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Notícias Instruções Normativas 12 e 13

Seapdr publica atualização de norma para agrotóxicos hormonais

Mudanças incluem o escalonamento de municípios sob exigência de aplicadores habilitados e a necessidade de declaração de uso dos herbicidas, bem como exigências adicionais para a execução da aplicação dos produtos.

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Foto: Arquivo/OP Rural

As Instruções Normativas (INs) 12 e 13 da Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr), publicadas na última quinta-feira (15) no Diário Oficial do Estado, com retificações na sexta-feira (16), trazem novas diretrizes sobre o trabalho de mitigação de risco de deriva de agrotóxicos hormonais no campo. As mudanças incluem o escalonamento de municípios sob exigência de aplicadores habilitados e a necessidade de declaração de uso dos herbicidas, bem como exigências adicionais para a execução da aplicação dos produtos.

A medida visa também atender a legislação federal, que estabelece exigência do treinamento dos aplicadores até 2026. Com isso, o Rio Grande do Sul já estaria em conformidade. A IN 13 estipula o cronograma e a entrada em vigor da obrigatoriedade de capacitação dos aplicadores para todos os municípios gaúchos nos próximos quatro anos.

Um grupo de 35 municípios já vinha cumprindo a regra. A partir de janeiro de 2023, produtores rurais de outros 38 municípios passam a ter que se enquadrar. Um terceiro, quarto e quinto grupo de municípios serão abrangidos pela IN em janeiro de 2024, janeiro de 2025 e janeiro de 2026, respectivamente, alcançando a totalidade do território estadual. O cronograma foi definido com base no histórico de ocorrências de derivas em todas as regiões do Estado.

A carga horária mínima do curso de boas práticas que precisa ser respeitada é de 16 horas, dividida em parte teórica e prática, com o seguinte conteúdo mínimo: uso correto e seguro dos agrotóxicos e dos equipamentos de proteção individual (EPI); tecnologia de aplicação de agrotóxicos; armazenagem correta dos produtos e orientação sobre as adequações, reparos, regulagem e calibração de pulverizadores.

“São exigidos o uso de pontas apropriadas para aplicação, com espectro de gotas grossa e muito grossa, além de uso de redutores de risco de deriva na calda ou na aplicação, visando diminuir os riscos associados. Nesse sentido, a prescrição dos tratamentos pelos profissionais, bem como as aplicações pelos aplicadores, deverão atender estas exigências”, informa o diretor do Departamento de Defesa Vegetal, Ricardo Felicetti.

Segundo Felicetti, a revisão das normas é importante para permitir a instrução de novos aplicadores, objetivando melhorar o fluxo de capacitações. A Divisão de Insumos e Serviços Agropecuários (Disa), ligada ao Departamento de Defesa Vegetal, informa que, no último mês, milhares de aplicadores que já tinham certificado dos cursos de boas práticas iniciaram o processo de cadastramento na Seapdr. Assim, o número de aplicadores habilitados ultrapassou 9,6 mil.

O diretor do departamento estima que, para atender a demanda de quase 90 mil usuários de agrotóxicos hormonais no Estado, haverá a necessidade de 60 mil aplicadores habilitados, o que será facilitado pelo cronograma de exigências. “O Rio Grande do Sul é inovador nesta medida de qualificação de aplicadores, o que tem permitido a correção e a conformidade das aplicações de tratamentos fitossanitários no Estado”, acrescenta Felicetti.

Fonte: Ascom Seapdr

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Produção mundial de trigo diminui na projeção do USDA para 2026/27

Estimativa de 819,969 milhões de toneladas representa queda de 2,8% frente à temporada anterior.

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Foto: Fábio Carvalho

Os preços do trigo registraram avanço, influenciados pela expectativa de menor oferta global após o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) reduzir a projeção para a safra norte-americana, que pode alcançar o menor volume desde 1970/71.

Foto: Breno Lobato

De acordo com o Cepea, no mercado brasileiro, a disponibilidade limitada da safra anterior (“velha”) contribuiu para a sustentação dos preços. Por outro lado, a desvalorização do dólar frente ao Real favoreceu as importações e reduziu o espaço para altas mais intensas no mercado doméstico.

