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Bovinos / Grãos / Máquinas

Seca e geadas prejudicam produção de milho no Paraná

Deral aponta prejuízos de 12% nas lavouras em relação à produção estimada no início da safra

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A Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento divulgou na sexta-feira (24) o relatório mensal do Departamento de Economia Rural (Deral). O departamento aponta prejuízos de 12% nas lavouras de milho da safra 2015/16 em relação à produção estimada no início da safra. O milho sofreu com estiagem de abril e maio, especialmente na região Norte do Estado, e em junho foi atingido por geadas severas. 

Os primeiros levantamentos mostram que a produção deve variar de 11,3 a 11,4 milhões de toneladas. A estimativa inicial apontava para uma colheita de 12,9 milhões de toneladas. 

Segundo o diretor do Deral, Francisco Carlos Simioni, o percentual de perdas pode ser ainda maior no decorrer da colheita, quando serão efetivamente avaliados os impactos da geada. “Até agora foram colhidos 10% da área plantada e este milho não foi aquele afetado pela geada. Em julho, quando a colheita se intensifica, o índice de perda em produtividade poderá aumentar e será o momento em que poderemos avaliar a qualidade do grão”, diz Simioni.

As perdas nas lavouras de milho no Paraná, segundo maior produtor do País, ocorrem em um quadro de escassez do grão. Segundo a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab), a produção brasileira de milho na safra de verão foi de 79 milhões de toneladas, 6% menor que na safra anterior. 

Este cenário, agravado a um volume de exportação maior e ao câmbio favorável às exportações, fez os preços do milho explodirem. O preço na semana de 24 junho foi de R$ 36,11 a saca de 60kg, o que representa um crescimento de 88% em relação a junho do ano passado quando as cotações estavam em torno de R$ 19,17 a saca de 60kg. 
“A produção estadual de milho poderá girar no mercado algo em torno de R$ 9 bilhões, com a comercialização do grão este ano”, informa o técnico do Deral Edmar Gervársio. 

Nesta segunda safra de milho foram plantados 2,19 milhões de hectares no Estado, com uma produção estimada de 11,4 milhões de toneladas. Na safra 14/15 a produção foi de 11,5 milhões de toneladas. 

Segundo Gervásio, a escassez do milho já acendeu a luz de alerta para a cadeia produtiva de carnes. “O consumo estimado pela indústria é maior do que o milho disponível, por isso deve haver importação de outros países e estados para atender a demanda.” 

O Deral também divulgou os números das outras lavouras de inverno: segunda safra de soja, de feijão e trigo, além de mandioca e fumo. A produção estimada de grãos de inverno é de 3,9 milhões de toneladas. 

Soja

Os números atualizados da safra 15/16 de soja confirmam redução de 9% na produção, com a colheita de 16,6 milhões de toneladas. A quebra foi causada pelo excesso de chuva. 

Segundo Marcelo Garrido, do Deral, havia uma expectativa de produção recorde que não se cumpriu, mas o produtor está satisfeito com a rentabilidade. “A comercialização está bem adiantada, com 75% da soja já vendida, com excelentes preços”. 

Em junho de 2015 a soja foi comercializada a R$57,00 a saca de 60kg e, na última semana de junho o produtor receberá em média R$ 81,77. Isso representa um acréscimo de aproximadamente 43,5% no período. 

“A alta está sendo sustentada pela demanda internacional, com um dólar valorizado e devido a quebras na produção do Brasil e Argentina”, analisa Garrido. A safra nos Estados Unidos, maior produtor mundial, evolui de forma satisfatória e mesmo que tenha uma boa safra, a demanda pelo grão deve continuar a remunerar bem o produtor.

A safrinha de soja, também chamada de segunda safra, já foi encerrada. A área plantada foi 13% maior que no ano passado, mas a produção 4% menor, devido a problemas climáticos. Das 339 mil toneladas previstas, foram colhidas 318 mil toneladas. 

Garrido lembra que este foi o último ano em que se permitiu o plantio da segunda safra de soja. Conforme determinação da Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar), o período para semeadura da soja será entre 16 de setembro a 31 de dezembro, como forma de prevenção à ferrugem asiática. 

Feijão

As lavouras da safra 2015/16 de feijão também registraram perdas devido ao clima. O potencial produtivo do feijão paranaense projetava uma produção de 750 mil toneladas, mas teve uma quebra de 19%, obtendo-se aproximadamente 607 mil toneladas. 

“Houve perdas de 14% na primeira safra, de 23% na segunda safra e no feijão de inverno, menor volume das três safras, já registram perdas em torno de 60%”, explica Carlos Alberto Salvador, do Deral. 

