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Sem exportar para a Rússia, suinocultura brasileira encontra sérias dificuldades

Diferente dos torcedores que estão de olho na Rússia em razão da Copa do Mundo, o mercado de suínos do Brasil está de olho no retorno das exportações do Brasil para os russos

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Em tempos de Copa do Mundo na Rússia, quando o mundo se volta para o país sede do maior evento na história do futebol, o mercado de suínos do Brasil também está de olho na Rússia, porém, por outra razão: a liberação das exportações de carne suína brasileira para aquele país, suspensas desde novembro do ano passado. Apesar de vários anúncios de que voltariam a importar o produto do Brasil, já se passaram mais de seis meses e isso ainda não aconteceu. Desde que as exportações foram suspensas, a suinocultura nacional entrou em queda livre e vive mais uma grave crise, com vários fatos complicadores.

No caso das exportações para a Rússia, elas representam cerca de 40% do volume exportado de carne suína brasileira e, dessa forma, os impactos no mercado interno, somados a outros fatores, deixam as granjas à beira do caos. Mas a suspensão das exportações para os russos não é o único problema do suinocultor brasileiro, que vive uma sucessão de fatos que agravam sobremaneira a vida nas granjas, com constantes crises nos últimos anos. A de 2016, por exemplo, provocada pela quebra na safra do milho, com aumento do preço do grão, sepultou de vez a margem do produtor de suínos.

Nessa somatória de problemas enfrentados pelo suinocultor se inclui a Operação Carne Fraca em março de 2017, e a consolidação dos preços dos dois principais componentes da ração animal, o milho e o farelo de soja, em patamares que elevaram o custo de produção acima de um nível suportável a quem produz proteína animal sob as atuais condições de mercado.

A situação só não é mais grave ainda porque a menor oferta de animais pesados para abate e a procura para normalização de estoques depois do desabastecimento pela paralisação dos caminhoneiros provocaram uma recuperação do preço do suíno vivo no mercado interno, embora bem lentamente.

Paralisação dos caminhoneiros

A propósito, a recente paralisação dos caminhoneiros agravou a situação já caótica do produtor de suínos do Brasil, gerando grandes prejuízos e imensos transtornos, com problemas de abastecimento nas granjas e consequente perda de eficiência dos planteis. Mesmo com o produtor reduzindo em até 50% a ração diária dos seus animais e evitando mortes nas granjas, a falta de ração e insumos provocou a perda de peso dos animais e afetou o índice de eficiência de forma considerável, com enormes prejuízos na hora da entrega dos lotes.

O produtor Jacir Dariva, das Granjas Dariva, localizadas no sudoeste do Paraná, que na condição de presidente da Associação Paranaense dos Suinocultores esteve à frente das negociações para liberar caminhões com rações e insumos durante todo o movimento dos caminhoneiros no Paraná, observa que “em razão da redução da alimentação e com ração não específica para a fase em que o animal se encontrava, houve uma grande mortalidade em leitões em várias granjas do estado. Os animais sofreram alterações em seu aparelho digestivo, uma vez que não tiveram a alimentação adequada para a fase de vida que se encontravam”, explica Dariva.

Diante disso, o primeiro semestre de 2018 foi de novos prejuízos, cujas perdas estimadas em São Paulo ultrapassaram R$ 30 milhões nos primeiros cinco meses do ano. Nos demais estados produtores, como Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná, por exemplo, a situação não é diferente e se estima que os prejuízos relacionados aos índices de eficiência da produção em decorrência da paralisação dos caminhoneiros estejam no patamar dos produtores paulistas.

Para se ter ideia da extensão do problema, o prejuízo para o produtor, por animal abatido, no pior momento da atual crise, girou entre R$ 60 e R$ 100. “Somente o estado do Paraná deve ter abatido um volume em torno de 4 milhões animais que foram comercializados com um prejuízo em média de R$ 70 por animal, o que já dá para se ter uma ideia do tamanho do prejuízo para a suinocultura paranaense”, ressalta Jacir Dariva.

