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Seapi digitaliza autuações da Defesa Sanitária Animal e prevê fim do uso de papel até fim de 2025

Nova ferramenta vai permitir emissão, acompanhamento e defesa dos autos de infração de forma totalmente online, ampliando agilidade, transparência e eficiência da fiscalização no campo.

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Foto: Seapi

A Secretaria da Agricultura, Pecuária, Produção Sustentável e Irrigação (Seapi) do Rio Grande do Sul avança na modernização dos processos de fiscalização e prevê que, até o final de 2025, todos os autos de infração na área de Defesa Sanitária Animal sejam emitidos e processados de forma totalmente digital. A migração para o novo fluxo ocorre por meio do módulo de Autos de Infração da Plataforma de Defesa Sanitária Animal (PDSA), desenvolvida pela Universidade Federal de Santa Maria (UFSM) com apoio do Fundesa.

Nas próximas semanas, as 15 Supervisões Regionais da Seapi passam por treinamentos para operar a ferramenta. Na terça-feira (18), profissionais das regionais de Alegrete, Ijuí, Palmeira das Missões, Santa Rosa e São Luiz Gonzaga participaram das primeiras capacitações.

Hoje, a emissão dos autos ocorre em blocos de papel que depois são digitalizados no sistema PROA. Com o novo módulo, todo o fluxo, da autuação às decisões administrativas, passa a ser realizado dentro da PDSA. A mudança permitirá que produtores acompanhem o andamento dos processos diretamente no Portal do Cidadão (PDSA), utilizando a credencial gov.br. Também será possível solicitar descontos, apresentar defesas e emitir boletos pelo próprio sistema.

A Supervisão Regional de Santa Maria já testa a plataforma há dois meses. A supervisora Gisane Lanes considera a novidade “extremamente positiva”, destacando que o modelo digital torna a emissão mais rápida, segura e padronizada. “A ferramenta moderniza a fiscalização e facilita o trabalho das equipes”, afirma.

O cronograma prevê que todas as regionais concluam o treinamento até o fim do ano. A meta da Seapi é encerrar 2025 com as autuações 100% digitais, desde a emissão até a conclusão administrativa.

O diretor adjunto do Departamento de Vigilância e Defesa Sanitária Animal (DDA/Seapi), Francisco Lopes, ressalta que as unidades locais seguirão oferecendo suporte aos produtores durante a transição. “É um avanço tecnológico significativo, que vai agilizar processos e aumentar a transparência das ações do DDA”, destaca.

Fonte: O Presente Rural com Seapi

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Soja e milho puxam as exportações do agro em novembro

Grãos reforçam o bom desempenho do mês enquanto as carnes têm movimento mais moderado.

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Foto: Shutterstock

O Brasil embarcou 4,2 milhões de toneladas de soja em grão em novembro, volume 64% maior que o registrado no mesmo mês do ano passado. O preço médio permaneceu estável, em US$ 435,4 por tonelada. No farelo de soja, as exportações somaram 1,7 milhão de toneladas, aumento de 2,5% frente a novembro de 2024, apesar da queda de 18% no preço médio, que ficou em US$ 322,1 por tonelada. Já o óleo de soja teve retração de 47% nos embarques, que fecharam em 52 mil toneladas, enquanto o preço médio subiu 17%, para US$ 1.133,5 por tonelada.

Na carne bovina in natura, as exportações alcançaram 318,5 mil toneladas, avanço de 40% na comparação anual. O preço médio se manteve elevado, em US$ 5.508,8 por tonelada, 13% acima do registrado no ano passado. A receita total atingiu US$ 1,754 bilhão.

As vendas externas de carne de frango in natura somaram 377 mil toneladas, queda de 6,5% em relação a novembro de 2024. O preço médio ficou praticamente estável, em US$ 1.934,4 por tonelada, mas teve alta de 7,2% sobre outubro. No segmento de carne suína in natura, os embarques recuaram 14%, para 93 mil toneladas, com preço médio de US$ 2.498,6 por tonelada, leve queda tanto na comparação mensal quanto anual.

