Avicultura
Segurança alimentar na avicultura será tema de palestra internacional no SBSA 2026
Pesquisadora da Universidade de Auburn, Dianna Bourassa apresenta comparativo microbiológico entre países durante o Simpósio Brasil Sul de Avicultura, em Chapecó.

Garantir a segurança dos alimentos e compreender os desafios microbiológicos da cadeia produtiva são pontos centrais para a sustentabilidade da avicultura moderna. O tema estará em debate durante o 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura (SBSA) com a palestra Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar, apresentada pela pesquisadora Dianna V. Bourassa, no dia 08 de abril, às 9 horas, durante o Bloco Abatedouro, no Centro de Cultura e Eventos Plínio Arlindo de Nes, em Chapecó (SC).
Dianna é professora associada do Departamento de Avicultura da Universidade de Auburn, nos Estados Unidos. Possui graduação e mestrado em Avicultura pela Universidade da Geórgia e doutorado em Bioquímica e Biologia Molecular, também pela Universidade da Geórgia. Seu programa de pesquisa aplicada concentra-se em duas áreas principais: intervenções voltadas à melhoria da segurança alimentar ao longo de toda a cadeia produtiva, da criação de frangos de corte ao processamento de produtos crus, e o estudo da aplicação e do impacto de métodos de atordoamento na fisiologia das aves e na qualidade da carne.

Palestra Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar, apresentada pela pesquisadora Dianna V. Bourassa, no dia 08 de abril, às 9 horas, durante o Bloco Abatedouro
A especialista abordará as particularidades e os desafios enfrentados por diferentes países no controle microbiológico da cadeia produtiva, destacando práticas, padrões sanitários e estratégias utilizadas para garantir a segurança dos alimentos. A discussão contribui para ampliar a compreensão sobre como a ciência e a tecnologia têm sido aplicadas para reduzir riscos microbiológicos e fortalecer a qualidade dos produtos avícolas.
De acordo com a presidente do Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas (Nucleovet), Aletéia Britto da Silveira Balestrin, trazer especialistas internacionais para o evento amplia o intercâmbio de conhecimento e fortalece a atualização técnica dos profissionais do setor. “O Simpósio tem como propósito reunir pesquisadores e especialistas que possam compartilhar experiências e diferentes perspectivas sobre os desafios da avicultura. A troca de informações entre países contribui para o avanço das práticas sanitárias e para o aprimoramento dos sistemas de produção e processamento”, destaca.
A presidente da comissão científica do SBSA, Daiane Albuquerque, ressalta que o tema é estratégico para o setor. “A segurança alimentar é um dos pilares da produção de proteína animal. Discutir métodos de controle microbiológico e comparar realidades internacionais contribui para ampliar o conhecimento técnico e fortalecer as estratégias adotadas pela cadeia produtiva”, afirma.
O 26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura é promovido Nucleovet e será realizado entre 7 a 9 de abril de 2026, considerado um dos principais eventos técnicos da avicultura latino-americana. Paralelamente ao Simpósio ocorre a 17ª Brasil Sul Poultry Fair, feira que reúne empresas nacionais e multinacionais ligadas à cadeia produtiva avícola.
Para acompanhar a palestra e os demais conteúdos da programação científica é necessária inscrição no evento. O segundo lote segue disponível até o dia 26 de março, com investimento de R$ 750 para profissionais e R$ 450 para estudantes. O acesso à 17ª Brasil Sul Poultry Fair custa R$ 100. As inscrições podem ser realizadas no site, acesse clicando aqui.
Programação geral
26º Simpósio Brasil Sul de Avicultura
17ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 07/04 – TERÇA-FEIRA
13h30 – Abertura da Programação
13h40 – Painel Gestão de Pessoas
Tema: Capital humano em crise: o futuro da mão de obra na avicultura
Palestrantes: Delair Bolis, Joanita Maestri Karoleski, Vilto Meurer
Coordenadora da mesa redonda: Luciana Dalmagro
15h40 – Intervalo
16h – Commodities em foco: superando barreiras logísticas e incertezas do futuro
Palestrante: Arene Trevisan
(15 minutos de debate)
17h – Solenidade de Abertura Oficial
17h40 – Palestra de abertura: Cenários Globais 2026
Palestrante: Heni Ozi Cukier – HOC
19h15 – Coquetel de abertura na 16ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 08/04 – QUARTA-FEIRA
Bloco Abatedouro
8h – Velocidade de processamento e qualidade do abate
Palestrante: Darwen de Araujo Rosa (15 minutos de debate)9h – Comparativo microbiológico entre países no contexto da ciência da segurança alimentar
Palestrante: Dianna V. Bourassa (15 minutos de debate)10h – Intervalo
Bloco Nutrição
10h30 – Granulometria e seu impacto no trato digestivo
Palestrante: Wilmer Pacheco (15 minutos de debate)11h30 – Níveis de Ca e P nas dietas modernas do frango de corte
Palestrante: Rosalina Angel (15 minutos de debate)12h30 – Intervalo almoço
Eventos Paralelos – Painel Manejo
14h – Manejo do Frango de Corte Moderno
Palestrantes: Lucas Schneider, Rodrigo Tedesco Guimarães16h – Intervalo
Bloco Conexões que Sustentam o Futuro
16h30 – Do conhecimento à ação: como transformar orientações em resultados na avicultura
Palestrantes: Kali Simioni e João Nelson Tolfo (15 minutos de debate)17h30 – Por que bem-estar é crucial para a sustentabilidade?
Palestrante: Prof. Celso Funcia Lemme (15 minutos de debate)18h30 – Eventos Paralelos
19h30 – Happy Hour na 18ª Brasil Sul Poultry Fair
DIA 09/04 – QUINTA-FEIRA
Bloco Sanidade
8h – Tríade do diagnóstico de Laringotraqueíte infecciosa: métodos de diagnóstico das doenças respiratórias
Palestrante: Prof. Renata Assis Casagrande (15 minutos de debate)9h – Micotoxinas: a ameaça silenciosa à saúde intestinal das aves
Palestrante: Dr. Ricardo Rauber (15 minutos de debate)10h – Intervalo
10h30 – Gumboro em foco: avanços recentes e novas fronteiras no controle da doença
Palestrante: Gonzalo Tomás (15 minutos de debate)11h30 – Influenza aviária – plano de contingência em caso real
Palestrante: Taís Barnasque (15 minutos de debate)
Sorteios de brindes