Devido a oferta reduzida do grão, principalmente do feijão do grupo carioca, os preços extrapolaram qualquer previsão. Comparando com o mesmo período de 2015, ocorreu uma alta de 250% para o feijão de cor e de 147% para o feijão preto. O produtor está recebendo pelo feijão de cor R$ 391,09/saca de 60 kg e para o feijão preto R$ 211,39/saca de 60 kg. 

Salvador informa que é difícil estimar até onde estes preços poderão chegar, por isso o governo federal reduziu a zero a alíquota de importação de feijão, para aumentar a oferta interna e forçar uma redução nos preços ao consumidor. A medida deverá beneficiar a China, que já é um dos tradicionais exportadores do grão ao Brasil. Os países do Mercosul, como Paraguai e Argentina, já têm alíquota zero e, portanto, acesso livre ao mercado brasileiro. 

O plantio de feijão ocorre em todos os estados brasileiros, mas o Paraná é o principal produtor da leguminosa e responsável por 24% da produção nacional, somando as três safras. Até o momento 85% da segunda safra já foi comercializada, restando 46 mil toneladas nas mãos dos agricultores. 

Trigo

Enquanto algumas culturas sofrem com o clima, o trigo está sendo beneficiado pelas baixas temperaturas. Na maioria das áreas cultivadas, o trigo está em fase de bom desenvolvimento vegetativo. 

“O plantio está quase encerrado, atingindo 85% da área prevista, faltando concluir o plantio na região Sul, que deve terminar em meados de julho”, comenta o engenheiro agrônomo Carlos Hugo Godinho, técnico responsável pela cultura no Deral. 

A estimativa de plantio é de 1,13 milhão de hectares, menor do que a safra passada e a previsão é de colher 3,4 milhões de toneladas. Segundo Godinho, a redução no plantio se deve à competição com outras culturas que estão remunerando melhor o produtor, como o milho e a soja. 

Segundo dados da Conab, o consumo de trigo no Brasil vem diminuindo nos últimos anos. Em 2013, o consumo foi de 11,3 milhões de toneladas e no ano passado caiu para 10,2 milhões de toneladas. 

O Brasil deve produzir neste ano 5,8 milhões de toneladas de trigo, praticamente metade do consumo interno. O Paraná é o maior produtor de trigo do País e sua produção abastece basicamente a indústria moageira estadual, que é muito forte. 

Mandioca

Depois de um ano de preços abaixo do custo de produção, os produtores de mandioca do Paraná começam a ficar mais otimistas com a reação dos valores e o aquecimento do mercado que começou em abril. A avaliação é do economista Methódio Groxko, do Deral. 

A área cultivada nesta safra 2015/16 é de 131 mil hectares, menor do que a do ano passado, quando foram cultivados 143 mil hectares. A previsão é de produção de 3,7 milhões de toneladas. A redução de área é explicada pela falta de estímulo ao produtor, que sofreu com fortes chuvas que atrapalharam o andamento da safra no início do ano. 

Hoje o produtor está recebendo R$ 320,00 por toneladas da raiz. “Isso cobre o custo de produção,” explica Groxko. Mas existe outra preocupação para a safra 2016/17 que é a falta de maniva-semente de boa qualidade para o plantio. “Justamente, pelo excesso de chuvas as plantas foram prejudicadas e podem comprometer o plantio da próxima safra.” 

Fumo

Neste ano, as lavouras de fumo do Paraná tiveram uma boa safra em termos de qualidade, embora tenha ocorrido uma quebra de 15% em relação à produção. “Tínhamos uma estimativa de produção de 174 mil toneladas e foram colhidas 148 mil toneladas, devido ao grande volume de chuva”, explica Groxko.

O fumo é uma opção de diversificação para o produtor e em algumas áreas o Sindicato Interestadual da Indústria do Tabaco (Sinditabaco) está estimulando, em parceria com o Governo do Estado, o plantio de feijão e milho após a colheita do fumo. Isso tem dado um bom resultado, porque há uma redução no custo de produção dos grãos, pois ocorre o aproveitamento residual dos fertilizantes aplicados no fumo. 

A produtividade média do milho nestas áreas consorciadas está estimada em 6,1 toneladas por hectare, o que pode render até R$ 67 milhões. Nas áreas com feijão, a produtividade projetada é de 2,2 toneladas por hectare, com um rendimento esperado de aproximadamente R$ 52 milhões, segundo dados do Sinditabaco. 

Fonte: AEN/Pr

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Bovinos / Grãos / Máquinas Pecuária

Como fazer uma desmama eficiente

O desmame pode ser realizado de formas diferentes, de acordo com as intenções do pecuarista

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Artigo escrito por João Paulo Lollato, médico veterinário e coordenador de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó; e Reuel Luiz Gonçalves, médico veterinário e gerente de Serviços Técnicos da Biogénesis Bagó

O índice zootécnico Taxa de Desmama é um excelente indicador para se avaliar uma fazenda de cria ou ciclo completo. Este índice consiste na relação entre o número de bezerros desmamados dividido pelo número de vacas expostas dentro de um determinado período pecuário. Alguns indicadores mais produtivos relatam que esta relação pode chegar a 79,1%. Este índice leva em consideração as perdas gestacionais e também a mortalidade de bezerros dentro do mesmo período avaliado.

