Empresas
Semex Brasil recebe evento internacional
Primeira edição da Beef Tour no Brasil terá foco nas raças de corte Zebu
Hoje, o Brasil ocupa o 2º lugar no ranking dos maiores produtores de carne bovina do mundo, ficando atrás apenas dos EUA. E, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec), a previsão é de que em menos de cinco anos o país supere o ranking atual e pule para a primeira posição da lista.
Atenta ao crescimento do mercado brasileiro, a canadense Semex Alliance – maior empresa de genética bovina do mundo – trará ao Brasil pela primeira vez a Beef Tour – Semex International Conference. O evento é realizado anualmente em fazendas do Canadá e dos Estados Unidos, sendo voltado para a formulação de estratégias e análise de mercado.
Para este ano, o Brasil recebeu a missão de sediar a Beef Tour 2016 e aguarda entre os dias 20 e 23 de junho, na Cidade de Presidente Prudente, cerca de 80 pessoas vindas de 10 países, entre eles Austrália, Nova Zelândia, Argentina, México e Canadá.
Antonio Carlos Sciamarelli Junior, gerente de gado de corte Semex, enxerga grande potencial no evento, que mostrará para todos os visitantes o que há de melhor no mercado de corte. “Mostraremos aos nossos convidados estrangeiros a capacidade do mercado brasileiro de corte. Já para nossos colaboradores brasileiros é a chance de mostrar o potencial da Semex Alliance, assim como a qualidade de nossos produtos, sejam eles importados ou nacionais”.
A programação do evento inicia com a recepção de toda a equipe no Terra Parque Hotel, ainda no domingo (19). A programação inicia oficialmente a partir da segunda-feira (20), com palestras do time Semex Alliance sobre o mercado mundial de carne. Entre os palestrantes convidados está o gerente de programas de corte no Canadá, Myles Immerkar, que abrirá as apresentações do dia.
No segundo dia (21), é a vez da equipe Semex Brasil apresentar o cenário nacional de corte, com a palestra do gerente de produto de corte, Antonio Carlos Sciamarelli Junior. Ainda no mesmo dia, a gerente-geral e responsável técnica pela Central Tairana, Dra. Tatiana Issa Uherara, apresenta para os convidados sua palestra sobre qualidade de Sêmen.
Além da equipe Semex Brasil e Tairana, os convidados também irão conferir palestras com Ronaldo Zechlinski de Oliveira, diretor de marketing da Associação Brasileira de Angus, e com Fernando Lopa, CEO da Associação Brasileira de Hereford e Braford.
Já no período da tarde toda a equipe irá participar de uma visita guiada pela Central Tairana, onde conhecerá todo o processo utilizado no Padrão Ouro de Qualidade de Sêmen, que garante a utilização de rigorosos processos de qualidade desde a coleta até a industrialização do sêmen produzido na central. No local, os convidados também irão conhecer toda a estrutura de alojamento dos touros, assim como os animais que fazem parte da bateria 2016 da Semex Zebu.
Para quarta-feira (22), a programação já inicia com visitação à Fazenda Três Barras, em Bataguassu/SP, onde os visitantes conhecerão os animais de destaque da propriedade e todo seu sistema de produção. No local, a recepção será feita pelo proprietário, Kiko Micheloni, tradicional criador de angus da região.
Seguindo a programação, a equipe parte para uma visita à Fazenda Santa Encarnação, também em Bataguassu. A propriedade de Antonio do Amaral Perez é conhecida por sua criação de gado nelore e cruzamentos industriais.
Na sexta (23), último dia do evento, a manhã começa com uma visita à Fazenda Dois Irmãos, em Tarabaí/SP, de Antônio Renato Prata, criador com mais de meio século de tradição na seleção de Nelore e Brahman. A propriedade é mais uma oportunidade de conferir os motivos pelos quais a carne brasileira ganhou tanto espaço no mercado mundial nos últimos anos.
Logo após a visita, a equipe retorna para o hotel onde, na parte da tarde, poderá acompanhar a palestra do coordenador de serviços técnicos da Zoetis, Izaias Claro Junior, que abordará o tema IATF. Em seguida, quem se apresenta é Dr. Mário Macedo, que irá falar sobre a Indústria do Frigorifico.