No setor sucroenergético, o etanol registrou queda de 38% nos embarques, que fecharam em 66 mil m³. Mesmo assim, o preço subiu 10%, alcançando US$ 654/m³. O açúcar VHP teve baixa de 4,2% nas exportações, somando 2,9 milhões de toneladas, com preço médio de US$ 372,3 por tonelada, recuo de 21% em um ano. Já o açúcar refinado avançou 13% em volume, totalizando 377 mil toneladas, mas com preço 22% menor, a US$ 414,5 por tonelada.

As exportações de milho encerraram o mês em 5 milhões de toneladas, aumento de 6,4% frente a novembro do ano passado. O preço médio ficou em US$ 215,4 por tonelada, alta de 5,5% na mesma base de comparação.

Fonte: O Presente Rural com informações Consultoria Agro Itaú BBA
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Tecnologia permite armazenamento de energia em bateria para área rural

Sistema testado no Paraná surge como alternativa estratégica para produtores que dependem de fornecimento contínuo de energia elétrica.

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Copel e Seab alinham estudos de armazenamento de energia em bateria para a área rural - Fotos : JP Gomes / Copel

Em visita à Copel, técnicos da Secretaria do Estado da Agricultura e Abastecimento (Seab) conheceram os projetos de armazenamento de energia em baterias da companhia com vistas à elaboração de estudos de aplicação em escala na área rural.

A aplicação da tecnologia foi apresentada pelo diretor Comercial da Copel, Julio Omori, ao coordenador de Energias Renováveis e Conectividade Rural do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), Herlon Almeida e ao diretor do Departamento de Economia Rural, da Seab, Marcelo Garrido, em reunião na última sexta-feira (05). “A bateria garante o fornecimento de energia em momentos de indisponibilidade da rede, contribuindo para a estabilidade necessária a culturas que dependem de suprimento contínuo”, explica Omori. Combinada aos inversores híbridos, a solução amplia a flexibilidade operacional, permitindo operar tanto conectada à rede quanto de forma independente.

Segundo o coordenador de Energias Renováveis e Conectividade Rural do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR), Herlon Almeida, a ideia é que os projetos de armazenamento energético no campo sejam integrados a uma etapa futura do Programa Renova Paraná (RenovaPR), de incentivo a produtores rurais para a geração própria de energia limpa, com a subvenção de juros de financiamentos pelo poder público, reduzindo custos aos participantes. Um kit de equipamentos de armazenamento de energia tem custo médio de R$ 40 mil. “Viemos conhecer os projetos para estabelecermos um horizonte de trabalho conjunto no apoio aos produtores”, disse Almeida, que esteve na Copel acompanhado do diretor do Departamento de Economia Rural, da Seab, Marcelo Garrido. “Temos hoje no Paraná 39,5 mil produtores que geram a própria energia. Estamos avançando no lançamento do Renova Paraná Trifásico, para dar suporte à estabilidade energética. Em uma terceira etapa, pretendemos incluir as baterias e auxiliar os interessados com a redução de custos de implantação dos equipamentos, a partir de uma parceria do Estado com a Copel”, explica o coordenador do IDR-Paraná.

Demanda por energia

Segundo Herlon Almeida, produtores de proteína animal e fumicultores, setores sensíveis a quedas de energia, são o foco do Renova Paraná na modalidade baterias.

A Copel já conta com um projeto-piloto com o uso de inversores híbridos e baterias para dar suporte à fumicultura em uma propriedade na cidade de Ivaí, na região Centro-Sul.

De acordo com Julio Omori, a energia armazenada em baterias supre demandas de necessidade de cargas críticas, como por exemplo em estufas de fumicultura em que não pode haver oscilações durante o processo de secagem. “Com o uso da bateria, o cliente pode escolher onde irá distribuir a energia armazenada em casos de interrupção do fornecimento da rede. No caso do projeto aplicado aos fumicultores, a carga é direcionada às estufas”, explica o diretor da Copel.

