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Sefaz e Seapi reúnem atores do agronegócio para discutir modelagem de serviços digitais voltados ao setor

Iniciativa teve como objetivo coletar sugestões do mercado para assegurar que as novas soluções tecnológicas desenvolvidas para a plataforma digital SIGa Agro atendam às demandas desse segmento econômico.

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Foto: Anna Paula Knewitz/Ascom Sefaz

Representantes de instituições gaúchas ligadas ao agronegócio estiveram na Secretaria da Fazenda (Sefaz), na última quarta-feira (28), para discutir oportunidades de novos serviços digitais que podem ser ofertados ao setor com base em dados públicos. A iniciativa, promovida conjuntamente pela Sefaz, pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi), pelo Centro de Tecnologia da Informação e Comunicação do RS (Procergs) e pela Secretaria de Planejamento, Governança e Gestão (SPGG), busca coletar sugestões do mercado para assegurar que as novas soluções tecnológicas desenvolvidas para a plataforma digital SIGa Agro atendam às demandas desse segmento econômico.

A plataforma digital SIGa (Serviços de Informações Gaúchas), lançada em 2023 durante a South Summit, reúne serviços modelados com base em dados do Estado do Rio Grande do Sul, preservando o sigilo pessoal ou resguardado por lei. O SIGa Agro será um braço da plataforma que disponibilizará funcionalidades voltadas a atores do agronegócio.

Na abertura do evento, o subsecretário do Tesouro do Estado, Eduardo Lacher, explicou que o SIGa é um dos resultados pioneiros do Programa de Inovação do Tesouro (PIT), que congrega esforços cooperativos do Estado, do setor privado e de universidades do RS em prol da modernização. Integram o PIT aproximadamente 20 projetos, estando o SIGa vinculado ao projeto Design de Novos Negócios com Dados Governamentais.

“Nosso objetivo com o SIGa e com esta parceria é transformar dados públicos em serviços inovadores de alto valor agregado para a sociedade”, resumiu o gestor.

O coordenador de Assessoria de Gabinete da Seapi, Antonio Carlos Ferreira Neto, entende que a iniciativa suprirá uma demanda antiga do universo agro: a demanda por informação. Na sua visão, “a gestão inteligente dos dados pode orientar políticas públicas de atendimento às demandas do setor privado”.

Para Karen Lopes, diretora de Negócios e de Relacionamento da Procergs, o projeto atende ao propósito do governo de gerar produtos de impacto social e econômico. “Esse projeto é relevante e muito disruptivo. O conjunto de dados trazido pela Secretaria de Agricultura abre uma grande possibilidade não só para a esfera governamental, mas também para universidades e empresas”, avaliou.

Representando a Subsecretaria de Estratégia, Governança de TIC e Digital da SPGG, o subsecretário adjunto Lucas Bens reforçou o interesse do órgão em apoiar iniciativas transversais de uso de dados do Estado. “A gente se une a este projeto tanto para trazer novas possibilidades, ofertar novos serviços, quanto para garantir que a inteligência seja trabalhada dentro de casa”, afirmou.

Durante a oficina, a equipe do SIGa no Tesouro do Estado apresentou um compilado de informações debatidas durante o workshop de cocriação realizado em julho de 2023 com a Seapi, trazendo dados com potencial de uso no projeto. Em uma dinâmica conduzida pelo Núcleo de Engenharia Organizacional da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, os participantes puderam, na sequência, pensar sobre a utilidade dos dados propostos e também compartilhar outras necessidades de informação do setor produtivo.

Os próximos passos do projeto são a consolidação dos perfis de clientes, a definição da proposta de valor para cada perfil e a realização de entrevistas individuais com potenciais clientes. A ideia é que ao longo desse primeiro semestre de 2024 os primeiros produtos já possam ser modelados e disponibilizados à sociedade.

Foram convidados para o encontro representantes de diversos ramos que estabelecem interface com o agronegócio, como entidades financeiras, seguradoras, universidades, empresas de máquinas e equipamentos, empresas de tecnologia, sindicatos e federações. Participaram profissionais da Aon Corporativo, da Federação da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), do Sindicato das Indústrias de Produtos Suínos do Estado do RS (SIPS), da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) e da WayCarbon.

