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Avicultura Mercado

“Sem as cooperativas, avicultura não teria importância econômica e social que alcançou”, afirma Lang

Para o presidente da cooperativa C.Vale, as cooperativas foram e ainda são essenciais para o bom desenvolvimento da avicultura em todo o território nacional

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Arquivo/OP Rural

Quando se fala em cooperativismo, muitas das coisas que vem à mente são desenvolvimento, parcerias, bom trabalho. Isso não é à toa. Há anos sendo praticado no Brasil, o modelo cooperativista conquista aqueles que o conhecem. No agronegócio este é um modelo que deu muito certo. As cooperativas ajudam a desenvolver o produtor, o município em que está instalada e fazem da produção um verdadeiro negócio internacional.

Entre os diversos setores que são beneficiados pelo cooperativismo, um deles é a avicultura. Um exemplo é o Estado do Paraná. Maior produtor e exportador de aves do país, conta também com algumas das maiores cooperativas brasileiras e que têm um foco especial na produção de frango. Uma destas cooperativas é a C.Vale, que está localizada em Palotina, na região Oeste. 

Para o presidente da cooperativa, Alfredo Lang, o cooperativismo foi fundamental para a expansão da avicultura. “No caso do Paraná, a maior parte das integrações avícolas é ligada a cooperativas, então são elas que estimulam a expansão da atividade, que buscam mercados, geram renda e empregos. Certamente sem as cooperativas a avicultura não teria a importância econômica e social que alcançou”, avalia.

A liderança acredita que as cooperativas são as responsáveis por boa parte das inovações do setor. “Veja o caso da C.Vale. Quando começamos, em 1997, ninguém utilizava a climatização de aviários. A C.Vale foi buscar essa tecnologia, conseguiu melhorar os resultados da atividade e aquilo que era novidade passou a ser utilizado por todas as empresas do segmento. Isso ajudou a melhorar a competitividade do setor como um todo”, explica.

Auxílio na produção e expansão de mercado

A partir do frango entregue pelo cooperado, são diversos os produtos que são feitos pela cooperativa. Somente a C.Vale, por exemplo, produz cortes in natura e prontos para consumo. “São aproximadamente 140 produtos”, informa o presidente. Isso somente da linha de aves. Para se ter uma ideia, somente no mês de maio deste ano, a média de produção da cooperativa paranaense ficou em 577 mil frangos/dia.

Toda essa produção não é exclusiva para o mercado nacional. Lang explica que no ano passado a cooperativa exportou 60% de toda a sua produção para 70 países. “Ente eles Alemanha, África do Sul, Arábia Saudita, China, Coreia do Sul, Emirados Árabes, Inglaterra, Japão, México e Rússia”, conta. Além do mais, para ter conquistado todos estes mercados, a cooperativa produz diferentes tipos de produtos para atender a demanda específica de cada um. Entre eles estão asa, peito, coxa e pés. “Depende do país. A China compra pés de frango. Para a Europa vendemos peito de frango, entre outros produtos”, comenta.

Contribuições muito além da produção

Segundo o presidente da C.Vale, a avicultura é uma grande fonte de renda, começando pelos produtores. “A atividade ajuda a manter os produtores no campo, principalmente os pequenos. Temos muitos casos de filhos permanecendo na propriedade porque a renda do frango permite isso. As cidades se beneficiam da geração de empregos. O peixe é mais recente, mas também está caminhando no mesmo sentido do frango. Nossas integrações de frangos e peixes empregam mais de 6,4 mil pessoas diretamente”, conta.

Além do mais, Lang acrescenta que outro benefício é a geração de tributos da cooperativa. “No caso da C.Vale, o ICMS do frango e do peixe é dividido pelos municípios que participam da integração, não ficam somente em Palotina, onde as indústrias estão instaladas”, explica.

O presidente destaca que as cooperativas têm uma atuação bastante vasta. “Elas transferem tecnologia das empresas aos produtores, garantem assistência que, muitas vezes, empresas privadas não garantem, e oferecem alternativas de renda”, afirma. Lang ainda exemplifica, imaginando o Paraná, por exemplo, sem as cooperativas. “O que estariam fazendo essas mais de seis mil pessoas que trabalham nas indústrias da C.Vale? Os pequenos produtores que não teriam frango, suínos, peixes, leite e mandioca para gerar renda adicional? Os filhos deles estariam no campo ou estariam trabalhando na cidade por salários menores?”, indaga.

