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Seapdr orienta pecuaristas gaúchos sobre normas para ingresso de gado em Santa Catarina
Somente animais nascidos a partir de maio de 2020 é que podem ser enviados ao Estado catarinense, desde que obedecidas às normas da Cidasc.

A Secretaria da Agricultura, Pecuária e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Rio Grande do Sul orienta os pecuaristas gaúchos a ficarem atentos às normas exigidas por Santa Catarina para o ingresso de bovinos e bubalinos. Ainda que o Estado gaúcho tenha conquistado o mesmo status sanitário do Estado vizinho – área livre de febre aftosa sem vacinação -, segue proibido o envio de animais vacinados à Santa Catarina, para qualquer finalidade, incluindo o abate imediato. Sendo assim, somente animais nascidos a partir de maio de 2020 (última etapa da vacinação encerrou-se em abril de 2020) é que podem ser enviados, desde que obedecidas às normas da Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc).
A coordenadora estadual do Programa Nacional de Vigilância para a Febre Aftosa da Seapdr (Pnefa-RS), veterinária Grazziane Maciel Rigon, explica que todas as cargas de bovinos e bubalinos enviadas para Santa Catarina, independente da finalidade, deverão estar lacradas pelo Serviço Veterinário Oficial na origem.
Os animais não vacinados contra febre aftosa só poderão entrar no Estado vizinho, com destino às propriedades ou participação em eventos, se possuírem identificação individual oficial, permanente ou de longa duração, aplicada até os seis meses subsequentes ao nascimento, devendo estar acompanhados de documento que comprove o registro de nascimento (animais com registro genealógico no nascimento ou de propriedades registradas no Sistema Brasileiro de Identificação e Certificação de Bovinos e Bubalinos – Sisbov).
Além disso, ainda há a exigência de apresentação de testes de brucelose e tuberculose negativos e válidos, exceto quando oriundos de estabelecimentos certificados livres. Grazziane chama atenção para as idades necessárias para os testes de brucelose. O mínimo é de 24 meses para as fêmeas vacinadas com B19, podendo ser reduzida para oito meses, caso a vacina utilizada tenha sido a RB51. Já nos machos, o teste pode ser aplicado a partir dos oito meses. Em relação ao teste de tuberculose, a idade mínima é de seis semanas.
Ainda, para a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA) no RS, o interessado precisa de uma autorização de ingresso dos animais no Estado de Santa Catarina, que pode ser obtida por meio do preenchimento do formulário de comunicação de ingresso de bovinos e bubalinos no site da Cidasc.
Grazziane ressalta que estas exigências não são cobradas de outros animais suscetíveis à febre aftosa, como suínos e pequenos ruminantes. “Para as outras espécies suscetíveis, apenas a GTA é obrigatória para o ingresso em Santa Catarina”, pontua a veterinária.
Retorno
Já, para os animais retornarem para o Rio Grande do Sul, Grazziane informa que não há impedimentos, sendo necessária apenas a obtenção da GTA de retorno por meio da Cidasc. A coordenadora do Pnefa-RS lembra ainda que, no Rio Grande do Sul, só podem entrar bovinos e bubalinos não vacinados, de áreas livres sem vacina. Criadores de outros Estados que ainda imunizam contra febre aftosa podem enviar ao Rio Grande do Sul somente animais para abate imediato ou para exportação. Neste último caso, os animais precisam permanecer em quarentenas nos Estabelecimentos de Pré-Embarque (EPEs).

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Brasil abre mercado para carne moída no México e soja nas Filipinas
Acordos sanitários ampliam presença em dois importadores relevantes e diversificam destinos para proteínas e grãos brasileiros.

O governo brasileiro concluiu negociações sanitárias que autorizam a exportação de carne moída ao México e de soja em grãos às Filipinas. As medidas ampliam a lista de produtos agropecuários brasileiros com acesso a mercados externos e envolvem dois parceiros comerciais relevantes para o setor.

