Notícias Em busca de soluções inovadoras
Seis startups vencem Desafio Mapa Conecta Proteína Animal no Inovameat
Com mais de 60 startups inscritas, 20 seguiram para a fase final nas categorias Start e UP. Como prêmio as vencedoras levaram R$ 5 mil e as que ficaram em 2º lugar ganharam R$ 3 mil.

Terminou na sexta-feira (1º) o Mapa Conecta Proteína Animal – desafio de startups especializadas em soluções para a cadeia de proteína animal – evento que integrou a programação do Inovameat Toledo – Inovação na Produção de Proteína Animal, no Centro de Eventos Ismael Sperafico, em Toledo, Oeste do Paraná.
Na categoria iniciante (Start), o primeiro lugar ficou com a Spectral Solutions, de Embu das Artes (SP), seguida pela Tau Flow, de Campinas (SP) e a Perceptron, do Chile. A vencedora da categoria avançada (Up) foi Ecotrace Solutions, de Vinhedo (SP), em segundo, ficou a Roboagro, de Caxias do Sul (RS), seguida da PackID, de Chapecó (SC).
O prêmio das vencedoras foi R$ 5 mil e as que ficaram em segundo lugar levaram R$ 3 mil. As vencedoras estavam entre as 20 finalistas do desafio, que obteve mais de 60 startups inscritas.
Os Estados que mais contabilizaram inscrições foram Paraná, com 28 startups (57,14%), São Paulo, com 10 (20,41%) e Minas Gerais, que somou 4 (8,16%).
Desafio
O Mapa Conecta foi realizado pelo Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa), Sebrae, Sindicato Rural de Toledo, Associação Comercial e Empresarial de Toledo (ACIT) e FB Group. Com o apoio da Prefeitura de Toledo; Parque Tecnológico Itaipu-Brasil (PTI); Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC) e Biopark.
A gerente de marketing da Spectral Solutions, Thaís de Souza Vicentini, vencedora da categoria iniciante, explica que a startup de Embu das Artes (SP) trabalha desenvolvendo soluções que fornecem análises químicas rápidas, tanto para processo no campo quanto no laboratório. São análises químicas que você não precisa de reagentes, nem de amostras. Aqui, no Inovameat, nosso foco foi os sensores portáteis, onde você reproduz análise de laboratório em um clique, só com um sensor e aplicativo de celular. O que queremos agora é popularizar nossos produtos, estamos idealizando a parte de escala para os aluguéis dos sensores e logística, para chegar aos produtores. As vendas dos sensores estão na faixa de R$ 200 a R$ 48 mil e queremos aluguéis na faixa entre R$ 600 e R$ 2 mil por mês”, detalha Thaís.
Já a Ecotrace Solutions, vencedora na categoria avançada, é uma empresa de rastreabilidade do agronegócio, que atua na cadeia de proteína animal bovina, frango e têxtil, garantindo que o produto não tem origem em área de desmatamento ou terra indígena. Segundo a head de inovação da startup Ecotrace Solutions, Maria Paula de Castro, comprovar as boas práticas de produção desde a origem do produto é muito importante para a comercialização no exterior. “Os mercados da China e Europa são muito criteriosos neste quesito e querem a garantia da origem do produto”, enfatiza Maria Paula. Segundo Maria Paula, o faturamento da empresa está crescendo 300% ao ano desde sua criação, em 2018, em Vinhedo (SP).
Investidores
Durante a apresentação das 20 finalistas, vários investidores estiveram presentes e outros participaram de forma on-line do evento. Entre eles, estavam Adisseo, Barn Investimentos, Cedro Capital, Food Tech Hub, SP Ventures, Smart Value e NT Agro. Após o anúncio das vencedoras, foi aberto um espaço para rodada de negócios entre as startups, investidores, cooperativas e aceleradoras.
“O evento, para nós, cumpriu com a nossa estratégia de se posicionar na área de inovação. Tudo indica que estaremos de novo aqui. Para ter sucesso, procuramos ter uma programação intensa no espaço Sebrae. Durante os três dias, tivemos exposições de cerca de 25 startups, o Mapa Conecta e a rodada de negócios, onde as startups puderam conversar não só com investidores, mas também com compradores, agroindústrias, cooperativas, como também se conectaram com os habitats de inovação – aceleradoras e parques tecnológicos. Hoje, estamos tendo o encontro das startups que têm CEOs mulheres e o TOP 10 que reúne as dez principais startups da região. Para fechar, vamos apresentar o mapeamento que o Sebrae fez das startups do Paraná”, revela o consultor do Sebrae Regional Oeste do Paraná, Emerson Durso.
Newman Costa, analista em agronegócio do Sebrae Nacional, complementa que a instituição tem na sua estratégia elevar a produtividade, competitividade, sustentabilidade e crescimento dos pequenos negócios rurais, promovendo o acesso ao mercado, e o desenvolvimento territorial integrado por meio da profissionalização de cadeias produtivas do agronegócio.