A desmama se caracteriza pela retirada do bezerro do contato com a vaca. Tradicionalmente, realiza-se este manejo entre o 7º e 9º mês de idade. Nessa época, o animal já é um ruminante e tem plena condição de utilizar forragem sólida como única fonte de energia e de nutrientes de que necessita. Além do mais, a participação do leite na dieta do bezerro é pequena após o terceiro mês de lactação.

O desmame pode ser realizado de formas diferentes, de acordo com as intenções do pecuarista. Além disso, pode ocorrer em momentos distintos da vida do bezerro, dependendo do manejo realizado em cada propriedade. No entanto, para que esse período não seja crítico e/ou acarrete perdas, é preciso um planejamento com antecedência. Só assim, haverá uma desmama com eficiência e com bezerros que atinjam bom peso.

Para isso, é fundamental adotar um programa sanitário e aliá-lo ao programa de desmama, dando início neste protocolo antes do nascimento do bezerro. Um dos problemas recorrentes durante a fase de aleitamento e que pode influenciar no seu desenvolvimento, por exemplo, são as diarreias neonatais. Para se evitar essa enfermidade, a indicação é para que se faça uma vacinação preventiva na vaca com 60 e 30 dias antes do parto, contra Escherichia coli e Rotavírus (G6 e G10). Essa medida ajudará a baixar os índices de diarreia neonatal nos primeiros 35 dias de vida do bezerro, além de promover um excelente desenvolvimento, garantindo um bezerro mais sadio e, consequentemente, com melhor peso até a desmama.

No nascimento temos a etapa da cura do umbigo, quando se deve utilizar no manejo iodo 10% (“queima” do umbigo), uso de um repelente mosquicida, além de ser recomendada a aplicação de doramectina 1,1% para prevenir a instalação de uma miíase.

Entre 60-90 dias o produtor deve se atentar à prevenção efetiva contra doenças que podem prejudicar ou causar a mortalidade em bovinos. Esse é o momento de vacinar contra a clostridiose (indicada uma com 8 cepas + a cepa de E. coli J5) e, caso a região seja endêmica para a raiva, é fundamental fazer a aplicação da vacina antirrábica, com reforço 30 dias depois da primeira dose (simples, não conjugado). Ainda entre os três e oito meses, as fêmeas devem receber vacina B19 contra a brucelose, uma doença que, além de prejuízos econômicos na propriedade, é uma zoonose e possui controle oficial.

O produtor pode aproveitar esse manejo, com 90-120 dias, para desverminar o animal com vermífugo concentrado. Caso seja uma época chuvosa, em que há o desafio de combater os endo e ectoparasitas, há a indicação de ministrar a Ivermectina concentrada (3,15%), que atua com longa ação. Caso seja na época da seca, com apenas o desafio de combater os parasitas internos, pode-se ter como aliado o fosfato de levamisol concentrado (23,63%).

Um ponto importante que temos observado é que a suplementação com minerais injetáveis, à base de Cobre e Zinco orgânicos, nessa fase auxilia de forma efetiva para o desenvolvimento dos animais, influenciando positivamente na imunidade.

Após esse primeiro manejo, de dose e reforço das vacinações, já por volta dos sete/nove meses preferencialmente antes da desmama, a orientação é que seja realizada uma terceira dose das vacinações contra clostridiose (com 8 cepas + cepa de E. coli J5 para prevenção de diarreias), vacina antirrábica e novamente a aplicação de vermífugo de longa ação. Isso porque caso esse animal seja encaminhado a um manejo de recria, poderá ficar até quatro meses sem ter que voltar para um manejo de curral. Neste momento também é indicada novamente a aplicação da suplementação injetável (Zinco e Cobre orgânicos), que auxiliará na imunidade e minimizará o estresse que esse animal passará no período da desmama.

Protocolo sugerido – nascimento a desmama

  • Adultos*

– Anualmente: vacina clostridial + vacina antirrábica

– Sessenta dias pré-parto: Vacina para prevenção da Diarreia Neonatal

– Trinta dias pré-parto fazer reforço da vacina para prevenção da Diarreia Neonatal e um vermífugo à base de fosfato de levamisol concentrado (23,63g)

  • Bezerros (AS)*

– Nascimento: “Queima do umbigo com Iodo 5% ou 10% + Doramectina 1,1% + Repelente

– Noventa dias de nascido: Vacina Clostridial com 8 cepas + E. coli J5 + Vacina antirrábica + Vacina prevenção Botulismo + Doramectina 1,11% ou Ivermectina 1,13% LA + Suplementação Injetável com Zinco e Cobre orgânicos

– Cento e vinte dias de nascimento: Ivermectina 3,15% LA + reforço vacina clostrial + reforço vacina antirrábica + reforço vacina antibotulínica + suplemento mineral injetável

– Desmama: Nova dose da vacina clostridial + nova dose vacina antirrábica + suplemento mineral injetável e ivermectina 3,15% LA

*Bezerros e bezerras filhos de mães não vacinadas, iniciar a vacinação no D60 e reforço no D90. Depois refazer na desmama e anualmente.