Em razão de toda a conjuntura vivida pela atividade, a terceira semana do mês de junho se encerrou com o quilo do suíno vivo cotado no Rio Grande do Sul a R$ 3,35 no mercado independente e a R$ 2,87 em média, posto na indústria, no setor de integração. Em Santa Catarina, as vendas não aconteceram em melhores condições, apesar da Bolsa de suínos catarinense apontar R$ 3,60 o quilo, enquanto que o Paraná e São Paulo, que tentaram puxar o preço para a faixa dos R$ 4 estabelecido como preço referência, o mercado também não foi favorável ao produtor. Em São Paulo, a arroba suína foi comercializada a R$ 70. Para vendas fora do estado, ainda incidem 6% de ICMS, nos casos do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná, e o produtor precisa arcar também com o frete, que acaba de ter alta em consequência do movimento dos caminhoneiros.

Quanto às exportações, desde o embargo russo às carnes brasileiras, China e Hong Kong se estabeleceram como os maiores destinos dessa proteína animal, sendo que de janeiro a maio deste ano, esses países asiáticos receberam 56,2% das exportações nacionais. Somente no mês de maio, China e Hong Kong ampliaram as compras em 41,9% e em 55,6%, respectivamente.

Entendendo o problema

Apesar de complexo e cheio de complicadores, o problema de quem produz suínos no Brasil é de fácil entendimento: não há margem para o produtor, que vende seus animais com preço abaixo do custo de produção. A saca de milho se consolida na faixa entre R$ 40 e R$ 42, e o farelo de soja em R$ 1.560 a tonelada (cotação de junho na região Sul), sendo ambos os principais componentes da ração animal. Já o suíno vivo não consegue recuperar seu preço de venda, hoje na faixa entre R$ 3,30 e R$ 3,60 o quilo, muito aquém do necessário e abaixo do custo de produção, sem qualquer margem para o produtor. Isso justifica o desespero nas granjas, mesmo para o produtor que desenvolve suas atividades pelo sistema de integração, pois não consegue ver avanços em sua atividade. E nem todos os produtores integrados são verticalizados, ou seja, também precisam arcar com os custos de produção, como é o caso dos que mantém contrato com as cooperativas.

Dívidas e fluxo de caixa

Diante desse cenário de coisas, o produtor com dívidas de custeio ou de empréstimos contraídos ainda em épocas de investimentos nas granjas está além da faixa do desespero e não consegue sequer pagar o percentual da entrada exigida pelos bancos nas renegociações, enfrentando ainda graves problemas de fluxo de caixa. Um pingo de esperança é uma possível repactuação de dívidas, com dois anos de carência e dez anos para pagar. Caso isso se confirme, talvez seja a medida que permita ao produtor se manter na atividade. Do contrário, muitos terão que abandonar a suinocultura, levando consigo enormes dívidas e a negativação de seus nomes, além de provocarem desemprego em massa nas granjas.

Comparações

Em uma análise sobre os últimos períodos da atividade, alguns produtores fazem questão de lembrar que há dois anos o preço médio praticado pela arroba suína chegou a R$ 76, e que há um ano o preço ainda se mantinha numa faixa razoável, em R$ 74. A vantagem é que a saca de milho à época estava cotada abaixo de R$ 30, chegando a ser comprada a R$ 26,82 (preço neste mesmo período, em 2017). Ou seja, com uma arroba suína era possível comprar quase 2,5 sacas de milho. Hoje, mesmo com a arroba suína cotada em R$ 70 em São Paulo, a saca de milho está entre R$ 42 e R$ 44, ou seja, uma arroba compra pouco mais de 1,5 saca de milho. Nessa mesma análise para um comparativo entre o preço da arroba suína e o da saca de milho, o preço da arroba atualmente deveria estar entre R$ 112 e R$ 123, o que equivaleria a R$ 6 o quilo do suíno vivo, algo praticamente impossível e improvável de ocorrer no atual momento do mercado de suínos.

