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Seis questões que podem te fazer incluir mais peixes na alimentação

Pesquisadora da Secretaria de Agricultura de São Paulo informa que peixe é um alimento saudável para adultos e crianças

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Divulgação/Embrapa

O peixe é um alimento rico em proteínas de alto valor biológico e minerais, como cálcio, zinco, magnésio e ferro, além de algumas espécies serem fonte de gordura boa, como o ômega 3. O pescado é um alimento altamente nutritivo e traz como mais uma vantagem a preparação rápida, em poucos minutos, trazendo praticidade para o dia a dia das famílias.

A pesquisadora do Instituto de Pesca (IP-APTA), da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, Cristiane Rodrigues Pinheiro Neiva, responde seis dúvidas frequentes sobre o consumo de pescado que vão te fazer incluir mais peixes na alimentação. Confira!

Quais as melhores espécies para consumir?

No Brasil é possível encontrar uma rica diversidade de espécies de pescado, ou seja, de peixes, crustáceos (camarões e caranguejos), moluscos (ostras, mexilhões, polvo e lula), répteis (rã e jacaré), além de algas. “Portanto, temos muitas oportunidades de variar o consumo de espécies marinhas ou de água doce, provenientes da pesca ou da aquicultura ou ainda em preparações simples ou gourmet”, diz Cristiane.

Os consumidores podem variar a preparação utilizando pescados magros, como pescada, linguado, merluza ou bacalhau, e gordos, como sardinha, salmão, atum e cavalinha. “O sabor de cada espécie sofre influências do conteúdo de gordura, sendo, em geral, os peixes gordos considerados por alguns consumidores como os mais saborosos, enquanto os magros apresentam sabor suave e agradam paladares mais requintados”, explica a pesquisadora do IP.

Os benefícios à saúde são reais?

Sim. Segundo Cristiane, há muitos dados científicos sobre os benefícios que o consumo de pescado e algas trazem a saúde, como redução do risco de morte por doença coronária e derrame, diminuição do risco de diabetes, aumento do período de gestação e melhora do desenvolvimento cognitivo e do desenvolvimento neural infantil – quando consumido antes e durante a gestação – e redução do risco de câncer de tiroide em mulheres.

O pescado é um alimento do futuro?

De acordo com a pesquisadora do IP, o pescado representa um alimento importante para o futuro em termos de nutrição, segurança alimentar e sustentabilidade e é a terceira proteína mais consumida pela humanidade depois de cereais e leite. “Uma alimentação rica e segura na infância estimula uma alimentação saudável na vida adulta. Portanto, a criança que cresce comendo peixe, provavelmente será um consumidor saudável quando adulto”, afirma.

Não gosto do cheiro… o que fazer?

O cheiro de peixe pode ser desagradável para muitas pessoas e é um indicador de como está o frescor do pescado, sendo uma característica importante para ser observada na compra do produto. “Peixes frescos e com qualidade apresentam cheiro e sabor suaves, sendo os odores ruins sinais de deterioração. Escolha locais de compra que demonstrem e garantam a procedência e os cuidados higiênicos e sanitários necessários e recomendados pelas autoridades sanitárias”, explica Cristiane.

Como o peixe e os frutos do mar estragam mais rápido do que outras carnes, organize-se quanto a quantidade comprada e sua conservação refrigerada até o momento do preparo. Na dúvida congele pequenas porções a serem consumidas de cada vez, descongele-as sob refrigeração e evite o recongelamento.

Como fazer com a presença de espinhas?

Algumas espécies de peixe possuem pequenos ossos ou espinhas intramusculares, o que pode causar acidente na hora do consumo. A sugestão é atenção para a retirada desses espinhos antes do consumo ou o preparo de peixes sem esses organismos, como cação, pirarucu, pintado, tambaqui e bagre, principalmente, quando se for servir pratos à base de pescado para as crianças. Outra opção é a compra de filé ou de carne mecanicamente separada que apresentam menores chances de terem espinhas.

Peixe pode ser consumido por crianças?