Cuidados com a vaca

Caso a vaca não tenha sido imunizada e o bezerro apresente diarreia nos primeiros meses de nascimento, é necessário intervir com tratamento, além de identificar o agente causador para tomar as medidas necessárias de prevenção. A indicação nesta situação é o uso imediato de antibióticos. Nesse sentido, indicamos o Florfenicol 30% devido à sua praticidade de aplicação em dose única subcutânea, bem como a utilização de suplementação oral com probióticos e prebióticos.

Na prática, o produtor de gado de corte processa a desmama visando principalmente a vaca, a fim de que ela possa recuperar a condição corporal para parir bem e poder emprenhar logo, considerando que uma vaca produtiva e rentável é aquela que fornece para a fazenda um bezerro por ano.

Durante o período de desmama, o animal em desenvolvimento tem de fazer a transição de um estado de completa dependência dos cuidados maternos para um de independência. Num sentido amplo, desmama envolve todo um complexo aparato de mudanças comportamentais, nutricionais, morfológicas, fisiológicas e metabólicas, que constituem a transição para uma existência adulta independente.

Dessa forma, para os animais nascidos entre agosto e novembro, provenientes da estação de monta de novembro a fevereiro, recomendada pela Embrapa-CNPGC para o Brasil Central, a desmama tradicional deve ocorrer em duas etapas, nos meses de fevereiro e abril, mais tardar maio.

Separação

Uma alternativa para amenizar o estresse da separação é a introdução de animais adultos junto com os recém-desmamados, o chamado “amadrinhamento”, que tem a função de acalmar esses bezerros. Se possível, os bezerros devem ser desmamados tirando-se as mães do piquete de desmama, de forma que eles permaneçam em ambiente conhecido.

Após a separação, os bezerros devem permanecer em pastagens adequadas (forrageiras de alto valor nutritivo, de pequeno porte e alta densidade), com acesso a água e minerais de excelente qualidade. Observações realizadas na Embrapa-CNPGC com mães e crias desmamadas e separadas em pastos adjacentes demonstraram maior tranquilidade, tanto para as vacas quanto para os bezerros, desde os primeiros dias. Entretanto, tal separação exige a construção de cercas apropriadas que evitem possíveis mamadas. Existe uma crença de que para facilitar o manejo, deixar as crias no mangueiro por quatro a sete dias após a desmama pode ser prático, porém mesmo fornecendo água, ração no cocho e capim fresco à vontade, o estresse para este momento é ainda maior.

Em um sistema de produção de bovinos de corte, a taxa de desmama e a relação de desmama, que consiste no peso do bezerro desmamado dividido pelo peso da vaca que o desmamou, possuem grande influência sobre a eficiência do processo de criação. Quanto mais pesado desmamar este bezerro, menor será seu tempo até o abate, reduzindo sua permanência na propriedade caso seja de ciclo completo, ou maior será seu valor quando este animal for vendido.

Creep-Feeding

Uma das formas de aumentar o ganho de peso na desmama é por meio do fornecimento de alimentos direcionados para os bezerros, método chamado “creep-feeding”, isto é, fornecimento de ração através do uso de um cocho privativo, geralmente anexo ao cocho de mineral das matrizes, porém com acesso restrito aos bezerros. O “creep-feeding”, além de proporcionar uma excelente resposta em ganho de peso, ajuda a tornar o bezerro menos dependente da mãe, diminuindo o número de mamadas e minimizando os fatores de estresse no momento da desmama. Outro ponto importante é que a vaca sofre menos com o bezerro consumindo esta ração, o que melhora sua condição corporal, possibilitando um rápido retorno ao cio e consequente aumento da taxa de prenhez.

As desmamas são classificadas da seguinte forma:

Desmama Tradicional – Prática que depende da condição corporal da vaca e da disponibilidade de forragens e suplementação alimentar de boa qualidade. É comum em gado de corte, sendo realizada entre 7-9 meses. Pode ser antecipada ou adiada e aconselha-se o uso de suplementos ao bezerro. Este manejo também pode ser relacionado aos meses de maior valor do bezerro no mercado, avaliação regional ou local.

