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Sem “boia”, não existe carne premium

Dieta adequada garante 1kg de carcaça por dia e mínimo de 3mm de deposição de gordura subcutânea (EGS) no gado meio-sangue Angus x Nelore

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Agropecuária Maragogipe, Itaquirai/MS, Wilson Brochman – Foto Eduardo Rocha

O consumo de carne de qualidade no Brasil aumentou 20% nos últimos dez anos, tendência também observada nas exportações de cortes premium. Segundo informações do programa Carne Angus Certificada, os embarques cresceram 21%, com quase 693 toneladas de equivalente-carcaça.

E quando se trata de carne de qualidade, a principal raça utilizada, hoje, é o Aberdeen Angus, taurino de origem britânica reconhecido por imprimir maior marmoreio – aquela gordura entremeada responsável por proporcionar sabor, suculência e maciez na carne.

O problema é que essa raça não é adaptada ao clima tropical brasileiro, por isso a solução encontrada pelos pecuaristas é fazer o cruzamento industrial com o zebuíno Nelore, que é mais rústico e representa 80% do rebanho bovino nacional.

Esse “casamento por interesse”, como brincam os pecuaristas adeptos desse cruzamento, tornou-se um sucesso porque viabiliza a produção de cortes premium em grande escala para saciar o apetite de uma gama de consumidores exigentes que não para de crescer dentro e fora do País.

Porém, um plano nutricional deve ser bem conduzido para garantir a máxima produtividade, precocidade e rentabilidade dos animais. O doutor em Zootecnia e supervisor técnico comercial da Premix e Agrocria Nutrição Animal, no estado de Goiás, Flávio Henrique Vidal Azevedo, explica que o objetivo deve ser o ganho de 21@ para machos com até dois dentes (idade entre 18 e 28 meses) e 16@ para fêmeas até 4 dentes (idade entre 24 e 31 meses).

“Tratando-se de um novilho, a meta é que ele ganhe 7@ na desmama, 7@ na recria e outras 7@ durante a fase de engorda”, resume Flávio Henrique. O investimento compensa. Com base na cotação da arroba no valor de R$ 300,00, a premiação dos frigoríficos para um garrote de 21@ pode variar entre R$ 315 e R$ 945,00 a mais por cabeça, dependo do grau de sangue Angus envolvido no acasalamento.

 

 

Metas nos ciclos de produção

Para chegar naquele peso de carcaça, é imprescindível uma desmama entre 220 e 240 kg nos machos e de 210 a 230 kg nas fêmeas, aos 240 dias, então, o especialista recomenda o uso de creep-feeding ou creep-grazing. Igual cuidado deve ser tomado na recria, pelo fato dos bezerros serem, normalmente, desmamados na estação seca do ano, quando o capim perde qualidade.

Na recria, a meta são mais 7@, entre 330 e 360 dias, resultado que pode ser alcançado em três etapas. Nos primeiros 150 dias pós-desmame, o animal precisa ganhar 1,75@. Isso é conseguido com o fornecimento de suplemento proteico-energético, como o Protene, na ordem de 0,3 a 0,5% do peso vivo.

A próxima etapa ocorre já no período chuvoso e visa, em 120 dias, o ganho de mais 3,8@, com ajuste do pasto e o fornecimento 0,1 a 0,15% do peso vivo de um bom suplemento proteico ou até mesmo de um sal mineral aditivado adensado (consumo de 0,05% do peso vivo).

Os 60 dias finais da fase de recria marcam a terceira etapa, quando ocorre a transição de estação, onde, apesar de verde, o capim já florou, perdendo valor nutricional. Neste momento, o doutor em Zootecnia sugere entrar com um proteico-energético (0,3% do peso vivo) para obtenção da 1,5@ restante. A recria é um ótimo momento para diluir o ágio pago nos bezerros adquiridos de terceiros, pois é quando os animais apresentam máxima eficiência alimentar.

“É comum haver negligência na fase de recria porque existe uma cultura errada de que é possível recuperar peso na engorda intensiva, no entanto, se a recria não atinge a meta de 7@ em 330 ou 360 dias, fica difícil gerar o retorno econômico desejado”, adverte o doutor em Zootecnia e supervisor técnico comercial da Premix e Agrocria.

Por fim, na engorda, o objetivo é imprimir as 7@ finais em apenas 90 a 120 dias, com acabamento de carcaça mínimo de 3mm de gordura. Atualmente, as técnicas mais populares na terminação são a TIP (Terminação Intensiva a Pasto) e o confinamento com grão inteiro de milho.