Fonte: Assessoria Sefaz/RS

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Adapar promove treinamento para controle de zoonoses em animais de produção

Objetivo da capacitaçao foi aprimorar os procedimentos de vigilância, diagnóstico e atuação em campo, fortalecendo a sanidade animal e a segurança da produção.

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A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou nesta semana, em Guarapuava, no Centro-Sul, um treinamento técnico voltado à prevenção e controle da raiva e das encefalopatias espongiformes transmissíveis (EETs). A ação reuniu nesta semana servidores da área da defesa agropecuária. A capacitação foi desenvolvida em formato teórico e prático, com atividades desenvolvidas no Sindicato Rural do município e na Universidade Estadual do Centro-Oeste (Unicentro).

Foto: Divulgação/Adapar

O objetivo do treinamento foi aprimorar os procedimentos de vigilância, diagnóstico e atuação em campo, fortalecendo a sanidade animal e a segurança da produção. A programação contou com uma estrutura que pudesse garantir uma abordagem completa dos temas ao combinar conteúdos técnicos com práticas operacionais.

Entre os principais pontos abordados estão a raiva dos herbívoros e encefalopatia espongiforme bovina (EEB), além de orientações sobre coleta de material do sistema nervoso central dos animais, o uso de equipamentos de proteção individual (EPI) e operação de sistemas oficiais como o e-Sisbravet, do Sistema Brasileiro de Vigilância e Emergências Veterinárias, vinculado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa).

De acordo com a médica-veterinária da Adapar, Elzira Jorge Pierre, responsável pela condução do treinamento, a

Foto: Divulgação/Adapar

promoção periódica dessas capacitações é fundamental para manter as equipes atualizadas e preparadas para atuar frente a doenças de grande impacto sanitário. “Estamos tratando de zoonoses que exigem vigilância constante e resposta rápida, por isso investir na qualificação contínua dos nossos servidores é essencial para garantir a efetividade das ações de defesa agropecuária e a proteção da saúde animal e humana no Paraná”, afirma.

Um dos destaques do treinamento foi a atividade prática de captura de morcegos hematófagos em abrigos cadastrados da região. Essa etapa é considerada essencial para o monitoramento e controle da transmissão da raiva. Também integraram a capacitação práticas laboratoriais de colheita e manejo de amostras, conduzidas no câmpus Cedeteg da Unicentro, que fortaleceram a integração entre teoria e prática.

Foto: Divulgação/Adapar

A ação foi dividida em duas turmas, com o intuito de ter um maior alcance entre os servidores e garantir o melhor aproveitamento das atividades. Ao final do treinamento, os participantes retornam às suas unidades locais com atualização técnica e padronização de procedimentos, contribuindo diretamente para a resposta rápida a suspeitas e para a manutenção dos programas sanitários no Paraná.

Histórico

Os treinamentos técnicos fazem parte de uma estratégia contínua da Adapar para qualificação de suas equipes e fortalecimento da defesa agropecuária. Nos últimos anos, a Agência tem promovido capacitações periódicas voltadas à vigilância da raiva e outras doenças de interesse sanitário e econômico, especialmente em regiões com histórico de notificações ou maior risco epidemiológico. Em outubro de 2025, a autarquia promoveu um evento de conscientização sobre a doença no Oeste do Paraná.

Uma ação que foi tomada a partir dos ciclos de treinamento e conscientização da zoonose foi a publicação de uma portaria que estabeleceu a obrigatoriedade da

Foto: Divulgação/Adapar

vacinação contra a raiva em 30 municípios do Estado, levando em consideração a localização, próximos ao parque nacional do Iguaçu, e a incidência elevada em relação a outras regiões. Essas ações ampliam a capacidade de detecção precoce, padronizam protocolos e garantem maior eficiência nas respostas a ocorrências, alinhando o Paraná às diretrizes nacionais de sanidade animal.

Fonte: AEN-PR
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Pesquisa brasileira atrai produtores argentinos para troca de conhecimento

Programação abordou desde manejo reprodutivo até sistemas integrados no bioma Pampa.

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Foto: Róger Nobre

Durante a quarta-feira (14), a Embrapa Pecuária Sul recebeu uma comitiva da Associação Argentina de Consórcios Regionais de Experimentação Agrícola (AACREA), formada por 83 produtores rurais e técnicos. O grupo, envolvido em atividades de pecuária, silvicultura e produção de grãos, nas províncias de Corrientes e Missiones, está fazendo um giro técnico no Brasil e a visita à Embrapa foi para conhecer as pesquisas e tecnologias desenvolvidas para o setor primário.