Desmama temporária ou interrompida – Para a melhoria da fertilidade de rebanhos de corte, utiliza-se a remoção temporária do bezerro, que consiste em separar a cria da vaca por um período de 48 a 72 horas, a partir de 40 dias pós-parto. Dependendo da condição corpórea da vaca, essa prática pode provocar o aparecimento do cio, podendo aumentar a taxa de concepção das genitoras em até 30%. Este manejo atualmente é pouco usado devido a outras tecnologias que vêm sendo utilizadas com os manejos de IATF, como o uso da eCG, entre outros. Favorece uma desmama precoce.

Desmame com amamentação controlada – Este tipo de desmame preconiza a diminuição da amamentação, com considerável aumento sobre a taxa de prenhez. Além de poupar a mãe de frequentes mamadas, esse processo vai acostumando o bezerro para a desmama definitiva. A amamentação controlada consiste em permitir a permanência do bezerro com a mãe durante dois curtos períodos do dia, entre 6 e 8 horas e das 16 às 18 horas, a partir do 30º dia de vida. Esse sistema exige muita mão de obra e também era utilizado como um método de desmama temporária. Favorece uma desmama precoce.

Desmama Precoce – Essa prática consiste em separar o bezerro, definitivamente, bem mais cedo, aos 90-120 dias de vida. É recomendada para períodos de escassez de forragem e tem a finalidade de reduzir o estresse da amamentação e os requerimentos nutricionais da vaca, permitindo que recuperem seu estado corporal e manifestem o cio. Em se tratando de novilhas de primeira cria, cujo desenvolvimento ainda é incompleto, a desmama precoce pode ser uma boa opção, principalmente em anos com secas prolongadas. Para a maior eficiência do sistema, entretanto, é preciso que esta prática ocorra dentro da estação de monta, possibilitando a re-concepção imediata. Assim sendo, para a estação de monta anteriormente citada (novembro a janeiro), ocorreriam duas desmamas: em novembro e em janeiro.

Para que não ocorram problemas, recomenda-se:

a) desmama de bezerros com peso superior a 90 kg;

b) desmama em época adequada (para o Brasil Central: novembro a janeiro);

c) pastos diferenciados para animais desmamados precocemente;

d) suplementação com ração concentrada até 5-6 meses de idade;

e) uso de “creep-feeding” ou “creep-grazing” na fase pré-desmama.

Desmame com uso de tabuleta – Este tipo de desmame causa menos estresse comparado ao desmame tradicional, visto que não ocorre separação entre vaca e bezerro. Para isso é utilizado um dispositivo instalado na narina dos bezerros, impedindo que o mesmo efetue a mamada. Resultados de pesquisas mostram que não há diferença no desempenho dos bezerros desmamados com esta técnica comparados com o desmame tradicional, mas existe um grande benefício para a vaca em termos de melhoria na condição corporal.

Existem alguns fatores que podem influenciar no peso ao desmame, dentre os quais a época de nascimento, idade das mães ao parto e a região do nascimento do bezerro. O Efeito de Mês de Nascimento apresenta grande influência, pois está, de certo modo, associado às condições climáticas, que afetam de forma direta ou indireta as funções do organismo animal, gerando flutuações na quantidade e qualidade de alimentos e na incidência de enfermidades, influenciando o crescimento animal. Pesquisadores relataram um ganho do nascimento a desmama dos animais nascidos na primavera 15,6% maior que dos animais nascidos no outono. Com estes resultados, concluíram que para a produção de bezerros a parição de primavera é a mais recomendável.

Outro fator com alta influência no peso ao desmame é a idade da vaca ao parto e/ou ordem de parição, pois está intimamente ligada ao desenvolvimento do bezerro no período pré-desmama. Isto é uma consequência da habilidade materna, principalmente a produção de leite e a qualidade de colostro produzido pela mãe. Como regra geral, as vacas de primeira cria desmamam bezerros 10 a 15% mais leves em relação às vacas adultas. A partir das novilhas, o peso dos bezerros à desmama vai aumentando com a idade da mãe até alcançar um pico máximo entre 5 e 10 anos, depois do qual os pesos à desmama voltam a decrescer.

Influência do ambiente

O Brasil com sua grande extensão territorial apresenta uma grande variação de ambientes, os quais influenciam diretamente a produção de alimentos e o desempenho dos animais para as características de valor econômico do rebanho bovino brasileiro. As diferenças dos efeitos de meio sobre o peso ao desmame entre as regiões provavelmente possuem como causa, além dos fatores naturais como pluviosidade, clima, topografia e qualidade do solo, também as diferenças quanto ao sistema de produção, nível de tecnologia e tipo racial do rebanho bovino.

A Figura abaixo representa as curvas dos valores de peso predito a desmama (PDM) para as quatro regiões.