Avicultura
Queda na demanda externa reduz 36% das exportações brasileiras de ovos
Embarques somaram 1,87 mil toneladas em março, o menor volume desde dezembro de 2024, enquanto a receita recuou 27% frente a fevereiro.

As exportações brasileiras de ovos registraram forte retração em março, refletindo a redução da demanda dos principais mercados importadores. Dados da Secex, compilados por pesquisadores do Cepea, indicam que o país embarcou 1,87 mil toneladas de ovos in natura e processados no período.

Foto: Giovanna Curado
O volume representa queda de 36% em relação a fevereiro e equivale à metade do registrado em março do ano passado, quando os embarques somaram 3,77 mil toneladas. Trata-se do menor patamar mensal desde dezembro de 2024.
Apesar da retração mais acentuada no volume, o faturamento recuou em menor intensidade. As vendas externas geraram US$ 4,53 milhões em março, redução de 27% frente ao mês anterior e de 48% na comparação anual.
A diferença entre a queda em volume e em receita indica sustentação relativa dos preços médios de exportação, ainda que insuficiente para compensar a perda de ritmo nos embarques.
Avicultura Recorde histórico
Exportação de carne de frango soma 1,45 milhão de toneladas no 1º trimestre
Volume supera em 0,7% o recorde de 2025, mas preços internos recuam em março e voltam a reagir em abril com alta de fretes e demanda inicial do mês.
Avicultura Mesmo com alta de até 21% em março
Preço médio do ovo na Quaresma é o menor em quatro anos
Quedas ao longo de 2025 e janeiro de 2026 no menor patamar em seis anos limitaram efeito sazonal típico do período religioso.

Os preços dos ovos subiram até 21% em março, movimento recorrente no período da Quaresma, quando parte dos consumidores substitui a carne vermelha. Ainda assim, levantamentos do Cepea mostram que o valor médio praticado no período religioso deste ano é o mais baixo dos últimos quatro anos nas regiões acompanhadas pelo Centro de Pesquisas.
De acordo com pesquisadores do Cepea, ao longo de 2025 as cotações recuaram em boa parte dos meses, reduzindo a base de comparação para o início deste ano. Como reflexo desse comportamento, janeiro de 2026 registrou a menor média para o mês dos últimos seis anos em diversas praças monitoradas.
Dessa forma, o mercado iniciou 2026 em patamar inferior ao observado em 2025. A reação verificada em fevereiro e março, embora expressiva em termos percentuais, não foi suficiente para que a média de preços desta Quaresma superasse a registrada em anos anteriores.





