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Sebrae e Aurora Coop discutem resultados e aprimoram metodologias do Programa Encadeamento Produtivo
Após 25 anos de parceria, programa já beneficiou mais de 50 mil famílias rurais com capacitação e melhorias na gestão das cooperativas filiadas à Aurora Coop.

Representantes do Sebrae Nacional e do Sebrae (SC), Paraná e Rio Grande do Sul participaram na última semana, na sede da Aurora Coop em Chapecó, de uma reunião estratégica para avaliar resultados, revisar metodologias e definir ações e recursos que irão nortear o novo ciclo do Programa Encadeamento Produtivo Aurora Coop e Sebrae. Desde 1998, a iniciativa já atendeu mais de 50 mil famílias rurais por meio de ações de capacitação e melhoria contínua.
A iniciativa é referência nacional e completou 25 anos de parceria, contribuindo significativamente para o desenvolvimento sustentável do agronegócio e o fortalecimento da gestão rural nas cooperativas filiadas à Aurora Coop. A coordenadora do Núcleo de Agronegócios do Sebrae Nacional, Claudia Stehling, destacou que o objetivo principal do encontro foi realizar uma revisão abrangente do convênio atual, considerando os avanços conquistados e as oportunidades de aprimoramento.
“Avaliamos o convênio atual, revisando tudo o que aconteceu até o momento, as cadeias atendidas, os resultados gerados e as capacitações realizadas. Também estamos revisando metodologias, sempre com foco em aprimorar para um próximo ciclo”, explicou.
Segundo Claudia, o encontro teve caráter participativo, reunindo gestores, consultores e representantes das cadeias produtivas da Aurora Coop para compreender as novas demandas do setor rural. “O Encadeamento Produtivo tem como essência atender às necessidades dos nossos parceiros, buscando continuamente entregar mais resultados e qualidade. Nosso propósito é apoiar o produtor rural nessa jornada de melhorias, ajudando a aprimorar processos e aumentar sua renda”, reforçou.
A coordenadora também enfatizou a dimensão nacional e a relevância da parceria, que atualmente é considerada o maior projeto de Encadeamento Produtivo do Sebrae Nacional. “Essa é uma sinergia muito importante para o Sebrae e para a região Sul do país. Ao longo de 25 anos, temos conseguido entregar cada vez mais resultados. O trabalho conjunto entre Sebrae e Aurora Coop é um exemplo de integração e fortalecimento do agronegócio brasileiro”, ressaltou.
O gerente de Desenvolvimento Rural Cooperativo da Aurora Coop, Marcos Lopes, destacou que o encontro foi essencial para garantir a evolução contínua das ações e capacitações voltadas aos produtores. “Participamos de uma programação intensa com o Sebrae Nacional e os Sebraes regionais. Realizamos reunião com os gestores das cadeias produtivas de leite, aves e suínos, e avaliamos os resultados do último convênio, envolvendo todos os treinamentos do Encadeamento Produtivo: De Olho na Qualidade, Qualidade Total Rural, Sustentabilidade e Times de Excelência”, destacou.
Lopes reforçou que o processo de avaliação permite olhar para o produtor como um empresário rural, incentivando a gestão eficiente e a qualidade da produção. “Esse momento é fundamental porque avaliamos o que passou e projetamos melhorias. O foco está em preparar o produtor para produzir mais e melhor, com qualidade e eficiência, fortalecendo toda a cadeia produtiva e o desempenho das unidades industriais da Aurora Coop”, observou.
O gerente também lembrou o alcance e o impacto do programa. “Os treinamentos são realizados nas cooperativas filiadas à Aurora Coop, com demandas que nascem nelas mesmas. Nosso setor atua junto com o Sebrae e seus consultores para atender todas essas famílias associadas, garantindo que o conhecimento chegue até a base do sistema cooperativista”, completou.
Durante o encontro, os participantes também discutiram ajustes nas metodologias de capacitação, visando facilitar o engajamento dos produtores e tornar os processos ainda mais acessíveis e práticos. A proposta é incorporar novas tecnologias e adaptar as estratégias às demandas emergentes das cadeias produtivas.
Programa
A iniciativa é do Sebrae com o apoio de vários parceiros. Em Santa Catarina com a Aurora Coop, Senar, Sescoop, Sicoob, Cooperalfa, Cooperitaipu, Auriverde, Coolacer, Copérdia, Caslo, Cooper A1, Copercampos e Coopervil. No Rio Grande do Sul, conta com a parceria do Sebrae, Sicredi, Cooperalfa, Cooper A1, Copercampos e Copérdia. No Paraná participam o Sebrae, a Cooperalfa, a Copérdia e a Cocari e, no Mato Grosso do Sul, Sebrae, Cooasgo e Cooperalfa.