Em seu relatório mais recente, o USDA estimou a produção mundial de trigo da safra 2026/27 em 819,969 milhões de toneladas, uma redução de 0,01% em relação à previsão divulgada em junho. Na comparação com a temporada 2025/26, a produção global deve recuar 2,8%.

Segundo o órgão norte-americano, a redução está relacionada principalmente às menores projeções para as safras dos Estados Unidos e do Canadá. O movimento foi parcialmente compensado por revisões positivas nas estimativas de produção da Rússia e da Ucrânia.

Para os Estados Unidos, o USDA reduziu a previsão de produção em 0,5% na comparação com o relatório anterior e em 22,6% frente à safra 2025/26, para 41,81 milhões de toneladas. Caso a estimativa seja confirmada, o volume será o menor registrado pela triticultura norte-americana desde a temporada 1970/71.

Fonte: O Presente Rural com Cepea
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Tecnologia no pós-colheita ajuda produtor a reduzir perdas e preservar valor dos grãos

Monitoramento de umidade, temperatura e qualidade permite decisões mais precisas e reduz impactos financeiros após a saída da lavoura.

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Foto: Divulgação

Como não foram fornecidas declarações de fontes ou entrevistados, o texto abaixo foi reestruturado sem a inclusão de falas atribuídas, evitando a criação de aspas não documentadas.

O agronegócio brasileiro passou por uma profunda transformação tecnológica dentro das propriedades rurais nas últimas décadas. Ferramentas como GPS, agricultura de precisão, drones, sensores e softwares de gestão mudaram a forma de plantar, monitorar e colher, elevando os níveis de produtividade e eficiência das lavouras.

Foto: Marcos Marques

Agora, uma nova etapa da competitividade começa a ganhar protagonismo no setor: o manejo realizado após a colheita. Em um ambiente marcado por margens mais apertadas e compradores cada vez mais rigorosos em relação à qualidade dos grãos, processos como secagem, armazenagem e monitoramento da umidade passaram a exercer influência direta sobre a rentabilidade da safra.

Apesar disso, parte do setor ainda trata o pós-colheita como uma atividade operacional, e não como uma etapa estratégica da produção agrícola.

Dados da Motomco mostram que aproximadamente 58,3% dos descontos aplicados na recepção da soja estão relacionados ao excesso de umidade nos grãos, um indicador que pode ser monitorado e gerenciado pelo produtor ainda na propriedade, antes mesmo do embarque da carga para as unidades armazenadoras.

As diferenças regionais ajudam a explicar o impacto desse fator sobre a renda do produtor. Na Região Sul, 63,5% das cargas de soja chegam aos armazéns com teores de umidade entre 12% e 15%, faixa próxima ao padrão de referência de 14% adotado pelo mercado.

No Centro-Oeste, porém, o cenário é distinto. Como a colheita frequentemente coincide com períodos de maior incidência de chuvas, 48,3% das cargas são recebidas com umidade superior a 17,8%, exigindo processos adicionais de secagem e aumentando os descontos aplicados durante a classificação dos grãos.

Foto: Divulgação/Gov.br

Em safras marcadas por adversidades climáticas, os impactos econômicos podem ser ainda mais expressivos. Enquanto os índices de impurezas tendem a permanecer dentro dos limites aceitáveis graças à evolução tecnológica das colhedoras, o percentual de grãos avariados pode superar 30% da carga em determinadas regiões produtoras.

Na prática, toda a água excedente presente nos grãos é descontada diretamente do peso líquido comercializado, reduzindo o volume efetivamente remunerado ao produtor e transferindo para o pós-colheita uma parcela crescente da competitividade da produção agrícola brasileira.

Em muitos casos, porém, o produtor sequer sabe que está exposto a esse tipo de perda. Sem ferramentas de monitoramento, a decisão sobre o momento de colher, secar ou armazenar continua sendo baseada na percepção visual ou na experiência acumulada ao longo dos anos, sem dados precisos sobre a real condição dos grãos.

Adoção de tecnologias no pós-colheita

Para o engenheiro agrônomo Roney Smolareck, o que impede hoje a adoção de tecnologias no pós-colheita já não é mais uma barreira financeira, mas sim cultural. “Em muitos casos, a resistência está relacionada ao modelo de gestão. Empresas e propriedades que ainda operam com estruturas mais tradicionais tendem a adotar novas tecnologias de forma mais lenta”, explica.

