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Segurança alimentar mundial passa pela independência brasileira aos fertilizantes

Seminário idealizado por membros da FPA destacou o caráter estratégico dos insumos para o desenvolvimento do país.

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Foto: Wenderson Araujo/CNA/Trilux

Assuntos como a independência acerca dos fertilizantes e como o Brasil pode desenvolver alternativas para tanto, seguem sendo objeto de estudo e diálogo dentro do parlamento. Muitos desses aspectos foram debatidos no Seminário “Fertilizantes, uma questão estratégica para o Brasil”, realizado nesta quinta-feira (27), na Câmara dos Deputados. A responsabilidade do País na contribuição para a diminuição da insegurança alimentar também foi atrelada a esse vínculo externo.

Presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR): “Trabalhar pelo fertilizante brasileiro é assumir a responsabilidade por alimentar o mundo, uma vocação nossa” – Foto: Divulgação/FPA 

Apesar das dificuldades, o presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), deputado federal Pedro Lupion (PP-PR), visualiza soluções para que o Brasil siga como referência mundial na produção de alimentos. Segundo ele, é fundamental vencer barreiras legislativas e integrar os agentes do setor para vencer a dependência em relação aos fertilizantes vindos do exterior. “Esse talvez seja um dos maiores gargalos do setor.  É um tema que tem nos preocupado há muito tempo e temos o sonho de sermos autossuficientes, mas para isso, é necessário que Congresso, Governo Federal e iniciativa privada trabalhem juntos. Trabalhar pelo fertilizante brasileiro é assumir a responsabilidade por alimentar o mundo, uma vocação nossa”, disse o líder da bancada.

A integração das ações também foi destacada pelo deputado federal Arnaldo Jardim (CD-SP), vice-presidente da FPA na Câmara. A dependência do agro pelos insumos e fertilizantes precisa ser reduzida e trabalhada para que o setor siga com o papel de protagonista, de acordo com o parlamentar. “É preciso refletir sobre o tema e identificar problemas e ir além do que pode ser implementado. Se conseguirmos aprimorar o Plano Nacional de Fertilizantes, estaremos dando um passo muito importante para, ao menos, diminuirmos nossa necessidade de compra”, esclareceu.

Para o ex-presidente da FPA, deputado federal Alceu Moreira (MDB-RS), devemos descobrir as vulnerabilidades que assolam o país e curá-las. Dentre elas, o parlamentar destaca que a dependência pode ser resolvida, já que o país possui conhecimento suficiente para tanto. “O Brasil é de suma importância para o mundo todo, especialmente na questão que envolve a segurança alimentar. Ninguém se senta à mesa para conversar sobre como alimentar o mundo, sem deixar uma cadeira para o Brasil. E ter um país desenvolvido e autossuficiente, fará do Brasil ainda mais protagonista nesses diálogos”, frisou.

A dependência e a necessidade de planejamento foram assuntos abordados pelo deputado federal e membro da FPA, Zé Silva (SD-MG), especialmente para situações como a guerra entre Rússia e Ucrânia.

Ele afirma que o país não pode ir atrás do remédio apenas quando sentir dor. “ A ONU e a FAO esperam uma produção elevada do Brasil até 2050 e nós não podemos esperar a dor para correr atrás do remédio.

À parte as questões que correspondem à produção de alimentos, o senador Laércio Oliveira (PP-SE), lembrou que o debate em torno da diminuição de uma dependência exterior aos insumos e fertilizantes, vai melhorar o ambiente de negócios do Brasil. Mais que isso, atrair investimento e transformar o país em vários setores. “O agro não pode conviver importando mais de 85% dos fertilizantes. Entender o assunto e contribuir é essencial para ver o Brasil em um outro patamar”, frisa Oliveira.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

A sensibilidade e a compreensão da importância dos fertilizantes para o setor foram o mote da fala do secretário de Economia Verde, Descarbonização e Bioindústria, Rodrigo Rollemberg. Segundo ele, ano passado o Brasil importou 35 bilhões de toneladas de fertilizantes ou U$ 20 bilhões de dólares que poderiam estar dentro do nosso país. “Se a competitividade é essencial, eu diria que é essencial essa articulação política em volta da questão dos fertilizantes e dos insumos, para promover a imagem do agro brasileiro como um dos mais sustentáveis do mundo. Ter independência é ter dinheiro em caixa, promover emprego, renda e mais oportunidades”, concluiu.