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Mapa nomeia 180 aprovados no Concurso Público Nacional Unificado
As nomeações, publicadas no Diário Oficial da União, contemplam cargos técnicos e de fiscalização agropecuária, com vagas distribuídas em diferentes áreas e início de posse em até 30 dias.

Os aprovados são para os cargos de auditores fiscais agropecuários, agentes de atividades agropecuárias e de inspeção sanitária e industrial de Produtos de Origem Animal, técnicos de laboratório, analista em ciência e tecnologia e tecnologista
O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) publicou as Portarias n° 2.038 e n° 2.039 com a nomeação dos candidatos aprovados no Concurso Público Nacional Unificado (CPNU). As nomeações foram publicadas na última terça-feira (30) no Diário Oficial da União (DOU).
Ao todo, foram nomeados 180 candidatos. Desse total, 53 vagas são para o cargo de agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal; 41 para agente de Atividade Agropecuária; 14 para técnico de laboratório; e 9 para auditor fiscal agropecuário, nas áreas de engenharia agronômica e química.
Também foram contemplados outros cargos, como Tecnologista, com 31 vagas, e Analista em Ciência e Tecnologia, com 32 vagas, destinadas a profissionais de Engenharia Elétrica ou Eletrônica, Tecnologia da Informação e de qualquer área do conhecimento.
Os nomeados terão até 30 dias, contados a partir da publicação da Portaria, para tomar posse. Após a posse, o início do exercício no cargo deverá ocorrer no prazo máximo de 15 dias.
Toda a documentação necessária para a posse deve ser enviada por meio da plataforma SOUGOV.BR, conforme as orientações do Manual do Ingressante.
A lotação e o exercício dos servidores ocorrerão nas localidades definidas pelo Ministério. Os empossados nos cargos de Auditor Fiscal Federal Agropecuário, Agente de Atividades Agropecuárias e Agente de Inspeção Sanitária e Industrial de Produtos de Origem Animal deverão se apresentar à Superintendência de Agricultura e Pecuária do estado de sua vaga ou, em caso de lotação em Brasília, à sede do Mapa. Já os Técnicos de Laboratório deverão comparecer ao respectivo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária (LFDA).
Os nomeados para os cargos de Tecnologista e de Analista em Ciência e Tecnologia, nas áreas de Engenharia Elétrica ou Eletrônica, bem como de qualquer área do conhecimento, terão exercício na sede do Instituto Nacional de Meteorologia, vinculada à Secretaria-Executiva do Ministério da Agricultura e Pecuária, em Brasília (DF).
Já os nomeados para o cargo de Analista em Ciência e Tecnologia, na área de Tecnologia da Informação, terão exercício na Subsecretaria de Tecnologia da Informação da Secretaria-Executiva do Mapa, em Brasília (DF).
Confira a lista de nomeados e as localidades aqui
Portaria de Pessoal n° 2.039 da área de tecnologia
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Fundesa completa 20 anos com foco em defesa sanitária
Fundo foi decisivo no controle da gripe aviária, na recuperação após as enchentes e avança em estrutura, prevenção e rastreabilidade no Rio Grande do Sul.

O Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal do Rio Grande do Sul (Fundesa-RS) chega ao fim de 2025 completando 20 anos de atuação com um balanço marcado por resposta a crises sanitárias, modernização da estrutura e reforço do apoio ao Serviço Veterinário Oficial. Ao longo desse período, o fundo deixou de atuar apenas como reserva financeira e passou a ter papel central na sustentação do sistema de defesa sanitária animal do estado.
O ano de 2025 colocou essa estrutura à prova. Em maio, o Rio Grande do Sul registrou um caso de Influenza Aviária de Alta Patogenicidade em uma granja comercial no município de Montenegro. Apesar do impacto para o setor avícola, o foco foi controlado e erradicado em poucos dias. Segundo o presidente do Fundesa-RS, Rogério Kerber, o episódio evidenciou a capacidade de resposta do sistema sanitário estadual. A condução do caso recebeu reconhecimento de órgãos nacionais e internacionais, com destaque para o suporte financeiro e logístico garantido pelo Fundesa às equipes que atuaram no entorno do foco.
Ainda no ano em que completa duas décadas, o fundo passou a contar com sede própria no Parque de Exposições Assis Brasil. Inaugurada às vésperas da Expointer 2025, a Casa da Sanidade Animal tornou-se ponto permanente de apoio a reuniões, eventos técnicos e ações do Serviço Veterinário Oficial e das cadeias produtivas de proteína animal. Outra entrega relevante foi a inauguração da Supervisão Regional de Santa Rosa, imóvel histórico que passou por reforma custeada integralmente pelo Fundesa, com investimento de aproximadamente R$ 600 mil.
Responsabilidade compartilhada
Ao longo dos últimos 20 anos, uma das principais frentes do Fundesa foi a disseminação do conceito de responsabilidade compartilhada na defesa sanitária. A existência de um fundo voltado à indenização de produtores em casos de doenças estimula a notificação precoce de suspeitas, fator considerado estratégico para o controle sanitário.
Levantamento realizado em 2025 aponta que, apenas na pecuária leiteira, mais de R$ 54 milhões foram destinados a indenizações ao longo dos últimos 16 anos. O apoio tem sido fundamental no enfrentamento de enfermidades como tuberculose e brucelose. Atualmente, a prevalência da brucelose no rebanho gaúcho está em 0,49%, índice que tende a recuar com a continuidade das ações conjuntas entre o setor produtivo e o Serviço Veterinário Oficial.
Resposta a crises recentes
Os últimos anos também testaram a capacidade operacional do fundo em situações extremas. As enchentes de maio de 2024 exigiram aportes emergenciais para recompor a estrutura do Serviço Veterinário Oficial. Nesse contexto, a Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA-RS), desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria em parceria com o Fundesa, foi utilizada para mapear áreas isoladas e orientar ações de resgate e assistência.
O Instituto de Pesquisas Veterinárias Desidério Finamor (IPVDF) também recebeu recursos emergenciais para recuperação de equipamentos e recalibração de laboratórios após os danos causados pelas cheias.
Além dos eventos climáticos, o Fundesa ampliou sua atuação preventiva diante de riscos sanitários globais. Com a Influenza Aviária avançando em países vizinhos, a Peste Suína Africana afetando rebanhos na Europa e na Ásia e o reaparecimento da febre aftosa em países como Alemanha e Hungria, o fundo passou a investir em estratégias digitais de prevenção, comunicação com produtores e educação sanitária. Parte dessas ações envolve parcerias com a Universidade da Carolina do Norte e a ampliação da PDSA-RS em conjunto com a UFSM.
Próximos passos
Para os próximos anos, o foco passa a ser o fortalecimento financeiro do fundo. Em 2025, o setor produtivo articulou a revisão das contribuições ao Fundesa por meio do Projeto de Lei 515/2025, aprovado por unanimidade na última sessão do ano da Assembleia Legislativa. A nova tabela entra em vigor em abril de 2026.
Outro tema estratégico para 2026 é a continuidade da implantação do sistema de rastreabilidade bovina no Rio Grande do Sul. Embora o prazo nacional se estenda até 2033, o estado iniciou o processo com um projeto piloto lançado durante a Expointer, na Casa do Fundesa.
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Show Rural antecipa montagem dos estandes para reforçar segurança
Organização libera trabalhos já em dezembro para reduzir pressão de prazos e garantir estruturas maiores e mais seguras na edição de 2026.

Para evitar atropelos e dar ainda mais atenção à segurança dos trabalhadores, a direção do Show Rural Coopavel decidiu antecipar a autorização de início da montagem dos estandes da 38ª edição. Em vez de no começo de janeiro, como em anos anteriores, elas puderam optar por aproveitar o mês de dezembro.
“Conversamos sobre essa medida e entendemos que essa mudança seria bem-vinda, porque permite às empresas trabalhar sem tanta pressão de prazo, dando ainda mais atenção aos detalhes e à segurança”, diz o coordenador-geral Rogério Rizzardi. Algumas empresas, principalmente as que têm por responsabilidade a montagem de estandes maiores, estão aproveitando essa janela, comenta Rizzardi.
A montagem, em dezembro, seguirá até a próxima terça-feira, 23. O retorno será no dia 2 de janeiro. Todos os estandes deverão estar prontos até as 19h do dia 4 de fevereiro. Inúmeras reuniões foram realizadas com os representantes das 97 montadoras credenciadas para trabalhar no parque, e um dos pedidos mais importantes é o da utilização, por todos os colaboradores, de EPIs (Equipamentos de Proteção Individual).
Estandes maiores
O Show Rural acontece, desde 1989, em uma área rural de 72 hectares, a dez quilômetros do centro de Cascavel. Para atender a solicitação de alguns dos mais tradicionais de seus expositores, a direção do evento fez mudanças, como a troca de local do estacionamento de expositores e imprensa. Assim, a área desse antigo estacionamento foi toda gramada e, com ganho de metragem no parque, algumas empresas terão a chance de mostrar as suas novidades em estandes maiores.
Alguns terão, para 2026, área na casa dos 3,5 mil metros quadrados, os maiores da história do Show Rural – terão cerca de até mil metros a mais em comparação com os maiores das edições anteriores. É o caso da Jacto e da John Deere. “Nosso objetivo não é aumentar o número de expositores, e sim melhorar ainda mais o que já temos. Com isso, investimos no conforto e comodidade dos visitantes, que então terão a oportunidade de potencializar o resultado de sua jornada pelo parque”, enfatiza Rogério Rizzardi. A 38ª edição será realizada de 9 a 13 de fevereiro de 2026. O tema será A força que vem de dentro.



