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Sem oferta, preços da soja renovam máximas históricas no Brasil

Ritmo dos negócios é lento, com operações localizadas, dependendo da necessidade dos compradores

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Divulgação

Os preços da soja voltaram a atingir patamares históricos no mercado brasileiro na última semana. Sem oferta, as cotações são, em sua maioria, nominais. O ritmo dos negócios é lento, com operações localizadas, dependendo da necessidade dos compradores.

O produtor eleva suas pedidas, acompanhando principalmente a elevação das cotações futuras na Bolsa de Mercadorias de Chicago (CBOT). O dólar oscila na casa entre R$ 5,20 e R$ 5,30. Os prêmios seguem em patamares firmes.

No interior do Rio Grande do Sul, houve indicações de preços a R$ 150,00 para entrega em dezembro e pagamento em janeiro. Em geral, a cotação em Passo Fundo ficou em torno de R$ 145,00. No Porto de Paranaguá, a saca subiu para a casa de R$ 137,00.

Em Chicago, os contratos atingiram o maior nível desde maio de 2018 no gráfico contínuo, com a alta semanal superam 4% e novembro atingindo a casa de US$ 10,40 por bushel. O mercado segue impulsionado pela forte demanda pela soja americana, com anúncios diários de novas vendas por parte dos exportadores privados.

O clima também não tem ajudado e a expectativa é de que a safra americana fique abaixo do esperado inicialmente, com queda no potencial produtivo e projeções de estoques dos Estados Unidos apertados.

Oferta e Demanda

As exportações de soja do Brasil deverão totalizar 82,5 milhões de toneladas em 2021, repetindo o volume projetado para 2020. A previsão faz parte do quadro de oferta e demanda brasileiro, divulgado por SAFRAS & Mercado.

No levantamento anterior, divulgado no início de agosto, os números eram de 83 milhões de toneladas para 2021 e de 81 milhões para 2020.

SAFRAS indica esmagamento de 45,5 milhões de toneladas em 2021 e de 44,5 milhões de toneladas em 2020, representando um aumento de 2% entre uma temporada e outra.

Em relação à temporada 2021, a oferta total de soja deverá subir 1%, passando para 132,782 milhões de toneladas. A demanda total está projetada por SAFRAS em 131,6 milhões de toneladas, crescendo 1% sobre o ano anterior. Desta forma, os estoques finais deverão subir 156%, passando de 461 mil para 1,182 milhão de toneladas.

O analista de SAFRAS & Mercado, Luiz Fernando Roque, destaca a elevação na projeção para as exportações em 2020 e a consequente queda nos estoques finais do ano, agora projetados abaixo de 500 mil toneladas.

SAFRAS trabalha com uma produção de farelo de soja de 34,98 milhões de toneladas, com aumento de 2%. As exportações deverão subir 4% para 17,5 milhões de toneladas, enquanto o consumo interno está projetado em 17,25 milhões, aumento de 3%. Os estoques deverão subir 11% para 2,249 milhões de toneladas.

A produção de óleo de soja deverá subir 2% para 9,2 milhões de toneladas. O Brasil deverá exportar 800 mil toneladas, com queda de 27% sobre o ano anterior. O consumo interno deve subir de 8,23 milhões para 8,45 milhões de toneladas. O uso para biodiesel deve subir 6% para 4,5 milhões de toneladas. A previsão é de estoques estabilizados em 127 mil toneladas.

Fonte: Agência SAFRAS
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Preços do boi gordo mantêm escalada com grande demanda chinesa

Preços do boi gordo voltaram a subir nas principais praças de produção e comercialização do país na semana

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Arquivo/OP Rural

Os preços do boi gordo voltaram a subir nas principais praças de produção e comercialização do país na semana. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Fernando Henrique Iglesias, ambiente de negócios segue apontando para a continuidade do movimento de alta. “Mesmo a incidência de contratos a termo e a utilização de confinamento próprio não têm conseguido alterar a curva dos preços”, disse ele.

