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Selênio é o micromineral que tem função máxima

A deficiência de Selênio provoca comprometimento do sistema imune, facilidade para instalação de doenças , problemas de casco, problemas reprodutivos

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Nutrição demanda o maior custo de produção e, por esse motivo, as diferenças de lucros podem ser conseguidas nos detalhes. Cada substância tem sua importância e não pode faltar, sendo que algumas delas tem destaque diferenciado. É o caso do Selênio, que novas discussões apontam que o aumento da sua dosagem pode ser favorável à nutrição. O Presente Rural ouviu o gerente técnico de Ruminantes da Kera Nutrição Animal, Carmelindo Tomiello, que falou sobre a questão. Ele destaca a importância do micromineral e a melhor maneira de aplicá-lo.

O Presente Rural – Qual a importância do selênio para suplementação de bovinos?

Carmelindo Tomiello – A ação antioxidante otimiza e protege a vitamina E, aumenta a atividade dos neutrófilos, reduz a severidade das infecções secundárias principalmente na defesa da glândula mamária. Juntamente com cobre, zinco e vitamina E, compõem o sistema imune dos animais. Em dietas deficientes, a suplementação de selênio tem mostrado reduzir a retenção de placenta.

O PR – Quais as funções metabólicas do Selênio na nutrição de bovinos? Como ele age na produção de leite e seu reflexo nas questões reprodutivas?

Carmelindo Tomiello – Como antioxidante tem o papel central nas funções celularespromovendo um feedback importante entre a atividade metabólica de alguns órgãos e a regulação do funcionamento celular. Por ser um micromineral não tem ação direta na produção, ele contribui para um bom equilíbrio nutricional e melhor performance dos animais expostos a ambientes variados, submetidos a estresse. Em deficiência pode levar os animais ao anestro, diminuir a fertilidade do óvulo, diminuindo a taxa de concepção.

OP Rural – Quais as exigências que o organismo dos bovinos tem com relação ao selênio?

Carmelindo Tomiello – Segundo o NRC 0,3ppm/kg de MS são suficientes para um animal adulto se manter, produzir e reproduzir normalmente. Estas exigências foram determinadas em ambientes controlados e locais determinados que levaram a estes números, então porque falam em aumentar as doses se o NRC preconiza isso. Vários experimentos estão provando que dosagens mais seguras tem dado bons resultados, desde 1.983 venho trabalhando com doses acima do recomendado, 0,6 a 0,7ppm/kg de MS e já ouvi do muitos produtores numa dieta bem balanceada evidentemente que reduziram 40 a 50% o uso de medicamento na fazenda, é simples melhora o sistema imunológico maior resistência a doenças. Alguns pesquisadores já estão trabalhando com 0,9ppm/kg de MS, estudos recentes do Reino Unido mostraram em um animal submetido a níveis críticos de selênio e em seguida fornecido selênio ao mesmo por 30 dias seguidos, vários dias a absorção foi zero ou próximo de zero, por isso a importância da margem de segurança acho que devemos estudar mais a absorção para depois pensarmos em toxidade. Mas então porque não mudam o NRC? Porque a contaminação de solo nos países desenvolvidos é alta e eles não querem correr nenhum risco, se ganha mais dinheiro vendendo medicamentos do que nutrição preventiva, como nutricionista costumo dizer que quem vende medicamentos e nutrição um dos dois não funciona, 90% dos problemas nas fazendas se resolve com nutrição e manejo o difícil é o produtor entender isso, quando fala em nutrição na maioria das vezes eles querem usar o que tem de mais barato no mercado, estão sendo enganados.

OP Rural – Recente estudo mostra que a utilização de dosagens de selênio acima do tradicionalmente recomendado pode ser positivo para o bovino. Pode explicar sobre isso?

Carmelindo Tomiello – Como falei anteriormente como não sabemos a efetiva absorção trabalhar com margem de segurança nos dá a garantia de que quando o animal estiver absorvendo o máximo tem nutriente disponível e ai, com certeza diminuímos nossa margem de erro.

OP Rural – A intoxicação por selênio pode ocorrer em que situações? Quais as consequências da intoxicação?

Carmelindo Tomiello – Falta estudos para sabermos estas situações mas acho que doses acima de 0,10ppm podem ser fatais, com 52 anos de idade e 30 fazendo nutrição nunca vi nenhum caso só ouço falar nos congressos e faculdades. Distúrbios naturais depressivos de uma, intoxicação e morte.

OP Rural – E quais as consequências da deficiência de selênio na dieta de bovinos?

Carmelindo Tomiello – Sistema imune comprometido, facilidade para instalação de doenças , problemas de casco, problemas reprodutivos, menor capacidade de reação a doenças quando do uso de medicamentos, animais com dietas desiquilibradas maior dificuldade de recuperação levando a morte.

OP Rural – Qual a melhor forma de suplementar selênio para bovinos?

