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Semana Nacional da Carne Suína se reinventa e aposta no formato digital para atender o consumidor
Com histórico de sucesso e metodologia diferenciada focada na educação, iniciativa chega às maiores redes no período de 1 a 15 de outubro

A Semana Nacional da Carne Suína (SNCS) é uma iniciativa premiada e de referência no agronegócio coordenada pela Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), que visa, através da educação incentivar o consumo de carne suína no Brasil. Para chegar até os consumidores, que são o destino final do produto, a ABCS entende que é primordial construir uma parceria com o varejo, apostando numa metodologia que treina as equipes de marketing e de loja a respeito da saudabilidade, confiabilidade, versatilidade e sabor da carne suína. E é com essa estratégia que vai conquistar os clientes das maiores e melhores redes de varejo no período de 1 a 15 de outubro.
A história da SNCS começou em 2013, uma parceria com o GPA, com as bandeiras Extra e Pão de Açúcar, após uma iniciativa bem sucedida no ano anterior no Nordeste, que buscava incentivar o consumo da proteína na região. Ao final, a campanha impactou quase 54 mil pessoas. A repercussão foi tão grande que iniciativa ganhou espaço nacionalmente, dando vida a um dos maiores cases de sucesso da agropecuária brasileira.
No ano seguinte, 1 milhão de brasileiros compraram a proteína durante o período da campanha. O trabalho continuou e em 2016, 700 açougueiros foram treinados para oferecer uma maior diversidade de cortes de carne suína. Em 2017, a participação do varejo foi expandida com a adição de mais três redes de varejo à campanha. Um ano depois a SNCS chegou a 624 lojas em 17 estados brasileiros através de sete bandeiras, abrangendo um público diversificado de A à D. Em 2019 não foi diferente, a campanha chegou a mais de mil lojas, de oito redes diferentes, impactando mais de 42 milhões de pessoas. Sendo assim, há oito anos a ABCS vem trabalhando junto aos maiores e melhores varejistas do país, para que a carne suína seja cada vez mais desmistificada e inserida na cultura dos consumidores.
Este ano, novamente com oito bandeiras participantes, a SNCS acontece pela primeira vez de forma digital, entre primeiro e 15 de outubro, buscando se adequar ao novo normal e aos novos anseios dos consumidores, que mudaram seus hábitos de consumo durante a pandemia de coronavírus. Por isso, a aposta do varejo tem sido investir ainda mais em comunicação online, assim como em plataformas e aplicativos de venda e delivery. Através de 957 lojas, a SNCS 2020 vai abranger todas as regiões brasileiras, engajando um número ainda maior de colaboradores em 22 estados diferentes. Veja agora um raio X, de todas as redes que estão se juntando a ABCS nesta empreitada e que unidas representam 40% do faturamento do varejo alimentício do país.
Por entenderem a importância da agropecuária, em especial da suinocultura, A SNCS conta com o apoio institucional do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). “Sabemos que vocês, criadores, trabalham diuturnamente para atender a demanda interna e externa, com adequado grau de bem-estar nas granjas. Requisito de extrema importância que confere à nossa carne suína uma qualidade exemplar que abre mercados lá fora – hoje já somos o quarto maior produtor e exportador mundial, além de garantir o abastecimento do nosso varejo” explica a Ministra Tereza Cristina. A Associação Brasileira de Supermercados (ABRAS) também apoia a iniciativa, que é a única do tipo em todo o setor de carnes.
O Sebrae Nacional, apoiador institucional desde a primeira edição da SNCS, reconhece o papel transformador que a iniciativa desempenha em toda a cadeia. De acordo com Gustavo Melo, analista de competitividade do Sebrae, “a SNCS tem um papel fundamental no desenvolvimento da cadeia produtiva da suinocultura, não só pelo aumento do consumo da proteína, mas também por toda movimentação que é feita, juntos aos pequenos negócios, em decorrência disso. É o consumidor tendo acesso a vários tipos de cortes, que por sua vez exige dos supermercados uma melhor apresentação do mix de produtos, dos frigoríficos e abate uma melhor qualidade e esse requisito de qualidade chega ao produtor rural, que precisará ter um animal que dê sustentabilidade ao seu negócio.”