Coordenador de Articulação e Promoção de Iniciativas de Promoção do Mapa, Antônio Carlos Pias de Castro
A iniciativa integra a estratégia de aproximação do Mapa aos ecossistemas regionais de inovação alinhado ao portal Agro Hub Brasil, lançado em março. Para Antônio Carlos Pias de Castro, coordenador de Articulação e Promoção de Iniciativas de Promoção do Mapa, que esteve presente no Inovameat, estes eventos têm aproximado os atores do agronegócio e aprimorado a produção agropecuária pelo Brasil. “Não é por acaso que o nome do evento é Mapa Conecta, queremos através de vários encontros fazer a conexão entre empresários, investidores, indústrias, produtores rurais e as startups. Com isso, conseguimos dar maior visibilidade para dores reais dos produtores, das cooperativas, das agroindústrias para que as startups consigam trazer as soluções que vão fazer a diferença na vida do agronegócio brasileiro”, comenta Castro.
Foodtech Toledo
Na tarde de sexta-feira também ocorreu o lançamento da Foodtech Toledo. A Sebrae regional Oeste do Paraná apresentou um estudo técnico sobre a vocação de Toledo para o setor de alimentos. “Neste estudo também ficou comprovado que, além de ser forte na produção de alimentos, Toledo também tem potencial grande para gerar inovação em alimentos, evidenciado pela graduação, mestrado, doutorado e pesquisadores de excelência no tema. Então quando fazemos um cruzamento de tudo isso e as tendências mundiais, nacionais e paranaenses, o potencial de gerar inovação da cidade fica ainda mais forte”, revela Emerson Durso.
Segundo ele, o próximo passo será analisar a maturidade do ecossistema, verificando a integração entre os atores, pois é preciso que tenham projetos em comum para fortalecer o ecossistema. “Com representantes do Sindicato Rural, Prefeitura, cooperativa, academia e Fiep, vamos construir um plano dos pontos mais frágeis do setor e criar uma governança para gerir o plano. A próxima reunião do grupo será no dia 28 de abril e o plano de ação deve ser divulgado em junho deste ano”, conclui Durso.
Vencedores Categoria Start – Iniciante
1º Spectral Solutions – startup de soluções para análises químicas de amostras rápidas, de Embu das Artes (SP)
2º Tau Flow – startup da área de tecnologia da informação, de Campinas (SP)
3º Perceptron – startup usa modelos matemáticos e cria soluções para agroindústrias, empresas da área da saúde e financeira, do Chile
Vencedores Categoria UP – Avançada
1º Ecotrace Solutions – startup de rastreabilidade do agronegócio, de Vinhedo (SP)
2º Roboagro – startup de alimentação automatizada de suínos, de Caxias do Sul (RS)
3º PackID – startup de monitoramento de temperatura e umidade de ambiente, de Chapecó (SC)

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Produtores do Paraná poderão ampliar subvenção ao seguro rural com boas práticas de manejo do solo
Projeto-piloto do governo federal oferece descontos maiores no prêmio do seguro para áreas enquadradas em níveis superiores de manejo agrícola.