O fatotr Rússia

Na opinião do presidente da Associação de Criadores de Suínos do Rio Grande do Sul (ACSURS) e diretor da Associação Brasileira de Criadores de Suínos (ABCS), Valdecir Folador, a liberação das exportações para a Rússia é a única medida mais significativa na tentativa de se reverter o atual quadro da suinocultura brasileira, para dar certo alento ao produtor.

“Não vejo outra opção para resolver de forma mais rápida, neste segundo semestre, o problema de preço do suíno, do que o retorno imediato das exportações para a Rússia, que é a única saída imediata para esta crise. Os preços do milho e do farelo de soja estão estabelecidos e somente se voltarmos a exportar para os russos poderemos recuperar nosso preço, fazendo com que o produtor volte a respirar um pouco. É uma situação que preocupa a todos os segmentos da suinocultura, sejam do mercado livre, independente, ou do sistema integrado, verticalizado ou não”, frisa Valdecir Folador.

Para ele, dentre os demais complicadores está a paralisação dos caminhoneiros, o que agravou o problema nas granjas, pois influenciou diretamente na queda da produtividade, com redução dos índices de eficiência na hora da entrega dos lotes. “Enquanto o produtor lutava para evitar mortes de animais por falta de alimentos, reduzindo ao máximo a ração diária, já sabia que isso iria influenciar, como de fato influenciou, diretamente no peso e nos índices de produção, gerando grandes prejuízos na hora da venda dos seus animais”, diz Folador, que estima um prejuízo para os produtores gaúchos em torno de R$ 20 milhões, somente em razão da baixa de peso dos seus animais, enquanto a situação não se normalizava. “O prejuízo é muito maior se considerada toda a cadeia produtiva, com transtornos para todos os elos da produção”, acrescenta.

Crescimento responsável, com previsibilidade de consumo

Outro fator importante a ser analisado em termos de suinocultura nacional são os investimentos de grandes grupos em ampliações de suas plantas frigoríficas voltadas para abates de suínos no Brasil. Se por um lado isso pode ser visto como algo que fomente à atividade, de outro lado as lideranças suinícolas destacam a necessidade de se fazer um crescimento responsável no setor, com previsibilidade de consumo.

“A cadeia produtiva de suínos no Brasil precisa olhar com cautela para os grandes projetos do setor e defender um crescimento responsável e dentro de uma previsibilidade de consumo futuro. Lá fora, o mercado é bem disputado e aqui o consumo ainda não chegou num nível desejado, apesar dos aumentos nos últimos anos e de todo o marketing da carne suína no Brasil”, ressalta Valdecir Folador.

Caso não haja mercado para colocar toda a produção prevista após a conclusão desses novos investimentos nas unidades frigoríficas do Brasil, teme-se que haja problemas para a parte inicial do processo produtivo, nas granjas. “Quem mais perderá será o produtor, e depois os demais elos da cadeia. Por isso, precisamos crescer com responsabilidade e ampliar de acordo com a previsão de aumento da procura por nosso produto. O ideal é buscar novos mercados lá fora e aquecer o mercado interno”, complementa Folador.

“Trapalhadas do governo”

Por fim, um fato que não deixa de ser percebido pelo setor do agronegócio, incluindo a suinocultura, é a influência negativa de medidas e ações governamentais no mercado e os reflexos negativos da atual crise política e econômica no Brasil, que se arrasta nos últimos anos e não consegue se reverter a curva em declive.