Figura – Peso ao Desmame Predito (PDM) de acordo com o mês de nascimento do bezerro, nas quatro regiões estudadas (2004).

Pesquisadores trabalhando com animais Aberdeen Angus no Rio Grande do Sul agruparam os animais em duas épocas de nascimento: outono (de fevereiro a junho, com 15% dos nascimentos) e a primavera (de julho a janeiro, com 85% dos nascimentos). Observaram que animais nascidos na primavera foram 12,9% mais pesados a desmama do que os animais nascidos no outono. De acordo com o trabalho “Idade da vaca e mês de nascimento sobre o peso ao desmame de bezerros nelores nas diferentes regiões brasileiras”, para a região Sul, este valor foi de 6,8%.

Portanto, o sucesso da desmama começa com um ótimo programa nutricional das vacas e bezerros, suplementação mineral e vitamínica em conjunto com um programa vacinal e antiparasitário completo para que, devido ao estresse da desmama, o animal não apresente queda imunitária e manifestação de doenças, tendo assim uma ótima desmama.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Tecnologia

O uso de ácidos orgânicos como ferramenta valiosa na pós-colheita de grãos

Armazenagem é fator estratégico para que o produtor rural tenha condições adequadas para manter a qualidade dos produtos

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Arquivo/OP Rural

Artigo escrito por Natália Vicentini, TSM Líquidos, Kemin Kasa

Segundo a Conab, a Companhia Nacional de Abastecimento (2020), o Brasil deve colher aproximadamente 265,9 milhões de toneladas de grãos na safra 2020/2021, e apesar da estimativa ser inferior ao previsto decorrente da estiagem da região Sul, trata-se ainda de uma produção recorde de grãos no Brasil, sendo soja e milho responsáveis por 89% dessa produção.

De acordo com a CNA, a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (2014), a capacidade estática armazenadora existente no Brasil não acompanhou o crescimento da produção agrícola, contribuindo decisivamente para o estrangulamento da infraestrutura logística.

A armazenagem é fator estratégico para que o produtor rural tenha condições adequadas para manter a qualidade dos produtos, diminuindo as perdas e permitindo maior autonomia na comercialização da produção.

No contexto da conservação de qualidade, é preciso ter especial cuidado com os fungos, que se caracterizam como um dos principais agentes causadores de danos aos grãos, pelo fato destes serem substratos adequados ao desenvolvimento desses microrganismos, quando o teor de água, a temperatura e a umidade relativa de equilíbrio do ar intergranular são favoráveis. Suas consequências podem ser vistas através da produção de micotoxinas, perda de matéria seca, descoloração, e produção de odores desagradáveis são danos depreciativos causados pelo desenvolvimento fúngico e podem levar a inviabilidade do uso dos grãos para alimentação humana e/ou animal.

Um dos danos de maior impacto econômico causado aos grãos pelos fungos de armazenamento é a perda de peso resultante de matéria seca (amido, proteínas e gorduras). Em um estudo, a perda de matéria seca entre grãos sadios e contaminados por fungos chegou a 25% em milho e 18% em soja. Uma outra pesquisa demonstrou que para que a conversão alimentar de frangos não fosse alterada, entre dietas contendo milho de boa qualidade e milho mofado, a inclusão de fonte de estrato etéreo como óleo de soja deveria ser triplicada.

A utilização de aditivos químicos adequados e aprovados por órgãos competentes pode ser considerada uma ferramenta importante na conservação da qualidade dos grãos e redução de perdas. Os ácidos orgânicos, como ácido propiônico, sórbico e fosfórico, são aditivos conservantes comumente utilizados na indústria de nutrição animal e possuem poderosa ação antifúngica, prevenindo o desenvolvimento desses microrganismos e promovendo maior estabilidade da ração tratada. Pelo efeito sinérgico entre ativos, a mistura entre dois ou mais ácidos orgânicos é mais eficiente em controlar o crescimento dos fungos do que um único ácido sozinho, desse modo a utilização de um mix de ácidos orgânicos é preferível.

Um estudo brasileiro (2019) em condições experimentais demonstrou que o desenvolvimento fúngico de grãos de milho permaneceu estável por 120 dias após tratamento com ácidos orgânicos, enquanto grãos de milho não tratados tiveram um crescimento de até 1,0 x 104 UFC/g de bolores e leveduras para o mesmo período e condições de armazenagem. Neste mesmo estudo, foi possível verificar efeito benéfico do tratamento também na conservação de carboidratos não fibrosos e contaminação por aflatoxinas, parâmetros relevantes para grãos utilizados na indústria de nutrição animal.

Outro estudo brasileiro (2019) em condições experimentais comparou grãos de milho sem tratamento com umidade 10% frente a grãos de milho de aproximadamente 12% de umidade, com tratamento de ácidos orgânicos, e demonstrou que o tratamento contribuiu com a estabilidade da temperatura de armazenamento e da emissão de CO2, ambos produtos provenientes da respiração de micoorganismos.

