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Segundo ministra: Defesa agropecuária e seguro rural são prioridades

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As ações do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) nas áreas de defesa agropecuária e seguro rural foram destacadas como prioridades da pasta pela ministra Kátia Abreu, ontem (23), em Curitiba, em sua apresentação sobre o Plano Agrícola e Pecuário (PAP) da safra 2015/2016, ocorrida na sede do Sistema Ocepar, com a presença de autoridades políticas, como o governador Beto Richa, lideranças do cooperativismo e do agronegócio, parlamentares e representantes de diversas entidades. “Se eu pudesse resumir um dos pontos mais importantes da minha estada no Ministério da Agricultura, seria o investimento em defesa agropecuária, nada é mais importante do que isso”, disse Kátia. “Não adianta estrada, crédito, segurança, se não tivermos uma defesa de credibilidade e eu tenho me comprometido com os produtores que nós estaremos entre os cinco países do mundo considerados como uma excelência em defesa agropecuária”, afirmou.
 
Paraná

De acordo com a ministra, a expectativa é de que no ano que vem a OIE (Organização Internacional de Epizotias) declare o Brasil como país 100% livre da febre aftosa. “Depois dessa etapa, nós queremos chegar entre 2020 e 2025 livres da aftosa sem vacinação”, disse. Kátia também falou sobre a situação do Paraná em relação à Peste Suína Clássica (PSC). “Estamos muito otimistas de que no ano que vem o Paraná também possa ser declarado livre da PSC, a exemplo do que ocorreu com Santa Catarina e Rio Grande do Sul. Nós temos mais 14 Estados que estão em processo de obter esse reconhecimento. Mas um dos mais adiantados é o Paraná e eu estou me empenhando pessoalmente para que os paranaenses consigam este status, para que possamos aumentar ainda mais as nossas exportações e melhorar a performance aqui no Estado. Tenho certeza de que chegaremos lá”, acrescentou.

 
Seguro 

Segundo a ministra, o seguro rural é outro componente fundamental dentro das políticas públicas ligadas ao setor agropecuário e que deverá ser contemplado na Lei Plurianual da Produção Agrícola Brasileira, cuja criação é uma das novidades do PAP 2015/2016. Um grupo de sete economistas, liderado pelo ex-ministro da Fazenda e da Agricultura, Delfin Neto, está trabalhando para formatar a nova legislação, que visa a estabelecer um planejamento estratégico agropecuário para o produtor brasileiro e deverá ser atualizado a cada cinco anos. Segundo Kátia Abreu, a intenção é criar algo nos moldes da Farm Bill, a lei agrícola norte-americana, sendo que o projeto da Lei Plurianual de Produção Agrícola Brasileira deverá ser encaminhado ao Congresso Nacional no ano que vem.

 
Avanço 

“O seguro rural será um dos pontos mais importantes da Lei Agrícola Brasileira. Temos que avançar nessa área. Quando eu falo em seguro renda, não estou falando em garantir o lucro, mas sim assegurar ao agricultor o que foi investido na lavoura quando houver problemas em relação aos preços internacionais. Em vários países, o seguro rural é visto como uma forma de garantir o abastecimento e a segurança alimentar do país. É necessário haver uma mudança de postura e de raciocínio em relação a isso”, declarou.

Kátia afirmou que o Mapa disponibilizará R$ 60 milhões para a subvenção do seguro do milho safrinha no Paraná, em resposta à preocupação colocada pelo presidente do Sistema Ocepar, João Paulo Koslovski, antes da apresentação da ministra. De acordo com o dirigente cooperativista, devido à pendência em relação a esse valor, os produtores paranaenses de milho já estão começando a ser cobrados pelos agentes financeiros para pagar a parte que cabe ao governo repassar às seguradoras. “Vamos destinar ao seguro safrinha R$ 60 milhões, valor que temos convicção de que seja ideal. Esse limite vai atender aos produtores na metade do prêmio, porque a outra metade é paga pelo produtor. Isso estará à altura do necessário”, afirmou a ministra.
 
Recursos 

Kátia Abreu explicou também que o Ministério da Agricultura teve dificuldades este ano no pagamento das subvenções porque R$ 300 milhões destinados ao seguro agrícola deixaram de ser empenhados no ano passado. Além disso, a aprovação do Orçamento 2015 ocorreu apenas em maio. “Mas vamos lutar muito para organizar o seguro este ano e começarmos ano que vem com tudo empenhado e pago para que o seguro adquira cada vez mais credibilidade”, declarou.

A ministra afirmou ainda que o Mapa está se esforçando para que os recursos anunciados no PAP 2015/2016 cheguem o mais rápido possível às mãos dos agricultores, citando um exemplo. “O Banco do Brasil nos assegura o acolhimento de propostas do dia 15 a 20 de junho e dinheiro na conta dia 02 de julho. Mas, no Rio Grande do Sul, o superintendente nos garantiu que dia 30 de junho o valor estará liberado na conta. E o superintendente do banco no Paraná também garante a mesma coisa. Esperamos que os recursos estejam disponibilizados o mais rápido possível”, acrescentou.
 