Foto: Divulgação
No caso mexicano, a habilitação contempla carne moída bovina destinada ao varejo e à indústria de alimentos. Trata-se de um item com maior grau de processamento em relação aos cortes in natura, o que tende a elevar o valor agregado das exportações. Em 2025, o México importou mais de US$ 3,1 bilhões em produtos agropecuários brasileiros, com predominância de carnes, produtos florestais e itens do complexo soja.
Para as Filipinas, a abertura de mercado abrange a soja em grãos. O país asiático importou mais de US$ 1,8 bilhão em produtos agropecuários do Brasil no ano passado. A inclusão da soja amplia as alternativas de escoamento de uma das principais commodities da pauta agrícola brasileira e reforça a presença do país no Sudeste Asiático, região considerada estratégica pelo governo nas tratativas comerciais.
Segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária, com esses anúncios o agronegócio brasileiro soma 539 aberturas de mercado desde o início de 2023. As negociações foram conduzidas de forma conjunta pelo Ministério das Relações Exteriores e pelo Ministério da Agricultura.
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BRDE e IAT firmam contrato para gestão do Fundo de Recursos Hídricos do Paraná
O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul será responsável por administrar o fundo, realizar a gestão financeira dos valores, efetuar repasses a projetos aprovados e ofertar financiamentos conforme as prioridades definidas pelos Comitês de Bacias Hidrográficas e pelo Instituto Água e Terra.

O Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul (BRDE) e o Instituto Água e Terra (IAT), autarquia vinculada à Secretaria de Estado do Desenvolvimento Sustentável (Sedest), assinaram nesta sexta-feira (27), em Curitiba (PR), o contrato que define o banco como agente técnico-financeiro do Fundo Estadual de Recursos Hídricos (FRHI-PR). A parceria estabelece as bases para a administração dos recursos arrecadados com a cobrança pelo uso da água, um instrumento previsto na política estadual, com reinvestimento direto nas bacias hidrográficas onde os valores são gerados.

Foto: Gabriel Fiori/Sedest
O contrato estabelece que o BRDE será responsável por administrar o fundo, realizar a gestão financeira dos valores, efetuar repasses a projetos aprovados e ofertar financiamentos conforme as prioridades definidas pelos Comitês de Bacias Hidrográficas e pelo IAT. O objetivo é assegurar que os recursos arrecadados com as cobranças sejam reinvestidos em ações voltadas à melhoria da qualidade, da disponibilidade e da gestão dos recursos hídricos na própria bacia hidrográfica onde o dinheiro foi gerado.
O diretor-presidente do BRDE, Renê Garcia Júnior, destacou o compromisso do banco com a efetividade da aplicação dos valores e com o caráter público do instrumento. “O BRDE é um banco de desenvolvimento com uma visão social muito forte. Vamos fazer o melhor possível para atuar com responsabilidade e dar segurança à aplicação dos recursos, garantindo rastreabilidade e alinhamento às prioridades definidas pelos comitês e pelo IAT. Valorizar a água é essencial, especialmente porque é um bem cada vez mais escasso”, disse.
Para o secretário estadual do Desenvolvimento Sustentável, Rafael Greca, a iniciativa fortalece a política pública ao transformar

Foto: Gabriel Fiori/Sedest
arrecadação em resultados concretos no território. “Transformar a cobrança pelo uso da água em investimento direto na proteção das nossas bacias é um avanço civilizatório. Estamos fortalecendo a gestão hídrica e garantindo que os recursos retornem em qualidade, segurança e sustentabilidade para o Paraná”, afirmou.
Para o diretor-presidente do IAT, Everton Souza, a assinatura consolida um processo de longa duração e fortalece a governança da política de recursos hídricos no Paraná. “É mais uma iniciativa da gestão Ratinho Junior em prol da preservação da água no Paraná. A partir deste fundo, teremos a garantia de que o dinheiro arrecadado com o uso da água será reinvestido em ações que melhorem a qualidade, a disponibilidade e a gestão dos recursos hídricos exatamente naquela bacia hidrográfica em que foi arrecadado. Teremos, assim, mais condições de implementar políticas públicas voltadas para o cuidado com esse bem natural tão precioso”
Aplicação
Não há valor fixo de investimento previsto, já que os recursos variam conforme a arrecadação em cada bacia hidrográfica. Parte dos valores será destinada a editais de chamamento público para projetos não reembolsáveis. Outra parcela poderá ser utilizada para estruturar financiamentos, com possibilidade de subsídio de juros ou mecanismos que facilitem o acesso ao crédito, modelo que ainda será definido. A operacionalização dos editais ficará a cargo da Agência do BRDE no Paraná.