Para o presidente da Associação Paranaense de Suinocultores, Jacir Dariva, “o produtor não precisava pagar por todos as trapalhadas que o governo promoveu no mercado de carnes, incluindo a desastrosa Operação Carne Fraca em março do ano passado. Houve enormes prejuízos para quem está no mercado de produção de proteína animal com aquela operação e agora, mais recentemente, com a questão da carne de frango, com embargos feitos pelo próprio governo brasileiro, prejudicando as relações com o mercado exterior”, diz ele, ao observar que um volume muito grande de carne deixou de ser exportada, com repercussões diretamente no mercado interno. “As fontes de proteína animal acabam concorrendo entre si, provocando uma situação que não é salutar a nenhuma cadeia”, acrescenta.

Dentre as questões relacionadas diretamente à suinocultura do Paraná, o presidente da entidade que representa os criadores de suínos do estado defende que seja rapidamente resolvida a situação do status sanitário do Paraná. “Esse processo de elevação do nosso status sanitário precisa chegar ao seu término o mais rápido possível, para que tenhamos mais opções lá fora para a carne suína do Paraná. O mundo precisa confiar mais em nossa sanidade, que já está elevada, mas que precisa de reconhecimento por parte da Organização Mundial da Saúde Animal, e isso o mais rapidamente possível”, conclui Dariva.

Fonte: Assessoria

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Coops Day 2026 mobiliza Santa Catarina com ações em 12 municípios

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O cooperativismo será celebrado em Santa Catarina com uma programação que combina eventos presenciais, ações de rua e atividades de comunicação em diferentes regiões do Estado. As iniciativas marcam o Dia Internacional do Cooperativismo, o Coops Day 2026, celebrado mundialmente no primeiro sábado de julho.

Foto: Shutterstock

Neste ano, a mobilização tem como tema “Cooperativas por um mundo pacífico”, definido pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), e orienta as ações do movimento em diversos países. A proposta relaciona o cooperativismo à construção de sociedades mais inclusivas e sustentáveis, com base em inclusão econômica, participação social e fortalecimento das comunidades.

No Estado, a programação envolve tanto eventos abertos ao público quanto ações simultâneas de divulgação em municípios catarinenses.

Programação cultural

Em Chapecó, o Coops Day 2026 foi realizado na última quinta-feira (02), no Teatro do Centro de

Foto: Divulgação

Cultura e Eventos Plínio Arlindo De Nes. O encontro reúne cooperados, colaboradores, autoridades e comunidade em uma programação aberta ao público.

O evento contou com abertura oficial, apresentações culturais e interação com os Mascotes do Cooperativismo. O destaque foi o espetáculo do Grupo Sou Arte, de Campo Mourão (PR), inspirado no tema mundial do cooperativismo em 2026.

Ações de rua

Além da programação em Chapecó, o Sistema Ocesc promove no sábado (04) uma série de blitzes em parceria com emissoras de rádio em 11 municípios de Santa Catarina.

As ações serão realizadas em espaços públicos, praças e parques, com transmissões ao vivo, interação com o público, distribuição de brindes e participação de cooperativas locais.

Foto: Shutterstock

As atividades integram a celebração do Coops Day, data reconhecida pela Organização das Nações Unidas (ONU) e promovida pela Aliança Cooperativa Internacional (ACI), que destaca a contribuição das cooperativas para o desenvolvimento econômico e social.

Segundo o coordenador de comunicação da Ocesc, Paulo Henrique Santhias, a proposta é ampliar o alcance do tema no cotidiano da população. “Queremos levar a mensagem do cooperativismo para onde as pessoas estão, mostrando de forma leve e interativa como esse modelo de negócios gera desenvolvimento, oportunidades e qualidade de vida”, afirma.

Municípios participantes

As ações ocorrerão em Florianópolis, Joinville, Blumenau, Lages, Tubarão, Concórdia, Chapecó, São Miguel do Oeste, Caçador, Criciúma e Canoinhas (local a confirmar).

Em Chapecó, também estão previstas atividades na Praça do Loteamento Vederti I e em frente ao Boca Sport Bar.

