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Sem adversários, Kátia Abreu deve ser reeleita para presidir a CNA

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Criticada por parte dos produtores rurais pela proximidade com o governo Dilma, a senadora Kátia Abreu (PMDB-TO) deve ser reeleita para presidência da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) no dia 14 de outubro, segundo dez parlamentares, sindicalistas e ruralistas ouvidos pelo Valor PRO, serviço de tempo real do Valor.
A inscrição das chapas se encerra hoje e a oposição, que ensaiava concorrer com candidatura própria, desistiu diante da dificuldade de angariar apoio suficiente para vencer. A reeleição dará a Kátia, que está no cargo desde 2008, o terceiro mandato seguido no comando da entidade, até dezembro de 2017.
A senadora chegou ao posto como presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Estado do Tocantins (FAET), cargo que ocupa desde 1996 e que hoje está no sexto mandato consecutivo. Pessoas próximas a ela, contudo, dizem que o plano não é continuar na CNA até o fim do mandato. Kátia tenta se firmar como a principal interlocutora do agronegócio no país para ser escolhida ministra da Agricultura.
Para atingir esse objetivo, ela deixou o DEM (e a oposição) em 2011 e se aproximou da presidente Dilma Rousseff, filiando-se ao recém-fundado PSD. Em 2013, nova troca partidária. Kátia brigou com a bancada do PMDB na Câmara dos Deputados, com quem disputa indicações para o Ministério da Agricultura, para ingressar no partido. O PMDB tem indicado o titular da Pasta desde o segundo mandato do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) – o atual ministro, Neri Geller, é do partido, mas é tido na legenda como um interino até as mudanças ministeriais de 2015.
A aproximação com o governo é criticada por parte dos ruralistas, embora poucos falem abertamente. O principal foco de insatisfação é a Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Influente na Câmara, a frente tem criticado à gestão da senadora, que não teria tomado a dianteira de questões como a demarcação de terras indígenas e o novo Código Florestal para não se indispor com o Palácio do Planalto.
Uma rebelião contra o comando da senadora na CNA foi ensaiada desde o ano passado pelas federações do Mato Grosso e Paraná, e chegou a encontrar apoio nos Estados insatisfeitos com a gestão de Kátia, como Rio Grande do Sul e São Paulo, que veem uso do cargo na confederação para atingir objetivos pessoais.
Um dos casos mais citados é um processo por abuso de poder econômico. Os adversários da senadora a processaram pelo uso do cadastro da CNA para enviar boletos de R$ 100 a 600 mil produtores rurais do país para arrecadar doações para a campanha eleitoral de 2010, quando Kátia elegeu o filho deputado federal.
A ação foi negada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Tocantins (TRE-TO), que entendeu que não houve abuso. Os adversários entraram com recurso no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), que teve posicionamento favorável da Procuradoria-Geral Eleitoral (PGE) à investigação de Kátia e seu filho, mas o caso ainda não foi julgado pela Corte.
"Reconheço que a atividade classista alavanca a atividade política, isso é um fato, mas não concordo com o exercício dos dois cargos ao mesmo tempo. A vida partidária gera compromissos que causam conflitos de interesses e podem prejudicar a representação do setor ", diz o presidente licenciado da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), Rui Prado (PSD).
Os dissidentes chegaram a entrar com ação judicial este ano contra a prestação de contas da entidade, mas calcularam que não teriam força para vencer a atual presidente no voto. A eleição da CNA é feita pelos presidentes das 27 federações estaduais e a pemedebista é muito influente no Norte e Nordeste, entidades com menor peso no setor, mas que têm direito a 16 votos.
O presidente da Federação da Agricultura e Pecuária do Mato Grosso do Sul (Famasul), Eduardo Riedel, diz que a senadora deve ser reeleger com até 24 votos favoráveis e três contrários: Paraná, São Paulo e Mato Grosso. "A tendência é que ela se reeleja, mas o descontentamento de uma ou outra federação pode existir e é natural dentro de um processo eleitoral", afirma.
Com esse cenário, Prado, que era o candidato da oposição à presidência da CNA, preferiu concorrer ao Senado pelo Mato Grosso. A senadora Kátia Abreu foi procurada desde quinta-feira para comentar, mas, em campanha para reeleição ao Senado, não respondeu aos pedidos de entrevista.

Fonte: Valor Econômico

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Notícias Cooperativismo

Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível

Publicação reúne reportagens exclusivas sobre o papel das cooperativas no agronegócio e destaca como a escassez de mão de obra e a contratação de imigrantes estão transformando o mercado de trabalho no setor.

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A nova Edição Especial Cooperativismo 2026 de O Presente Rural já está disponível gratuitamente em versão digital no site. Publicada todos os anos próxima ao Dia Internacional das Cooperativas, celebrado em 04 de julho, a edição reúne reportagens, análises e conteúdos especiais sobre a força econômica, social e produtiva do cooperativismo no agronegócio brasileiro.

Nesta edição, a reportagem especial aborda um dos temas mais relevantes para o futuro das cooperativas agroindustriais: a geração de empregos, a escassez de mão de obra e a presença crescente de trabalhadores estrangeiros nas operações. O conteúdo mostra como imigrantes de diferentes nacionalidades passaram a ocupar funções decisivas em agroindústrias, supermercados, unidades operacionais e estruturas produtivas de cooperativas do Sul do país.

A reportagem apresenta casos de cooperativas em que estrangeiros já representam parcela expressiva da força de trabalho. Em algumas unidades, eles chegam a formar a maioria dos colaboradores. Mais do que um dado demográfico, esse movimento revela uma mudança estrutural no mercado de trabalho do agronegócio, com reflexos diretos sobre produção, escalas, expansão industrial, automação, qualificação, moradia, integração cultural e desenvolvimento regional.

