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Secretaria da Agricultura completa 90 anos superando desafios e impulsionando a agropecuária gaúcha

Com uma trajetória marcada por inovação, resiliência e serviço público de excelência, a Seapi celebra nove décadas enfrentando crises, promovendo sanidade animal, apoiando a pesquisa e fortalecendo o agro no estado.

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Foto: Divulgação/Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) já teve muitos nomes desde a sua criação, em 26 de junho de 1935. Quarenta e cinco secretários já responderam pela pasta, entre eles uma mulher. As funções foram evoluindo ao longo do tempo, acompanhando as modificações e os desafios que o Rio Grande do Sul passou nestas nove décadas.

Os últimos anos foram desafiadores para a Seapi e as respostas que coordenação e servidores tiveram que dar também. Enchentes, secas, pandemia, doenças como a gripe aviária, newcastle, mudaram a rotina e exigiram decisões rápidas. No destaque, alguns destes desafios e as respostas da Secretaria que há 90 anos caminha junto com a história dos gaúchos.

Foto: Jonas Fernandes/Seapi

“São nove décadas de história onde a Secretaria, e todo o seu corpo de servidores, souberam inovar e ajudar no desenvolvimento do agro gaúcho. Hoje, o Rio Grande do Sul é referência em muitas áreas da agropecuária gaúcha, fruto do legado e trabalho de cada um nesses 90 anos. Atualmente os desafios são muitos, mas a construção é permanente. O que nos move é a resiliência do nosso povo gaúcho e dos nossos produtores rurais. A criação de políticas públicas é feita a muitas mãos e com a participação de muitos atores, algo que precisa ter continuidade para construirmos um futuro melhor para todos. E o plano é um só: tornar o Rio Grande mais forte”, enfatizou o secretário da Agricultura, Edivilson Brum.

O Serviço Veterinário Oficial

A atuação do Serviço Veterinário Oficial no combate à gripe aviária (H5N1) neste ano de 2025 em uma granja comercial no município de Montenegro correu o mundo. Todas as ações realizadas pelo Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA) da Secretaria eram acompanhadas pela imprensa, população, produtores e autoridades. “As atividades de vigilância aqui na Secretaria nós trabalhamos de forma muito intensa desde o final de 2022, quando a influenza aviária chegou na América do Sul. Já no início de 2023, nós criamos um conceito de “tolerância zero para investigação”, ou seja, todos os casos suspeitos eram coletados e enviados para o laboratório de referência em Campinas”, afirma a diretora do DDA, Rosane Collares.

Foto: Fernando Dias/Seapi

Ela conta que foi assim que a Secretaria trabalhou em 2023, no Taim, com aplicação do Plano de Contingência do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), educação sanitária e vigilância em propriedades. O mesmo aconteceu em fevereiro de 2024, quando teve o registro de influenza em aves silvestres em Rio Pardo, onde o conceito de vigilância no raio de 3km e 10km foi aplicado. “E agora então, quando teve o caso confirmado na avicultura comercial, os servidores já estavam familiarizados com a metodologia de trabalho, trabalhando em raios de atuação, com a ferramenta desenvolvida pela PDSA e isso no deu um grande ganho e garantiu a nossa atuação de forma ágil no foco”, constata Rosane.

conquista de zona livre de febre aftosa sem vacinação com certificação pela Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA), há quatro anos, também é fruto deste trabalho de vigilância e de parceria com produtores, entidades e órgãos governamentais. “De todos os episódios sanitários que tivemos, uma questão que fica é que nós nunca tivemos retrabalho, as nossas atividades sempre foram executadas e concluídas, finalizadas, e não precisamos retornar. Isto é um grande exemplo de como se trata a defesa sanitária animal no Rio Grande do Sul pelo corpo técnico do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal”, declara Rosane.