Foto: Gabriel Fiori/Sedest
O diretor administrativo do BRDE, Heraldo Alves das Neves, ressaltou que o contrato formaliza uma construção que vinha sendo amadurecida há anos e abre espaço para ampliar a capacidade de investimento na agenda ambiental. “É a formalização de algo que vínhamos perseguindo há muito tempo. Para o BRDE, é uma oportunidade de gerir um fundo com ligação direta com a sustentabilidade. Temos experiência na gestão de fundos, como o Fundo Setorial do Audiovisual, e esse aprendizado ajuda a fortalecer controles, transparência e eficiência. E, no futuro, caso seja aprovado, o banco também poderá estar preparado para gerir um fundo constitucional em prol do desenvolvimento da região onde atua”, afirmou
Comitês
Atualmente, a cobrança pelo uso de recursos hídricos está em vigor apenas na área do Comitê das Bacias do Alto Iguaçu e Afluentes do Alto Ribeira (Coaliar), que abrange Curitiba e a Região Metropolitana. Os Comitês das Bacias dos Rios Pirapó, Paranapanema 3 e 4 (CBH Piraponema) e da Bacia Litorânea aprovaram a implantação da cobrança em julho de 2025. Nessas regiões, a emissão dos boletos terá início em 2027, referente ao uso da água ocorrido em 2026.
A cerimônia aconteceu na agência do BRDE em Curitiba e contou também com a presença de integrantes da equipe técnica que atuaram na elaboração e aprovação do contrato e de representantes da Coaliar.
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Adapar habilita 56 profissionais de seis estados para emissão de certificados fitossanitários
Participaram 46 profissionais do Paraná, Bahia, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo, além de 10 da própria autarquia. Os cursos a Adapar são reconhecidos pela qualidade, comprometimento do quadro técnico e pelo fato serem realizados no local de produção, com as práticas e abordando as rotinas.

A Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (Adapar) realizou nesta semana um curso voltado à habilitação de profissionais para a emissão de Certificados Fitossanitários de Origem (CFO) e de Origem Consolidada (CFOC). A habilitação é destinada para engenheiros agrônomos com registro regular nos Conselhos Regionais de Engenharia e Agronomia.

Foto: Divulgação/Adapar
Ao todo, 46 profissionais do Paraná e de mais cinco estados participaram da capacitação, que aconteceu quarta (25) e quinta-feira (26). Além disso, 10 servidores da Adapar também foram capacitados. A Adapar vai emitir certificados de participação dos profissionais no curso.
O curso foi realizado no município de Cerro Azul, na Região Metropolitana de Curitiba e teve a parceria do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), prefeitura de Cerro Azul e Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa). O foco do conteúdo foi em vegetais que podem hospedar Pragas Quarentenárias Presentes que, no Brasil, são aquelas que causam alto impacto econômico, mas não são amplamente distribuídas e contam com vigilância e controle oficial para evitar disseminação.
Foram abordadas a Xanthomonas citri subsp. citri (Cancro Cítrico), Candidatus Liberibacter americanus e Candidatus Liberibacter asiaticus, conhecidas por Greening ou Huanglongbing (HLB).
A capacitação não se limita apenas a profissionais paranaenses e, na sua 80ª edição, contou com engenheiras e engenheiros agrônomos dos estados da Bahia, de Minas Gerais, do Rio Grande do Sul, de Santa Catarina e de São Paulo. O chefe da divisão de Certificação e Rastreabilidade Vegetal da Adapar, Juliano Farinazzo Galhardo, foi o responsável pela realização do curso e destacou a qualidade e reputação da capacitação. “Os cursistas gostaram muito, segundo as fichas de avaliação de satisfação preenchidas”, comentou. “Teve pessoa que veio de avião, 1.800 quilômetros de distância, desceu em Curitiba foi até Cerro Azul participar da capacitação, porque esses os cursos de CFO e CFOC da Adapar são reconhecidos pela qualidade, comprometimento do quadro técnico, e pelo fato serem realizados no local de produção, com as práticas e abordando as rotinas”, ressaltou o engenheiro agrônomo.
Conteúdo
O curso teve conteúdo relacionado a legislação vigente, identificação e controle de pragas, uso do Sistema de Defesa Sanitária Vegetal da

Foto: Divulgação/Adapar
Adapar e práticas de campo. Foi dividido em dois módulos. No primeiro, foram detalhadas as normas sobre as certificações, o trânsito de plantas ou de produtos vegetais relacionado com a Permissão de Trânsito de Vegetais (PTV) e noções sobre normas internacionais.
O segundo módulo tratou de aspectos de classificação taxonômica, levantamento e mapeamento em condições de campo da praga; práticas de monitoramento, tipos de armadilhas, identificação, coleta, acondicionamento e transporte de amostras; bioecologia; sintomas e sinais em plantas hospedeiras; ações de prevenção; e métodos de controle.
Parceria
A ação aconteceu em parceria com o Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-PR), com a prefeitura de Cerro Azul e com o Ministério da Agricultura e Pecuária.