Capacidade

As baterias produzem 60 kWh que mantêm, por até dois dias, a estabilidade energética e a ativação de motores que fazem a circulação do ar quente garantindo a qualidade do fumo.

Inversores híbridos transformam a corrente contínua das baterias em corrente alternada, permitindo o funcionamento de motores e outros equipamentos. Assim, a energia armazenada pode ser usada sempre que for necessária.

Em Ivaí, o sistema de baterias está conectado ao sistema de comunicação da Rede Elétrica Inteligente por meio dos medidores inteligentes. O inversor híbrido conversa com o medidor e a Copel consegue acompanhar todo o desempenho do sistema remotamente. Com o sistema de bateria dentro da rede de medidores inteligentes da Copel é possível enviar comandos à bateria, seja para parar de carregar ou desligar.

Julio Omori ressalta que os projetos de baterias podem ser aplicados a diferentes cadeias produtivas como a do peixe, para atender a aeradores e em aviários, em que a própria planta pode ser utilizada para gerar energia e ao mesmo tempo ter um backup de armazenamento, entre outros.

Fonte: Assessoria da Copel
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Empresas Expertise em manejo

Aviagen e Nutriza fortalecem colaboração em nova edição do Conexão Aviagen – In Company

Evento contou com três dias de aprendizado prático, análise de dados e troca de experiências

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Divulgação / Fotos: Aviagen

Entre 11 e 13 de novembro, a Aviagen® América Latina realizou mais uma edição do Conexão Aviagen – In Company, desta vez com a equipe da Nutriza, em Pires do Rio (GO). O evento reuniu profissionais de recria e produção para aprofundar a colaboração e identificar oportunidades de melhoria no desempenho dos lotes e nos resultados reprodutivos.

Três dias de aprendizado prático e troca

A programação combinou visitas de campo, análise de dados, palestras e sessões interativas em grupo. Os participantes exploraram boas práticas e compartilharam insights para enfrentar desafios do dia a dia. Os especialistas de Serviços Técnicos da Aviagen, Antônio Amâncio, Bruno Machado, Alcides Paes, Almir Rocha e Tiago Gurski conduziram as discussões, acompanhados pelo supervisor regional de Vendas, Marcel Pacheco.

Da teoria à prática

O primeiro dia começou com uma visita à granja de recria e uma sessão de revisão de dados. O segundo dia teve foco nas granjas de produção e na análise de desempenho, gerando conversas sobre pontos de melhoria e estratégias de manejo. O último dia contou com palestras sobre temas como “Conformação ideal dos machos”, “Manejo de machos visando à fertilidade” e “Fatores críticos dos processos produtivos”, além de atividades dinâmicas que incentivaram a interação e o compartilhamento de conhecimento.

Criando o sucesso dos clientes

A Aviagen desenvolveu o formato in company para aproximar sua equipe da realidade dos clientes, permitindo aprendizado prático e colaboração junto aos clientes. O evento reafirmou o compromisso da Aviagen com o desenvolvimento de expertise em manejo e o fortalecimento de relacionamentos de longo prazo.

“Queremos agradecer a Aviagen pela troca de experiências e engajamento entre as equipes técnicas, focando no manejo de galos para melhoria de eclosão. Foi um momento especial, pois tivemos acompanhamento no campo, desde a recria, produção de ovos e finalizando com a interação e atividades práticas, engajando a equipe. A equipe Aviagen conseguiu mostrar os conceitos da linhagem Ross e conectar diretamente com a parte prática”, comentou Matheus Faria de Souza, gerente geral de Agropecuária da Nutriza.

“Nosso objetivo é ‘criar o sucesso juntos’, apoiando cada cliente de forma personalizada”, afirmou o supervisor regional de Serviços Técnicos da Aviagen no Brasil, Antonio Amâncio. “Esse formato permite que a teoria seja aplicada imediatamente em campo, gerando impacto real e fortalecendo a cooperação entre as equipes”, concluiu.

Fonte: Assessoria
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