Com base na importância do Brasil como um produtor mundial de alimentos num cenário de preços altamente elevados, da armazenagem no processo de conservação, e dos impactos que o desenvolvimento fúngico pode trazer, os ácidos orgânicos se mostram uma alternativa simples e viável na conservação dos grãos em condições pouco tecnificadas e como um reforço juntamente as práticas tradicionais de armazenagem entregando benefícios fantásticos.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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Bovinos / Grãos / Máquinas Saúde Animal

Importância do manejo, conforto e nutrição sobre o período de transição de vacas leiteiras

Neste período ocorre uma intensa mudança no metabolismo da vaca, onde ela se prepara para produzir o colostro e, em seguida, o leite

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Artigo escrito por Josiane Pereira dos Santos, zootecnista, metre e doutora em Nutrição e Produção de Ruminantes e especialista em Nutrição de Ruminantes na Vaccinar

O período de transição é extremamente importante para a saúde, a produção e a rentabilidade de vacas leiteiras e compreende as três semanas que antecedem o parto e as três semanas após o parto. Neste período ocorre uma intensa mudança no metabolismo da vaca, onde ela se prepara para produzir o colostro e, em seguida, o leite. Assim, o animal precisará em torno de duas a três vezes mais nutrientes do que estava sendo exigido nos primeiros dias do período seco.

Uma das mudanças mais importantes durante o período de transição é a ingestão de alimentos. Em média, o consumo de matéria seca (CMS) diminui 30% durante a última semana que antecede o parto e é uma das principais preocupações neste período.

Vários cuidados com os animais como, estratégias nutricionais, manejo adequado, conforto e sanidade, podem minimizar os doenças e problemas metabólicos associados ao período de transição e melhorar o desempenho produtivo e reprodutivo da vaca durante a lactação. Dessa forma, o produtor deverá conhecer muito bem a estrutura da fazenda e a atual situação dos animais para que assim possa ser realizado um plano de ações estratégicas com o objetivo de melhorar o manejo dos animais no período de transição.

            A seguir serão comentados alguns pontos relevantes e que merecem atenção nesse período crítico.

