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Semana Nacional da Carne Suína registra crescimento de 84,4%

Resultados positivos da maior vitrine do mercado brasileiro confirmam efetividade e trazem benefícios para produtores, frigoríficos, varejo e consumidores

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A cadeia de valor da suinocultura comemora os resultados da sétima edição da Semana Nacional da Carne Suína (SNCS), que alcançou crescimento em todas as oito redes participantes, tendo como recorde 84,4%, apresentado pela rede Natural da Terra, em São Paulo. Marcada por sua multicanalidade e versatilidade na hora de comunicar, a SNCS contou com as três principais redes de varejo em faturamento do país, hortifrutis premiados em atendimento e produtos frescos e supermercados que atendem o público de A a D.

Realizada no período de 26 de setembro a 13 de outubro, a SNCS é uma iniciativa da Associação Brasileira dos Criadores de Suínos (ABCS), com o apoio do Sebrae Nacional, e reuniu as redes Carrefour, Extra, Pão de Açúcar, Grupo Big, Hortifruti, Natural da Terra, Lopes Supermercados e Oba Hortifruti.

A análise da performance das vendas durante a SNCS avaliou o período de campanha versus o mesmo período do ano anterior e mensurou o impacto nas vendas das redes participantes. O método considera as sazonalidades semelhantes, seja hábitos de consumo ou de comportamento de determinadas categorias da loja, e isola os fatores externos que podem influenciar o resultado de determinado período.

Conheça os resultados das redes participantes

Estreante na SNCS, o Carrefour é uma das principais redes do Brasil em faturamento e levou a campanha para 140 lojas distribuídas em 15 estados, com destaque para o Sul do país e a entrada da campanha na região Norte. Durante o período da SNCS, registrou crescimento de até 44% nas vendas em São Paulo e 15% de crescimento nacional. De acordo com o diretor comercial de açougue da rede, Ernesto Dizioli, o resultado é motivo de comemoração. “A semana apresentou resultados positivos para categoria”, explica. “A equipe interna foi liderada muito bem e o apoio e trabalho da ABCS foram base para esse primeiro salto da categoria e que vem ao encontro do programa de qualidade que temos”, concluiu Dizioli.

O Extra, representado em 17 estados e distribuído nas categorias Hiper, Super, Mini e Mercado e a rede Pão de Açúcar, presente na SNCS com Super e Minuto Pão de Açúcar em 12 estados apresentaram, juntos, crescimento em suas mais de 700 lojas. Participantes desde a primeira edição, as redes que juntas formam o Multivarejo apontaram crescimento pelo sétimo ano seguido, registrando 12% em 2019. O gerente comercial de aves, suínos e peixaria do GPA, Rafael Monezi, trouxe uma visão positiva sobre o desempenho de um dos maiores grupos de varejo do país. “A categoria demonstrou mais um ano de crescimento constante, com destaque para os diversos cortes de carne suína resfriados. Com a construção do Plano de Desenvolvimento de Suínos (PDS) e o planejamento prévio, foi ampliado a mobilização e o envolvimento de todas as áreas do Multivarejo”.

O Hortifruti Natural da Terra se destaca no ramo de atuação por seu atendimento e por produtos frescos todos os dias. Com 56 lojas nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo, a rede registrou em seu segundo ano na SNCS um crescimento de 59,3% na bandeira Hortifruti e de 84,4% no Natural da Terra. O diretor comercial Leonardo Miyao explica que a rede está cada vez mais satisfeita com o crescimento da proteína nas lojas. “Mais um ano de excelentes resultados no incremento da venda da carne suína. São poucos os produtos que no varejo atual crescem nessa proporção e, cada vez mais, estamos apostando nessa proteína e tendo resultados excelentes por parte dos consumidores”.

O Lopes Supermercados pelo segundo ano consecutivo alavancou as vendas de carne suína nas 30 lojas localizadas na região metropolitana de São Paulo. Em 2019, as vendas atingiram patamares de dois dígitos, chegando a aumentos em loja de até 70%, e crescimento total de 43,5%. Segundo a rede, os clientes demonstram um bom reconhecimento da proteína, que foi fruto do incentivo da SNCS com a comunicação e o foco da equipe durante a campanha. Carlos Arraiz, Diretor Comercial do Lopes, ressaltou que a Semana Nacional foi bem executada e ajudou a fortalecer ainda mais o trabalho da rede. “A carne suína está ganhando cada vez mais espaço, é o nosso segundo ano de aumento consecutivo nas vendas. Registramos aumento tanto no volume comprado, quanto no faturamento”.