A Expointer

Outro exemplo de resposta rápida e eficiente aos eventos que se colocaram foi a gestão da Expointer, realizada todos os anos no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio. Primeiro foi a pandemia, que fez com que a edição de 2020 se tornasse totalmente digital, já que de forma presencial não seria possível. A edição de 2021 também foi realizada com restrições. Como disse o governador Eduardo Leite na época. “Uma característica comum nas duas edições (2020 e 2021): a Expointer não perdeu a sua alma empreendedora. Mais do que isso: a Expointer traduz dois traços do povo gaúcho: superação e reinvenção diante das dificuldades”.

Foto: Divulgação/Expointer

E no ano de 2024, com as enchentes registradas em maio e que deixaram o Parque de Exposições alagado, a Expointer novamente correu o risco de ser cancelada. Mas foi mantida e bateu recordes nos negócios. “Foi o único evento que aconteceu no Brasil durante a pandemia e foi importante para a preservação da economia, do julgamento dos animais que se preparam desde um ano antes e do resgate do ânimo das pessoas. Se construiu um modelo de controle sanitário para que fosse possível a realização da Expointer, pela primeira vez, 100% digital. Além disso, um sistema de Drive-thru foi montado para a venda de produtos das agroindústrias familiares, importante para o sustento de muitas famílias que têm na Expointer uma importante fonte de renda”, enfatizou a subsecretária do Parque de Exposições Assis Brasil, Elizabeth Cirne-Lima.

Após as enchentes, ela destaca que “a realização da feira só foi possível devido a uma integração de todos os copromotores. Vivemos outra situação de perdas e medos, mas tínhamos a necessidade de uma recuperação econômica e social”.

Doutoras do Agro

Mas não é só de respostas rápidas, resiliência e superação que a Secretaria é feita. É também destaque em publicações pelo mundo. Os pesquisadores do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA) sabem bem disso.

Foto: Divulgação/Seapi

Em 2023, a pesquisadora Andreia Mara Rotta de Oliveira foi uma das 100 citadas na lista da Revista Forbes como Doutoras do Agro. Andréia é formada em ciências biológicas e doutora em fitotecnia (estudo das plantas) e tem pós-doutorado em microbiologia agrícola. “A citação do meu nome reflete a importância do trabalho realizado pelos pesquisadores do Departamento de Pesquisa Agropecuária da Seapi, em prol da agropecuária gaúcha e brasileira”. O Departamento conta hoje com 47 servidores com pós-doutorado, 23 doutores e 11 mestres.

“A Seapi, por meio do trabalho dedicado de seus servidores, tem a missão de incentivar a inovação tecnológica e executar a política pública de pesquisa agropecuária. E é justamente essa pesquisa que tem sido — e continua sendo — o motor da prosperidade no campo. Foi ela que nos trouxe até os níveis de produtividade que temos hoje e é ela que vai nos conduzir rumo a uma sustentabilidade plena”, afirma o diretor do DDPA, Caio Efrom.

Irrigação

O problema das enchentes por um lado e da seca por outro. A Seapi criou neste ano de 2025 uma nova Subsecretaria de Irrigação para atender os produtores interessados em garantir uma maior produtividade no campo. O programa Irriga+ prevê apoio financeiro direto ao produtor de 20% do valor do projeto, limitado a R$ 100 mil por beneficiário. “Este é um projeto estratégico do governo do Estado e que todos os esforços estão sendo destinados para a busca de melhores resultados. A irrigação é hoje essencial para a garantia de produtividade do agro”, destaca o subscretário Paulo Salerno.

Foto: Fernando Dias/Seapi

Em quatro anos, espera-se aumentar a área irrigada em 100 mil hectares, um incremento de 33% das principais culturas de sequeiro, como milho e soja. A meta é mitigar os efeitos da estiagem no Rio Grande do Sul, aumentar a reservação de água e a irrigação.