A disputa pelos animais que cumprem os requisitos de exportação com destino ao mercado chinês segue acirrada, ainda carregando um ágio de R$ 5,00 a R$ 10,00 por arroba, conforme a região do país. “Para o último bimestre a tendência é de um movimento de alta ainda mais consistente, mantendo a conjuntura de oferta restrita, somada a uma demanda aquecida, com ênfase nas exportações”, assinalou Iglesias.

No mercado atacadista, os preços da carne bovina continuaram firmes. De acordo com Iglesias, o viés é de altas mais agressivas na primeira quinzena de novembro, com a entrada da massa salarial na economia impulsionando a reposição entre atacado e varejo. As exportações seguem em bom nível desde o início do ano, e devem continuar fortes ao longo do último bimestre, ajudando a enxugar a oferta doméstica de carne bovina.

Com isso, os preços a arroba do boi gordo na modalidade à prazo nas principais praças de comercialização do País estavam assim no dia 22 de outubro:

  • São Paulo (Capital) – R$ 270,00 a arroba, contra R$ 263,00 a arroba em 15 de outubro, subindo 2,66%.
  • Goiás (Goiânia) – R$ 255,00 a arroba, contra R$ 253,00 a arroba (0,8%).
  • Minas Gerais (Uberaba) – R$ 264,00 a arroba, ante R$ 260,00 a arroba, subindo 1,54%.
  • Mato Grosso do Sul (Dourados) – R$ 260,00 a arroba, ante R$ 255,00 a arroba (1,96%).
  • Mato Grosso (Cuiabá) – R$ 252,00 a arroba, contra R$ 250,00 a arroba (0,8%).

Fonte: Agência Safras
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Preços do suíno avançam com boa demanda interna e externa

Oferta de animais ajustada frente ao atual nível de demanda interna e externa favoreceu novas mudanças nos preços

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Arquivo/OP Rural

O mercado brasileiro de carne suína registrou mais uma semana de preços firmes para o quilo vivo e para os principais cortes negociados no atacado. Segundo o analista de SAFRAS & Mercado, Allan Maia, a oferta de animais ajustada frente ao atual nível de demanda interna e externa favoreceu novas mudanças nos preços. “A carne bovina, concorrente direto, também está em forte tendência de alta, o que pode levar uma parcela da população a buscar os cortes suínos nesta segunda quinzena” sinaliza.

Maia ressalta que os granjeiros estão buscando reajustes para o quilo vivo diante do movimento agressivo dos preços dos insumos utilizados no arraçoamento animal, em especial para o milho e o farelo de soja, visando uma preservação de suas margens. “Diante do aumento nos custos, os animais permanecem sendo abatidos com pesos mais leves em vários estados e essa oferta ajustada deve manter o mercado com perspectivas de alta no curto prazo”, alerta.

Levantamento de SAFRAS & Mercado apontou que a média de preços do quilo do suíno vivo na região Centro-Sul do Brasil avançou 5,51% ao longo da semana, de R$ 7,30 para R$ 7,70. A média de preços pagos pelos cortes de pernil no atacado passou de R$ 12,77 para R$ 13,31, aumento de 4,25%. A carcaça registrou um valor médio de R$ 12,98, ante os R$ 11,90 praticados na semana passada, com valorização de 9,03%.

As exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada do Brasil renderam US$ 111,879 milhões em outubro (11 dias úteis), com média diária de US$ 10,170 milhões. A quantidade total exportada pelo país no período chegou a 47,473 mil toneladas, com média diária de 4,315 mil toneladas. O preço médio ficou em US$ 2.356,70.

Na comparação com outubro de 2019, houve avanço de 51,27% no valor médio diário exportado, ganho de 51,72% na quantidade média diária e queda de 0,30% no preço. Os dados são do Ministério da Indústria, Comércio e Serviços e foram divulgados pela Secretaria de Comércio Exterior. “Se essa média for mantida, somada aos volumes de carne industrializada, o mês de outubro poderá fechar com embarques próximos de 100 mil toneladas de carne suína”, avalia Maia.

