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Selo Siapp transforma a realidade de pequenos produtores em Mato Grosso

Política pública facilita legalização de alimentos artesanais e impulsiona geração de renda e segurança alimentar.

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Foto: Roberto Dziura Jr

Na comunidade Agrovila das Palmeiras, em Santo Antônio do Leverger, a produtora Isabel Siqueira Camargo resume o sentimento de milhares de agricultores familiares de Mato Grosso: o desejo de ver sua produção regularizada e valorizada. “Meu maior sonho é ver meu queijo com selo para vender legalmente”, diz ela, que já teve produtos apreendidos por falta de autorização sanitária. Isabel está em processo de adequação para conquistar o selo do Serviço de Inspeção Agroindustrial de Pequeno Porte de Mato Grosso (Siapp/MT), política pública do Governo de Mato Grosso, implementada pela Secretaria de Estado de Agricultura Familiar (Seaf-MT), com apoio da Empaer e do Indea.

Foto: Divulgação/Agência SP

O Siapp foi criado pela Lei nº 12.387/2024 para desburocratizar, agilizar e baratear o processo de regularização sanitária, promovendo a inclusão produtiva e valorizando a produção da agricultura familiar. Durante palestra realizada nesta quarta-feira (24.7), no auditório da Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato), a coordenadora de Agroindústria da Seaf, Camila Caexêta, detalhou as exigências para a obtenção do selo e destacou a importância da formalização para ampliar o mercado e garantir a segurança alimentar da população.

Atualmente, cerca de 300 produtores estão cadastrados no SIAPP, sendo 65% ligados à cadeia produtiva do leite e queijo — a principal dentro da agricultura familiar no estado. A meta é ampliar esse número e alcançar produtores que ainda estão na informalidade. O programa exige, por exemplo, a realização de análises físico-químicas e microbiológicas da água e dos alimentos, a adequação das instalações e o cumprimento de limites máximos de produção e faturamento, conforme o teto de R$ 4,8 milhões anuais estabelecido para pequenas empresas.

O impacto da regularização já é sentido por quem conquistou o selo. Ludymilla Caramori, do Sítio Milagre da Vida, passou a fornecer produtos para o supermercado BigLar, referência em qualidade em Cuiabá. Já Jackson Marques Pacheco, do Lenda do Pantanal, conquistou medalha de bronze no Prêmio CNA Brasil Artesanal com seu queijo na categoria “Queijo de Tratamento Térmico”, concorrendo com produtores de todo o Brasil. Ele e Ludymilla foram os primeiros a obter o selo do SIAPP em Mato Grosso.

Para Isabel Camargo, que hoje busca recursos com a venda de banana e leite para reformar sua estrutura de produção, a esperança continua viva. “Tenho fé que vou conseguir. Meu sítio é meu ganha-pão, e agora quero trabalhar de forma legalizada.”

O Governo do Estado de Mato Grosso, por meio da Seaf, segue comprometido com políticas públicas que garantam dignidade, renda e valorização à agricultura familiar.

Fonte: Assessoria Seaf

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Pecuária fecha janeiro com boi entre R$ 325 e R$ 330 em São Paulo

Restrição de animais mantém preços firmes no campo, enquanto consumo enfraquecido pressiona os valores da carne com osso no atacado da Grande São Paulo.

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Foto: Shutterstock

O mercado pecuário brasileiro encerrou o mês de janeiro com negócios firmes e preços sustentados, especialmente no segmento do boi gordo, conforme apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A combinação entre oferta restrita de animais prontos para o abate e a necessidade dos frigoríficos de completar suas escalas deu sustentação às cotações em diversas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.

Foto: Shutterstock

De acordo com o Cepea, a limitação na disponibilidade de bovinos levou compradores a aceitarem os valores pedidos pelos pecuaristas, cenário que manteve o mercado aquecido mesmo diante de um consumo interno mais cauteloso. Em São Paulo, principal referência para a formação de preços, os negócios com boi gordo ocorreram, em sua maioria, entre R$ 325 e R$ 330 por animal ao longo do mês.

No entanto, o movimento de alta observado no campo não se refletiu integralmente no mercado atacadista. Na Grande São Paulo, os preços da carne com osso, que vinham em trajetória de valorização, perderam força no encerramento de janeiro. Segundo o Cepea, a retração está relacionada ao menor poder de compra dos consumidores neste período, tradicionalmente impactado pelo pagamento de tributos como o IPVA, além do ajuste típico de fim de mês.

O descompasso entre a firmeza do boi gordo e o enfraquecimento das cotações da carne no atacado evidencia os desafios de repasse de preços ao longo da cadeia, especialmente em um ambiente de consumo pressionado por compromissos financeiros sazonais das famílias.

Fonte: O Presente Rural
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Pulverização com drone provoca aborto de bezerras no interior do Paraná

Aplicação de secante em área vizinha teria contaminado pastagem no distrito de Moreninha, em Santa Helena, região Oeste do Estado. Perdas atingem animais em final de gestação e comprometem anos de investimento em genética.

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Produtores de leite do distrito de Moreninha, no interior de Santa Helena, no Oeste do Paraná, amanheceram diante de um cenário de choque e tristeza após a morte de quatro bezerras no oitavo mês de gestação. Os abortos, segundo os produtores, ocorreram depois que vacas prenhas ingeriram pasto contaminado por um secante aplicado com drone em uma propriedade vizinha.