Os herbicidas hormonais

A regulamentação dos herbicidas hormonais foi outra inovação da Secretaria que começou no ano de 2018. O Rio Grande do Sul foi o primeiro estado brasileiro a criar regras para aplicação dos herbicidas hormonais. “A Seapi, através do Departamento de Defesa Vegetal, desempenhou papel fundamental na regulação e normalização do uso de agrotóxicos. Através da orientação e fiscalização, foi possível a aplicação a campo das diretrizes do manejo de pragas, as boas práticas no uso em conformidade e a aplicação segura no que tange à segurança aos consumidores”, destaca o diretor do Departamento de Defesa Vegetal, Ricardo Felicetti.

E a história da Secretaria tem muitos outros episódios. Para saber mais, acesse:

89 anos – clique aqui.

88 anos – clique aqui.

Fonte: Assessoria Seapi

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Brasil se despede do pesquisador conhecido por ser o pai do Feijão Carioca

Responsável pela avaliação e difusão da variedade mais consumida do país, agrônomo do IAC ajudou a redefinir padrões de produtividade e qualidade do feijão brasileiro.

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Foto: Divulgação

A história recente do feijão no Brasil passa, de forma decisiva, pelo trabalho do pesquisador Luiz D’Artagnan de Almeida, que faleceu em 02 de janeiro. A trajetória profissional do agrônomo no Instituto Agronômico (IAC) está diretamente associada à avaliação, validação e difusão do feijão carioca, variedade que se tornou dominante no consumo nacional e transformou o mercado do grão no país.

D’Artagnan ingressou no IAC em 1967, instituição vinculada à Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, onde construiu toda a sua carreira até a aposentadoria, em 2002. Atuou na antiga Seção de Leguminosas, área estratégica em um período em que a pesquisa pública buscava ampliar a oferta de alimentos básicos com maior produtividade e regularidade de qualidade.

O ponto de inflexão ocorreu ainda na década de 1960. Em 1966, o engenheiro agrônomo Waldimir Coronado Antunes, então chefe da Casa de Agricultura da Diretoria de Assistência Técnica Integral (CATI), encaminhou ao IAC um lote de grãos de feijão com coloração rajada, até então pouco conhecida comercialmente. O material foi submetido a avaliações técnicas conduzidas por D’Artagnan, ao lado dos pesquisadores Shiro Miyasaka e Hermógenes Freitas Leitão Filho.

As análises envolveram não apenas o desempenho agronômico, mas também características culinárias, um diferencial para a época. Os resultados indicaram um material adaptado às condições de cultivo e com boa aceitação para consumo, abrindo caminho para sua adoção em escala mais ampla.

Em 1969, o feijão carioca foi oficialmente lançado, sob a responsabilidade direta de D’Artagnan, e incorporado ao projeto de produção de sementes básicas da CATI. A partir desse marco, a variedade ganhou espaço rapidamente nas lavouras e no mercado consumidor.

Na década de 1970, com a criação do Programa de Melhoramento Genético do Feijão, o material consolidou sua liderança. O feijão carioca passou a responder por cerca de 66% do consumo nacional, alterando padrões de oferta, produtividade e preferência do consumidor. O avanço teve impacto direto na organização do mercado, na estabilidade de preços e na segurança alimentar, ao fortalecer um alimento central na dieta brasileira.

Pelo papel desempenhado nesse processo, Luiz D’Artagnan de Almeida tornou-se conhecido entre colegas e produtores como o “pai do Carioquinha”, apelido que traduz o alcance prático de sua contribuição científica. Ao longo da carreira, recebeu diversas homenagens pelo trabalho desenvolvido no IAC e pelo legado deixado à pesquisa agrícola e à alimentação no Brasil.

Fonte: O Presente Rural com assessoria IAC
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Governo projeta superávit comercial de até US$ 90 bilhões em 2026

Estimativa supera o saldo positivo de 2025, de US$ 68,3 bilhões.

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Fotos: Claudio Neves/Portos do Paraná

O Brasil deve terminar 2026 com superávit comercial de US$ 70 bilhões a US$ 90 bilhões em 2026. As estimativas foram divulgadas na última terça-feira (o6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (Mdic).