A programação chega ao fim com um talk show intermediado pelo consultor de negócios, Roberto Vilela, que abordará situações enfrentadas no dia a dia de quem está no campo. O evento será encerrado com uma confraternização e entrega de troféus de participação.
Fonte: Ass. de Imprensa

Empresas Ameaça silenciosa
Como a Doença de Gumboro Afeta a Sanidade, Performance e Rentabilidade das Aves
Altamente contagiosa, a enfermidade viral desafia o sistema imunológico das aves e pode gerar prejuízos expressivos à avicultura industrial

A avicultura industrial brasileira, reconhecida mundialmente por sua eficiência produtiva, enfrenta desafios cada vez mais complexos no manejo sanitário dos plantéis. Entre esses desafios, a Doença de Gumboro, também chamada de Doença Infecciosa da Bursa (DIB) é altamente contagiosa. A enfermidade viral acomete principalmente aves jovens entre 3 e 10 semanas de idade, comprometendo o sistema imunológico e impactando diretamente o desempenho zootécnico das granjas.
A doença é causada por um vírus do gênero Avibirnavirus, notável por sua resistência ambiental — capaz de permanecer ativo por longos períodos mesmo após procedimentos de limpeza e desinfecção. Ao atingir a bolsa de Fabricius, órgão essencial à formação das células de defesa das aves, o vírus provoca imunossupressão severa, tornando os animais mais vulneráveis a outras infecções e interferindo na eficácia de vacinas de rotina.
Além do impacto financeiro direto, os efeitos produtivos da doença são amplos e muitas vezes silenciosos na forma subclínica. Em um cenário de alta densidade de alojamento, o controle da imunossupressão é um fator decisivo para sustentar a competitividade da produção de frangos no país.
“A Doença de Gumboro é uma ameaça muitas vezes silenciosa, mas de alto impacto econômico. Mesmo infecções subclínicas, podem reduzir o ganho de peso, comprometer a conversão alimentar e afetar a qualidade dos ovos. O monitoramento eficaz é o primeiro passo para conter o avanço da enfermidade e proteger o potencial produtivo das granjas”, destaca Eduardo Muniz, Gerente Técnico de Aves da Zoetis Brasil.
Na prática, o produtor pode perceber a presença da doença por sinais clínicos como depressão, diarreia aquosa, desidratação e penas arrepiadas. Contudo, é a observação de indícios produtivos como a queda na taxa de ganho de peso diário ou a redução na qualidade dos ovos que costuma revelar a circulação do vírus em sua forma subclínica. Em lotes de alto desempenho, qualquer variação nesses parâmetros representa perda direta de margem e eficiência.
“Em granjas industriais, onde milhares de aves convivem em densidades elevadas, a probabilidade de disseminação viral é alta. O controle eficaz depende de um conjunto de medidas: vigilância sanitária constante, diagnóstico laboratorial preciso e imunização bem planejada. Mais do que uma rotina de biosseguridade, trata-se de uma estratégia de rentabilidade”, reforça Muniz.
A prevenção da Doença de Gumboro deve ser encarada como um investimento zootécnico estratégico. Além da escolha de vacinas adequadas à realidade imunológica dos lotes, é essencial realizar o acompanhamento técnico dos resultados, observando tanto o desempenho produtivo quanto a resposta imunológica. O uso de vacinas como a Poulvac® Procerta® HVT-IBD vacina de vírus vivo congelado contra as doenças de Marek e Gumboro, torna-se uma ferramenta fundamental dentro de estratégias preventivas consistentes e de longo prazo. A vacinação pode ser feita via subcutânea, ou in ovo em ovos embrionados de galinha saudáveis com 18 a 19 dias de idade.
Para a Zoetis, líder mundial em saúde animal, o enfrentamento da Doença de Gumboro faz parte do ciclo contínuo de cuidado. A empresa reafirma que, em um cenário global cada vez mais desafiador, sanidade é sinônimo de desempenho, e o cuidado com a imunidade é o alicerce da produção avícola moderna.