Carrefour
Este é o segundo ano de participação da rede, que entra com 156 lojas divididas entre o Amazonas, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Paraná, Rio Grande do Sul, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Espírito Santo, Rio Grande do Norte, Ceará, Pernambuco e Paraíba. Marca já registrada através de preços baixos e garantia de origem dos produtos, o Carrefour tem apostado no uso do e-commerce, delivery por aplicativo e retirada no carro.
Extra
Parceiro desde o início, desta vez o Extra participará com 236 lojas, nos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro, Piauí, Bahia, Tocantins, Ceará, Pernambuco, Paraíba, Sergipe, Alagoas e Rio Grande do Norte. Famoso pela variedade, qualidade e economia, além de comercializar produtos não alimentícios, neste momento atual a rede também tem apostado na ampliação do uso e-commerce.
Pão de Açúcar
Também participando pela oitava vez consecutiva, o Pão de Açúcar entra com 182 lojas, localizadas em Minas Gerais, Rio de Janeiro, São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Goiás, Distrito Federal, Piauí, Ceará, Pernambuco, Sergipe e Paraíba. A rede é conhecida por ter clientes fidelizados e pela sustentabilidade. Atualmente o Pão de Açúcar tem trabalhado com o e-commerce, atendimento diferenciado e com promoções online.
Hortifruti e Natural da Terra
Trazendo as marcas registradas de promover campanhas educativas e de comercializar produtos frescos vindos do campo em até 24h, as duas bandeiras participam pela terceira vez e integram o time com 64 lojas, em São Paulo, Minas Gerais, Rio de Janeiro e Espírito Santo. Para lidar com a pandemia, a rede investiu no delivery via WhatsApp, na venda de cestas prontas e Dark Stores, lojas que funcionam como pontos de distribuição de mercadorias vendidas pelo site, que registrou um aumento de 1% para 20% nas vendas online.
Lopes Supermercados
Também na terceira edição, a rede Lopes participa com 30 lojas em São Paulo. Além da presença na segunda maior cidade do estado, a rede traz o diferencial de trabalhar com produtos próprios e também com ofertas digitais via WhatsApp.
Oba Hortifruti
Trazendo como bandeiras a excelência e a qualidade em produtos frescos e açougues próprios, o Oba participa pelo quarto ano com 54 lojas, em São Paulo, Goiás e no Distrito Federal. A rede também vem trabalhando intensamente através do e-commerce e de iniciativas como o Minha Hora Oba e o Cliente Bem Querer.
Grupo Big
Em sua segunda edição na SNCS, o grupo Big, antigo Walmart, entra com as bandeiras Big, Big Bompreço, Mercadorama e Nacional. As 235 lojas estão presentes no Maranhão, Piauí, Bahia, Ceará, Pernambuco, Sergipe, Alagoas, Paraíba, Rio Grande do Norte, Goiás, Distrito Federal, Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Com perfil de penetração em diferentes públicos, neste momento a rede tem o diferencial de possuir um cartão auxílio emergencial. Além disso, oferecem também a opção de comprar sem sair de casa.
A campanha ganhará forma nos supermercados em outubro, mas o treinamento que garante que ela aconteça começa no dia 15 deste mês. Acompanhe as próximas publicações para saber tudo sobre essa iniciativa que para Marcelo Lopes, presidente da ABCS, agrega valor a suinocultura e toda a sua cadeia de produção. “É por meio de campanhas como essa que podemos garantir que a excelência do nosso setor chegue até o consumidor de forma estratégica, educativa e duradoura.”

Notícias
Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho
Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.
Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB
“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.
O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.
Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.
Notícias
Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja
Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.
O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.
Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.
Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho
Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.
Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.
Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.
Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.
A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.
Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.
Colunistas
Seu contrato de arrendamento pode ser extinto
Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).
Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.
Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.
Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.
A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.
Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.
Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.
E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.
Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.