Fonte: Assessoria Sistema Ocesc
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Copagril recebe honraria da Assembleia de Mato Grosso do Sul por atuação no cooperativismo

Cooperativa foi uma das seis representantes do ramo agropecuário reconhecidas pela contribuição ao desenvolvimento econômico e social sul-mato-grossense.

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Copagril foi uma das seis cooperativas agropecuárias homenageadas pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul - Foto: Divulgação/Copagril

A Copagril foi uma das cooperativas homenageadas com a Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo em Homenagem ao Cooperativismo Sul-Mato-Grossense, durante sessão solene realizada pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul (ALEMS), na última quarta-feira (1º) , em Campo Grande (MS). A homenagem integrou a programação da Semana do Cooperativismo e reconheceu pessoas, instituições e cooperativas que contribuem para o fortalecimento do movimento cooperativista e para o desenvolvimento econômico e social do Estado.

Homenagem reconheceu a contribuição da Copagril para o cooperativismo sul-mato-grossense – Foto: Divulgação/Copagril

A solenidade foi proposta pelo deputado estadual Professor Rinaldo Modesto, presidente da Frente Parlamentar de Defesa do Cooperativismo (Frencoop/MS), que destacou a importância do setor para Mato Grosso do Sul. Atualmente, o cooperativismo representa cerca de 10% do Produto Interno Bruto (PIB) estadual, reunindo mais de 138 cooperativas, aproximadamente 668 mil cooperados e cerca de 15,5 mil empregos diretos.

Entre as cooperativas do ramo agropecuário, apenas seis receberam a honraria, evidenciando o protagonismo da Copagril no desenvolvimento do cooperativismo sul-mato-grossense. A cooperativa foi representada na cerimônia pelo diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, e pelo diretor-secretário, Ademir Luis Griep.

O reconhecimento reforça a trajetória construída pela Copagril no Estado, onde atua desde a década

de 1980. Nos últimos anos, a cooperativa intensificou seu plano de expansão, ampliando sua presença em diferentes regiões do Mato Grosso do Sul. De 2025 a 2026, foram inauguradas seis novas unidades, consolidando a estratégia de crescimento e de proximidade com os produtores rurais.

Para o diretor vice-presidente, Cesar Luiz Petri, a homenagem demonstra que o trabalho

Diretor-secretário da Copagril, Ademir Luis Griep, com o diretor vice-presidente Cesar Luiz Petri representaram a Copagril na cerimônia realizada em Campo Grande (MS) – Foto: Divulgação/Copagril

desenvolvido pela cooperativa vem gerando resultados concretos para o desenvolvimento regional. “Receber esta homenagem é motivo de muito orgulho para a Copagril. É o reconhecimento de uma trajetória construída com seriedade, compromisso com os cooperados e investimentos constantes no Mato Grosso do Sul. Seguiremos trabalhando para fortalecer o agronegócio e levar cada vez mais oportunidades aos produtores da região”, destaca Petri.

O diretor-secretário, Ademir Luis Griep, ressalta que a expansão da cooperativa no Estado está diretamente ligada aos princípios do cooperativismo. “Esse reconhecimento pertence a todos que fazem parte da Copagril. Nossa missão é estar cada vez mais próximos do produtor, oferecendo soluções, assistência técnica e segurança para que ele possa produzir com eficiência. É gratificante ver esse trabalho sendo valorizado pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul”, afirma Griep.

Para a Copagril, a homenagem representa o reconhecimento de um trabalho pautado nos princípios do cooperativismo, na geração de oportunidades para os cooperados e no compromisso com o desenvolvimento regional. A expansão da cooperativa no Mato Grosso do Sul reafirma esse propósito, levando soluções, tecnologia, assistência técnica e fortalecendo o agronegócio em um dos estados mais promissores do país.