Empresas
Boehringer Ingelheim anuncia Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing de Aves e Suínos
A executiva assume a posição anteriormente ocupada por Filipe Fernando, que ascendeu ao cargo de Head de Grandes Animais da empresa

A Boehringer Ingelheim, multinacional farmacêutica referência na produção de medicamentos para humanos e animais, anuncia a chegada de Patricia Aristimunha como nova gerente sênior de marketing da unidade de negócios de Aves e Suínos, assumindo o cargo anteriormente ocupado por Filipe Fernando, novo diretor de Grandes Animais da companhia.
A gerente é graduada em Medicina Veterinária pela Universidade Federal de Santa Maria, onde também concluiu o mestrado. Além disso, possui doutorado em Zootecnia pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e um MBA em Gestão Estratégica e Econômica de Negócios pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). No âmbito profissional, Patricia conta com mais de 18 anos de experiência em empresas nas áreas de saúde, produção e nutrição animal, com forte atuação em marketing estratégico.
“Estou muito contente e animada em iniciar esse novo capítulo profissional em uma empresa líder e referência global na área da saúde, como a Boehringer Ingelheim. Com minha sólida experiência técnica e prática no segmento de avicultura e suinocultura, estou ansiosa para colaborar com a equipe e contribuir ativamente para os resultados e inovações da empresa”, afirma Patricia Aristimunha.
A chegada da executiva, que ingressou no cargo na primeira semana de novembro, reforça o compromisso da Boehringer Ingelheim em fortalecer sua liderança e inovação no mercado de saúde animal, especialmente nos setores de aves e suínos. Com sua vasta experiência no segmento, a empresa espera que Patrícia impulsione ainda mais as estratégias de marketing da companhia, contribuindo significativamente para o sucesso contínuo de seus clientes e parceiros no agronegócio.
Empresas
Ventilação eficiente é chave na preparação do agro para a chegada do calor
Manutenção preventiva dos motores ajuda a reduzir perdas e preservar o bem-estar animal

Com a chegada da primavera e a aproximação do verão, as altas temperaturas passam a impactar diretamente a produção animal no Brasil. O calor excessivo é um dos principais fatores de estresse térmico, comprometendo o desempenho dos animais, reduzindo a produtividade e elevando riscos sanitários e econômicos para os produtores.
Segundo Drauzio Menezes, diretor da Hercules Energia em Movimento, a manutenção preventiva dos motores é fundamental nesse período. “A confiabilidade dos motores determina o bom funcionamento dos sistemas de ventilação, que são essenciais para manter as granjas em condições adequadas”, afirma.
Manutenção e ventilação: aliados da produtividade
A ventilação é um dos recursos mais eficazes para preservar o bem-estar dos animais durante os meses mais quentes. Para que os equipamentos cumpram sua função com eficiência, é essencial que os motores estejam revisados e em pleno funcionamento. Entre as ações mais importantes estão a manutenção dos motores, isolamento térmico das estruturas, controle da umidade e fornecimento constante de água fresca, além de ajustes na densidade de lotação em períodos de calor extremo. “Esses sistemas precisam operar com segurança e sem falhas para garantir conforto térmico, reduzir o estresse dos animais e evitar perdas na produção”, reforça Menezes.
Segundo ele, a Hercules Energia em Movimento oferece soluções adequadas para esse tipo de demanda, com motores monofásicos, trifásicos e customizados, todos com alta eficiência energética, conformidade com as normas NEMA e IEC, e aprovação do Inmetro. Os equipamentos são projetados para atender ambientes de produção animal, que exigem desempenho constante mesmo em condições severas.
Alta nas temperaturas exige preparação antecipada
De acordo com previsões do INMET e da Climatempo, a primavera e o verão de 2025/2026 devem registrar temperaturas acima da média histórica em várias regiões do país, com destaque para o Centro-Oeste, Sudeste e partes do Sul. A previsão também aponta para chuvas mal distribuídas e períodos prolongados de tempo seco, elevando o risco de ondas de calor e agravando os desafios para a criação de aves.
Esse cenário reforça a necessidade de antecipar cuidados com a climatização das áreas de produção animal. “Ambientes bem ventilados ajudam a mitigar os efeitos do calor excessivo, preservando o desempenho zootécnico das aves e garantindo a continuidade da produção com segurança”, conclui Menezes.