 

Protocolos de engorda

Na TIP, o consumo de concentrado varia de 1,8 a 2% do peso vivo do animal e o restante da dieta é pasto. As principais desvantagens resumem-se à escassez de capim de qualidade na estação seca e a logística necessária no preparo e transporte do concentrado até o cocho ou, ainda, a compra de ração pronta, elevando os custos de produção.

O confinamento com grão inteiro, também chamado de alto grão, é uma tecnologia interessante pela facilidade de implementação.

Sucesso nos Estados Unidos desde a década de 1970, ela foi adaptada para uso com o milho brasileiro em 2009, por meio da Premix e Agrocria, em parceria técnica com a Universidade Federal de Goiás (UFG).

Após uma adaptação de 16 dias, que pode ser feita com pasto ou qualquer outro volumoso, basta fornecer, direto no cocho, na proporção de 85% de milho grão inteiro e 15% do suplemento Engordin Grão inteiro 38, uma quantidade que varia de 2 a 2,3% do peso vivo.

“A principal vantagem é que essa é uma dieta de oportunidade. Ela permite rapidez da tomada de decisão e ganhos de carcaça similares aos obtidos no confinamento convencional”, afirma Flávio Henrique.

Segundo ele, a desvantagem é que está sujeita às oscilações na cotação do grão, mas tanto ela quanto a TIP são capazes de garantir mais de 1kg de carcaça/dia e entregar cobertura de gordura superior a 3 mm.

 

 

Fonte: Assessoria

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Automação orientada por dados eleva produtividade e eficiência da Granjas 4 Irmãos

Gestão integrada, rastreabilidade e uso intensivo de tecnologia permitem ganhos operacionais, controle de custos e decisões estratégicas no agronegócio gaúcho

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Fotos: Granjas 4 Irmãos

A adoção de um modelo de gestão orientado por dados e apoiado em automação tem sido determinante para o desempenho econômico da Granjas 4 Irmãos, um dos grupos mais tradicionais do agronegócio gaúcho. Ao integrar tecnologia agrícola, rastreabilidade e padronização da informação, a empresa conseguiu ampliar produtividade, reduzir desperdícios, aumentar o controle de custos e elevar a eficiência operacional em toda a cadeia produtiva.

Com uma história de 80 anos de atuação, a Granjas 4 Irmãos opera hoje com uma estrutura de grande escala. Em uma área total de 27 mil hectares, cultiva arroz em 7.200 hectares, soja em 5.500 hectares, milho em 700 hectares além de outras culturas, como sorgo e forragens diversas. Conta também com um rebanho leiteiro com 380 vacas em ordenha, pecuária de corte com cerca de 7 mil cabeças e capacidade de armazenagem de 2 milhões de sacos. Segundo o diretor da empresa, Eduardo Castilho, o avanço tecnológico foi decisivo para sustentar esse crescimento com controle. “A automação nos permitiu transformar dados em decisões rápidas, reduzir ineficiências e melhorar significativamente o desempenho econômico da operação”, afirma.

Dados como base da produtividade

Acompanhamento em tempo real de tudo o que acontece na lavoura e na pecuária

A estratégia da Granjas 4 Irmãos foi construída de forma progressiva. Após consolidar sistemas de gestão (ERP), a empresa avançou para a digitalização do campo, incorporando telemetria de máquinas, monitoramento do consumo de combustível, análise de desempenho de operadores e uso de dashboards gerenciais. “Hoje conseguimos acompanhar, praticamente em tempo real, o que acontece na lavoura e na pecuária. Isso encurta o tempo entre o problema e a decisão, com impacto direto na produtividade”, explica Castilho.

O uso de drones e dados georreferenciados ampliou ainda mais a capacidade analítica da empresa, ao permitir diagnósticos mais precisos e antecipação de falhas. “Essa combinação de tecnologia e dados melhora a performance econômica e produtiva, além de engajar os colaboradores, que passam a enxergar claramente os resultados do seu trabalho”, acrescenta.

Eficiência econômica e sustentabilidade

Além dos ganhos operacionais, a automação fortaleceu a sustentabilidade financeira e ambiental da companhia. A Granjas mantém uma biofábrica própria, voltada à produção de insumos para uma agricultura mais regenerativa, reduzindo custos e dependência externa. O modelo de negócio também investe no desenvolvimento humano, com três vilas agrícolas e programas de formação que garantem continuidade da operação no longo prazo. “Sustentabilidade, para nós, é econômica, social e ambiental. Os três pilares precisam caminhar juntos”, ressalta o diretor.

