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Seleção genética é principal responsável por robustez do frango

Para encontrar as respostas, o Presente Rural conversou com a zootecnista e doutora Jane Lara Grosso, da Aviagen, uma das mais conceituadas empresas de genética do mundo

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Especialistas concordam que a genética é responsável pela maior parte do ganho de eficiência e peso do frango moderno. Mais isso pode ser mensurado. Para encontrar as respostas, o Presente Rural encaminhou dúvidas para a zootecnista e doutora Jane Lara Grosso, da Aviagen, uma das mais conceituadas empresas de genética do mundo, pioneira em várias técnicas hoje usadas para tornar as aves mais eficientes e saudáveis. Confira o que a especialista disse.

O Presente Rural (OP Rural) – Pode-se dizer que a seleção genética é a principal responsável pela evolução do peso do frango nas últimas décadas? Por que?

Jane Lara Grosso – Sim, o grande progresso no desempenho do frango de hoje é devido à seleção genética, porém à medida que o frango foi melhorando, houve melhorias no desempenho em outras áreas, como nutrição, manejo, sanidade, ambiência, equipamentos e instalações, dentre outras, se ajustaram às necessidades do frango moderno para o crescimento mais rápido e balanceado. Várias pesquisas têm evidenciado que o melhoramento genético é o principal responsável pelo maior peso do frango – 85 a 90%; pesquisadores demonstraram que linhagens antigas que representam o frango da metade final do século passado (mantidas como linhagens controle em algumas universidades dos EUA) não desempenham bem mesmo em ambientes (manejo, nutrição, etc.) onde o frango moderno é criado.

OP Rural – Como se faz uma seleção genética?

JLG – Esta é uma pergunta de resposta bem complexa, mas de uma forma bem simples e resumida, escolhem-se os melhores indivíduos de uma geração para serem os pais da próxima geração. Em outras palavras, de uma população você seleciona uma pequena parte, os melhores indivíduos com base no seu valor genético, e reproduz com eles a próxima geração, repetindo o mesmo processo de geração após geração. Em frango isto é feito com muita intensidade, pois são animais de ciclo curto e muito prolíferos.

OP Rural- Quais as características mais importantes que foram selecionadas para a ave atingir mais peso em menos tempo?

JLG – No início, por volta das décadas de 1950 e 1960, a seleção era feita somente com base no peso corporal, em outras palavras, de uma população com indivíduos da mesma idade selecionava-se aqueles de maior peso que não tivessem defeitos ou quaisquer fatores que os limitassem para a reprodução. Depois foram incluídas outras características economicamente importantes, como a eficiência alimentar e o rendimento de carcaça, que ajudaram o progresso genético para o peso corporal. É importante reforçar que se trata de um processo natural que visa a criação de um frango balanceado, com foco em características de saúde e bem-estar animal. Outro ponto importante, passou-se de uma seleção massal (com base no desempenho apenas do indivíduo) para uma seleção com base na média do desempenho da família (índice de família).

OP Rural – A melhor conversão alimentar também é resultado da seleção genética? Explique.

JLG – Sim, do mesmo modo que para o peso corporal foi incluído à seleção para a eficiência alimentar (conversão alimentar), em que se mede o consumo de ração e o ganho de peso de um indivíduo para um dado período, calculando-se a conversão alimentar (consumo/ganho de peso) e selecionando-se os melhores indivíduos. Em outras palavras, selecionamos com base na habilidade natural das aves em converter o alimento em peso corporal. Pioneiros, usamos o sistema de conversão alimentar em tempo real (Lifetime FCR) – estações de alimentação monitoradas eletronicamente – para registro de forma precisa e extremamente confiável o consumo individual de ração de animais alojados em grupo. Também aqui se utiliza as informações de família para selecionar os melhores ou mais eficientes indivíduos.

OP Rural –  O que mudou no frango de algumas décadas atrás para o frango de hoje?

JLG – Pode-se dizer que os trabalhos de melhoramento genético na metade do século passado, durante os primeiros 50 anos o frango diminuiu a idade para atingir o mesmo peso na razão de um dia por ano. Depois muitas outras características passaram a fazer parte dos programas de seleção que diminuíram um pouco o ganho de peso, mas contribuíram sobremaneira para o melhor desempenho econômico do frango, tais como a eficiência alimentar, os rendimentos de carcaça e cortes nobres e a viabilidade. O programa de melhoramento genético é balanceado e focado em importantes características, como bem-estar animal e saúde das aves.