  • Avaliação do escore de condição corporal (ECC) ≥ 3,5:A condição corporal é uma medida subjetiva da quantidade de gordura ou da quantidade de energia reservada que uma vaca possui. O ideal é que a vaca apresente ECC entre 3,0 e 3,5 ao parto. Vacas que parem com ECC ≥ 3,5 apresentam menor CMS, maior mobilização de gordura corporal e maior risco de doenças metabólicas. Para isso, é importante manter o controle sobre o manejo nutricional no final da lactação e do período seco para evitar que as vacas cheguem ao parto com ECC alto (vacas gordas).
  • Maximizar o consumo de alimentos
  1. Disponibilidade de alimentos: sempre deverá ter alimento disponível para esses animais, em qualquer período do dia. Recomenda-se que as sobras (alimento recusado pelo animal) sejam por volta de 10% do total ofertado.
  2. Qualidade da forragem pós-parto: Forragens com maior digestibilidade da fibra são essenciais para potencializar o consumo de matéria seca no pré e pós-parto. Vacas que consomem mais alimento no pré-parto consequentemente consomem mais no pós-parto e diminuem o impacto do déficit de nutrientes no pós-parto imediato.
  3. Conforto: vacas que não estão confortáveis durante o período de transição irão consumir menos alimento e ruminar menos e, desta forma, estarão mais propensas a doenças metabólicas. Os animais devem ter sombra, água fresca e de qualidade, espaçamento do cocho de no mínimo 80 cm por vaca, e ainda deve-se evitar superlotação dos lotes. Outro ponto importante e aconselhável é separar novilhas de vacas adultas. Em relação ao estresse térmico seja em produções extensivas ou intensivas os sistemas de resfriamento devem ser implantados a fim de minimizar o estresse por calor. Estudos indicam que vacas pré-parto em galpões com aspersão e ventilação produzem até 7 litros/dia de leite a mais que vacas sem ventilação e aspersão.
  4. Cetose: Com o aumento da demanda de energia, a vaca mobiliza as reversas de gorduras corporais e o aumento da oxidação dos ácidos graxos no fígado resulta em corpos cetônicos, como por exemplo o beta-hidroxibutirato (BHB), que são liberados na corrente sanguínea e que, em excesso nos tecidos, trazem danos à saúde do animal. A cetose pode ser mensurada em vacas com cinco a 10 dias pós-parto e a fazenda deve ter um protocolo de tratamento de vacas em cetose, os quais geralmente incluem a utilização de “drench” (Vacci Drench) com propilenoglicol e glicose com intuito de fornecer energia para a vaca.
  5. Identificação de vacas com histórico de problema: é necessário que o produtor tenha o registro de doenças das vacas do rebanho, pois animais que já apresentaram histórico de febre do leite, cetose ou mastite, têm maior chance de repetir este problema nas subsequentes lactações. Assim o produtor poderá tomar medidas preventivas no período de transição desses animais.
  • Estratégias nutricionais do período de transição:
  1. Dietas acidogênicas no pré-parto: A dieta aniônica consiste no fornecimento de sais aniônicos com base em sulfatos e cloretos para negativar o balanço cátion-aniônico da dieta (DCAD). Dietas com níveis altos de sódio e potássio resultam em alcalose metabólica, o que dificulta a habilidade de manter em equilíbrio o metabolismo do cálcio. Com o comprometimento dos níveis séricos de cálcio, os animais podem apresentar o quadro de hipocalcemia clínica (febre do leite) ou a hipocalcemia “subclínica” em que as vacas não apresentam os sintomas de hipocalcemia, mas com os baixos níveis de cálcio, a capacidade de contração muscular fica reduzida e ocorre uma imunossupressão. Com isso, a motilidade dos tratos digestivo e reprodutivo são menores e as vacas podem apresentar concomitantemente retenção de placenta, metrite, deslocamento de abomaso e mastite. O fornecimento da dieta aniônica no pré-parto irá auxiliar na normalização do fluxo de cálcio sanguíneo e evitar os problemas no pós-parto. Uma ferramenta prática que pode ser utilizada na fazenda é a mensuração do pH da urina e valores entre 6 – 6,5, que é suficiente para estimular os mecanismos do metabolismo do cálcio.
  2. Importância dos minerais: O sal comum (NaCl) não é a mesma coisa que a mistura mineral (sal mineralizado), também chamado de sal mineral. O sal mineral é uma mistura de sal comum, que é o cloreto de sódio, com outras fontes de minerais, tais como: fosfato bicálcico, que contém cálcio e fósforo disponíveis para absorção pelo animal, sulfato de cobre, sulfato de zinco, iodato de potássio, óxido de magnésio, selenito de sódio. Enfim, a mistura mineral deverá ser composta em macro e micronutrientes para atender as exigências nutricionais dos animais em cada etapa da vida (crescimento, transição, lactação e reprodução). Logo, é imprescindível a utilização de suplementos balanceados para cada fase. Os nutrientes minerais mais importantes na mistura são: cálcio, fósforo, magnésio, potássio, sódio, cloro, iodo, cobre, cobalto, manganês, selênio e ferro. Existem minerais importantes para a reprodução, como por exemplo, cálcio, fósforo, zinco, cobre, selênio e manganês e também aqueles imprescindíveis à saúde da glândula mamária e do sistema imunológico como por exemplo zinco, selênio e cobre.
  3. Antioxidantes: algumas vitaminas e minerais são capazes de estimular o sistema imune melhorando a saúde e a reprodução dos animais. Os principais antioxidantes são selênio e vitamina E.
  4. Aditivos para fermentação e controle pH ruminal: Aditivos que modulam e auxiliam a eficiência da fermentação ruminal podem ser utilizados nos períodos pré e pós-parto, como por exemplo ionóforos e leveduras. Já para os desafios do controle do pH e acidose ruminal no período pós-parto o uso de aditivos tamponantes e alcalinizantes, como bicarbonato e óxido de magnésio são estratégias pertinentes.
  5. Balanceamento adequado de proteína: durante o período de transição, a vaca exige grande quantidade de proteína metabolizável. Porém, o rúmen não consegue fornecer esta quantidade necessária por meio de seus microrganismos (chamada de proteína microbiana), pois neste período o CMS está reduzido. Desta forma, durante o período de transição pode ser recomendado a substituição parcial do farelo de soja por fontes de menor degradação ruminal, como grãos e farelos tratados termicamente (“by pass”). No período de transição pode ser recomendado que 60 – 62% da proteína seja degradada no rúmen, e o restante passe “by pass” (proteína não degradável no rúmen – PNDR) para ser digerido e absorvido no intestino. Outra opção é o uso de aminoácidos protegidos. Estudos indicam que a suplementação com metionina protegida durante o período de transição (relação lisina: metionina de 2,8:1) pode aumentar a produção de leite após o parto e ainda auxiliar na redução de distúrbios metabólicos e do desempenho reprodutivo.

É essencial que o produtor conheça seus animais, faça um planejamento adequado traçando as metas à curto, médio e longo prazo para melhorias das condições nutricionais e ambientais desses animais, proporcionando longevidade e produtividade aos animais e maior rentabilidade da atividade leiteira.

Outras notícias você encontra na edição de Bovinos, Grãos e Máquinas de março/abril de 2021 ou online.

Fonte: O Presente Rural
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