Com 48 lojas e presença em Goiás, Distrito Federal e São Paulo, o Oba Hortifruti acredita que o desafio de vender mais carne suína também foi cumprido. Com aumento de até 19% em lojas de São Paulo, a rede registrou crescimento total de 10% nesta edição. De acordo com o supervisor de produto, Ederson Lisboa Silva, a rede fidelizou clientes e busca manter o padrão de crescimento das vendas. “Um trabalho de alta intensidade com o apoio da ABCS para fortalecer os produtores, o varejo e o consumidor, traz sempre um resultado positivo. O trabalho executado em loja foi feito de maneira bem assertiva. O desafio é manter a participação da categoria dentro do açougue durante todo ano”.

O Grupo BIG, ex-Walmart Brasil, integrou o time de redes da SNCS 2019 com 216 lojas em 19 estados e penetração significativa no Sul e Nordeste do país. A rede relatou crescimento nas vendas de carne suína e informou que se beneficiou da parceria com a ABCS. Entretanto, no momento atual da Companhia, não há permissão para divulgação de mais informações sobre números.

O presidente da ABCS, Marcelo Lopes, falou sobre a importância da SNCS para toda a cadeia de valor e sobre como os resultados positivos refletem também na produção e na indústria frigorífica de suínos, trazendo novas perspectivas de negócios e parcerias que impulsionam o desenvolvimento de toda a atividade, assim como o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Suinocultura (FNDS). “A ABCS acredita no seu papel estratégico de transformar a oportunidade que a carne suína tem no varejo brasileiro. O relevante crescimento de todas as redes participantes em vendas e rentabilidade comprova que a carne suína é um bom negócio para toda a cadeia quando trabalhamos de forma integrada e, assim, todos ganham”, afirmou.

Lopes ainda frisou que a cada edição o setor fortalece esse movimento com iniciativas concretas para levar o que há de melhor da carne suína ao alcance de todos. “Agradecemos ao Sebrae Nacional pelo apoio e as redes de varejo participantes pelo engajamento e efetividade ao fazer acontecer essa campanha que propagou por meio de vários formatos e canais a qualidade, a segurança socioambiental, o prazer e a saúde que a carne suína pode oferecer aos consumidores do nosso país”, finalizou.

Fonte: Assessoria

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Agro paranaense participa de manifesto por modernização da jornada de trabalho

Documento assinado pelo Sistema Faep reforça necessidade de diálogo social, dados e respeito às especificidades de cada setor.

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Foto: Freepik

O Sistema Faep assinou, ao lado de outras 93 entidades de diversos setores produtivos do agronegócio, indústria, combustíveis, construção, comércio, serviços e transportes, o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”. O documento propõe um debate amplo e técnico sobre eventuais mudanças na carga horária semanal. O texto destaca a necessidade de conciliar qualidade de vida com a manutenção do emprego formal, da competitividade e da produtividade da economia brasileira.

Leia o “Manifesto pela modernização da jornada de trabalho no Brasil”

Foto: SEAB

“É fundamental olharmos para esse debate com atenção e responsabilidade. Antes da tomada de qualquer decisão, é preciso promover um amplo debate envolvendo as entidades representativas dos setores produtivos e, principalmente, o aprofundamento dos detalhes fora do âmbito político”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette. “Essa discussão precisa ser técnica, e não usada como ferramenta política para angariar votos em ano de eleição”, complementa.

O manifesto defende que mudanças estruturais envolvendo a jornada de trabalho sejam conduzidas com base em dados, diálogo social e diferenciação por setor, respeitando as particularidades das atividades econômicas. O Sistema FAEP reforça que o objetivo é garantir avanços sociais sem comprometer a sustentabilidade do emprego formal e a oferta de alimentos, preservando o equilíbrio entre desenvolvimento econômico e bem-estar dos trabalhadores.

Estudo elaborado pelo Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP aponta que a redução da jornada de trabalho no modelo 6×1, com diminuição de 44 horas para 36 horas semanais, vai gerar um acréscimo anual de R$ 4,1 bilhões à agropecuária do Paraná. O levantamento considera 645 mil postos de trabalho no agro paranaense e uma massa salarial anual de R$ 24,8 bilhões. Com a mudança, seria necessária uma reposição de 16,6% da força de trabalho para cobrir o chamado “vácuo operacional”, o que pode resultar na contratação de aproximadamente 107 mil novos trabalhadores para manter o atual nível de produção.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Trigo safrinha ganha espaço no Cerrado e começa a ser semeado após a soja

Cultivo de sequeiro ajuda a diversificar a produção e pode render até 85 sacas por hectare em anos favoráveis.

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Foto: Breno Lobato

O plantio do trigo de segunda safra, conhecido como trigo safrinha ou de sequeiro, começa neste início de março no Cerrado do Brasil Central. A cultura costuma ser semeada logo após a colheita da soja e aproveita as últimas chuvas da estação para se desenvolver sem necessidade de irrigação.

O sistema tem sido adotado por produtores da região por exigir investimento relativamente baixo e permitir o aproveitamento de áreas que ficariam em pousio. Além disso, o trigo ajuda a diversificar a produção e a quebrar o ciclo de pragas e doenças nas lavouras.