Foto: Lucas Fermin/SEED

Segundo ele, essa diferença fica evidente nas novas fronteiras agrícolas brasileiras. Regiões como o Matopiba já contam com uma geração de produtores e gestores que iniciou suas operações com foco em eficiência operacional, integração de sistemas e gestão baseada em dados. “Esses produtores já nasceram em um ambiente tecnológico. Eles entendem que pequenas perdas durante a secagem, armazenagem e movimentação dos grãos podem representar impactos financeiros significativos ao final da safra”, pontua.

Essa percepção, no entanto, vem avançando também entre as propriedades mais tradicionais. À medida que o foco do produtor deixa de ser apenas produtividade e passa a incorporar indicadores de rentabilidade, cresce a compreensão de que decisões relacionadas às etapas do pós-colheita e comercialização podem impactar o resultado financeiro tanto quanto o desempenho obtido na lavoura.

Mudança de mentalidade

Um exemplo dessa mudança de mentalidade é do produtor de Rondon do Pará, Marcos Marques, que cultiva cerca de 1.300 hectares de soja, milho, sorgo e gergelim. Assim como aconteceu com seu pai e seu avô, ele passou boa parte da carreira concentrando sua atenção na produção dentro da porteira, sem grande visibilidade sobre o que acontecia com os grãos após a colheita.

tecnologia

Foto: Shutterstock

Há quatro anos, decidiu investir em armazenagem própria e em tecnologias de monitoramento de umidade e temperatura. Com isso, passou a tomar decisões baseadas em informações geradas dentro da própria fazenda, reduzindo a dependência de medições realizadas por terceiros. “Depois que eu comprei o silo e coloquei mais tecnologia voltada pro pós-colheita na fazenda, pude perceber o tanto que eu perdia lá para trás. Não dá nem para mensurar o tamanho do ganho, mas a diferença é muito grande”, relata.

Para ele, o principal benefício foi o controle sobre as informações e o aumento da segurança comercial nas negociações com compradores e portos. “Já tivemos situações em que a carga chegou ao porto e os números não batiam. Como temos equipamentos aferidos e laudos próprios, conseguimos comprovar a qualidade do produto. Isso traz muito mais segurança para negociar”, ressalta.

Exigências dos mercados consumidores

A preocupação crescente com o pós-colheita também está ligada às exigências dos mercados consumidores, que demandam cada vez mais rastreabilidade e preservação de características específicas dos grãos. Na soja, o desafio está em preservar teores de proteína e óleo.

No milho e no sorgo, a manutenção do amido é fundamental para setores como alimentação animal e produção de etanol. No trigo, a qualidade da farinha depende diretamente das características tecnológicas do grão. Já na cevada, uma secagem inadequada pode comprometer o poder germinativo necessário para a maltagem, reduzindo significativamente seu valor comercial.

Foto: Divulgação/Arquivo OPR

Nesse cenário, o uso de dados em tempo real vem substituindo controles manuais em toda a cadeia de armazenagem. Sensores conectados, Internet das Coisas (IoT), inteligência artificial e plataformas integradas de monitoramento permitem acompanhar indicadores críticos de qualidade e antecipar riscos operacionais.

Segundo Smolareck, essa transformação já pode ser observada na própria estrutura das unidades armazenadoras. “O que antes era uma simples sala de classificação, hoje muitas vezes funciona como um laboratório de qualidade equipado com computadores, equipamentos integrados e sistemas automatizados de coleta e processamento de dados. Há alguns anos, muita gente questionava a necessidade de monitorar a lavoura com GPS, mapas e sensores. Hoje isso faz parte da rotina das propriedades mais eficientes. Com o pós-colheita, estamos vendo um movimento semelhante. A diferença é que agora a disputa acontece depois que o grão sai do campo”, enfatiza.

Fonte: Assessoria Motomco
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Safra de grãos deve atingir 360,1 milhões de toneladas no Brasil

Levantamento da Conab aponta crescimento de 2,2% na produção em relação ao ciclo anterior, impulsionado pela maior área cultivada no país.