Os produtores rurais paranaenses podem obter subvenção federal maior, com base em critérios de manejo e conservação do solo nas culturas da soja e milho safrinha. Para isso, as áreas agrícolas a serem seguradas devem ser enquadradas em Níveis de Manejo (NM) estipulados pelo Zoneamento Agrícola de Risco Climático Níveis de Manejo (ZarcNM). O projeto-piloto conta com recursos específicos para execução (R$ 1 milhão para cada cultura) e beneficia produtores rurais com percentual maior de desconto nos valores do seguro pelo Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Foto: Divulgação
A ferramenta considera critérios de qualidade do manejo de solo como redutor do risco climático de áreas agrícolas com maior capacidade de infiltração e retenção de água. O NM1 é a condição de risco base e o NM4, a melhor condição de cultivo que garante benefício maior.
“Em tempos de queda nas contratações de seguro rural, toda proposta que venha melhorar a subvenção ao prêmio é bem-vinda”, afirma o presidente do Sistema Faep, Ágide Eduardo Meneguette. “Nossos técnicos estão à disposição para auxiliar os produtores rurais neste processo”, complementa.
Lançado pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), com metodologia da Embrapa, o ZarcNM teve o projeto-piloto iniciado na safra 2025/26, somente no Paraná, quando 28 áreas de produção foram classificadas em níveis de subvenção diferenciada. Na temporada 2026/27, o projeto iniciará a fase II, com possibilidade de participação dos produtores de soja do Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Mato Grosso do Sul, e milho safrinha no Paraná e Mato Grosso do Sul.
Como acessar
O primeiro passo para ter acesso à subvenção diferenciada é buscar a análise de solo em um laboratório credenciado no Estado. A metodologia das análises não difere das normalmente utilizadas, mas os laboratórios participantes conseguem registrar os dados da área diretamente no sistema (SiNM) da Embrapa.
“Antes mesmo de contratar o seguro, o produtor deve realizar a coleta da amostra de solo, seguindo as orientações do item 7, da Instrução Normativa 2/2025, do Mapa, e encaminhá-la a um laboratório credenciado, solicitando a análise Níveis de Manejo”, orienta Ana Paula Kowalski, coordenadora do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema Faep.
Na sequência, o produtor deve procurar um operador de contrato para providenciar a análise de sensoriamento remoto e incluir as informações no sistema da Embrapa. Então, a plataforma calcula o nível de manejo do talhão e as informações são repassadas pelo operador ao governo federal para que seja definida a subvenção conforme os seis indicadores avaliados para a definição do nível de manejo: tempo sem revolvimento do solo; cobertura do solo com palhada; saturação por bases (V%); teor de cálcio; saturação por alumínio; e histórico de diversidade de cultivos. Três são verificados pela análise de solo e os demais por ferramentas de sensoriamento remoto utilizadas pelos operadores especializados. Para os níveis 2, 3 ou 4, segundo a Embrapa, “áreas com declividade superior a 3% devem, obrigatoriamente, adotar semeadura em nível ou contorno em pelo menos 75% da gleba”.
“Para subvenção maior, ou seja, além do padrão definido pelo PSR, os níveis devem ser de 2 em diante”, comenta Ana Paula. Na cultura de milho segunda safra, para Nível de Manejo (NM) 1, a subvenção será de 40%; NM2, 45%; e para NMs 3 e 4, 50%. Já para a cultura de soja, os cálculos são 20% para NM1; 30%, NM2; 35%, NM3; e 40%, NM4.
A lista de operadores credenciados está disponível no site embrapa.br/rede-zarc-embrapa/niveis-de-manejo
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Tarifas dos EUA deve impactar 21% das exportações brasileiras
Governo avalia ampliar parcerias comerciais enquanto negocia para evitar a aplicação das tarifas.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta quarta-feira (3), que o Brasil vai continuar buscando outros parceiros de negócios para minimizar os impactos da política comercial adotada pelos Estados Unidos. Lula coordenou reunião ministerial, no Palácio do Planalto, que ocorre em meio ao anúncio de novas taxações estadunidenses a produtos brasileiros.
“Nós vamos procurar outros parceiros. Se ele não quer comprar, a gente vai vender para quem quiser comprar. Não vamos ficar reclamando. Se não quiser investir aqui, nós vamos procurar outro. O Brasil é dono do seu nariz. Isso aqui é um país democrático e soberano”, disse o presidente aos ministros de Estado.
“Nós resolvemos não adotar mais a política do vira-lata diante das grandes potências. Nós não somos melhores do que ninguém, mas não somos piores. Vamos respeitar todo mundo, mas queremos respeito”, acrescentou.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na segunda-feira (1º), o Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR) sugeriu, entre outras ações, a taxação de 25% sobre parte das importações brasileiras ao país. O relatório do USTR é resultado de uma investigação iniciada há um ano no governo de Donald Trump contra supostas “práticas desleais” do Brasil no comércio com os EUA.
Entre outros temas, para justificar a medida, a instituição acusa o Pix de prejudicar “injustamente” empresas estadunidenses que prestam serviços de pagamento eletrônico, como operadoras de cartões de crédito, como MasterCard e Visa, e o Whatsapp Pay.
Lula afirmou que, agora, vai participar da reunião do G7 em junho na França, o que não estava nos planos. O evento reúne os líderes da Alemanha, Canadá, Estados Unidos, França, Itália, Japão e Reino Unido. O Brasil vai como convidado do anfitrião, o presidente francês, Emmanuel Macron.
“Eu nem ia no G7, agora eu vou. É preciso alguém tentar colocar ordem na casa e parar essa coisa de desmonte do multilateralismo, da democracia e desvalorização das instituições. Se a ONU não está funcionando hoje, não é destruindo a ONU que a gente vai consertar o mundo, é reconstruindo a ONU”, disse Lula, reafirmando sua defesa de fortalecimento das Nações Unidas e da reforma do seu Conselho de Segurança.
Negociação

Foto: Divulgação/Porto de Santos
De acordo com o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) a decisão tarifária dos Estados Unidos ameaça diretamente 21% do total das exportações brasileiras rumo ao mercado norte-americano.
O governo brasileiro e empresas prejudicadas poderão se manifestar sobre o relatório final da USTR até o dia 15 de julho, quando os EUA poderão passar a adotar “medidas corretivas” contra o Brasil.

