Bovinos / Grãos / Máquinas
Sem genética, rebanho brasileiro ainda produz pouco por hectare
Estudo aponta que apenas 12% do rebanho nacional usa a tecnologia da inseminação artificial; lado bom é que ainda há muito a melhorar
A genética moderna tem contribuído significativamente para o aumento da produção de carne e também leite no mundo todo. No Brasil, porém, programas de melhoramento genético ainda são pouco usados na pecuária, tornando os índices de produção bem abaixo de outros países produtores, como os Estados Unidos. Dados de CRV Lagoa, uma das empresas líderes em melhoramento no país, revelam que somente 12% do rebanho brasileiro (corte e leite) usa tecnologia de inseminação artificial.
Para saber mais sobre a relação da pecuária com a genética, O Presente Rural conversou com André de Souza e Silva, gerente do programa de melhoramento genético de gado de corte da CRV Lagoa, e Leonardo Maia, assistente técnico do Gestor Leite, programa da mesma empresa usado para gerir as informações da pecuária leiteira que usa tecnologia.
O Presente Rural (OP Rural) – Como o melhoramento genético pode contribuir para a bovinocultura brasileira?
André de Souza e Silva – O setor agropecuário brasileiro é responsável por ¼ de toda riqueza que o Brasil gera, enfim, o produtor rural é um gerador de riqueza, 25% do PIB sai do campo. E a pecuária é uma grande responsável por essa riqueza. Como se não bastasse, o mundo olha o Brasil como grande produtor de alimentos, temos o segundo maior rebanho bovino do mundo, temos extensão territorial e clima, mas ainda assim temos uma baixa produtividade por hectare. Em comparação com o rebanho americano, que é de aproximadamente 90 milhões de cabeças – nosso rebanho é de 210 milhões de cabeças -, os americanos produzem aproximadamente 12 milhões de equivalente carcaça e nós apenas 9 milhões de equivalente carcaça.
É neste momento que o melhoramento genético entra, promovendo o aumento da produtividade por hectare, produzir mais na mesma área, fazer com que tenhamos mais proteína vermelha nas mesas mundo afora.
OP Rural – Como seus resultados práticos podem ser observados na produção de leite?
Leonardo Maia – O processo de melhoramento genético, embora lento seja, é cumulativo, ou seja, não se perde o que se ganha. No caso de bovinos leiteiros o intervalo de geração para que se possa mensurar os ganhos genéticos é grande, normalmente de quatro a seis anos, por isso o processo é lento. Contudo, se há um trabalho bem direcionado em seleção e acasalamentos de animais superiores para maximizar os ganhos genéticos, vemos a melhora do rebanho como um todo. Dependendo dos objetivos de cada negócio, podemos ver aumento na produção de leite e sólidos ou até mesmo aumento de longevidade, característica muito influenciada pelo ambiente. E qual o impacto disso? No caso do aumento da produção, há o aumento da receita, aumento em kg de leite, gordura e proteína por animal, o que permite diluir custos. No caso do aumento de longevidade, há uma queda dos custos por animal, principalmente envolvidos com saúde e descarte.
O resultado destes em conjunto é uma maior margem líquida por animal no sistema. Mas é sempre importante lembrar que tudo isto só ocorre se o manejo da fazenda estiver adequado. Não adianta ter bezerras de alto padrão genético se sua criação de bezerras for ruim. O resultado não vai se expressar.
OP Rural – No caso da bovinocultura de corte, como funciona o melhoramento genético?
André – Todo melhoramento genético, seja de corte ou de leite, se inicia com a identificação dos animais e medição de sua produção. No caso dos bovinos de corte, precisamos identificar e medir a produção de cada indivíduo a fim de se conhecer quais são os animais mais adaptados ao meio em que estão inseridos, que são capazes de transformar capim em carne, ou melhor, quanto de capim para um quilo de carne. Temos um programa de melhoramento genético de gado de corte com 70 fazendas espalhadas por todo o Brasil com mais de 50 mil matrizes em avaliação. Todas essas 50 mil vacas são identificadas e estão em produção. Seus bezerros são medidos e avaliados em três etapas de sua vida, aos sete meses, aos 14 meses e aos 20 meses. Nessas etapas, os animais são pesados e recebem notas para as características de carcaça, precocidade e musculosidade. De mão desses dados são feitas inúmeras análises estatísticas a fim de fazer as correções para idades dos animais (sempre respeitando os grupos de contemporâneos) e outros efeitos de ambiente. Após isso, temos os índices de produtividade de cada indivíduo, pesado e medido, e sabemos quem é o mais eficiente em produção e com isso escolhemos esses animais para coletar seu material genético e distribuir pelo Brasil.
OP Rural – Como o melhoramento funciona e auxilia na atividade leiteira?
Leonardo – A atividade de produção de leite é muito complexa e envolve vários fatores, que basicamente podem ser separados em dois grandes grupos – genética e ambiente. Para que resultados de melhoramento genético aconteçam é de extrema importância o equilíbrio entre estes dois. Basicamente o melhoramento genético poder ser feito de duas formas clássicas, através de seleção dos melhores animais e de cruzamentos. Dentre estas duas, a seleção é a mais importante dentro do melhoramento genético, pois é através deste processo que os genes que determinam as características de interesse econômico são transmitidos para a próxima geração. Com as novas tecnologias nesta área, hoje em dia, o conceito de melhoramento genético se tornou muito mais amplo do que era a tempos atrás. Já não basta utilizar uma tecnologia de reprodução ou sêmen de touros líderes de sumário, mas, principalmente, identificar as melhores fêmeas, as piores e também as que estão na média do rebanho, visando, com isso, o melhoramento genético do rebanho como um todo, maximizando resultados.