Além da reportagem especial, a edição traz conteúdos sobre o impacto do cooperativismo na economia, na geração de renda, na organização das cadeias produtivas, atuando como agentes de desenvolvimento nas comunidades onde estão.

A Edição Especial Cooperativismo 2026 pode ser acessada gratuitamente na aba Edições Impressas de opresenterural.com.br.

Fonte: O Presente Rural
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Produtores do Rio Grande do Sul têm até 30 de junho para declarar rebanhos

Atualização anual é considerada estratégica para o controle sanitário e permite resposta mais rápida das autoridades diante de eventuais emergências zoossanitárias.

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Os produtores rurais do Rio Grande do Sul têm até o dia 30 de junho para realizar a Declaração Anual de Rebanho 2026. A Federação Brasileira das Associações de Criadores de Animais de Raça (Febrac) reforça o chamado para que criadores, pecuaristas e associados cumpram a obrigação dentro do prazo, destacando a importância das informações para a defesa sanitária animal no Estado.

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De acordo com o vice-presidente técnico da Febrac, José Arthur Martins, a atualização dos dados permite que o sistema de defesa agropecuária mantenha um retrato fiel dos rebanhos e das propriedades rurais gaúchas. “Essas informações são extremamente necessárias. A Febrac conclama todos os produtores rurais para que não deixem de realizar essa declaração, pois ela permite conhecer melhor a infraestrutura, os controles sanitários e os saldos dos rebanhos existentes nas propriedades do Rio Grande do Sul”, afirma.

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Segundo Martins, a manutenção de um banco de dados atualizado é fundamental para que o poder público possa agir com rapidez diante de eventuais ocorrências sanitárias que afetem a pecuária. “A informação é essencial para que o sistema de defesa sanitária tenha condições de responder de forma mais rápida e objetiva em caso de algum incidente sanitário que possa atingir os rebanhos do Estado”, destaca.

Cadastro atualizado fortalece defesa agropecuária

O dirigente compara a Declaração Anual de Rebanho à entrega da declaração do Imposto de Renda, ressaltando que ambas exigem atualização periódica de informações essenciais para a gestão pública. “A declaração de rebanho pode ser considerada como um imposto de renda que o produtor rural deve fazer todos os anos. Esses dados são extremamente importantes para que o sistema de defesa agropecuária tenha informações precisas sobre as características dos rebanhos em cada

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localidade e possa agir de maneira imediata diante de qualquer ocorrência sanitária”, explica.

A declaração pode ser feita de forma eletrônica, por meio do sistema Produtor Online, disponível no portal da Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação do Rio Grande do Sul, ou presencialmente nas Inspetorias e Escritórios de Defesa Agropecuária dos municípios.

Martins orienta os produtores a não deixarem o procedimento para os últimos dias do prazo. “O prazo final para entrega da Declaração Anual de Rebanho é 30 de junho de 2026. É importante que todos os produtores cumpram essa obrigação dentro do período estabelecido”, menciona.

Fonte: Assessoria Febrac
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Conheça as tecnologias brasileiras que podem transformar a agricultura tropical

De importador de conhecimento agrícola, Brasil passou a desenvolver soluções adaptadas aos trópicos que hoje podem ser replicadas na África, Ásia e América Latina.

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Foto: Divulgação

A agricultura brasileira viveu uma transformação histórica nas últimas décadas. Se antes dependia de tecnologias desenvolvidas para ambientes temperados, hoje se tornou uma das principais referências mundiais em ciência aplicada aos trópicos.

Engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto: “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio” – Foto: Divulgação

Para o engenheiro agrônomo, mestre em Irrigação e Drenagem, doutor em Solos e Nutrição de Plantas e PhD em Física do Solo e Modelagem em Agricultura, Durval Dourado Neto, o país deixou de importar pacotes tecnológicos incompatíveis com sua realidade para construir soluções próprias, capazes de serem replicadas em outras regiões do planeta. “Como engenheiro agrônomo, compreendi que o avanço da nossa agricultura dependeria de uma forte base em ciência”, afirma.

Segundo ele, a principal contribuição brasileira para outros países tropicais está nas chamadas tecnologias “poupa-terra”, que permitem aumentar a produção preservando recursos naturais.

Uma das maiores conquistas do Brasil foi adaptar culturas originalmente desenvolvidas para regiões temperadas. O desenvolvimento de variedades de soja adaptadas às baixas latitudes é considerado um marco da ciência brasileira e pode beneficiar países africanos com condições edafoclimáticas semelhantes às do Cerrado.

Foto: Roberto Dziura Jr

Outro avanço importante está no Manejo Integrado de Pragas (MIP), desenvolvido para enfrentar a intensa pressão biológica existente nos trópicos. “Criamos protocolos específicos para otimizar a eficiência dos defensivos de forma mais racional, reduzindo custos e impactos”, explica.

Vitrine atual da agricultura brasileira

Na avaliação de Durval, a maior vitrine atual da agricultura brasileira é a expansão dos bioinsumos. “O Brasil lidera hoje a adoção em larga escala de biodefensivos e biofertilizantes. Utilizamos a própria biodiversidade tropical para o controle natural de pragas e para a fixação biológica de nitrogênio”, ressalta.

O pesquisador também destaca o melhoramento genético do Nelore, do café, do feijão e da cana-de-açúcar, além da introdução de gramíneas africanas que revolucionaram a pecuária nacional.

Segundo ele, esses avanços permitiram ao Brasil construir o maior e mais eficiente sistema de produção de proteína animal a pasto do mundo.

Para Durval, a ciência tropical desenvolvida no país será cada vez mais importante diante do crescimento da demanda mundial por alimentos e da necessidade de produzir mais com menor impacto ambiental.

Fonte: O Presente Rural
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