A análise de preços de SAFRAS & Mercado apontou que a arroba suína em São Paulo subiu de R$ 170,00 para R$ 180,00. Na integração do Rio Grande do Sul o quilo vivo passou de R$ 5,00 para R$ 5,10. No interior do estado a cotação aumentou de R$ 8,10 para R$ 8,50.

Em Santa Catarina o preço do quilo na integração seguiu em R$ 5,20. No interior catarinense, a cotação avançou de R$ 8,30 para R$ 8,90. No Paraná o quilo vivo passou de R$ 8,00 para R$ 8,70 no mercado livre, enquanto na integração o quilo vivo avançou de R$ 5,30 para R$ 5,40.

No Mato Grosso do Sul a cotação na integração seguiu em R$ 5,50, enquanto em Campo Grande o preço passou de R$ 7,00 para R$ 7,30. Em Goiânia, o preço aumentou de R$ 8,60 para R$ 9,10. No interior de Minas Gerais o quilo do suíno passou de R$ 9,00 para R$ 9,50. No mercado independente mineiro, o preço mudou de R$ 9,10 para R$ 9,60. Em Mato Grosso, o preço do quilo vivo na integração do estado subiu de R$ 5,00 para R$ 5,20. Já em Rondonópolis a cotação avançou de R$ 7,10 para R$ 7,50.

Fonte: Agência Safras
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Cotações do milho seguem saltando com oferta apertada

Mercado brasileiro de milho seguiu extremamente aquecido nesta última semana

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Renata Silva/Embrapa

O mercado brasileiro de milho seguiu extremamente aquecido nesta última semana. A oferta ajustada à demanda segue garantindo avanços constantes nas cotações, com dias inclusive de dificuldade para a precificação. Com a disponibilidade restrita do milho, os compradores vão tendo de pagar cada vez mais para garantir o seu abastecimento.

O dólar em patamares altos continua sendo um aspecto de estímulo e competitividade às exportações brasileiras. Com o escoamento da oferta e disputa dos exportadores com os consumidores internos pelo milho, e com o produtor segurando o cereal, as reações foram generalizadas nos preços.

A preocupação com o clima seco em muitas regiões para o plantio da safra de verão vem sendo em outubro destaque também para a retenção da oferta por parte dos produtores. Temendo perdas na produção com o clima desfavorável, com atraso no plantio, é natural o vendedor utilizar essa estratégia e os preços vão avançando.

No balanço da semana, o preço do milho na base de compra no Porto de Santos subiu de R$ 71,50 para R$ 79,00 a saca, alta de 10,5%.

Já no mercado disponível ao produtor, o preço do milho em Campinas/CIF subiu na base de venda na semana entre 15 e 22 de outubro de R$ 74,00 para R$ 83,00 a saca de 60 quilos, valorização de 12,2%. Na região Mogiana paulista, o cereal passou de R$ 72,00 para R$ 78,00 a saca no comparativo, elevação de 8,3%.

Em Cascavel, no Paraná, no comparativo semanal, o preço subiu de R$ 68,00 para R$ 73,00 a saca, alta de 7,3%. Em Rondonópolis, Mato Grosso, a cotação subiu de R$ 60,00 para R$ 70,00 a saca, elevação de 16,7%. Já em Erechim, Rio Grande do Sul, houve avanço de R$ 72,00 para R$ 80,00 a saca, aumento de 11,1%.

Em Uberlândia, Minas Gerais, as cotações do milho avançaram na semana de R$ 67,00 para R$ 70,00 a saca, subida de 4,5%. Em Rio Verde, Goiás, o mercado passou de R$ 63,00 para R$ 72,00 a saca, alta de 14,3%.

Fonte: Agência Safras
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Dia Estadual do Porco – ACSURS

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