Carmelindo Tomiello – A melhor forma de suplementação de selênio é através da nutrição, utilizar minerais confiáveis, com excelente fonte de micros, exigir análise do lote feito por laboratório neutro acompanhando a nota fiscal, afinal pagamos tudo o que compramos então sempre devemos comprar 1kg de nutrientes e não 1kg de mineral. Produtores dizem que o produto deles é o melhor, então exija análise de nutrientes e sua devida absorção, e aí você tem certeza do que está comprando, análise por lote não por amostragem, ou mineralizamos corretamente ou gastamos com medicamentos e perda de produção sempre o preventivo é melhor.

 

Mais informações você encontra na edição de março/abril de 2015 de Bovinos, Grãos e Máquinas ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Pecuária brasileira investe em rastreabilidade e práticas sustentáveis para modernizar o setor

Programa da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável orienta produtores sobre recuperação de pastagens, formalização e monitoramento da cadeia para aumentar eficiência e atender exigências ambientais e comerciais.

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Foto: Divulgação

Pressionada por novas exigências ambientais, regras comerciais mais rigorosas e pela necessidade de ampliar a produção sem expandir área, e ao mesmo tempo impulsionada pelos avanços produtivos que vêm transformando o setor, a pecuária brasileira atravessa um momento decisivo. Ao mesmo tempo em que enfrenta questionamentos sobre emissões e desmatamento, o setor reúne condições técnicas e práticas sustentáveis para liderar uma transição baseada em tecnologia, eficiência, recuperação de áreas já abertas e maior integração dos produtores à cadeia formal.

Nesse cenário, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável tem reforçado sua atuação como articuladora de propostas estruturantes e como referência técnica para o debate público. A entidade sustenta que a competitividade da carne brasileira dependerá da capacidade de transformar o momento atual em ativos estratégicos.

Presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Ana Doralina Menezes: “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe” – Foto: Clever Freitas

Um dos pilares dessa agenda é a recuperação de pastagens degradadas, apontada como eixo central do Caminho Verde, política pública defendida pela instituição para impulsionar a intensificação sustentável da atividade. A estratégia parte de um diagnóstico claro: “o Brasil possui um volume importante de áreas consideradas de baixa produtividade. Requalificá-las, por meio de manejo adequado, melhoria do solo, tecnologias e integração de sistemas, permite elevar a produção por hectare, reduzir emissões relativas e otimizar a produção”, explica a presidente, Ana Doralina Menezes.

De acordo com a profissional, o programa representa uma solução pragmática e alinhada às demandas globais. “O Brasil tem a oportunidade de demonstrar que é possível produzir mais utilizando melhor o que já existe. Recuperar pastagens é aumentar eficiência, melhorar renda no campo e responder de forma concreta aos compromissos climáticos”, afirma.

A transformação, porém, não se limita à dimensão produtiva. Parte relevante do desafio está na reinserção de pecuaristas na cadeia formal. A informalidade restringe acesso a crédito, assistência técnica, mercados que exigem comprovação socioambiental, além de fragilizar a imagem do setor como um todo, por isso é imprescindível que o pecuarista esteja alinhado e de acordo com o Código Florestal vigente.

Foto: Breno Lobato

Para o vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável, Lisandro Inakake de Souza, a inclusão é condição para que a transição seja efetiva. “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado. A formalização precisa ser vista como instrumento de fortalecimento econômico e não apenas como obrigação”, destaca.

A ampliação da rastreabilidade também integra esse movimento, uma vez que ela se apresenta como infraestrutura que conecta sanidade, ambiente e gestão. Em relação ao mercado, com compradores cada vez mais atentos à origem e à conformidade ambiental, sistemas consistentes de monitoramento tornam-se fator determinante para manutenção e novas aberturas. Por isso, como reforça a Mesa, transparência é elemento estruturante da competitividade. “Rastreabilidade é credibilidade. Ela protege quem produz corretamente e permite que o Brasil apresente dados sólidos sobre sua cadeia”, frisa Lisandro.

Ao articular recuperação de pastagens no âmbito do Caminho Verde, inclusão produtiva e avanço da rastreabilidade, a instituição busca incentivar o setor de forma propositiva diante das transformações regulatórias e comerciais em curso. “Mais do que reagir a pressões externas, a estratégia é demonstrar que produtividade, responsabilidade socioambiental e inserção competitiva podem avançar de forma integrada, incentivando o produtor a atuar como centro da solução”, complementa Ana Doralina.

Uma agenda conectada ao campo

Lisandro Inakake de Souza, vice-presidente da Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável: “Quando o produtor está regularizado, ele tem acesso a financiamento, pode investir em tecnologia e atender às exigências de mercado”  – Foto: Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável

Para apoiar o pecuarista nos temas estratégicos que vêm moldando o futuro da atividade, a Mesa Brasileira da Pecuária Sustentável iniciou 2026 com uma programação propositiva de webinars voltados à qualificação e à disseminação de informação técnica.

No dia 29, foi realizado o segundo encontro dedicado à reinserção de produtores na cadeia formal. Em 26 de fevereiro, o foco esteve na rastreabilidade, aprofundando desafios e caminhos para ampliar transparência e conformidade. Um terceiro webinar sobre reinserção está previsto para maio, dando continuidade às discussões.