Padronização e rastreabilidade como vantagem competitiva

Com o crescimento da operação e do volume de dados, a padronização da informação tornou-se essencial para garantir consistência, integração entre sistemas e rastreabilidade de ponta a ponta. Esse processo assegura maior confiabilidade dos dados, transparência ao mercado e aderência às exigências da indústria e das exportações. “Os padrões permitem que diferentes tecnologias conversem entre si e que a automação realmente gere valor econômico”, afirma Castilho.

Principais resultados da automação na Granjas 4 irmãos:
– Aumento da produtividade por colaborador e por máquina
– Redução do tempo de resposta entre o evento no campo e a decisão gerencial
– Melhor controle de custos operacionais e consumo de insumos
– Gestão baseada em dados, com dashboards e indicadores em tempo real
– Rastreabilidade integrada com garantia transparência e segurança da informação
– Maior previsibilidade econômica e eficiência na tomada de decisão
– Modelo escalável, preparado para crescimento e exigências do mercado

Reconhecimento nacional

Os resultados obtidos com essa estratégia levaram a Granjas 4 Irmãos a conquistar o Prêmio Automação 2025, promovido pela Associação Brasileira de Automação-GS1 Brasil, na categoria AgroTech. A premiação reconheceu a capacidade da empresa de integrar dados, automação e rastreabilidade para elevar eficiência, produtividade e competitividade no agronegócio.

“Esse reconhecimento mostra que estamos no caminho certo. Mais do que tecnologia, construímos um modelo de gestão baseado em dados, eficiência e sustentabilidade, preparado para os desafios atuais e futuros do setor”, pontua Castilho.

Fonte: Assessoria Granjas 4 Irmãos
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Biochem LATAM amplia atuação em ruminantes com foco em desempenho produtivo e eficiência

Movimento reforça o compromisso da empresa com desempenho produtivo, eficiência e sustentabilidade dos sistemas pecuários brasileiros.

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Foto: Giuliano De Luca/O Presente Rural

A Biochem LATAM vem fortalecendo sua atuação no mercado de ruminantes por meio de uma estratégia que integra ciência aplicada, presença técnica em campo e relacionamento direto com a indústria de nutrição animal. O movimento reforça o compromisso da empresa com desempenho produtivo, eficiência e sustentabilidade dos sistemas pecuários brasileiros.

A expansão está baseada na aplicação prática de tecnologias nutricionais capazes de gerar impacto mensurável nos resultados zootécnicos, com foco em consistência produtiva e resposta fisiológica dos animais em diferentes sistemas de produção.

Ciência como base estratégica

Atuação da Biochem no segmento de ruminantes é conduzida por Marcello Russo, Sales Manager Ruminants and Feed Mills Brazil – Fotos: Divulgação/Biochem

No eixo técnico-científico, a empresa conduz estudos em parceria com instituições de referência, como a Universidade Estadual Paulista (UNESP – FMVZ), por meio do GEBOL – Grupo de Estudos em Bovinos Leiteiros da UNESP Botucatu, e a Embrapa Pecuária Sudeste, em São Carlos. As iniciativas focam na geração de dados técnicos aplicáveis à realidade dos sistemas de produção, fortalecendo decisões nutricionais e produtivas no campo.

Os estudos avaliam parâmetros ligados ao desempenho produtivo e à resposta fisiológica, gerando dados consistentes que sustentam decisões técnicas e comerciais com maior segurança.

Além disso, a Biochem mantém atuação técnica próxima à indústria e aos sistemas produtivos, garantindo que suas soluções estejam alinhadas às demandas operacionais e às necessidades práticas do mercado.

Estrutura orientada à estratégia e execução

Na parte técnico-comercial, Murilo Jesus, apoiando a execução das ações em campo, o acompanhamento técnico de projetos e o desenvolvimento de clientes junto à estratégia comercial

A atuação da Biochem no segmento de ruminantes é conduzida por Marcello Russo, Sales Manager Ruminants and Feed Mills Brazil, responsável pela estratégia de mercado, desenvolvimento de negócios e relacionamento com a indústria em nível nacional.

Ao seu lado atua, na parte técnico-comercial, Murilo Jesus, apoiando a execução das ações em campo, o acompanhamento técnico de projetos e o desenvolvimento de clientes junto à estratégia comercial.

Essa estrutura fortalece a integração entre posicionamento estratégico, aplicação técnica e expansão de mercado, promovendo soluções consistentes tanto para a indústria quanto para o produtor final.