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Fotos: Jaelson Lucas/AEN

A produção de grãos da safra 2025/26 está estimada em 360,1 milhões de toneladas, volume 2,2% superior ao registrado na temporada passada, o que representa um acréscimo de 7,8 milhões de toneladas de grãos a serem colhidos. O resultado reflete a maior área destinada para o cultivo de grãos no país, projetada em 83,5 milhões de hectares, enquanto a produtividade média nacional das lavouras deve se manter estável, prevista em 4.311 quilos por hectare. Os dados estão no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26, divulgado nesta terça-feira (14/7) pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab).

Foto: Divulgação

A colheita das três safras de milho no atual ciclo está estimada em 141,7 milhões de toneladas, volume 0,4% superior ao ciclo passado. A primeira safra do cereal já está quase toda colhida, e a produção está estimada em 29,6 milhões de toneladas. Já na segunda safra do grão, a colheita atinge 38,9% da área destinada para cultura, índice inferior à média dos últimos 5 anos. Principal produtor do grão, Mato Grosso registrou condições climáticas favoráveis durante o ciclo, proporcionando um bom desenvolvimento da segunda safra de milho. Já em Goiás, Minas Gerais e Piauí os veranicos ocorridos em abril e maio influenciaram no desempenho da cultura. Neste cenário, a Conab espera que sejam colhidas 109,43 milhões de toneladas na segunda safra do cereal. Para a terceira safra, espera-se uma produção de 2,7 milhões de toneladas. No momento, as baixas precipitações que vêm ocorrendo, especialmente em Sergipe e Alagoas, trazem reflexos à evolução das lavouras.

O algodão tem produção prevista em 4,06 milhões de toneladas de pluma, com 8,1% da área já colhida, 78,4% em maturação e 13,5% em formação de maçãs. As boas condições climáticas favorecem o bom desenvolvimento das lavouras, refletindo em um ganho na produtividade de 2,8% em relação à safra 2024/25. Essa melhora no desempenho médio das lavouras compensou a diminuição em 3,2% na área plantada, que neste ciclo foi próximo a 2 milhões de hectares.

Foto: Shutterstock

Com colheita finalizada, a soja alcança uma produção de 180,6 milhões de toneladas, avanço de 5,3% em relação à safra passada, resultado do aumento de 2,7% na área cultivada, aliado ao bom pacote tecnológico utilizado pelos produtores, e às condições climáticas favoráveis. O arroz também tem colheita encerrada e apresenta uma produção de 11,1 milhões de toneladas, 13,1% abaixo do volume produzido na safra passada, reflexo de uma menor área destinada ao produto. No caso do feijão, a produção total estimada é de 3 milhões de toneladas, 1,4% inferior ao ciclo anterior. Mesmo com a redução prevista para estes dois importantes produtos para o consumo dos brasileiros, o volume a ser colhido garante o abastecimento no mercado doméstico.

Já o trigo, produto de destaque entre as culturas de inverno, se encontra em fase final de plantio. A expectativa da Conab é de uma redução de 23,5% no volume a ser colhido, estimado em 6 milhões de toneladas. O resultado reflete tanto a menor área destinada ao cereal como a expectativa de uma menor produtividade média a ser registrada nas lavouras neste ciclo.

Mercado

Foto: Divulgação

Neste 10º levantamento, a Companhia ajustou as estimativas para o estoque de passagem de milho na safra 2025/26, uma vez que a produção total do cereal foi reajustada para 141,7 milhões de toneladas. Com isso, a nova expectativa é de um estoque próximo a 14,5 milhões de toneladas em 31 de janeiro de 2027. A atualização da safra de algodão também possibilitou ajustes na expectativa de exportação da fibra, podendo chegar a 3,38 milhões de toneladas, resultando em um estoque final de 2,67 milhões de toneladas.

No caso da soja, o estoque final foi ajustado para 8,8 milhões de toneladas, diante um aumento no processamento do grão e das exportações, estimadas em julho em 62,57 milhões de toneladas e 116,3 milhões de toneladas respectivamente.

Outras informações sobre o cultivo e as condições de mercado sobre as principais culturas cultivadas no país podem ser encontradas no 10º Levantamento da Safra de Grãos 2025/26.

Fonte: Assessoria Conab
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