Avanços 

O governo federal vai destinar R$ 187,7 bilhões no ano safra 2015/2016 para as operações de custeio, investimento e comercialização da agricultura empresarial. “Nós tivemos um aumento de 20% no volume de recursos, sendo que no custeio, com juros controlados, o crescimento foi de R$ 6,5 bilhões. Houve ainda um aumento de 18% nos recursos destinados ao custeio da classe média. Tivemos a manutenção do financiamento de R$ 10 bilhões para máquinas e implementos agrícolas. Na área do plantio de florestas, nós aumentamos os limites para o grande produtor em R$ 5 milhões/ano e para o médio produtor R$ 3 milhões, por CPF ano. E um detalhe da maior importância: aumentamos os limites de financiamentos em 8% para os produtores poderem compatibilizar o aumento no custo de produção e também da inflação, porque senão o produtor vai aplicar menos tecnologia para plantar a mesma área”, destacou a ministra ao listar os principais avanços trazidos pelo PAP nesta safra. 

 

Fonte: O Presente Rural- Ass. Imprensa

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Suíno vivo registra variações nos preços em janeiro

Mercado apresenta comportamento distinto nas regiões acompanhadas pelo Cepea.

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As cotações do suíno vivo apresentaram comportamento misto na última sexta-feira (09), conforme dados do Indicador do Suíno Vivo Cepea/Esalq. Entre as principais praças acompanhadas, os preços oscilaram levemente, refletindo ajustes pontuais do mercado no curto prazo.

Em Minas Gerais, na modalidade posto, o quilo do suíno vivo foi cotado a R$ 8,35, registrando queda diária de 1,18% e recuo de 0,95% no acumulado do mês. No Paraná, o animal negociado “a retirar” foi cotado a R$ 8,25/kg, com leve alta de 0,36% no dia, embora ainda apresente variação mensal negativa de 0,24%.

No Rio Grande do Sul, o preço ficou em R$ 8,26/kg, com retração diária de 0,36% e queda de 0,48% no comparativo mensal. Santa Catarina também apresentou leve recuo, com o suíno cotado a R$ 8,31/kg, baixa de 0,12% no dia e variação negativa de 0,48% no mês.

São Paulo foi a única praça a registrar estabilidade no acumulado mensal. O preço do suíno vivo posto na indústria alcançou R$ 8,91/kg, com alta diária de 0,22% e variação mensal de 0,00%.

Os números indicam um mercado ainda ajustando preços no início de janeiro, com oscilações moderadas entre as regiões e sem movimentos expressivos de alta ou baixa.

Fonte: O Presente Rural com informações Cepea
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ACCS empossa nova diretoria e reforça foco em mercado e sanidade na suinocultura catarinense

Entidade inicia novo mandato de quatro anos com Losivanio Lorenzi reeleito e destaca desafios ligados às exportações, biosseguridade e inovação no setor suinícola de Santa Catarina.

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Foto: Divulgação/ACCS

A Associação Catarinense de Criadores de Suínos (ACCS) realizou, nesta sexta-feira (09), a posse oficial da diretoria eleita em assembleia geral no dia 10 de outubro do ano passado. O ato marcou o início formal do novo mandato da entidade e reafirmou a continuidade do trabalho desenvolvido nos últimos anos em defesa da suinocultura catarinense.

Presidente reeleito da ACCS, Losivanio Luiz de Lorenzi: “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade” – Foto: Divulgação/ACCS

Durante a cerimônia, o presidente reeleito, Losivanio Luiz de Lorenzi, destacou que a nova gestão mantém o compromisso com a representatividade do setor, aliando experiência e renovação. Segundo ele, alguns membros passaram por mudanças, a pedido, abrindo espaço para novas lideranças, sem perder o apoio e a contribuição daqueles que deixam os cargos diretivos. “A ACCS é construída de forma coletiva. Mesmo fora da diretoria, os produtores continuam participando, sugerindo e fortalecendo a entidade”, afirmou.

Losivanio ressaltou que os principais desafios do novo mandato estão ligados ao acompanhamento constante do mercado, tanto no cenário estadual e nacional quanto no internacional.

Santa Catarina responde por mais de 50% das exportações brasileiras de carne suína e, em 2024, superou o Canadá, tornando-se o terceiro maior exportador mundial da proteína. Nesse contexto, o presidente reforçou a importância da atuação conjunta com indústrias e cooperativas, fundamentais para a comercialização da produção.

Outro ponto central abordado foi a manutenção do elevado status sanitário do rebanho

Foto: Divulgação/ACCS

catarinense. Para a ACCS, a biosseguridade e a sanidade animal são pilares estratégicos para a permanência e ampliação do acesso aos mercados internacionais, além de garantirem qualidade e segurança ao consumidor brasileiro. “É a sanidade que nos mantém competitivos e confiáveis no mundo”, destacou.

