Conectado com
FACE

Notícias

Secretário da Agricultura do Paraná pede ajustes no Plano Safra 2016/2017

Com lideranças rurais, a Secretaria de Estado da Agricultura e dos Abastecimento elaborou um documento com várias sugestões ao governo federal

Publicado em

em

Taxas de juros mais competitivas a médio prazo, ampliação de limites de financiamento, especialmente em investimentos, aperfeiçoamento do seguro rural e agilidade na inspeção agropecuária. Estas são algumas das propostas para aperfeiçoar o Plano Safra 2016/2017. Com lideranças rurais, a Secretaria da Agricultura e dos Abastecimento do Paraná elaborou um documento com várias sugestões ao governo federal. 

O secretário Norberto Ortigara defende que a retomada do crescimento do País depende da competitividade da agricultura. “Quem tem um negócio a céu aberto, sujeito a riscos de mercado, precisa de crédito diferenciado e mais segurança na hora de plantar”, diz Ortigara. 

Em julho, quando os agricultores paranaenses estão se preparando para a safra de verão, surge a preocupação com um dos grandes gargalos para o planejamento do agronegócio: a falta de políticas públicas de longo prazo. Em outros países, como nos Estados Unidos, os programas da agricultura são feitos para períodos quinquenais e não anuais, o que dá mais segurança ao produtor na hora de tomar as decisões. 

Risco Rural

As mudanças climáticas também são uma grande preocupação dos produtores e as lideranças pedem que seja fortalecido o Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural. “Os valores previstos para 2016 são de apenas R$ 400 milhões, que não cobrem 10% da área agrícola do país”, destaca o documento. 

O presidente da Ocepar, José Roberto Ricken defende a universalização do seguro rural, para que mais produtores possam aderir. “Se cresce o número de segurados, o valor fica mais acessível”. 

Mas os riscos agrícolas não se restringem ao meio físico e biológico. Os mercados também estão sujeitos a grandes variações de preços. Por se tratar de um produto básico, essencial à vida, a demanda de alimentos está sempre presente. Por outro lado, a oferta destes produtos demora a responder a estímulos de preços, pois tem ciclo de produção longo. 

Ortigara destacou como exemplo a preocupação com a questão da redução da área de trigo neste ano, porque o produtor optou pelo milho que está remunerando melhor. “Precisamos ter mecanismos que possam sustentar preços e não termos falta de produtos essenciais”, diz ele. 

Uma das propostas é reajustar os preços da Política de Garantia de Preços Mínimos conforme o aumento do custo de produção e divulgar os novos preços mínimos com pelo menos 60 dias antes do plantio. 

Defesa e Sanidade

As lideranças rurais do Paraná destacaram que a rede de laboratórios oficiais não consegue atender a demanda atual de exames e testes para controle de doenças. O Brasil é líder na exportação de carne de franco, e depende da agilidade nos testes, por isso é necessário ampliar o número de laboratórios oficiais credenciados pelo MAPA. “ Isto vale para o leite e outros produtos de origem animal”, diz Ortigara.

Na sanidade vegetal é crescente a preocupação com incidência da ferrugem asiática nas lavouras de soja. Os agroquímico para o controle dessa doença já não tem bons resultados. Neste sentido, foi proposto que o MAPA coordene o processo de definição do vazio sanitário e limite da data de plantio em todos os estados do País. “O Paraná já tomou suas medidas, mas é preciso que todas as regiões produtoras e até outros países adotem as mesmas medidas para evitar o avanço da doença.” O documento com as Propostas do Estado do Paraná para as Políticas do Agronegócio Brasileiro, elaborado por Seab, Ocepar, Emater e Faep, foi apresentado ao ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Blairo Maggi, em reunião realizada em Curitiba, na última sexta-feira (8).

Fonte: AEN/Pr

Continue Lendo
Clique para comentar

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

19 + 14 =

Notícias Mercado

Quedas externa e cambial limitam negócio da soja no Brasil

Quedas nos preços externos, a desvalorização do dólar e restrições de cotas para exportar soja limitaram negociações internas

Publicado em

em

Divulgação/MAPA

As quedas nos preços externos, a desvalorização do dólar e as restrições de cotas para exportar soja limitaram as negociações internas envolvendo a oleaginosa na semana passada. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, além disso, com cerca de 70% da safra 2020/21 já comercializada, produtores não mostram interesse em negociar grandes lotes a curto prazo.

Compradores domésticos, por sua vez, estão cautelosos nas aquisições, atentos às expectativas de safra recorde no Brasil. Em relatório divulgado no último dia 8, a Conab (Companhia Nacional de Abastecimento) indicou produção nacional de soja pode somar 135,54 milhões de toneladas, 8,2% superior à safra anterior.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Segundo Cepea

Valores do milho seguem renovando recordes em muitas regiões

Em importantes praças produtoras, valor do cereal nesta parcial de abril já representa o dobro da média verificada no mesmo mês de 2020

Publicado em

em

Renata Silva/Embrapa

Os preços do milho seguem renovando os patamares recordes na maior parte das regiões acompanhadas pelo Cepea. Em importantes praças produtoras, o valor do cereal nesta parcial de abril já representa o dobro da média verificada no mesmo mês de 2020. Pesquisadores do Cepea indicam que as contínuas altas estão atreladas à baixa oferta do milho no spot nacional.

Preocupados com os possíveis impactos do clima sobre a produção da segunda safra, produtores limitam as vendas. Consumidores, por sua vez, estão preocupados com os atuais patamares – que extrapolam os custos de produção em muitos casos. Os compradores que precisam recompor estoques têm tido dificuldades em encontrar novos lotes e os que conseguem se esbarram nos elevados preços negociados.

Fonte: Cepea
Continue Lendo

Notícias Mercado Interno

Preços dos ovos iniciam abril em alta

Cotações foram impulsionadas pelo aquecimento na demanda

Publicado em

em

Divulgação/AENPr

Os preços dos ovos iniciaram o mês de abril em alta. Segundo pesquisadores do Cepea, as cotações foram impulsionadas pelo aquecimento na demanda, diante do recebimento dos salários, e também pelo repasse dos consecutivos aumentos nos custos de produção.

O movimento de avanço no valor do ovo, inclusive, superou o observado para os principais insumos da avicultura de postura, milho e farelo de soja, o que resultou em certa recuperação no poder de compra dos produtores frente a esses insumos em relação ao observado no encerramento de março.

Fonte: Cepea
Continue Lendo
CONBRASUL/ASGAV

NEWSLETTER

Assine nossa newsletter e recebas as principais notícias em seu email.