Suínos
Segundo ministra: Defesa agropecuária e seguro rural são prioridades
De acordo com a ministra, a expectativa é de que no ano que vem a OIE (Organização Internacional de Epizotias) declare o Brasil como país 100% livre da febre aftosa. Depois dessa etapa, nós queremos chegar entre 2020 e 2025 livres da aftosa sem vacinação, disse. Kátia também falou sobre a situação do Paraná em relação à Peste Suína Clássica (PSC). Estamos muito otimistas de que no ano que vem o Paraná também possa ser declarado livre da PSC, a exemplo do que ocorreu com Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nós temos mais 14 Estados que estão em processo de obter esse reconhecimento. Mas um dos mais adiantados é o Paraná e eu estou me empenhando pessoalmente para que os paranaenses consigam este status, para que possamos aumentar ainda mais as nossas exportações e melhorar a performance aqui no Estado. Tenho certeza de que chegaremos lá, acrescentou.
Segundo a ministra, o seguro rural é outro componente fundamental dentro das políticas públicas ligadas ao setor agropecuário e que deverá ser contemplado na Lei Plurianual da Produção Agrícola Brasileira, cuja criação é uma das novidades do PAP 2015/2016. Um grupo de sete economistas, liderado pelo ex-ministro da Fazenda e da Agricultura, Delfin Neto, está trabalhando para formatar a nova legislação, que visa a estabelecer um planejamento estratégico agropecuário para o produtor brasileiro e deverá ser atualizado a cada cinco anos. Segundo Kátia Abreu, a intenção é criar algo nos moldes da Farm Bill, a lei agrícola norte-americana, sendo que o projeto da Lei Plurianual de Produção Agrícola Brasileira deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional no ano que vem.
O seguro rural será um dos pontos mais importantes da Lei Agrícola Brasileira. Temos que avançar nessa área. Quando eu falo em seguro renda, não estou falando em garantir o lucro, mas sim assegurar ao agricultor o que foi investido na lavoura quando houver problemas em relação aos preços internacionais. Em vários países, o seguro rural é visto como uma forma de garantir o abastecimento e a segurança alimentar do país. É necessário haver uma mudança de postura e de raciocínio em relação a isso, declarou.
Kátia Abreu explicou também que o Ministério da Agricultura teve dificuldades este ano no pagamento das subvenções porque R$ 300 milhões destinados ao seguro agrícola deixaram de ser empenhados no ano passado. Além disso, a aprovação do Orçamento 2015 ocorreu apenas em maio. Mas vamos lutar muito para organizar o seguro este ano e começarmos ano que vem com tudo empenhado e pago para que o seguro adquira cada vez mais credibilidade, declarou.
Avanços
O governo federal vai destinar R$ 187,7 bilhões no ano safra 2015/2016 para as operações de custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial. Nós tivemos um aumento de 20% no volume de recursos, sendo que no custeio, com juros controlados, o crescimento foi de R$ 6,5 bilhões. Houve ainda um aumento de 18% nos recursos destinados ao custeio da classe média. Tivemos a manutenção do financiamento de R$ 10 bilhões para máquinas e implementos agrícolas. Na área do plantio de florestas, nós aumentamos os limites para o grande produtor em R$ 5 milhões/ano e para o médio produtor R$ 3 milhões, por CPF ano. E um detalhe da maior importância: aumentamos os limites de financiamentos em 8% para os produtores poderem compatibilizar o aumento no custo de produção e também da inflação, porque senão o produtor vai aplicar menos tecnologia para plantar a mesma área, destacou a ministra ao listar os principais avanços trazidos pelo PAP nesta safra.
Fonte: O Presente Rural- Ass. Imprensa

Suínos
Dia do Suinocultor celebra protagonismo de quem impulsiona setor de R$ 63,1 bilhões
Com 5,6 milhões de toneladas produzidas e US$ 3,6 bilhões em exportações, cadeia reforça a importância dos produtores para a competitividade da proteína animal brasileira.

Celebrado nesta sexta-feira (24), o Dia Nacional do Suinocultor destaca o protagonismo dos produtores que, diariamente, sustentam a evolução de uma das cadeias mais competitivas do agronegócio brasileiro.
Em 2025, a produção brasileira de carne suína alcançou 5,592 milhões de toneladas, consolidando o país como o quarto maior produtor mundial. O Valor Bruto da Produção (VBP) do setor chegou a R$ 63,1 bilhões, movimentando economias regionais, gerando renda e impulsionando uma ampla cadeia formada por produtores de grãos, empresas de genética, nutrição e saúde animal, transportadores, cooperativas, agroindústrias e outros segmentos.

Foto: Shutterstock
A presença internacional também ganhou força. No ano passado, o Brasil exportou 1,510 milhão de toneladas de carne suína para 94 países, gerando receita cambial de US$ 3,6 bilhões. Com esse desempenho, o país manteve-se como o terceiro maior exportador mundial. Do total produzido, 27,01% foi destinado ao mercado externo.
Ao mesmo tempo, o mercado brasileiro permaneceu como o principal destino da produção nacional. O consumo per capita atingiu 19,1 quilos por habitante em 2025, refletindo a crescente presença da carne suína na mesa dos brasileiros e a ampliação da variedade de cortes e produtos disponíveis no varejo e na alimentação fora do lar.
Para a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), esses resultados começam dentro das propriedades rurais. São os suinocultores que transformam avanços em genética, nutrição, manejo, sanidade, biosseguridade, bem-estar animal e sustentabilidade em ganhos efetivos de produtividade, qualidade e segurança dos alimentos. “Cada tonelada

Presidente da ABPA, Ricardo Santin: “Cada tonelada produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor” – Foto: Mario Castello
produzida, cada mercado conquistado e cada avanço alcançado pela suinocultura brasileira começa com o trabalho do produtor. É dentro das granjas que os compromissos do setor com a sanidade, a eficiência, a qualidade e a sustentabilidade se transformam em prática. O suinocultor é o grande protagonista de uma cadeia que gera desenvolvimento para o Brasil e ajuda a garantir segurança alimentar para consumidores brasileiros e de dezenas de países”, destaca Ricardo Santin, presidente da ABPA.
Presentes em diferentes modelos de produção, sejam integrados, cooperados ou independentes, os suinocultores também desempenham papel decisivo na geração de oportunidades no interior do país. A atividade fortalece municípios, mantém renda nas comunidades e estimula investimentos em tecnologia, infraestrutura e qualificação profissional. “A competitividade da suinocultura brasileira não foi construída por acaso. Ela é resultado da capacidade de adaptação, do investimento e da dedicação de milhares de produtores. Celebrar o Dia do Suinocultor é reconhecer quem está na base de um setor que movimenta bilhões, abastece o mercado interno e leva a qualidade da proteína animal brasileira para o mundo”, conclui Santin.
Suínos
Mercado integrado paga mais pelo suíno vivo que o independente em julho
Cepea registra movimento atípico em algumas regiões do Sul, onde a elevada oferta e a demanda enfraquecida pressionam as cotações do mercado spot.
Suínos
Rentabilidade da suinocultura preocupa produtores de Mato Grosso
Apesar do avanço da produção e das exportações brasileiras, preços em queda e margens apertadas desafiam o setor no Estado.