Luis Rangel, um dos criadores do Programa Nacional de Fertilizantes e diretor de Programas do Ministério da Agricultura (MAPA), destacou que construir formas de encerrar uma dependência externa é dar suporte à agropecuária. Além disso, ele ressalta que não se pode encarar como política de Governo, mas como algo essencial para o posicionamento econômico do país no globo. “Falar de independência de fertilizantes é pensar no longo prazo. Não há nada mais importante do que fortalecer o maior setor de uma nação. No nosso caso, o setor agropecuário. Precisamos estar preparados e colocarmos em prática todo o nosso potencial”, expõe Rangel.

Para Rodolfo Galvani Jr, conselheiro de Administração da Galvani, a dependência do Brasil aumentou, muito por conta da questão tributária. De acordo com ele, o Brasil tem punido quem produz fertilizantes e beneficia a importação. “Não pode o fertilizante importado entrar com zero de Importação sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e nós pagarmos 8,4% para vendermos no Mato Grosso, por exemplo. O aumento na taxa de juros e a falta de fontes de financiamentos para projetos de longo prazo também impactam de maneira considerável para esse atraso”, encerrou.

Fonte: Assessoria FPA

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Crédito rural da agricultura empresarial soma R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026

CPR liderou as modalidades de financiamento, enquanto a Região Sul concentrou o maior volume de recursos contratados.

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Foto: Gilson Abreu/AEN

O crédito rural destinado à agricultura empresarial totalizou R$ 477,2 bilhões na safra 2025/2026, encerrada em junho deste ano. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (10) pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e consideram as operações realizadas entre julho de 2025 e junho de 2026, excluindo os financiamentos do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf).

Imagem criada por Jaqueline Galvão/ChatGPT/OP Rural

A Cédula de Produto Rural (CPR) foi a principal modalidade de financiamento utilizada pelos produtores, respondendo por R$ 205,2 bilhões, o equivalente a 43% do total contratado. Na sequência aparecem as operações de custeio, com R$ 150,3 bilhões (31,5%), investimento, com R$ 50,5 bilhões (10,6%), comercialização, com R$ 37,9 bilhões (7,9%), e industrialização, que movimentou R$ 33,3 bilhões (7%). Somadas, as operações de CPR e custeio alcançaram R$ 355,5 bilhões, representando 74,5% de todo o crédito concedido na safra.

Na divisão por segmentos, os médios e grandes produtores enquadrados na categoria “Demais Empresarial” concentraram R$ 210,9 bilhões em financiamentos, correspondentes a 44,1% do total. Já o Pronamp respondeu por R$ 61,5 bilhões, ou 12,9% das concessões.

Ao longo da safra foram registrados 534.828 contratos de crédito rural para a agricultura empresarial. Desse total, 161.968 correspondem a operações por meio de CPR. As operações de custeio responderam por 263.896 contratos, enquanto os financiamentos para investimento somaram 97.105 contratos.

Nos programas de investimento, as aplicações chegaram a R$ 50,5 bilhões. O RenovAgro e o Pronamp lideraram os desembolsos, ambos com cerca de R$ 5,2 bilhões, seguidos pelo Moderfrota, com R$ 4,2 bilhões, e pelo Inovagro/Moderagro, com R$ 3,9 bilhões.