A Medalha e o Diploma de Honra ao Mérito Legislativo foram instituídos pela Assembleia Legislativa de Mato Grosso do Sul para reconhecer pessoas e instituições que contribuem de forma significativa para o fortalecimento do cooperativismo, um modelo de negócio que segue impulsionando o desenvolvimento econômico, social e sustentável do Estado.

 

Fonte: Assessoria Copagril
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Veto ao Projeto dos Safristas mantém impasse sobre contratação de temporários no campo

Texto aprovado pelo Congresso previa preservar o acesso a programas sociais para trabalhadores contratados durante a safra. Cooperativas e setor produtivo defendem derrubada do veto.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

Ampliar a oferta de mão de obra formal durante os períodos de safra sem comprometer a proteção social dos trabalhadores é um dos principais desafios enfrentados pela agropecuária brasileira. Como forma de oferecer uma solução para essa questão, o Projeto de Lei (PL) 715/2023, conhecido como Projeto dos Safristas, apoiado pelo cooperativismo, foi aprovado no Congresso Nacional. Apesar de sua importância para o setor, a proposta foi integralmente vetada pela Presidência da República e, por isso, a expectativa agora é de que a decisão seja revertida no Parlamento.

Foto: Gilson Abreu

De autoria do deputado Zé Vitor (MG), membro da Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop), o projeto prevê que a renda obtida em contratos temporários de safra não seja considerada para a exclusão imediata de programas sociais. A medida busca reduzir a informalidade, ampliar as oportunidades de trabalho no campo e atender à demanda de produtores rurais e cooperativas que enfrentam dificuldades para contratar trabalhadores durante os períodos de colheita.

Relator da matéria, o deputado Evair de Melo (ES), também membro da Frencoop, defende que a iniciativa responde a uma demanda histórica do setor produtivo e cria condições para ampliar a formalização das relações de trabalho. “A ideia é fomentar a formalização do trabalho em diversas culturas agrícolas. As regras dos programas sociais e a remuneração por produtividade acabam criando um cenário que incentiva a informalidade. Precisamos oferecer segurança para quem quer trabalhar e para quem precisa contratar”, afirma.

Cooperativas defendem mudança

O Projeto dos Safristas conta com apoio do Sistema OCB e de cooperativas agropecuárias, que afirmam enfrentar dificuldades recorrentes para formar equipes durante os períodos de colheita.

Segundo a entidade, a escassez de mão de obra formal afeta diferentes cadeias produtivas e tem levado produtores e cooperativas a buscar alternativas para atender à demanda sazonal de trabalhadores.

Foto: Divulgação

Dados do Sistema OCB indicam que o ramo agropecuário reúne 1.172 cooperativas, movimenta R$ 438,2 bilhões por ano e responde por mais de 257 mil empregos diretos no país.

Para a presidente-executiva do Sistema OCB, Tania Zanella, a proposta cria um mecanismo para aproximar políticas de assistência social e de geração de emprego. “O desafio da mão de obra no campo só será resolvido com regras que estimulem a formalização. O Projeto dos Safristas representa um avanço porque aproxima políticas sociais e políticas de emprego, beneficiando trabalhadores, cooperativas e toda a cadeia agropecuária”, afirma.

Próximo passo depende do Congresso

Com o veto presidencial, o projeto retorna ao Congresso Nacional, que decidirá, em sessão conjunta de deputados e senadores, se mantém ou derruba a decisão do Executivo. Caso o veto seja rejeitado, o texto poderá ser promulgado e entrar em vigor.

A discussão ocorre em um momento em que produtores rurais e cooperativas relatam dificuldades para preencher vagas temporárias durante as safras, especialmente em atividades que exigem grande número de trabalhadores em períodos concentrados. O Projeto dos Safristas foi apresentado como uma tentativa de reduzir esse gargalo por meio de incentivos à contratação formal, sem impacto imediato sobre os benefícios sociais recebidos pelos trabalhadores.

Fonte: O Presente Rural com OCB
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