O grupo foi recepcionado pela equipe de gestão na unidade da Embrapa e na sequência participou de palestras sobre diferentes temas que são trabalhados pela pesquisa. Segundo o analista da Embrapa, Marco Antônio Karam, esse tipo de iniciativa é importante para reforçar os laços com os países da região. “Além disso, estamos difundindo conhecimentos e tecnologias disponíveis para que possam ser utilizados lá, visando sistemas produtivos mais sustentáveis”.

Ainda na parte da manhã os pesquisadores Danilo Sant’Anna e Daniel Montardo apresentaram a vitrine de forrageiras, onde estão algumas das cultivares desenvolvidas pela instituição. Outro tema discutido foi o conceito Pasto sobre Pasto, que visa a oferta de forragem de qualidade para animais durante todo o ano.

No início da tarde, a comitiva assistiu a palestra Manejo da reprodução: fisiologia e uso de hormônios, ministrada pelo pesquisador José Carlos Ferrugem. O evento teve prosseguimento tendo como tema o melhoramento genético bovino. Os pesquisadores Fernando Cardoso e Cristina Genro falaram sobre pesquisas e tecnologias na área, como a utilização da genômica para o melhoramento de animais em características como eficiência alimentar e resistência ao carrapato, além dos trabalhos para a adaptação das raças taurinas a regiões tropicais.

A programação foi encerrada com a apresentação sobre o projeto Integra Pampa, feita pelos pesquisadores Naylor Perez e Hélio Tonini. Esse projeto está avaliando os melhores arranjos e desenhos de sistemas de integração lavoura, pecuária e floresta para o bioma Pampa.

Segundo o coordenador regional da Crea, Mariano Lanz, um dos objetivos do grupo foi conhecer soluções tecnológicas que possam ser implantadas nos sistemas de produção deles. “Somos produtores do nordeste Argentino, região com muitas semelhanças com esta. Estamos procurando ideias e encontramos aqui alternativas muito interessantes, principalmente no melhoramento animal e das pastagens”, afirmou.

A Crea é uma associação civil sem fins lucrativos, fundada em 1960 e formada por empresários agropecuários organizados em grupos regionais. Voltada ao desenvolvimento sustentável e à inovação, a entidade promove a troca de experiências e a geração de conhecimento entre produtores, com foco na melhoria da gestão e no crescimento das empresas do setor.

Fonte: Assessoria Embrapa
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Mercado externo e estoques apertados elevam cotações do trigo

Clima no Hemisfério Norte e previsão de menor área plantada reforçam alta.

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Foto: Cleverson Beje

Os preços do trigo avançaram em março no mercado brasileiro, acompanhando o movimento internacional e o período de entressafra. No Paraná, a saca de 60 kg fechou o mês cotada a R$ 63, alta de 3,4% em relação a fevereiro. Já nos primeiros dias de abril, as cotações subiram ainda mais, com média de R$ 66 por saca.

A valorização ocorre em um momento de menor disponibilidade de produto no mercado interno. Com estoques mais ajustados, os preços passaram a seguir mais de perto a paridade de exportação, o que limitou uma reação mais forte da demanda doméstica.

Foto: Fábio Carvalho

De acordo com dados da Consultoria Agro Itaú BBA, o cenário externo também contribuiu para sustentar as cotações no Brasil. No mercado internacional, o trigo registrou volatilidade ao longo de março. Na Bolsa de Chicago (CBOT), o primeiro vencimento do trigo soft variou entre 572 e 635 centavos de dólar por bushel, encerrando o mês a 616 centavos, alta de 4% frente a fevereiro.

As oscilações foram influenciadas principalmente pelo clima seco nas regiões produtoras do Hemisfério Norte, o que elevou as preocupações com a produção. Além disso, o mercado ganhou suporte após relatório do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) indicar redução da área cultivada, reforçando a expectativa de uma safra menor em 2026/27.

Com isso, o mercado segue atento às condições climáticas e às revisões de oferta, fatores que continuam impactando diretamente a formação dos preços do trigo no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com Consultoria Agro Itaú BBA
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