Para o líder cooperativista, as cooperativas têm ainda a tarefa de defender os produtores junto às autoridades. “Basta lembrar o que aconteceu durante a votação do Novo Código Florestal. Quem foi que articulou com parlamentares e com o governo? Quem levou até eles as necessidades dos produtores? Quando as taxas de juros estão altas demais, são os representantes das cooperativas que vão pressionar pela redução”, afirma.

Outras notícias você encontra na edição de Aves de junho/julho de 2019 ou online.

Fonte: O Presente Rural

Avicultura

Simpósio de Avicultura arrecada mais de R$ 10 mil para entidade em Chapecó

Valor foi obtido com vendas durante o evento e destinado à associação que apoia hospitais da região.

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O lucro obtido com as vendas foi de R$ 10.723,93, valor integralmente destinado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste - Foto: Suellen Santin/MB Comunicação

O Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet) realizou, entre os dias 7 e 9 de abril, o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA), em Chapecó. Durante o evento, os participantes tiveram acesso à NúcleoStore, loja com produtos personalizados cuja arrecadação é destinada a uma instituição local a cada edição.

Foram comercializados itens como bótons, camisetas, meias, lixocar e mousepads, com comunicação voltada ao setor avícola. Ao todo, a iniciativa arrecadou R$ 10.723,93, valor integralmente destinado à Associação de Voluntários do Hospital Regional do Oeste (Avhro).

A Avhro completa em 2026 24 anos de atuação, destacando-se como uma das principais entidades de voluntariado da região oeste – Foto: Karina Ogliari/MB Comunicação

A ação integra as iniciativas do Nucleovet para associar eventos técnicos a atividades de apoio à comunidade. Segundo a presidente da entidade, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o objetivo é ampliar o impacto das ações realizadas durante o simpósio.

A presidente da Avhro, Édia Lago, informou que parte dos recursos já foi aplicada na melhoria da estrutura da sede da instituição. Entre as ações, está a revitalização de um espaço externo, com reorganização da área de acesso, o que deve facilitar o fluxo de veículos e ambulâncias.

A Avhro completa 24 anos de atuação em 2026 e reúne mais de 300 voluntárias. A entidade presta apoio ao Hospital Regional do Oeste (HRO), ao Hospital da Criança de Chapecó e ao Hospital Nossa Senhora da Saúde, em Coronel Freitas, com ações voltadas ao atendimento de pacientes e suporte às famílias.

Entre as atividades desenvolvidas estão a produção anual de cerca de 43 mil fraldas descartáveis, 350 enxovais de bebê, além de roupas hospitalares e outros itens utilizados nos atendimentos. A associação também organiza a entrega de cestas básicas para pacientes em tratamento oncológico.

Outro eixo de atuação é o brechó solidário, que destina roupas gratuitamente a pessoas em situação de vulnerabilidade e apoia ações emergenciais. A entidade também participa de campanhas de doação para municípios afetados por desastres em diferentes regiões do país.

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, iniciativas que conectam o setor agropecuário a ações sociais têm ganhado espaço no Brasil, reforçando o papel do setor além da produção.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos

Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

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Foto: Rodrigo Fêlix Leal

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado

O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.

Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.

A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.

Fonte: O Presente Rural
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Avicultura Recorde histórico

Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre

Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.

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Foto: Shutterstock

Mesmo diante de um cenário geopolítico considerado desafiador, as exportações brasileiras de carne de frango atingiram volume recorde no primeiro trimestre de 2026. Dados da Secex, analisados pelo Cepea, indicam que o país embarcou 1,45 milhão de toneladas entre janeiro e março.

Foto: Shutterstock

O resultado supera em 0,7% o recorde anterior para o período, registrado em 2025, quando foram exportadas 1,44 milhão de toneladas, considerando a série histórica iniciada em 1997. O desempenho chama atenção do mercado, já que o primeiro trimestre costuma registrar menor intensidade de compras externas, com maior concentração das exportações no segundo semestre.

Pesquisadores do Cepea destacam que o volume surpreendeu inclusive agentes do setor, especialmente em um período marcado por preocupações com o cenário internacional, incluindo possíveis impactos do conflito no Oriente Médio sobre o comércio global de proteínas.

Apesar do desempenho recorde no mercado externo, o movimento não foi suficiente para sustentar os preços internos da carne de frango ao longo de março, quando foram registradas quedas nas cotações.

Em abril, no entanto, o comportamento do mercado doméstico indica reação. Segundo o Cepea, os preços vêm registrando alta, influenciados pelo reajuste dos fretes, pressionados pela elevação dos combustíveis, e pelo tradicional aumento da demanda no início do mês. Os valores atuais se aproximam dos patamares observados em fevereiro, sinalizando recuperação parcial das cotações.

Fonte: O Presente Rural
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