Para Lula, a atitude dos estadunidenses é insensata já que havia uma negociação em curso entre os dois países. Ele lembrou que, em maio, acordou com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, um prazo de 30 dias para que se chegasse a um acordo sobre a questão comercial.
Os dois se reuniram na Casa Branca e, na ocasião, o presidente brasileiro entregou documentos que comprovavam a relação comercial favorável dos EUA com o Brasil. Segundo ele, nos últimos 15 anos, o superávit comercial dos Estados Unidos foi US$ 415 bilhões.“Eu saí de lá convencido de que a gente estava estabelecendo uma nova lógica no relacionamento democrático e civilizado entre Brasil e Estados Unidos. E confesso a vocês que fui pego de surpresa ontem com a decisão deles”, disse Lula hoje.
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EUA propõem tarifas a 60 países, incluindo o Brasil
Escritório de Comércio norte-americano sugere sobretaxas de até 12,5% sobre importações e abre consulta pública antes da decisão final.

O governo dos Estados Unidos deu mais um passo na ampliação de sua política comercial protecionista ao propor novas tarifas sobre produtos importados de 60 países, entre eles o Brasil. A iniciativa foi anunciada pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos (USTR) e prevê uma sobretaxa de até 12,5% para produtos brasileiros que entram no mercado norte-americano.

Foto: Divulgação
A proposta está vinculada a investigações conduzidas com base na Seção 301 da Lei de Comércio dos Estados Unidos de 1974, instrumento legal que permite ao governo norte-americano apurar práticas consideradas prejudiciais aos interesses comerciais do país e, eventualmente, adotar medidas de retaliação.
Segundo o USTR, a nova rodada de tarifas está relacionada à avaliação das políticas adotadas pelos países investigados para prevenir e combater o comércio de mercadorias produzidas com trabalho forçado. Na avaliação do órgão, falhas nesses mecanismos podem criar distorções competitivas e restringir o comércio norte-americano.
Brasil entre os países com maior alíquota proposta
Enquanto parte dos países investigados foi enquadrada em uma alíquota adicional de 10%, o Brasil aparece no grupo sujeito à tarifa de 12,5%.
A proposta brasileira está inserida em um conjunto de medidas que alcança outros 44 países analisados pelo governo

Foto: Divulgação
dos Estados Unidos. Já Canadá, União Europeia, México, Indonésia, Paquistão, Argentina, Bangladesh, Camboja, Guatemala, Malásia, Taiwan, Equador e El Salvador integram o grupo que poderá ser submetido à tarifa adicional de 10%.
Caso seja implementada, a medida poderá aumentar os custos de acesso ao mercado norte-americano para diversos produtos exportados pelo Brasil, reduzindo a competitividade frente a concorrentes internacionais.
Instrumento de pressão comercial
A Seção 301 é considerada uma das principais ferramentas de política comercial dos Estados Unidos. O mecanismo ganhou destaque nos últimos anos durante disputas comerciais com diferentes parceiros internacionais e permite ao governo norte-americano impor restrições tarifárias mesmo sem a intermediação de organismos multilaterais.
A atual iniciativa também ocorre em um contexto de retomada de medidas emergenciais defendidas pelo governo Donald Trump. Parte dessas tarifas havia sido anulada anteriormente por decisão da Suprema Corte norte-americana, levando a administração federal a buscar novos caminhos regulatórios para restabelecê-las.
Consulta pública antes da decisão final
As tarifas ainda não estão em vigor. O USTR abriu período de consulta pública para receber contribuições de empresas, entidades e governos potencialmente afetados pelas medidas.
As manifestações poderão ser apresentadas até 06 de julho. No dia seguinte, 07 de julho, está prevista uma audiência pública para discussão das propostas.
Somente após a análise das contribuições o governo norte-americano decidirá se as tarifas serão implementadas e em quais condições, etapa que será acompanhada com atenção por exportadores e setores produtivos dos países envolvidos.