Mesmo com previsão de redução da área de trigo no país, conforme o Boletim da Safra de Grãos de fevereiro de 2026 da Companhia Nacional de Abastecimento, produtores do Cerrado demonstram otimismo com a cultura após os bons resultados registrados no último ano. A expectativa é de manutenção da área plantada ou até leve aumento.

Em 2025, cerca de 290 mil hectares foram cultivados com trigo nos estados de Minas Gerais, Bahia, Goiás, Mato Grosso e no Distrito Federal, sendo mais de 80% da área com trigo de sequeiro. Em Goiás, a estimativa para este ano é de plantio entre 80 mil e 90 mil hectares.

Foto: Fábio Carvalho

Na região, o cultivo geralmente ocorre em sistema de plantio direto, em sucessão à soja e em rotação com milho e sorgo. A prática contribui para a diversificação das lavouras e para o manejo de plantas daninhas resistentes, além de deixar palhada no solo para a próxima safra de verão.

Outra característica da produção no Cerrado é o calendário. Como a semeadura ocorre antes das demais regiões tritícolas do país, o trigo cultivado no Brasil Central costuma ser o primeiro a ser colhido no ciclo nacional. A colheita acontece entre junho e julho, período seco que favorece a qualidade dos grãos.

Os rendimentos nas lavouras da região variam, em média, de 35 a 85 sacas por hectare em anos com chuvas dentro da média. Esse desempenho tem estimulado produtores a manter ou ampliar o cultivo.

Para o plantio do trigo de sequeiro, recomenda-se que as áreas tenham altitude igual ou superior a 800 metros. Também é importante realizar análise e correção do solo, além de evitar compactação para favorecer o desenvolvimento das raízes.

A semeadura pode ser feita ao longo de março, de acordo com o regime de chuvas. Em áreas onde as precipitações terminam mais cedo, a orientação é antecipar o plantio para o início do mês. O escalonamento da semeadura e o uso de cultivares com ciclos diferentes são estratégias utilizadas para reduzir riscos climáticos.

Entre as opções disponíveis para o cultivo na região estão cultivares desenvolvidas pela Embrapa, como a BRS Savana, lançada no final de 2025, e a BRS 404, ambas adaptadas ao sistema de sequeiro em ambiente tropical. Essas variedades apresentam ciclo precoce e potencial de rendimento que pode chegar a cerca de 80 sacas por hectare em condições favoráveis.

Fonte: Assessoria Embrapa Cerrados
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Seu contrato de arrendamento pode ser extinto

Decisão recente do Superior Tribunal de Justiça estabelece que a perda judicial da propriedade pode encerrar o contrato de arrendamento rural e obrigar o arrendatário a desocupar o imóvel, mesmo com direitos de preferência previstos no Estatuto da Terra.

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Foto: Divulgação/Sistema Faep

O arrendamento de imóvel rural é regulado pelo Estatuto da Terra (Lei n. 4.504/64) e por seu Regulamento (Decreto n. 59.566/66).

Como se sabe, o arrendatário (aquele que explora o imóvel mediante pagamento de aluguel/renda) tem direito de preferência em caso de alienação, em igualdade de condições com terceiros.

Além disso, o arrendatário tem direito de preferência na renovação do contrato de arrendamento, nas mesmas condições ofertadas a terceiros.

Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.

Se o arrendatário não for notificado (por meio de Cartório de Títulos e Documentos) no prazo de seis meses que antecedem o vencimento do contrato, o instrumento será renovado automaticamente por igual período e condições.
Contudo, tais direitos podem não prevalecem em determinadas situações.

Em decisão recente do Superior Tribunal de Justiça – STJ (REsp n. 2187412), entendeu-se que, em caso de perda do imóvel por decisão judicial, o arrendatário perde o direito de continuar a explorar o imóvel.

A justificativa está na redação do Decreto que regulamenta o Estatuto que traz disposição de que o contrato de arrendamento se extingue (dentre outras situações) “pela perda do imóvel rural”.

Nesse sentido é que, em caso de decisão judicial cuja consequência leve à mudança de titularidade do imóvel rural, os direitos do arrendatário não prevalecerão.

Basta uma notificação do novo proprietário informando o arrendatário de que não há interesse na continuidade do contrato de exploração para que o imóvel seja desocupado.

E quanto aos investimentos realizados no imóvel por parte do arrendatário? Neste caso, restará a possibilidade de propositura de uma ação judicial para buscar eventual indenização junto ao proprietário anterior, então arrendante.

Assim, diante dos riscos envolvidos nas relações entre arrendante e arrendatário, bem como diante de possíveis desdobramentos e ações que possam vir a ocorrer a impactar o negócio, os contratos precisam prever tais situações extraordinárias, se possível com constituição de garantias, a fim de evitar surpresas e minimizar prejuízos aos envolvidos.

Fonte: Artigo escrito por Fábio Lamonica Pereira, advogado em Direito Bancário e do Agronegócio.
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