OP Rural – Qual a composição ou distribuição de carne em um frango?

JLG – Se analisarmos frango misto de 3 quilos temos hoje um rendimento de carcaça inteira em torno de 74% em relação ao peso vivo. Se considerarmos apenas o percentual de carne sem osso, a proporção é de 40% de carne desossada (carne de coxa + sobrecoxa + peito) em relação ao peso vivo.

OP Rural – Hoje uma ave atinge 3 quilos em quanto tempo?

JLG – Hoje o frango tem capacidade para atingir 3 quilos entre 6-7 semanas (aproximadamente 46 dias), porém depende muito das condições de criação (fatores como qualidade e composição da ração e condições ambientais). O desempenho é sempre proporcional ao ambiente criatório, a ração para as diferentes fases e a saúde do rebanho. Quanto melhor forem estes itens, melhor será o desempenho, inclusive o peso vivo.

OP Rural – Nos Estados Unidos, parte das aves já é abatida com 3,5 quilos. Profissionais acreditam que é uma tendência também no Brasil, que nos últimos anos vem aumentando sucessivamente o peso de abate. O que a genética pode fazer para contribuir com isso?

JLG – Nos EUA, as características são diferentes das encontradas no Brasil: eles valorizam muito a carne branca (peito) em relação a outros cortes. Portanto, para eles quanto mais carne de peito melhor. Aqui é diferente, exportamos cerca de 30% do frango para países com diferentes exigências de mercado. Por exemplo, os países do Oriente Médio demandam uma ave pequena abatida com 1,4 quilo e isto representa uma boa parte da nossa exportação. O Brasil também tem capacidade de suprir cortes para muitos países com diferentes gramaturas que muitas vezes exigem um frango menor, os EUA não o fazem. Abater um frango mais pesado não depende da ave em si, mas sim do seu mercado, com foco no consumo interno ou para exportação, de acordo com a demanda. Sim, temos capacidade de abater frangos com 3,5 quilos, porém nem sempre é interessante. Existe além destes fatores a questão econômica dos frigoríficos, com o custo mais alto as empresas tendem a aumentar o peso de abate para diluir o custo fixo.

OP Rural – Você concorda que as aves vão ser abatidas mais pesadas?

JLG – Concordo que o peso de abate vai depender do mercado.

OP Rural – O que isso muda na seleção genética?

JLG – Praticamente nada. O frango tem sido selecionado para um ganho médio anual de 45 gramas para peso vivo. Como consequência, a idade de abate vai diminuir para um determinado peso – e este peso vai depender do mercado.

OP Rural – Além de crescimento rápido, a seleção genética deve atender outras características, como capacidade da ave aguentar calor, ter boa saúde, etc. Como conciliar essas características?

JLG – Através da seleção balanceada. Esta estratégia permite a seleção de indivíduos e famílias que apresentam simultaneamente bom desempenho zootécnico e ótimas características de bem-estar animal. Os candidatos a seleção são avaliados individualmente para melhor estrutura de pernas e boa capacidade respiratória. Hoje faz parte do programa de melhoramento a seleção das aves em ambiente com condições similares às comerciais e, as famílias que não têm habilidade para desempenhar bem não são selecionadas para a próxima geração. Com isto, somente as aves com maior capacidade de desempenho em ambientes comerciais, ou seja, aves com maior robustez, permanecem e deixam descendentes para a próxima geração. As descobertas em genética molecular, bioinformática e estatísticas genéticas também estão ajudando a desenvolver novas ferramentas de seleção e mais precisas para melhorar todas as características do programa de melhoramento, incluindo o desempenho biológico do frango vivo, essencialmente melhoria na saúde das aves, resistência a doenças e bem-estar animal. Empresas de genética de aves em todo o mundo passaram a incluir a informação genômica como fonte essencial de informação em seu programa de seleção comercial. Importante reforçar que uma delas identifica os marcadores de ocorrência natural dentro do genoma das aves e utiliza destes marcadores para criar aves mais fortes e produtivas, através do atual programa de melhoramento genético, um processo completamente natural.

OP Rural – O que esperar da seleção genética na avicultura nos próximos anos?