Foco em resultado e sustentabilidade

Ao ampliar sua atuação em ruminantes, a Biochem reforça seu posicionamento como empresa de ciência aplicada à produtividade. As iniciativas são direcionadas à geração de impacto zootécnico mensurável, viabilidade econômica e estabilidade produtiva.

O crescimento no segmento consolida a presença da empresa, com foco em eficiência e produtividade na produção animal.

Sobre a Biochem LATAM

A Biochem LATAM integra o grupo internacional Biochem Zusatzstoffe Handels- und Produktionsgesellschaft mbH, empresa de origem alemã com atuação global no desenvolvimento de soluções para nutrição animal.

Com tecnologia própria e validação científica consistente, a companhia oferece um portfólio de aditivos e soluções nutricionais adaptados às necessidades dos mercados latino-americanos.

A Biochem atua de forma integrada junto à indústria e ao cliente final, contribuindo para maior eficiência produtiva, melhor desempenho e geração de valor em diferentes sistemas de produção.

Fonte: Assessoria Biochem LATAM
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Better Group é o primeiro grupo frigorífico do Brasil a receber a certificação 2030 TODAY, alinhada aos ODS (ONU)

Conquista valida o alinhamento da operação com 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

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O Better Beef frigorífico, com unidades em Rancharia e Araçatuba, com abate diário de 1.500 animais por dia, e a Agropecuária Vista Alegre (Better Beef Confinamento), maior estrutura coberta de terminação intensiva de bovinos da América Latina, com capacidade de engordar aproximadamente 136 mil animais por ano, empresas do Better Group, tornam-se os primeiros do Brasil a obter a certificação 2030 TODAY, emitida pela SGS, líder mundial em acreditação. A conquista valida o alinhamento da operação com 12 dos 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU.

“Essa conquista formaliza o elevado padrão operacional do Better Group há anos, transformando práticas internas em um processo estruturado e auditado”, ressalta Everton Gardezan, gerente de Marketing do Better Group. Ele destaca que ao garantir competitividade global e sustentabilidade operacional a certificação protege os empregos diretos e indiretos gerados pelo Better Group e contribui para a estabilidade econômica de suas comunidades. “Estamos provando que é possível ser competitivo globalmente enquanto se mantém um compromisso rigoroso com a sustentabilidade. Isso beneficia não apenas o Better Group, mas toda a indústria brasileira de proteína animal e os milhões de pessoas que dependem dela para sua subsistência.”

Everton Gardezan, gerente de Marketing do Better Group.

A certificação recebida pelo Better Group, por meio das operações do Better Beef Frigorífico e da Agropecuária Vista Alegre, válida ações concretas nos eixos Ambiental (Gestão de água: origem, consumo, reuso, captação pluvial e tratamento de efluentes; Energia limpa: consumo total, origem da energia, mercado livre e eficiência energética; Produção responsável de resíduos: classificação, reciclagem, logística reversa e economia circular; Ações para o clima: inventário de emissões – Escopos 1 e 2, descarbonização e compensação), Social (Combate à pobreza e apoio à comunidade; Saúde e bem-estar dos colaboradores; Educação e capacitação profissional; Igualdade de gênero e valorização da mulher; Trabalho decente e desenvolvimento local) e Governança (Políticas e normas claras (conduta, ética e LGPD; Auditorias internas e externas; Certificações e rastreabilidade;  Comunicação interna e externa estruturada.

A certificação chega em um momento em que regulamentações emergentes, como a Diretiva de Devida Diligência em Sustentabilidade (CSDDD) e a Regulação de Desflorestação (EUDR), da União Europeia, estabelecem requisitos cada vez mais rigorosos para produtos importados. “Empresas que não conseguem demonstrar práticas de sustentabilidade auditadas enfrentam barreiras comerciais cada vez mais rigorosas. A certificação 2030 TODAY do Better Group não apenas atende a esses requisitos emergentes, como os supera, posicionando a empresa à frente da curva regulatória”, reforça Gardezan.

Ele explica que a certificação do Better Group também contribui para estabelecer um novo padrão para o setor da carne, “sinalizando que sustentabilidade auditada é viável e competitiva e fortalecendo a imagem do Brasil como produtor de proteína animal de forma responsável. Além disso, cria uma pressão competitiva positiva no setor, tendo em vista que os consumidores conscientes, particularmente em mercados desenvolvidos, buscam produtos com certificação de sustentabilidade”.

Fonte: Assessoria Better Group
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