Sim, podem. Os especialistas em saúde recomendam incluir o pescado de duas a três vezes por semana para adultos, com porções de 100 a 120g, e de uma a duas vezes por semana para as crianças com porções de 30g a mais, conforme a idade. O Guia Alimentar para Crianças Menores de 2 anos, desenvolvido pelo Ministério da Saúde, recomenda a partir do sexto mês, pode-se fazer a introdução do peixe na dieta dos bebês.

As crianças podem ser mais receptivas ao pescado se a escolha começar por espécies com sabor mais suave como a pescada, a tilápia ou o linguado. Para conquistar o paladar infantil busque novas formas de preparo e inove nas receitas.

Cristiane sugere o preparo, por exemplo, de iscas ou pedaços de peixes empanados em casa. “Comece temperando o peixe com sal e limão, mergulhe as tiras no ovo batido e cubra com farinha de rosca caseira, regue com azeite, leve ao forno e sirva com um delicioso molho de iogurte ou mostarda com mel. O preparo ao forno de filés com azeite, tomates, cebolas e batatas em rodelas e ervas frescas, pode ser uma ótima alternativa a fritura! Não esqueça da praticidade dos enlatados no preparo de saladas de batata, patês e molhos para massas”, orienta a pesquisadora do IP.

Muitas crianças têm acompanhado o aumento de consumo de peixes crus, o qual pode acontecer com os cuidados relacionados a manipulação e conservação adequados antes do preparo para que não haja risco de contaminação microbiológica. “O peixe cru fica delicioso e mais seguro se servido como ceviche, mergulhado no caldo de limão, azeite e rodelas finas de cebola”, diz Cristiane.

Fonte: Assessoria

Colunistas

Você está desperdiçando o dinheiro do marketing?

Conheça três pontos que podem contribuir para um melhor desempenho.

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Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Durante a conversa com um grande amigo, lembrei, recentemente, de uma experiência que tive no agronegócio. Uma empresa de nutrição animal precisava aumentar a visibilidade junto a potenciais clientes e entrou em contato com a Ação Estratégica – Comunicação e Marketing no Agronegócio.

O gerente de marketing compartilhou o briefing de forma clara e objetiva: “precisamos aparecer em mídias estratégicas, locais e nacionais, e também ampliar a nossa presença em canais digitais. A concorrência está grande e precisamos ser mais reconhecidos no campo. Isso vai ajudar a fechar negócios”.

Após algumas reuniões, finalizamos o planejamento de assessoria de imprensa e de redes sociais, definindo a linguagem, os temas e os principais objetivos a serem atingidos em curto e médio prazo.

Rapidamente, os porta-vozes foram definidos e participaram de um media training, no qual a Ação Estratégica apresentou dicas para os executivos terem um desempenho ainda melhor nas futuras entrevistas com jornalistas.

Como próximo passo, a mídia recebeu sugestões de notícias sobre a empresa e as redes sociais foram abastecidas com conteúdo relevante sobre o ecossistema em que a empresa atua.

Em poucos meses, os materiais divulgados causaram um grande impacto, maior do que o esperado. Potenciais clientes fizeram vários comentários nos posts publicados, mandaram mensagens em privado e também entraram em contato com a empresa via WhatsApp.

O sucesso desta ação teve três pontos centrais:

1) Análise

O cliente compartilhou importantes informações, na etapa do planejamento, sobre os perfis dos potenciais clientes. Essas informações propiciaram uma análise consistente de cenário.

2) Integração

O movimento foi realizado em total sintonia com o departamento de vendas, com o objetivo de potencializar as oportunidades de negócios.

3) Correção

Com frequência, realizamos reuniões para a correção de rotas, o que contribuiu para as divulgações serem sempre relevantes.

 A importância desses três pontos (Análise, Integração e Correção) vai além do sucesso de uma ação específica. Se bem utilizados, eles contribuem diretamente para uma melhor utilização dos recursos, evitando, de forma contínua, o desperdício de dinheiro, e também propiciam um rico aprendizado a ser utilizado nas próximas atividades.

Afinal, com experiência, informação e estratégia adequada, melhoramos o nosso desempenho, não é mesmo?

Fonte: Artigo escrito por Rodrigo Capella, palestrante e diretor geral da Ação Estratégica - Comunicação e Marketing no Agronegócio.
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Notícias

Mercado de fertilizantes no Brasil mantém forte dependência de importações

Volume soma 40,9 milhões de toneladas até outubro de 2025, com Mato Grosso liderando o consumo nacional.