JLG – Para os próximos anos a seleção já foi realizada e está em processo de multiplicação (Pedigree 2018 à Bisavós 2019 à Avós 2010 à Matrizes 2021 à Frangos 2022). A seleção é feita na geração pedigree e repassada cadeia abaixo até o frango, isto leva de 4 a 5 anos. Com base na seleção já realizada são esperados no frango um ganho médio anual de 45 gramas para o peso vivo na mesma idade, 2,5 pontos na conversão alimentar (25 gramas a menos de ração para cada quilo de carne produzida), 0,20 pontos percentuais no rendimento de carcaça e cerca de 0,25 pontos percentuais no rendimento de carne de peito – todos os rendimentos em relação ao peso vivo.

Mais informações você encontra na edição de Aves de janeiro/fevereiro de 2018 ou online.

Fonte: O Presente Rural

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Avicultura

SBSA debate como transformar conhecimento técnico em resultados na avicultura

Especialistas discutem gestão, eficiência e aplicação prática durante evento em Chapecó.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A conexão entre conhecimento técnico, gestão e resultados práticos na produção avícola será discutida durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA). O tema Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura será apresentado pelos especialistas Kali Simioni e João Nelson Tolfo, na quarta-feira, 08 de abril, às 16h30, durante o Bloco Conexões que Sustentam o Futuro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio. Com mais de 18 anos de atuação na avicultura industrial brasileira, construiu sua trajetória profissional em empresas como BRF e Seara Alimentos, onde atuou como extensionista, supervisor, especialista agropecuário e gerente agropecuário.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC)

Ao longo de sua carreira, prestou consultoria técnica a mais de 30 plantas industriais, desenvolvendo atividades relacionadas à gestão agropecuária, ambiência, manejo de frangos de corte, elaboração de padrões técnicos, condução de testes zootécnicos e formação de equipes técnicas em extensão rural. Atualmente é empreendedor e sócio-proprietário da Granjas Pampeano, no Rio Grande do Sul, onde atua no desenvolvimento de projetos avícolas voltados à eficiência produtiva, sustentabilidade e excelência operacional.

Kali Simioni é engenheira agrônoma e mestre pela Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Atua há 22 anos no setor agroindustrial, com experiência nas áreas de extensão rural, gestão e performance agroindustrial na produção de frangos, suínos, perus, postura comercial, matrizes e avós.

Atualmente dedica-se ao aperfeiçoamento dos sistemas de produção, com foco no desenvolvimento das pessoas que atuam na cadeia produtiva, buscando alavancar ganhos em eficiência, produtividade, qualidade, bem-estar animal, competitividade e sustentabilidade agropecuária, além de contribuir para a melhoria da qualidade de vida dos profissionais do agronegócio.

A palestra abordará os desafios de transformar informações técnicas e orientações produtivas em resultados concretos no campo, considerando fatores como gestão de equipes, eficiência operacional, aplicação de tecnologias e aprimoramento contínuo dos sistemas de produção. O tema destaca a importância de alinhar conhecimento científico, experiência prática e capacitação de profissionais para garantir competitividade e sustentabilidade na avicultura moderna.

João Nelson Tolfo é médico-veterinário, mestre em Produção Animal e possui MBA Executivo em Liderança e Gestão do Agronegócio

De acordo com a presidente do Nucleovet, Aletéia Britto da Silveira Balestrin, o Simpósio busca promover discussões que conectem ciência e prática. “O SBSA tem como proposta reunir especialistas que compartilhem experiências aplicáveis à realidade da produção. Discutir como transformar conhecimento em resultados é fundamental para fortalecer a cadeia produtiva e apoiar profissionais que atuam diretamente no campo”, destaca.

A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o bloco Conexões que Sustentam o Futuro foi estruturado para ampliar a visão estratégica do setor. “A produção avícola evolui rapidamente e exige cada vez mais integração entre conhecimento técnico, gestão e desenvolvimento de pessoas. Trazer especialistas com experiência prática na indústria contribui para que os participantes compreendam como aplicar as orientações técnicas de forma eficiente e sustentável”, afirma.

O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026 e é considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.

Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750,00 para profissionais e R$ 450,00 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100,00. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.

Programação geral

26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura  

17ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 07/04 – Terça-feira

13h30 – Abertura da Programação

13h40 – Painel Gestão de Pessoas

Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura.

Palestrantes:

Delair Bolis

Joanita Maestri Karoleski

Vilto Meurer

Luciana Dalmagro – Coordenadora da mesa redonda

15h40 – Intervalo

16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro.