A nova diretoria assume com a missão de seguir inovando, acompanhando as transformações do setor, inclusive com o avanço de novas tecnologias e da inteligência artificial, sempre com foco na sustentabilidade da atividade, na qualidade de vida do suinocultor e na entrega de uma proteína segura e de alta qualidade à mesa do consumidor. O mandato tem duração de quatro anos.

Fonte: Assessoria ACCS
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Biosseguridade como estratégia para proteger a suinocultura catarinense

Nova portaria estadual reforça a prevenção sanitária nas granjas, combina exigências técnicas com prazos equilibrados e conta com apoio financeiro para manter Santa Catarina na liderança da produção de proteína animal.

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Foto: Shutterstock

Santa Catarina é reconhecida nacional e internacionalmente pela excelência sanitária de sua produção animal. Esse reconhecimento não é fruto do acaso: é resultado de um trabalho contínuo, técnico e coletivo, que envolve produtores, agroindústrias, cooperativas, entidades de representação, pesquisa e o poder público. Nesse contexto, a Portaria SAPE nº 50/2025, em vigor desde 8 de novembro de 2025, representa um marco decisivo para a suinocultura tecnificada catarinense, ao estabelecer medidas claras e objetivas de biosseguridade para granjas comerciais.

Ao ser elaborada pela Secretaria de Estado da Agricultura e Pecuária (Sape) em conjunto com a Cidasc e outras instituições ligadas ao setor produtivo e à pesquisa agropecuária, a normativa consolida um entendimento que sempre defendemos: a prevenção é a melhor estratégia. Em um cenário global marcado por riscos sanitários crescentes, pressão por padrões mais rigorosos e mercados cada vez mais exigentes, proteger o plantel catarinense significa proteger empregos, renda no campo, investimentos industriais e a confiança dos compradores internacionais.

Diretor executivo do SINDICARNE, Jorge Luiz De Lima – Foto: ARQUIVO/MB Comunicação

A Portaria traz prazos que demonstram equilíbrio e respeito à realidade das propriedades. As granjas preexistentes têm período de adaptação, com adequações estruturais previstas para ocorrer entre 12 e 24 meses, conforme o tipo de ajuste necessário. Contudo, também há medidas de implementação imediata, principalmente de caráter organizacional, baseadas em rotinas padronizadas de higienização, controle e prevenção. É o tipo de avanço que qualifica a gestão e eleva a eficiência sem impor barreiras desproporcionais.

Vale destacar que muitas granjas catarinenses já operam nesse padrão, em razão das exigências sanitárias de mercados internacionais e do comprometimento histórico do setor com boas práticas. Por isso, a adaptação tende a ser tranquila, além de trazer ganhos diretos de controle, rastreabilidade e segurança. Entre as principais ações previstas, estão: uso obrigatório de roupas e calçados exclusivos da unidade de produção; desinfecção de equipamentos e veículos; controle rigoroso de pragas e restrição de visitas; tratamento da água utilizada; e manutenção de registros e documentação atualizados. São medidas que, embora pareçam simples, fazem enorme diferença quando aplicadas com disciplina.

Outro ponto que merece reconhecimento é a criação do Programa de Apoio às Medidas de Biosseguridade na Produção Animal Catarinense, instituído pela Resolução nº 07/2025. O Governo do Estado não apenas regulamentou: também viabilizou um caminho real para que o produtor possa investir. O programa permite financiamento de até R$ 70 mil por granja, com pagamento em cinco parcelas, sem correção monetária ou juros, e com possibilidade de subvenção de 20% a 40% sobre o valor contratado. Trata-se de um estímulo concreto, que fortalece a base produtiva e mantém Santa Catarina na liderança brasileira em produção e exportação de carne suína.

O processo é tecnicamente estruturado e acessível. O suinocultor deve elaborar um Plano de Ação (Plano de Adequação), com apoio de médico-veterinário da integradora, cooperativa ou assessoria técnica — incluindo alternativas como o Sistema Faesc/Senar-SC para produtores independentes. O documento é preenchido na plataforma Conecta Cidasc. A partir dele, a Cidasc emite o laudo técnico, e o produtor pode buscar o financiamento do Fundo Estadual de Desenvolvimento Rural (FDR), com solicitação feita junto à Epagri, que atua como ponte para viabilizar o acesso à política pública.

Biosseguridade não é custo; é investimento. É ela que sustenta a sustentabilidade do setor, reduz perdas, previne crises e mantém nossa competitividade. A Portaria nº 50/2025 e o Programa Biosseguridade Animal SC mostram que Santa Catarina segue fazendo o que sempre fez de melhor: antecipar desafios, agir com responsabilidade e proteger seu patrimônio sanitário, garantindo segurança, qualidade e confiança do campo ao mercado.

Fonte: Assessoria Sape-SC
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