Foto: Divulgação/Correio do Lago

O episódio trouxe prejuízos que vão além das perdas imediatas. Conforme relata a produtora Solange Schneider, ao Correio do Lago, os animais faziam parte de um trabalho de anos voltado à melhoria genética do rebanho, com foco no aumento da produtividade e da renda da família. “Foram muitos anos de investimento e dedicação. Encontrar as bezerras prematuras mortas é uma tristeza enorme, é como perder um filho no último mês de gestação”, afirmou.

De acordo com os produtores, a única explicação encontrada até o momento é a deriva do produto químico aplicado por meio de pulverização aérea com drone, que teria alcançado a pastagem onde os animais se alimentavam. O equipamento chegou a ser avistado durante a aplicação, mas os riscos associados à dispersão do produto não eram conhecidos por quem foi atingido indiretamente.

Além do impacto emocional, o prejuízo financeiro preocupa. As bezerras abortadas representavam um

Foto: Divulgação/Correio do Lago

avanço importante no processo de qualificação genética do rebanho, etapa considerada estratégica para a sustentabilidade da atividade leiteira em pequenas propriedades. A perda compromete planos de médio e longo prazo dos produtores, que agora lidam com a frustração de ver anos de trabalho comprometidos em poucos dias.

A situação pode se agravar. Outras vacas estão no final do período de gestação e também consumiram o pasto supostamente contaminado. A expectativa dos produtores é de que novos abortos ainda possam ocorrer, ampliando os danos econômicos e emocionais.

O caso reacende o debate sobre o uso de drones na aplicação de defensivos agrícolas, especialmente em regiões com propriedades vizinhas e atividades distintas, como lavouras e pecuária leiteira. Também levanta questionamentos sobre a necessidade de maior orientação técnica, fiscalização e comunicação prévia para evitar que práticas agrícolas causem impactos severos a terceiros.

Fonte: O Presente Rural com Correio do Lago
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Crescimento do Wagyu cruzado acelera com programas de certificação e cruzamento industrial

Iniciativas estruturam produção, aumentam padrão genético, valorizam pecuaristas e impulsionaram crescimento de 30% no abate de animais certificados em 2025.

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Foto: Divulgação/Associação de Bovinos Wagyu

O Programa Carne Wagyu Certificada, conduzido e auditado pela Associação Brasileira dos Criadores de Bovinos Wagyu, registrou em 2025 um aumento de 30% no número de animais abatidos, considerando Wagyu puro e cruzado, em comparação com o ano anterior. O crescimento, especialmente no segmento de cruzado, reflete iniciativas de padronização e organização da produção que vêm sendo implementadas nos últimos anos.

Médica-veterinária e responsável técnica do Programa Carne Wagyu Certificada, Tatiana Caruso: “A gente sempre focou na criação do puro, que é mais desafiadora, e acreditava que o mercado entregaria naturalmente o cruzado. Quando começamos a operar, vimos que isso não acontecia” – Foto: Arquivo pessoal

O programa atua como ferramenta de rastreabilidade e certificação, com selos distintos para Wagyu puro e cruzado, garantindo que os números divulgados sejam auditados e confiáveis. Segundo Tatiana Caruso, médica-veterinária e responsável técnica pelo programa, a expansão do cruzado é fruto de uma lacuna histórica no mercado. “A gente sempre focou na criação do puro, que é mais desafiadora, e acreditava que o mercado entregaria naturalmente o cruzado. Quando começamos a operar, vimos que isso não acontecia. O cruzado era completamente despadronizado, o que inviabilizava a construção de uma linha consistente de produto”, explica Tatiana.

Para resolver essa deficiência, a Guidara estruturou o programa de cruzamento industrial, que orienta tecnicamente produtores sobre seleção de touros, base de vacas, manejos adequados e critérios produtivos. Animais resultantes do programa que atendem às exigências passam a ser certificados pelo Programa Carne Wagyu Certificada, recebendo selo de autenticidade e garantindo qualidade padronizada ao consumidor.

O ano de 2025 marcou o primeiro período de abate de Wagyu cruzado proveniente integralmente do programa, o que explica o salto no volume de certificações. Além do crescimento em escala, o programa prevê remuneração diferenciada, aplicada a animais que atendem aos critérios. Em cruzados recriados, com dente de leite, peso mínimo de 300 quilos e castração até a desmama, o ágio chega a 25% sobre a arroba. Para animais terminados, com até seis dentes, peso mínimo de 600 quilos vivos e castrados, a bonificação pode alcançar 100% de ágio, dependendo do nível de marmoreio da carcaça.

Foto: Divulgação/Associação de Bovinos Wagyu

Para Daniel Streinburch, CEO da Guidara, os resultados reforçam a importância da complementação entre programas de certificação e de cruzamento industrial. “O Programa Carne Wagyu Certificada é fundamental porque ele audita, mede e dá credibilidade ao produto final. Já o programa de cruzamento industrial nasceu para organizar a produção do Wagyu cruzado, algo que o mercado sozinho não estava conseguindo fazer. Hoje detemos 85% do market share desses animais cruzados e os números mostram que quando esses dois modelos atuam de forma complementar, o resultado aparece em escala, padrão e previsibilidade”, afirma.

O sucesso desses programas também motivou uma nova iniciativa, o Wagyu On Dairy, que cruza vacas leiteiras com touros de corte. Segundo Daniel, o sistema agrega valor aos bezerros, melhorando desempenho, ganho de peso e rendimento de carcaça, promovendo uma integração entre os setores de leite e carne e aumentando a rentabilidade do produtor.

Fonte: Assessoria Associação de Bovinos Wagyu
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