Todos os conteúdos já disponibilizados podem ser acessados no canal oficial da instituição no YouTube, ampliando o alcance das orientações e fortalecendo o diálogo com produtores, técnicos e demais elos da cadeia.

“Nosso compromisso é transformar temas complexos em orientação prática para quem está no campo. Quando promovemos debates sobre recuperação de pastagens, reinserção na cadeia formal e rastreabilidade, estamos oferecendo instrumentos concretos para que o produtor tome decisões mais seguras, amplie sua competitividade e participe de forma ativa dessa nova etapa da pecuária brasileira”, finaliza a presidente.

Fonte: Assessoria Mesa Brasileira de Pecuária Sustentável
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Sistema Faep assume coordenação da Aliança Láctea Sul Brasileira no biênio 2026/27

Fórum reúne entidades e produtores para discutir estratégias de competitividade e desenvolvimento da cadeia do leite.

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Foto: Isabele Kleim/Divulgação

O Sistema Faep está à frente da coordenação geral da Aliança Láctea Sul Brasileira para o biênio 2026/27. O comando é rotativo entre os Estados participantes e, neste novo ciclo, ficará sob responsabilidade do Paraná, representado pelo Sistema Faep. Mais recentemente, o Mato Grosso do Sul passou a integrar a iniciativa, ampliando a articulação regional em torno do fortalecimento da produção e da competitividade do leite brasileiro.

Ronei Volpi, coordenador geral da Aliança Láctea, em sua propriedade – Foto: Divulgação/Sistema Faep

“A Aliança contribui para a integração entre os Estados e a construção de estratégias conjuntas voltadas à cadeia do leite. O Sistema Faep seguirá trabalhando ao lado das entidades do setor para avançar em pautas que ampliem a competitividade e as oportunidades para a produção”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette.

Criada em 2014, a Aliança Láctea Sul Brasileira é um fórum público-privado que reúne representantes do setor produtivo e de instituições dos estados da região Sul. O grupo discute ações voltadas à cadeia leiteira e busca alinhar iniciativas nas áreas de produção, indústria e comercialização de leite e derivados, com foco nos mercados interno e externo. No ciclo 2026/27, a coordenação será exercida pelo consultor do Sistema Faep, Ronei Volpi, produtor rural com atuação há décadas na cadeia leiteira e participação em discussões voltadas ao desenvolvimento do setor.

A agenda de trabalho da Aliança para 2026 começou recentemente. No início de março, o Sistema Faep foi anfitrião da primeira reunião do ano, quando foram apresentados o Plano de Incentivo à Exportação de Lácteos e o plano de trabalho voltado à sanidade na cadeia leiteira, iniciativas que buscam fortalecer a competitividade do setor e ampliar oportunidades de mercado para os produtores da região.

Fonte: Assessoria Sistema Faep
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Demanda externa impulsiona exportações brasileiras de carne bovina

Volume embarcado supera 267 mil toneladas em fevereiro, com crescimento expressivo em mercados como Rússia, México e Chile.

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Fotos: Shutterstock

As exportações brasileiras de carne bovina totalizaram 267.319 mil toneladas em fevereiro de 2026, com receita de US$ 1,44 bilhão, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) compilados pela Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (ABIEC).

Na comparação com fevereiro de 2025, o resultado representa crescimento de 21,6% no volume embarcado e de 38,2% na receita, refletindo a ampliação da demanda internacional pela proteína brasileira. O desempenho também supera levemente o registrado em janeiro de 2026, quando as exportações somaram US$ 1,404 bilhão e 264 mil toneladas, consolidando o melhor resultado já registrado para um mês de fevereiro na série histórica.

No acumulado de janeiro e fevereiro de 2026, as exportações brasileiras de carne bovina alcançaram 531.298 toneladas, com receita de US$ 2,84 bilhões, avanço de 23,8% em volume e 39,2% em valor em relação ao mesmo período do ano passado.

A carne bovina in natura segue como principal produto exportado, com 235.890 toneladas embarcadas em fevereiro, o equivalente a 88,2% do volume total exportado e 92,2% da receita obtida no mês.

Entre os destinos, a China permanece como principal mercado, com 106.702 toneladas importadas em fevereiro, seguida pelos Estados Unidos, com 39.440 toneladas, além de Rússia (15.762 t), Chile (13.857 t) e União Europeia (9.084 t) entre os principais compradores da carne bovina brasileira.

Foto: Divulgação/Porto de Santos

Entre os mercados relevantes, Rússia, México e Chile apresentaram crescimento expressivo nas compras em relação ao mês anterior, com altas de 111,6%, 132% e 37,6%, respectivamente, enquanto as exportações para a União Europeia avançaram 21,2% no período.

Para o presidente da ABIEC, Roberto Perosa, os números reforçam a presença da carne bovina brasileira no comércio internacional. “O Brasil segue ampliando sua presença nos mercados internacionais com regularidade de oferta, qualidade do produto e diversificação de destinos, fatores que sustentam o crescimento das exportações de carne bovina”, conclui.

Fonte: Assessoria ABIEC
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