Palestrante: Arene Trevisan

(15 minutos de debate)

17h- Solenidade de Abertura Oficial

17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026

Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC

19h15 – Coquetel de Abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 08/04 – Quarta-feira

Bloco Abatedouro

8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate.

Palestrante: Darwen de Araujo Rosa

(15 minutos de debate)

9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar.

Palestrante: Dianna V. Bourassa

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

Bloco Nutrição

10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo.

Palestrante: Wilmer Pacheco

(15 minutos de debate)

11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte.

Palestrantes: Roselina Angel

(15 minutos de debate)

12h30 – Intervalo almoço

Eventos Paralelos

Painel Manejo

14h00 – Manejo do Frango de Corte Moderno

Palestrantes:

Lucas Schneider

Rodrigo Tedesco Guimarães

16h – Intervalo

Bloco Conexões que Sustentam o Futuro

  16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura.

Palestrante: Kali Simioni e João Nelson Tolfo

(15 minutos de debate)

17h30 – Porque bem-estar é crucial para a sustentabilidade?

Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme

(15 minutos de debate)

18h30 – Eventos Paralelos

19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair

Dia 09/04 – Quinta-feira

Bloco Sanidade

8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosas – enfoque nos diferentes métodos de diagnóstico das doenças respiratórias

Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande

(15 minutos de debate)

9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves.

Palestrante: Dr. Ricardo Rauber

(15 minutos de debate)

10h – Intervalo

10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença.

Palestrante: Gonzalo Tomás

(15 minutos de debate)

11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real.

Palestrante: Taís Barnasque

(15 minutos de debate)

Sorteios de brindes.

Fonte: Assessoria Nucleovet
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Avicultura

Frango cai 5,2% em março e atinge menor preço desde julho de 2023

Cotação média de R$ 6,73/kg no atacado paulista reflete demanda interna fraca e incertezas no mercado externo. Recuo amplia vantagem frente às carnes suína e bovina.

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Foto: Shutterstock

Os preços da carne de frango seguem em queda nas principais praças acompanhadas pelo Cepea, pressionados pela demanda doméstica enfraquecida e por incertezas no mercado externo. O cenário internacional, marcado por tensões no Oriente Médio, importante destino das exportações brasileiras, tem gerado cautela entre agentes do setor e influenciado as negociações.

Foto: Shutterstock

No atacado da Grande São Paulo, o frango resfriado é negociado à média de R$ 6,73 por quilo na parcial de março, até o dia 18, recuo de 5,2% em relação a fevereiro. Em termos reais, considerando deflação pelo IPCA de fevereiro de 2026, trata-se do menor patamar desde julho de 2023.

Com a queda mais acentuada nos preços, a carne de frango amplia sua competitividade frente às demais proteínas. No caso da suína, embora também haja desvalorização, o ritmo de recuo do frango é mais intenso. Já em relação à carne bovina, o diferencial é ainda maior, uma vez que os preços da carcaça casada seguem em alta, ampliando a atratividade do frango para o consumidor.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Avicultura

Diferença de preço entre ovos brancos e vermelhos supera 40% em março

Menor oferta de ovos vermelhos e demanda da Quaresma ampliam descolamento de preços. Granjas operam com produção ajustada.

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Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A diferença entre os preços dos ovos brancos e vermelhos se ampliou ao longo de março nas principais regiões produtoras acompanhadas pelo Cepea. Em Santa Maria de Jetibá (ES), maior polo de produção do país, o diferencial já supera 40% na parcial até o dia 18, acima do observado em fevereiro.

Foto: Divulgação/Asgav

De acordo com o Cepea, o movimento é puxado principalmente pela menor disponibilidade de ovos vermelhos no mercado interno. A oferta mais restrita dessa categoria tem sustentado reajustes mais intensos em comparação aos ovos brancos, ampliando o descolamento entre os preços.

A demanda sazonal também contribui para esse cenário. Durante a Quaresma, há aumento no consumo de ovos, o que pressiona ainda mais as cotações, especialmente dos vermelhos, tradicionalmente mais valorizados em períodos de maior procura.

Com a produção mais enxuta, agentes do setor relatam que parte das

Foto: Divulgação

granjas tem operado com entregas previamente programadas, limitando negociações no mercado spot. Esse ajuste entre oferta e demanda resultou em elevação dos preços médios dos ovos nos últimos dias, com maior intensidade para a variedade vermelha.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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