OP Rural – Quais as novidades que permeiam o melhoramento genético no Brasil e no mundo?
André – O melhoramento genético ainda tem muito a evoluir, se iniciou há algumas décadas com o direcionamento dos acasalamentos, depois as pesagens e hoje estamos na era da genômica. Além de medir, medir e medir, também extraímos o DNA desses animais para conhecer quais genes estão envolvidos com o ganho de peso, com a fertilidade e etc. Assim consegue-se ter mais certeza nas informações medidas no campo.
OP Rural – O produtor tem dado a devida atenção a esse melhoramento ou ainda existem rebanhos sem esse benefício?
André – Infelizmente no Brasil apenas 12% do rebanho lança mão da tecnologia da inseminação artificial, uma tecnologia que já vem sendo trabalhada há algumas décadas em alguns rebanhos. Para outros ainda utiliza-se apenas a cobertura a campo, muitas vezes por reprodutores sem qualquer tipo de informação. Esse é sem dúvida o grande entrave para aumentarmos a nossa produtividade. Precisamos levar ao produtor mais conhecimento de que ele pode aumentar sua produção e consequentemente sua rentabilidade utilizando tecnologias acessíveis e de fácil uso, como é o caso da inseminação artificial.
OP Rural – Qual a relação do melhoramento genético com a qualidade da carne?
André – Seja qualidade de carne, seja aumento de produtividade, tudo passa pelo melhoramento genético. Se continuarmos a não investir em conhecimento, ferramentas que agreguem em produção e qualidade, a atividade se torna inviável.
OP Rural – Qual a relação do melhoramento genético com a qualidade do leite?
Luciano – Quando falamos em melhoramento genético, o fator ambiente também é de extrema importância. Há algumas características em que a influência do ambiente é muito maior do que a da genética em si, sendo o contrario verdadeiro. No caso da qualidade do leite, pensamos principalmente em três características principais de interesse econômico: gordura, proteína e CCS (contagem de células somáticas). Nestas três, a influência do ambiente é maior do que da genética, Por este motivo, o equilíbrio entre genética e ambiente é importante. Selecionando os animais para maior produção de sólidos, o produtor conseguirá obter maior retorno financeiro em relação ao pagamento do leite fornecido às indústrias, uma vez que a maioria delas bonifica por quantidade de sólidos no leite e penaliza altas concentrações de células somáticas. No entanto, para que esta produção seja atingida, os animais precisam estar num ambiente que lhe permita a expressão deste potencial genético que foi selecionado.
OP Rural – O melhoramento é determinante para alcançar mercados mais exigentes? Por quê?
André – O melhoramento em si não é determinante, mas dificilmente um rebanho que não evoluiu geneticamente conseguirá fazer exportações ou mesmo atingir nichos de mercados nacionais de cortes de carne nobre. Isso porque se você não mediu e não identificou os animais melhoradores que fazem com que a produção de carne de qualidade superior seja uma constante, não saberemos quais animais são esses e isso gera no comprador mais exigente uma insegurança quanto à padronização. Ele vai acabar buscando em outro mercado a segurança e a padronização que espera.
OP Rural – Há melhoramentos específicos para determinadas regiões brasileiras por conta de variantes?
André – Não apenas temperatura ou o clima é determinante, mas também o solo, a qualidade da forragem, a capacidade de adaptação dos animais e os sistemas de produção estabelecidos (extensivo, semi-intensivo e intensivo). Isso faz com que ocorra algumas diferenças em certas características específicas para cada região, como na região Sul e animais de raças taurinas, onde a medição da infestação por ectoparasitas é importante.
OP Rural – O que o produtor precisa fazer para não descuidar do melhoramento?
Luciano – O melhoramento genético depende de ações básicas para acontecer. A mais importante delas é o produtor controlar os dados de seu rebanho em um sistema de gerenciamento que permita a ele ter dados de pedigree, produção, reprodução e saúde. Com a base de dados formada, ele pode obter informação inteligente e diferenciada para promover o melhoramento genético. A partir disso, o desafio é saber identificar os animais para fazer seleção e acasalamentos. Hoje em dia dispomos de várias tecnologias. Uma das utilizadas para este fim são as avaliações genéticas, que consideram todas as informações de desempenho próprio e também dos animais que compõem seu pedigree, como produção de leite, sólidos, estrutura de pernas, úbere, estatura, entre outras.
No entanto, apenas conhecer os valores genéticos dos animais não é suficiente para garantir o progresso genético do rebanho. É importante que o rebanho esteja inserido dentro de um programa de melhoramento genético, para que diversas estratégias de seleção, descarte e acasalamentos dirigidos possam ser realizadas com a finalidade de se ter animais superiores a cada geração.
Mais informações você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de agosto/setembro de 2016.
Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor
Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.
Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas
Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.
De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.
A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato
Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.
A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.
Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.
Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado” – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.
No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.
Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.
“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27
Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep
“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.
Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.
A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina
Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).
Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.
A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.
Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos
Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.
Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.