De acordo com a Secretaria de Comércio Exterior (Secex), a previsão indica um resultado superior ao registrado em 2025, quando a balança comercial brasileira fechou com saldo positivo de US$ 68,3 bilhões.

Apesar do superávit elevado, o resultado do ano passado representou uma queda de 7,9% em relação a 2024, quando o saldo foi de US$ 74,2 bilhões.

Para 2026, o Mdic estima exportações entre US$ 340 bilhões e US$ 380 bilhões. As importações devem variar de US$ 270 bilhões a US$ 290 bilhões. Com isso, a corrente de comércio (soma de exportações e importações) pode alcançar entre US$ 610 bilhões e US$ 670 bilhões.

Superação de expectativas

O superávit de 2025 ficou acima das expectativas do mercado, que projetavam cerca de US$ 65 bilhões, e é considerado o terceiro melhor resultado da série histórica, atrás apenas dos saldos registrados em 2023 e 2024.

As projeções oficiais para a balança comercial são atualizadas trimestralmente. Segundo o Mdic, novas estimativas mais detalhadas sobre exportações, importações e saldo comercial de 2026 serão divulgadas em abril.

Fonte: Agência Brasil
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Produzir mais em menos área é desafio central do agro diante do crescimento populacional

Intensificação produtiva, manejo do solo e eficiência no uso de recursos despontam como estratégias-chave para garantir segurança alimentar e sustentabilidade.

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Foto: Freepik

Com a população mundial projetada para atingir 9,9 bilhões de pessoas até 2054, segundo a Organização das Nações Unidas (ONU), o agronegócio enfrenta um dos maiores desafios de sua história: aumentar a produção de alimentos sem ampliar o uso de recursos naturais na mesma proporção. Dados da Food and Agriculture Organization (FAO) indicam que, para atender essa demanda, será necessário produzir 60% mais alimentos, além de consumir 50% mais energia e 40% mais água.

No Brasil, onde a área agrícola corresponde a cerca de 7,6% do território nacional, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a intensificação produtiva tem se consolidado como caminho estratégico. Para o engenheiro agrônomo e empresário Luís Schiavo o foco deve estar na eficiência do uso do solo e na adoção de práticas agronômicas sustentáveis. “Não se trata apenas de produzir mais, mas com qualidade. O aumento da eficácia em áreas menores é essencial para garantir segurança alimentar, reduzir custos e preservar biomas importantes, como florestas e áreas de conservação”, afirma.

Foto: Jonathan Campos/AEN

Entre as principais estratégias para alcançar esse equilíbrio está o manejo adequado do solo. A manutenção da cobertura vegetal, especialmente no período de plantio, tem papel fundamental na proteção da estrutura da terra, na conservação da umidade e no estímulo à atividade microbiana. “O solo coberto funciona como um sistema vivo. A palhada atua como um colchão de matéria orgânica que reduz impactos mecânicos, protege contra a erosão causada pela chuva e favorece a ciclagem de nutrientes”, explica.

Outra prática destacada por Schiavo é a rotação de culturas, técnica que contribui para a fertilidade do solo, reduz a incidência de pragas e doenças e melhora o aproveitamento de nutrientes. Um exemplo comum no campo brasileiro é a sucessão entre soja e milho safrinha. “Após a colheita, o solo permanece enriquecido com nitrogênio, o que favorece diretamente o desenvolvimento do milho. Esse tipo de rotação preserva as características físicas, químicas e biológicas garantindo produtividade consistente ao longo das safras”, pontua.

Segundo o engenheiro agrônomo, investir em tecnologia, manejo eficiente e insumos adequados é decisivo para tornar o agro mais competitivo e sustentável. “Quando o produtor otimiza os fatores de produção, ele melhora a relação custo-benefício, preserva recursos naturais e contribui para um modelo agrícola mais equilibrado. É uma equação em que todos ganham: o produtor, o consumidor e o planeta”, ressalta.

Fonte: Assessoria Naval Fertilizantes
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