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Foto: Divulgação/OP Rural

As entregas de fertilizantes ao mercado brasileiro somaram 5,08 milhões de toneladas em outubro de 2025, alta de 2,1% frente ao mesmo mês do ano anterior, quando foram comercializadas 4,98 milhões de toneladas, segundo a Associação Nacional para a Difusão de Adubos (ANDA). No acumulado de janeiro a outubro foram registradas 40,94 milhões de toneladas entregues, com alta de 8,4% em comparação a igual período de 2024, quando o total foram entregues 37,78 milhões de toneladas.

O Estado de Mato Grosso manteve a liderança no consumo, com participação de 22,1% do total nacional, o equivalente a 9,05 milhões de toneladas. Na sequência aparecem Paraná (4,97 milhões), São Paulo (4,35 milhões), Rio Grande do Sul (4,21 milhões) Goiás (3,99 milhões), Minas Gerais (3,90 milhões) e Bahia (2,75 milhões).

A produção nacional de fertilizantes intermediários encerrou outubro de 2025 em 631 mil toneladas, registrando uma queda de 2,2% em relação ao mesmo mês de 2024. No acumulado de janeiro a outubro, o volume chegou a 6,20 milhões de toneladas, avanço de 5,7% em relação com as 5,87 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

As importações alcançaram no mês de outubro de 2025, 4,38 milhões de toneladas, redução de 1,1% sobre igual período do ano anterior. De janeiro a outubro, o total importado somou 35,88 milhões de toneladas, com crescimento de 7,1% em relação as 33,49 milhões de toneladas no mesmo período de 2024.

O Porto de Paranaguá consolidou-se como principal ponto de entrada do insumo, foram importadas 8,89 mil toneladas no período, crescimento de 5,8% frente a 2024 (8,40 milhões de toneladas). O terminal representou 24,8% do total de todos os portos, segundo dados do Siacesp/MDIC.

Fonte: Assessoria ANDA
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Produtores têm até 31 de janeiro para regularizar inconsistências fiscais

Receita Federal intensifica fiscalização sobre rendimentos rurais e alerta para risco de autuações e multas após o prazo.

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Foto: Jose Fernando Ogura

A Receita Federal do Brasil intensificou as orientações voltadas à conformidade fiscal no setor rural, com atenção especial aos rendimentos oriundos de arrendamentos de imóveis rurais. A iniciativa integra uma ação nacional de conformidade cujo objetivo é estimular a autorregularização dos contribuintes, permitindo a correção de inconsistências até janeiro de 2026, antes do avanço para etapas de fiscalização mais rigorosas.

Segundo o órgão, é recorrente a subdeclaração ou o enquadramento incorreto dos valores recebidos com arrendamentos, seja por desconhecimento da legislação tributária, seja por falhas no preenchimento das declarações. Para identificar divergências, a Receita Federal tem ampliado o uso de cruzamento de dados, recorrendo a informações de cartórios, registros de imóveis rurais e movimentações financeiras, em um ambiente de fiscalização cada vez mais digital e integrado.

Foto: Jonathan Campos/AEN

O advogado tributarista Gianlucca Contiero Murari avalia que o atual movimento do Fisco representa um ponto de atenção relevante para produtores rurais e proprietários de terras. “A autorregularização é uma oportunidade valiosa para o contribuinte rural corrigir falhas, evitar autuações, multas elevadas e até questionamentos mais complexos no futuro. A Receita Federal tem adotado uma postura cada vez mais preventiva, mas com fiscalização altamente tecnológica”, afirma.

Murari ressalta que os rendimentos provenientes de arrendamento rural exigem cuidado específico no enquadramento e na declaração, de acordo com as regras do Imposto de Renda. Isso inclui a avaliação sobre a tributação como pessoa física ou jurídica, conforme a estrutura da operação. “É fundamental que o produtor ou proprietário busque orientação especializada para avaliar contratos, natureza dos rendimentos e a forma correta de declarar. Um ajuste feito agora é muito menos oneroso do que uma autuação depois”, completa.

Fonte: Assessoria Dosso Toledo Advogados
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