Foto: Marcelo Casal Jr/Agência Brasil

Entre as fontes de recursos, os Recursos Obrigatórios responderam por R$ 53,9 bilhões dentro das fontes controladas. Já entre as fontes não controladas, destacaram-se a LCA Livre, com R$ 67,1 bilhões, e a Poupança Rural Livre, com R$ 63,2 bilhões.

Regionalmente, a Região Sul concentrou o maior volume de crédito, com R$ 81,2 bilhões distribuídos em 146.956 contratos. O Sudeste aparece na sequência, com R$ 75,9 bilhões, praticamente empatado com o Centro-Oeste, que registrou R$ 75,8 bilhões. Apesar disso, o Centro-Oeste apresentou o maior valor médio por operação, de R$ 1,19 milhão. No Sul, o tíquete médio foi de R$ 552,2 mil.

O boletim também mostra que os recursos equalizáveis somaram R$ 53,6 bilhões na safra, o equivalente a 58,6% da programação prevista para o período, de R$ 91,4 bilhões. Desse total, R$ 28,4 bilhões foram destinados ao custeio, R$ 24,5 bilhões aos investimentos e R$ 663 milhões à comercialização.

Conforme o Mapa, os dados divulgados são provisórios e não apresentam comparações com safras anteriores em razão das restrições previstas para o período de defeso eleitoral.

Acesse os dados clicando aqui.

Fonte: O Presente Rural com Mapa
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Curitiba recebe 22ª Reunião da Relare sobre inoculantes microbianos para a agricultura

Evento promovido pela Embrapa vai reunir cerca de 300 especialistas e recebe resumos científicos até 10 de agosto.

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Foto: Antonio Neto/Embrapa

A cidade de Curitiba (PR) vai sediar, nos dias 19 e 20 de agosto, a 22ª Reunião da Rede de Laboratórios para Recomendação, Padronização e Difusão de Tecnologias de Inoculantes Microbianos de Interesse Agrícola (Relare). O encontro será realizado no Centro de Eventos Sistema Fiep e deve reunir aproximadamente 300 participantes, entre pesquisadores, estudantes, representantes da indústria, consultores e órgãos de fiscalização.

Promovida pela Embrapa, em parceria com a CropLife Brasil e a Associação Nacional de Promoção e Inovação da Indústria de Biológicos (ANPiiBio), a reunião conta ainda com o apoio do Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Microrganismos Promotores de Crescimento de Plantas para Sustentabilidade Agrícola e Ambiental (INCT Microagro) e da Fundação Araucária.

A programação será dedicada às discussões técnicas sobre o uso de microrganismos benéficos na agricultura, com foco em protocolos para análise da qualidade de inoculantes, padronização de metodologias e validação de novos produtos biológicos. O objetivo é promover o intercâmbio de informações técnico-científicas relacionadas ao desenvolvimento e à adoção de tecnologias que contribuam para a sustentabilidade da produção agropecuária.

A comissão organizadora também está recebendo trabalhos científicos na modalidade de resumo. O prazo para submissão termina em 10 de agosto, por meio do sistema de inscrição do evento. Os trabalhos aprovados serão apresentados em sessão de pôsteres e publicados nos anais da 22º Relare.

Para submeter o resumo, o participante deve realizar previamente a inscrição no evento, clicando aqui.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Expansão dos insumos orgânicos pauta simpósio inédito no Rio Grande do Sul

Evento vai reunir pesquisadores, autoridades e representantes da indústria para discutir mercado, regulação e o aproveitamento de resíduos na produção agrícola.

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1º Simpósio Assiferto RS de Insumos Agrícolas com Base Orgânica acontece em 6 de agosto, em Bento Gonçalves - Foto: Divulgação/Freepik

O crescimento do mercado de insumos agrícolas de base orgânica e os desafios para ampliar o uso desses produtos no campo estarão no centro dos debates do 1º Simpósio de Insumos Agrícolas com Base Orgânica, marcado para 06 de agosto, em Bento Gonçalves (RS). Promovido pela Associação das Indústrias de Fertilizantes Orgânicos do Rio Grande do Sul (Assiferto RS), o encontro reunirá pesquisadores, representantes do poder público e empresas para discutir aspectos técnicos, regulatórios e econômicos do setor.

Presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari: “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio” – Foto: Divulgação/Assiferto

Segundo a entidade, a expansão da demanda por alimentos produzidos com práticas sustentáveis, aliada ao avanço das exigências ambientais e das políticas de sustentabilidade no agronegócio, tem impulsionado o mercado de fertilizantes e condicionadores de solo produzidos a partir de resíduos orgânicos.

De acordo com o presidente da Assiferto RS, Valdecir Ferrari, o simpósio foi criado para ampliar o debate sobre o papel desses insumos na agricultura brasileira. “Havia um bom tempo que se discute na Associação a realização do simpósio. O objetivo é mostrarmos à sociedade, às entidades, ao setor público e ao setor agrícola que, no Rio Grande do Sul, existem empresas organizadas e com tecnologia capazes de converter subprodutos orgânicos em insumos agrícolas de qualidade, solucionando problemas ambientais e mitigando a dependência de nutrientes importados para uso na agricultura”, afirma.

Economia circular e aproveitamento de resíduos

As empresas associadas à Assiferto RS reciclam mais de um milhão de toneladas de subprodutos orgânicos por ano. Após o processamento, esses materiais retornam à cadeia produtiva na forma de fertilizantes sólidos e líquidos, condicionadores de solo e outros insumos utilizados na agricultura.

Segundo Ferrari, o reaproveitamento desses resíduos contribui para reduzir o desperdício de nutrientes e fortalecer modelos de economia circular. “A conexão do setor de insumos agrícolas com base orgânica com a sociedade se dá principalmente no entendimento de que o nosso planeta tem limites de recursos e que, para produzir alimentos, precisamos de nutrientes finitos. A recuperação destes nutrientes por meio do aproveitamento dos subprodutos é de fundamental importância para as futuras gerações”, diz.

Programação

A programação técnica prevê palestras e painéis sobre o mercado de insumos orgânicos, regulação ambiental, inovação tecnológica e perspectivas para o setor. O evento será realizado no Dall’Onder Grande Hotel, em Bento Gonçalves, das 08 horas às 17h30, com inscrições gratuitas.

O simpósio também vai reunir representantes de órgãos públicos, pesquisadores e profissionais ligados à produção de insumos agrícolas de base orgânica para discutir os desafios e oportunidades da atividade no Brasil.

Manhã

08h – Credenciamento/Recepção

08h30  Abertura: Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Abertura oficial, com homenagem aos 100 anos de nascimento de José Antonio Lutzenberger

09h – Apresentação institucional, tecnologias aplicadas, números e perspectivas da Associação, Valdecir Ferrari – Presidente da Assiferto RS

09h30 – A importância dos insumos de matriz orgânica, para a sustentabilidade do agro moderno – com Clorialdo Roberto Levrero, presidente da Abisolo

10h15 – Políticas Públicas Ambientais e Legislação Estadual, com Marjorie Kauffmann – Secretária do Meio Ambiente do Rio Grande do Sul/Fepam

11h – Mesa Redonda

12h – Almoço (por adesão)

Tarde

13h30 – Legislação sobre Insumos Agrícolas – MAPA RS, com Henrique Bley

14h15 – Eficiência no uso de Fertilizantes de Matriz Orgânica, com Fabiano Daniel de Bona – Pesquisador da Embrapa Trigo

15h – Aspectos de Fisiologia Vegetal no uso de Insumos com Base Orgânica – UFPR, com Átila Francisco Mógor

15h45 – Intervalo

16h – O Papel dos Insumos com base Orgânica no Desenvolvimento da Agricultura no RS, com Marcelo Biassusi da Emater

16h45 – Mesa Redonda

17h30 – Encerramento

Fonte: Assessoria Assiferto
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