotina, os presidentes da Copel, Daniel Slaviero, e da cooperativa agroindustrial, Alfredo Lang, alinharam o planejamento conjunto das empresas para o fornecimento de energia de qualidade, com foco no cliente e no suporte ao crescimento da região. O encontro foi na terça-feira,16.
Para Slaviero, é positiva a aproximação entre duas empresas paranaenses empenhadas no desenvolvimento. “O trabalho da C.Vale é um orgulho para o nosso Estado. É uma empresa de crescimento constante, que gera riqueza não somente para a região Oeste, mas para todo o Paraná”, afirma.
“Viemos tomar conhecimento o plano de investimentos da cooperativa para os próximos dez anos. Cabe à Copel dar o suporte necessário, seja em razão dos eventos climáticos, seja pelo crescimento que essa região tem. É muito acima da média do Paraná, que já é acima do restante do Brasil”, reforçou o presidente da Copel.
O presidente da C.Vale, Alfredo Lang, ressaltou a importância do fornecimento de energia de qualidade para o desenvolvimento regional. “Vemos que a Copel quer o desenvolvimento, assim como nós. E sem energia, isso não existe”, afirma.
Para Lang, os investimentos que a Copel tem realizado e a transparência das informações da companhia dão segurança à expansão dos projetos de industrialização. “Assim, temos um norte, sabemos o quanto podemos avançar”, destaca.
No encontro com o presidente e diretores da empresa, as lideranças da Copel detalharam os investimentos da companhia na região e conheceram o plano decenal de energia da C.Vale, que prevê reforços estruturais para atender às demandas futuras dos associados na área de atuação da cooperativa.
Em 2025, a Copel investiu R$ 523 milhões no Oeste do Paraná, incluindo redes de média tensão, subestações, linhas de distribuição de alta tensão e recursos destinados aos medidores inteligentes. Os investimentos beneficiam tanto as áreas urbanas quanto as rurais, buscando oferecer energia elétrica de qualidade às demandas da agroindústria e de novos empreendimentos que estão se instalando na região.
O diretor-geral da Copel Distribuidora, Marco Antônio Villela de Abreu, destacou que o foco da C.Vale no cooperado é convergente aos valores Copel. “Para a Copel, cada cliente importa”, ressaltou.
Compartilhamento de informações
O plano energético da C. Vale para os próximos dez anos destaca o crescimento acelerado da Oeste do Paraná nas últimas décadas. Uma expansão que se deve, principalmente, à agroindustrialização, à mecanização do campo, entre outros fatores.
“A parceria estratégica entre C.Vale e Copel é fundamental para transformar as projeções de crescimento em realidade operacional, garantindo que a infraestrutura elétrica acompanhe o desenvolvimento industrial da região”, destaca o plano.
Alinhada às demandas crescentes, a cooperativa pretende informar com antecedência os investimentos à Copel. O compartilhamento prévio das projeções de crescimento, segundo a C.Vale, permite à companhia de energia planejar reforços estruturais com tempo adequado, evitando problemas e garantindo continuidade do fornecimento.
Conforme o planejamento energético definido pela C.Vale, os investimentos em infraestrutura elétrica são planejados com prazos de três a cinco anos, entre concepção e energização. A antecipação de demandas é essencial para evitar gargalos que possam comprometer a expansão industrial.
Dentro deste contexto, a parceria com a Copel prevê estudos técnicos conjuntos como análises de fluxo de potência, verificação de contingências e dimensionamento de infraestrutura para atender o crescimento de longo prazo com confiabilidade.
A cooperativa prevê, ainda, a coordenação com órgãos reguladores e o planejamento integrado aos ciclos tarifários para viabilizar investimentos necessários dentro do marco regulatório do setor elétrico.
Visita
Na C. Vale, em Palotina, os representantes da Copel visitaram os abatedouros de aves e de peixes e a esmagadora de soja. Durante o percurso, o presidente e diretores da companhia puderam conhecer detalhes sobre o controle de qualidade, o compromisso com a sustentabilidade, a tecnologia empregada e o padrão de excelência das operações.
Eles foram acompanhados dos diretores Industrial da C.Vale, Reni Eduardo Girardi; Financeiro, Marcelo Afonso Riedi; de Comercialização, Alexandre Tormen; e dos gerentes Departamento Contábil, Nelson Beltrame; do Abatedouro de Aves, Neivaldo Francisco Burin; do Abatedouro de Peixes, Jair Ederson de Sordi; e da Esmagadora de Soja, Samuel Rubert.
C.Vale
Criada em Palotina, em 1963, a C.Vale é uma das maiores cooperativas da América Latina, com atuação no Paraná, Santa Catarina, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Sul, Goiás, São Paulo e Paraguai. Possui 201 unidades de negócios, mais de 28 mil associados e mais de 15 mil funcionários. Teve um faturamento de quase R$ 22 bilhões em 2024.
A cooperativa destaca-se na produção de soja, milho, trigo, mandioca, leite, frango, peixe e suínos, e atua na prestação de serviços, com mais de 500 profissionais que dão assistência agronômica, veterinária, comercial e operacional aos associados. A C.Vale também financia a produção, garantindo crédito aos cooperados.
A empresa comercializa insumos, peças, acessórios e revende máquinas agrícolas, assegurando preços mais competitivos aos associados. Além disso, mantém uma rede de supermercados, com dez lojas nos estados do Paraná, Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.
Comitiva
Em visita à sede da C.Vale, em Palotina, o presidente da Copel foi acompanhado do diretor-geral da Distribuidora, Marco Antônio Villela de Abreu; o diretor Comercial da companhia, Julio Omori; o diretor de Comunicação, David Campos; o gerente de Projetos Executivos, Eloir Joakinson Junior e o Gerente-executivo de Operação de Campo Oeste, Carlos Eduardo Galina.
De parte da cooperativa, acompanharam a equipe da Copel o diretor executivo Édio José Schreiner; o vice-presidente, Ademar Luiz Pedron; o secretário, Walter Andrei Dal Boit; o diretor de Produção, Luciano Trombetta; o gerente de Engenharia e Projetos, Allan Correia Benedicto; e o supervisor de Gestão e Comercialização de Energia, Felipe Ferreira.



